Há pouco mais de 1 mês as previsões indicavam o câmbio à vista em R$ 3,50, mas nova estimativa aponta o valor de R$ 3,95

O mercado financeiro brasileiro está em uma fase de ser quase que impossível prever o que pode vir pela frente. Apenas no ano de 2015 a alta quase bateu nos 50% e junto com isso temos as projeções em relação a moeda americana que andam crescendo de forma descomunal segundo informações divulgadas recentemente pelo Relatório de Mercado Focus. E como bem se sabe as expectativas deixaram de ser esperançosas há muito tempo. Ainda para 2015 não haverá nada de novo: a cotação atual considerando o câmbio à vista continua com as projeções puxadas para baixo.

E como diz o velho ditado “notícia ruim quando é pouca é milagre”  tem mais coisa pela frente. De acordo com o documento revisado e atualizado pelo Banco Central nesta última segunda, 28, as notícias são desanimadoras: a média das estimativas levantadas até então mudaram novamente. O avanço agora passou de R$ 3,86 para R$ 3,95. É interessante observarmos que há pouco mais de um mês as pesquisas apontavam R$ 3,50.

Voltando aos dados da pesquisa feita pela Focus temos outra informação relevante: no decorrer do ano a cotação média também sofreu diversas alterações. Para relembrar passou de R$ 3,98 para R$ 3,39 e há apenas quatro semanas marcava R$ 3,23.

Um ponto crucial levantado pela Focus é o fato de que para 2016 a mediana para o câmbio (em relação ao final do período) ficou estabilizada (ao menos por enquanto) na faixa dos R$ 4,00.

Curiosamente e meio que para comprovar a gravidade da situação já faziam quatro edições nas quais a Focus apontava uma taxa que não ultrapassa os R$ 3,60.

Em 2016 as alterações sobre a cotação média se devem principalmente a um ajuste que, neste caso, saiu dos R$ 3,91 para os R$ 3,96. E isso considerando que a cotação há quatro semanas estava em R$ 3,56.

E para quem acha que isso já acabou, tem muito mais. Os analistas do mercado que mantinham as esperanças que a redução da Selic aconteceria em abril de 2016 já esticaram esse “prazo” para junho do mesmo ano. Espera-se que nesse período a taxa caia de 14,25% para 13,25%.

Por Denisson Soares

Câmbio


Superávit do fluxo cambial foi de US$ 2,122 bilhões no mês de agosto deste ano.

Que o valor do dólar sofreu sucessivas variações nos últimos meses como não acontecia há anos não é novidade. No entanto, a alta de 6% na moeda no mês agosto, ao contrário do que muitos pensaram, pode não ter nada a ver com o saldo final de entradas e saídas de moeda no país, como mostram dados publicados pelo Banco Central.

Segundo dados referentes ao fluxo cambial, o mês de agosto alcançou o maior superávit para um mês em 18 anos da economia brasileira. Não bastante, ainda foi classificado como o melhor agosto em 4 anos no quesito.    

Porém, nem tudo são flores e tudo indica que essa maré de boa sorte logo pode acabar: dados do início de setembro já mostram que a conta financeira sofreu um declínio, ficando negativa em US$ 255 milhões nos primeiros 4 dias do mês. Assim, os US$ 598 milhões de saldo positivo relativos às operações comerciais realizadas foram decisivos para manter o fluxo geral fora do vermelho, resultando em uma entrada líquida de US$ 343 milhões.

Por outro lado, o já citado superávit de 31 de agosto foi de US$ 1,469 bilhão e teve influência direta sobre o resultado positivo no fluxo cambial que ficou em US$ 1,812 bilhão, o melhor para uma semana desde o fim do mês de abril.

O mês de agosto, portanto, alcançou números extremamente satisfatórios no fluxo, principalmente no que diz respeito ao saldo de dólares que inclui, inclusive, os investimentos em carteira.

Concluindo, houve um superávit final de US$ 2,122 bilhões, o melhor para um agosto desde 1997. No âmbito comercial, o fluxo positivo de US$ 1,989 bilhão foi o mais elevado do mês desde 2011. Tudo isso resultou num valor de US$ 4,111 bilhões de sobra de dólares, também o melhor para agosto desde o ano de 2011.

Por Raquel Maciel

Fluxo cambial


A saída de dólares em julho superou a entrada de investimentos em nosso País em US$ 8,4 bilhões, sendo o pior resultado do fluxo cambial em 2015.

O atual cenário econômico ao qual estamos inseridos traz consigo um grande número de consequências negativas que agravam ainda mais esse cenário. Um grande exemplo disso é que pelo terceiro mês consecutivo, o mercado financeiro brasileiro acabou registrando grande saída de dólar de nosso País. O resultado em julho, por exemplo, foi bastante desagradável. A saída de dólares em julho superou a entrada de investimentos em nosso País em US$ 8,4 bilhões.

Esse é um resultado bastante preocupante, pois quando a saída de dinheiro é maior que a entrada de investimentos fica evidente que estamos perdendo recursos e, sobretudo, investimentos. Vale ressaltar que essa quantia de US$ 8,4 bilhões citada é número oficial do Banco Central. Além disso, o BC também destacou que esse grande volume de dinheiro que acaba saindo do país é consequência não apenas do cenário internacional que é turbulento. A entidade afirma que o cenário interno também é um grande vilão, haja vista a crise econômica e política além dos rumos da Operação Lava-Jato.

