O Brasil vive um momento de crise que afeta quase todos os setores, entre eles a indústria de produção automobilística e o ramo imobiliário. Por outro lado, é em momentos de crise que novas ideias aparecem e com uma probabilidade maior de alcançar o sucesso. Um exemplo claro é a área de alimentação, em que o Food Truck está ganhando espaço e cada vez mais brasileiros investem em seu próprio negócio.

Muito praticado em Nova Iorque e em outras cidades dos Estados Unidos, aqui no Brasil, foi em São Paulo que os primeiros Food Trucks apareceram. O brasileiro está modificando seu ponto de vista e o jeito de gastar dinheiro, sempre pensando em diminuir custos e, é dessa forma, que o Food Truck torna-se uma opção muito requisitada.

O sucesso desse comércio ocorre por ser uma forma de venda de alimentos que podem ser levados para lugares onde esteja localizada uma maior concentração de pessoas, ou seja, um restaurante itinerante, com uma cozinha estruturada com cardápios variados, muitas vezes sofisticados, a um preço acessível. Outra circunstância que ajuda ao negócio é o crescimento da agricultura familiar em todo o país, fazendo com que os preços dos produtos para alimentação mantenham-se estabilizados por mais tempo, aumentando os preços de forma mais lenta e em porcentagens menores que o resto dos produtos.

Por outro lado, para quem quer investir num Food Truck, o custo é bem menor que montar um restaurante ou lanchonete, por exemplo, porém, requer a mesma cautela com planejamento, orçamento e regulamentação. Com isso, o valor investido poderá ser recuperado em menos tempo e de forma mais fácil.

As pessoas gostam de novidades, assim, a tendência é que esse negócio aumente ainda mais nos próximos anos, já que o modo itinerante é uma forma diferente de atrair o público. A vantagem do Food Truck é ir até a população, desta forma, a locomoção torna-se um divertido passeio em família, perto de casa. 


Economista da BNP Paribas fala sobre as perspectivas econômicas para o Brasil neste final de 2015 e início de 2016.

Os problemas enfrentados pela economia brasileira não são apenas um assunto interno. Olhos internacionais também estão atentos ao que anda ocorrendo por aqui. Recentemente mais uma instituição financeira resolveu se manifestar sobre o assunto. Estamos falando do BNP Paribas, banco francês que por meio de seu economista-chefe aqui na América Latina afirmou que o país deverá apontar uma recessão na faixa de 3,0% ainda em 2015 e na casa dos 2% no ano de 2016. As estimativas foram passadas pelo economista Marcelo Carvalho através de uma teleconferência realizada com jornalistas, onde o tema central eram as perspectivas macroeconômicas do BNP.

Carvalho ainda fez questão de enumerar certos pontos que dão uma gravidade maior a situação. De acordo com ele, temos uma visão de cenário externo complicada quando consideramos a alta dos juros nos Estados Unidos e a desaceleração da economia chinesa. Em segundo lugar, o economista coloca a questão de estarmos pagando por erros cometidos relacionados à política econômica que vieram acontecendo nos últimos anos. Por fim, ainda temos as investigações da Operação Lava-Jato. Esses fatos causam certamente incertezas.

– A Mudança Necessária:

Segundo o economista do BNP, para existir uma mudança nesse cenário é preciso que seja reestabelecida a confiança entre os empresários e os consumidores. Caso isso não seja feito, muito provavelmente a tão sonhada recuperação de forma sustentável do país não acontecerá de maneira eficiente.

– A Inflação:

Carvalho também falou a respeito da inflação, já que uma coisa está intimamente ligada a outra. Segundo ele, o IPCA deverá chegar a taxa de 9,5% ainda em 2015. Porém, em 2016 poderá haver uma desaceleração para até 6,5%. O interessante disso tudo, conforme o economista, é o fato de que mesmo com os esforços que vem sendo feitos pelo ministro da Fazenda, a situação parece não apresentar nenhum tipo de mudança justamente pelo pessimismo que ainda está prevalecendo.

Em outras palavras, para se mudar e voltar a crescer é preciso que exista uma mudança de atitude aliada com uma retomada de confiança.

Por Denisson Soares


A maior economia da Europa é a da Alemanha, no entanto os dados e notícias recentes vêm assustando o resto do mundo, principalmente pelo fato de o governo alemão ter reduzido as projeções de crescimento para o corrente ano e também para 2015. Por ter derrapado em agosto desse ano, a produção industrial fez com que o índice de confiança econômica do país registrasse sua primeira leitura negativa desde novembro de 2012.

Na data de 14 de outubro de 2014, o ministro da economia alemã reduziu as projeções de crescimento no corrente ano para 1,2% e 1,3% para 2015. Os motivos seriam a crise vivida no exterior, principalmente aquela pela qual a Rússia passa no momento, e o crescimento mundial estar moderado.

Em abril deste ano as projeções para a forte economia do país europeu eram diferentes, tanto é que o mesmo Ministério da Economia acreditava na expansão de 1,8% para 2,0%. De acordo com Sigmar Gabriel, para que o desenvolvimento econômico seja dinâmico é necessário que tenham investimentos, haja vista este ser crucial.

Apesar da situação não ser das melhores, Sigmar tem rejeitado qualquer tipo de distanciamento do objetivo da "Grande Coalização" de Angela Merkel, a chanceler, entre esquerda e direita de trazer equilíbrio no orçamento financeiro pela primeira vez desde o ano de 1969.

Conforme apontou Gabriel, por mais que Berlim tomasse empréstimos para modernizar suas ferrovias e estradas, redes de transmissão de energia e redes de banda larga, não seria o suficiente para o crescimento em países fracos da Europa, muito menos da Itália, Espanha ou França.

Na Ásia e na Europa as ações caíram e os títulos de uma década na "Germânia" atingiram um recorde mínimo depois do acompanhamento do indicador ZEW da confiança de analistas e investidores ter recuado para menos de zero pela primeira vez nos últimos 24 meses.

Em síntese, a Alemanha passa pela dificuldade devido às crises geopolíticas em outros países, a zona de euro estar fraca e a debilidade na demanda "intramuros".

Por Vinicius Cunha


O Tesouro Nacional divulgou nesta sexta-feira, dia 28 de dezembro de 2012, mais um dado preocupante para a economia brasileira.

Desta vez o problema vem do fato de o governo central (formado pelo Banco Central, Previdência Social e Tesouro Nacional) ter registrado no mês de novembro pela primeira vez desde o ano de 2010 um déficit primário no valor de R$4,292 bilhões.

De maneira detalhada, o Banco Central teve déficit de R$139,4 bilhões, a Previdência Social apresentou resultado negativo em R$5,381 bilhões e o Tesouro Nacional foi o único com saldo positivo registrando um superávit de R$1,228 bilhões.

A situação apresentada se justifica pelo fato de que durante o período analisado a receita líquida ficou 18% menor (com um total de R$64,633 bilhões) enquanto as despesas mantiveram o mesmo patamar de R$68,9216 bilhões.

Fonte: Reuters

Por Ana Camila Neves Morais


A Abracom (Associação Brasileira das Agências de Comunicação) divulgou nesta última semana que as agências de comunicação devem obter um faturamento de 2,34 bilhões de reais os quais representam um aumento de 17% no faturamento durante o ano de 2012.

Apesar do aumento expressivo, o crescimento do setor ficou abaixo dos 25% esperados no início do ano por fatores como a crise mundial, eleições municipais e outros.

Apesar disso, analistas do setor afirmam que é preciso comemorar este importante aumento nos rendimentos das agências de comunicação em virtude do complexo momento econômico pelo qual o Brasil e o mundo estão passando.

Por Ana Camila Neves Morais


Os consumidores dos Estados Unidos estão preocupados com a crise financeira do país e a iminência de um possível abismo fiscal.

Por isso, estão menos confiantes causando, assim, uma queda nos movimentos de vendas de produtos para o Natal.

Toda esta preocupação dos norte-americanos tem fundamento em virtude dos impasses entre republicanos e o presidente Barack Obama na definição das medidas a serem utilizadas para evitar esta situação.

Com isso, os consumidores estão comprando menos e poupando para enfrentar possíveis tempos difíceis em 2013 com aumento dos impostos e no preço dos produtos em geral.

Fonte: Reuters

Por Ana Camila Neves Morais


A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou dados de uma pesquisa feita com relação aos hábitos de consumo dos brasileiros.

De acordo com o estudo feito cerca de 60% dos consumidores entrevistados irão reduzir os gastos por causa do endividamento em que se encontram e da crise econômica mundial.

Esta situação se justifica pelo fato de que 41% dos participantes possuem dívidas ou algum tipo de financiamento chegando ao nível máximo de comprometimento da renda.

Por Ana Camila Neves Morais


O Banco Central realizou neste mês de dezembro a venda de dólares no mercado futuro com o objetivo de melhorar a economia nacional e diminuir aspectos negativos como aumento de juros e inflação.

Para isso, a autoridade bancária fez um leilão com a oferta de 20 mil contratos de swap cambial tradicional que consistem na oferta de dólares no mercado futuro.

Nesta transação foram concretizadas as vendas de todos os títulos ofertados com uma movimentação de 997,2 milhões de dólares.

Deste modo, foram vendidos pelo Banco Central 2,0863 bilhões nos dois leilões realizados permitindo uma liquidez de 211,3 milhões de dólares; sendo assim, a instituição bancária passou a ficar vendida por meio de swaps cambiais em dólares.

A medida surtiu os efeitos desejados pelo BC já que conseguiu manter o dólar com baixa cotação  além de evitar uma alta exagerada dos juros e da inflação no país.

Por Ana Camila Neves Morais


Nesta última semana, o Ibope divulgou pesquisa que indicou uma alta taxa de satisfação da população com o governo da presidente Dilma Rousseff e Renato Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria afirmou que este resultado se deve à manutenção do otimismo da população.

Além disso, para o analista a população ainda não está sentindo os efeitos da crise já que o consumo continua crescendo, as alternativas de crédito continuam sendo muitas e variadas e o desemprego se mantêm em níveis baixos.

Além disso, os 72% de satisfeitos com o atual governo federal não relacionam os escândalos de corrupção como o do Mensalão com a imagem da presidente Dilma mantendo a sua boa avaliação perante o povo brasileiro de modo geral.

Fonte: Valor Online

Por Ana Camila Neves Morais


Nesta quinta-feira, dia, 13 de dezembro de 2012, ocorreu o recuo de ações européias devido a diversas incertezas orçamentárias nos Estados Unidos além da fraqueza no setor de saúde norte-americano.

Dentre as bolsas de valores do mundo, Frankfurt fechou com queda de 0,43% indo a 7.581 pontos, Londres teve baixa de 0,27% com 5.929 pontos e Paris perdeu 0,1% com 3.643 pontos.

No entanto, diversas bolsas operaram em alta como a de Lisboa com um avanço de 0,97% para 5.615 pontos e a de Milão com alta de 0,64% para 15.866 pontos.

Esta situação se deveu pelo receio dos investidores tendo em vista a possibilidade do abismo fiscal nos Estados Unidos sem previsão para resolução e a queda de 3% nas ações da AstraZeneca.

Por Ana Camila Neves Morais


Uma nova crise começa a ser instalada no setor agropecuário brasileiro, pois após a identificação no início de dezembro da presença do agente causador da vaca louca em animais no Paraná no ano de 2010 já ocasionou a suspensão de importações da carne bovina brasileira pela China e África do Sul.

O embargo à carne nacional foi informado para o Ministério da Agricultura por meio de notificações nas quais os países solicitam maiores esclarecimentos sobre o assunto.

No entanto, o prejuízo para o setor pode ser ainda maior já que existem ameaças de barrar a entrada do produto em outros países como Rússia e Venezuela.

Segundo o Ministério da Agricultura esta é a primeira vez que o agente causador do mal da vaca louca surge no país e que não há riscos de contaminação para a população brasileira, pois todos os animais contaminados foram mortos e os últimos exames feitos foram negativos.

Por Ana Camila Neves Morais


Nesta quinta-feira – dia 13 de dezembro de 2012 – os ministros dos países integrantes da União Européia deram mais um passo para o surgimento de um supervisor para os bancos desta região.

Com isso, será criado o MUS (Mecanismo Único de Supervisão Financeira), sob a coordenação do Banco Central Europeu, para a recapitalização direta das instituições financeiras mais prejudicadas pela crise econômica sem o surgimento de dívidas públicas.

Este é o primeiro passo para a tão sonhada unificação bancária do bloco econômico europeu.

Sobre o MUS, a coordenação do BCE ficará com 20% do PIB de cada um dos países-membros e o restante será controlado por entidades locais dos países; outra decisão importante é de que as decisões do banco central serão tomadas por maioria simples tanto dos 17 países da Eurozona quanto dos 10 países da União européia que não estão neste grupo anterior.

O Mus terá suas atividades iniciadas de forma efetiva a partir do mês de março do ano de 2014.

Fonte: France Presse

Por Ana Camila Neves Morais


A crise econômica enfrentada pelos Estados Unidos continuam tendo reflexos no país, pois foi divulgados nesta semana novos dados sobre a economia norte-americana.

Segundo as informações apresentadas pelo Departamento de Trabalho, os preços de produtos importados tiveram uma queda de 0,9% no mês de novembro que representou a maior queda nos últimos cinco meses divergindo da expectativa dos economistas de uma redução de apenas 0,5%.

Esta situação representa uma diminuição nos preços de alimentos e combustíveis com um controle da inflação no país mas a manutenção de uma economia fraca.

Com este resultado, o Banco Central dos Estados Unidos (FED) deve manter a política monetária de afrouxamento para buscar uma maior recuperação da economia norte-americana.

Fonte: Reuters


A Grécia, buscando recuperar a sua economia, realizou nesta semana a recompra de títulos do país como parte de um pacote para evitar uma recessão ainda maior.

Na sexta-feira, dia 07 de dezembro de 2012, foi divulgado que esta transação comercial teve como resultado um valor de 30 bilhões de euros oferecidos pelos títulos gregos por investidores estrangeiros e gregos.

Este valor ficou dentro da expectativa do governo da Grécia para a obtenção de recursos.

Fonte: Reuters

Por Ana Camila Neves Morais


A crise econômica que atinge a Europa está fazendo mais uma vítima: a imprensa alemã.

A grave situação do país está causando demissões e fechamentos de jornais conceituados da Alemanha.

O primeiro veículo de comunicação a parar suas atividades será o Financial Times Deutschland que irá circular pela última vez no dia 07 de dezembro de 2012 e o próximo da lista deve ser o Frankfurt Rundschau que dá sinais de incapacidade financeira.

Com esses fechamentos devem ser demitidas cerca de 560 pessoas, mas o estrago para a imprensa alemã não deve terminar por aí, pois outros jornais do país vivem demissões em massa numa crise sem precedentes.

Fonte: EFE

Por Ana Camila Neves Morais


Os Estados Unidos estão passando por uma crise econômica que é, no mínimo, considerável e esta situação já está se refletindo nos hábitos dos consumidores americanos.

De acordo com o Departamento de Comércio, os gastos pessoais dos norte-americanos no mês de outubro diminuíram 0,2% enquanto que a taxa de poupança subiu para 3,4% no mesmo período; além disso, a renda pessoal dos americanos se manteve igual e o índice de preços – que é usado para gastos com consumo pessoal – teve um aumento de 1,7% em outubro.

Esta situação se deve principalmente à cautela em realizar despesas pela população do país devido à instabilidade econômica que eles estão vivenciando.

Fonte: Valor Online

Por Ana Camila Neves Morais


Nesta última sexta-feira – dia 30 de novembro de 2012 – o governo do Japão anunciou um pacote no valor de 10,7 bilhões de dólares para estimular a economia do país.

O objetivo desta nova medida econômica é oferecer suporte para as finanças dos empresários e à seguridade social bem como proporcionar a criação de 80.000 novos empregos e aumentar o PIB japonês em 0,2%.

Este montante de recursos será financiado por fundos de reserva que já constam no orçamento de 2012 do Japão.

A crise econômica vivida pelo Japão foi ocasionada por diversos fatores como a desvalorização da moeda local – o iene -, a ocorrência do tsunami em 2011 e a crise econômica mundial.

Todos estes fatores causaram uma diminuição de 3,5% no PIB do terceiro trimestre do Japão que precisa ser restabelecido no próximo período para evitar uma recessão ainda maior no país.

Por isto, o pacote econômico anunciado irá fazer melhorias na infraestrutura nacional para diminuir o impacto de desastres da natureza e irá financiar o surgimento de pequenas e médias empresas.

E, segundo a agência japonesa Kyodo, após o dia 16 de dezembro de 2012 quando ocorrem eleições gerais no país, o governo do Japão irá anunciar mais um pacote para melhorar a economia.

Fonte: EFE

Por Ana Camila Neves Morais


A crise econômica atinge o mundo todo e, em especial os países europeus que sofrem com pouco crescimento da economia e um sério estado de recessão.

Nesta sexta-feira – dia 30 de novembro de 2012 – o Insee (Instituto de Estatística da França) apresentou mais um dado decorrente da crise já que os gastos na França com consumo diminuíram em 0,2% no mês de outubro indo de encontro ás expectativas dos analistas do mercado financeiro.

De forma mais específica, houve uma redução de 0,5% nos gastos com energia e diminuição de 0,6% em gastos com fumo e alimentos por parte dos franceses.

Esta diminuição no consumo reflete o momento complicado que o país enfrenta fazendo o aumento dos impostos locais em uma busca para aumentar as receitas e melhorar a economia da França.

Por Ana Camila Neves Morais


Depois das altas dos preços internacionais do petróleo (que devem culminar no aumento do combustível por todo o mundo), algumas economias que estão fazendo um grande esforço para se recuperar podem estar por um fio.

Na semana passada os efeitos já começaram em Londres, quando o barril do tipo Brent atingiu o valor de US$ 125. Este número foi o maior em nove meses e, por isso, se tornou alvo de grande observação por parte de alguns investidores.

As oscilações no preço do petróleo já começaram a afetar o Brasil, pois recentemente a presidente da Petrobras já cogitou aumentar o preço da gasolina.

A presidente Dilma Rousseff já deu seu parecer, afirmando que precisamos de mais refinarias para que este aumento de preços não ocorra.

Caso ocorra mesmo o aumento do preço no combustível, a renda familiar, o custo energético e as despesas com a matéria-prima também deverão crescer. Este fato poderá ter consequências graves para países que ainda tentam ter fôlego para se recuperar da crise. Isso inclui muitos países da Zona do Euro, por incrível que pareça.

Por Jéssica Monteiro 


Davos, na Suíça, foi o cenário escolhido por diversos líderes econômicos e políticos para a realização do Fórum Econômico Mundial de 2012.

Este ano, o evento propiciou a discussão sobre a atual situação econômica dos países, bem como levantou prováveis soluções para a crise.

Durante o encontro, houve um assunto recorrente: foi pedido incisivamente que os países na Zona do Euro resolvam os seus problemas financeiros antes de investirem o seu dinheiro no resgate de outras nações.

Em síntese, as grandes economias como o Japão e Estados Unidos sinalizaram sua preocupação afirmando que a Europa precisa urgentemente “arrumar a casa”. Até mesmo os países emergentes temem que o endividamento europeu possa ter algum impacto negativo em outras economias, o que de fato pode ocorrer.

Segundo a francesa Cristine Lagarde, diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), "nenhum país está imune na situação atual". Com essa afirmação alarmante, Lagarde chamou a atenção para a importância de uma atuação mais efetiva por parte das nações e aproveitou o momento para pedir apoio e contribuições financeiras maiores para minimizar os reflexos da crise.

A declaração da representante do FMI dividiu opiniões nesse sábado (dia 28 de janeiro) e boa parte dos países se mostraram indispostos a ampliar os recursos destinados ao FMI, pelo menos enquanto a Zona do Euro não se estabilizar.

Por Larissa Mendes de Oliveira


A agência de classificação de riscos Standard & Poor's afirmou que probabilidade de recessão na zona do euro é de 40 %.

Durante uma teleconferência, o analista de crédito Moritz Kraemer afirmou que o risco de recessão está aumentando e que isso poderia levar a zona do euro a registrar uma contração de aproximadamente 1,5%.

A afirmação ocorre após a agência anunciar o rebaixamento dos ratings da dívida soberana de 9 dos 17 países membros da zona do euro.

A Standard & Poor's também fez uma crítica à atuação do Banco Central Europeu em relação à falta de ação da instituição em relação aos títulos de dívida do bloco. Tiveram sua nota rebaixada França, Áustria, Chipre, Itália, Portugal, Espanha, Malta, Eslováquia e Eslovênia.

O rating da agência indica a situação econômica das contas públicas do governo, e quanto menor o índice, maior o risco do país não ter condições de cumprir com o pagamento de suas dívidas. Isso eleva a taxa de juros cobrada por credores ao comprar títulos da dívida pública do país, dificultando o orçamento dos governos.

As novas notícias em relação à crise econômica da zona do euro levaram as principais bolsas mundiais a fecharem em queda nesta sexta-feira (dia 13 de janeiro). O Ibovespa caiu 1,29%, o índice Dow Jones caiu 0,39% e o Nasdaq sofreu uma queda de 0,51%.

Por Lucas Ferreira


A agência de classificação de riscos Fitch ameaçou hoje (16/12/2011) rebaixar as notas da França, Espanha, Itália, Bélgica, Irlanda, Eslovênia e Chipre. De todos esses países, França, Espanha e Itália são os casos mais sérios sobre o ponto de vista macroeconômico, visto serem economias com maior peso.

As agências de classificação tem sido alvo de duras críticas devido à ação aparentemente muito mais política do que propriamente ligada aos interesses econômicos, mas mesmo assim continuam sendo capazes de abalar o mercado com suas análises e revisões na classificação de empresas e países.

A questão é que a Europa vive um momento delicado, tentando encontrar soluções para problemas de grandes proporções, e principalmente tentando encontrar meios de reverter, ou pelos menos minimizar, o movimento de queda dos mercados, o que poderá levar a uma recessão ao longo de 2012.

Seja como for, as agências de classificação de risco lançam suas ameaças de rebaixamento ao mesmo tempo em que observam a movimentação dos chefes de governo e ministros da economia, todos empenhados no projeto de resgate do Euro, a moeda comum europeia, que passa por um momento de incertezas.

Por Luiz Moreira





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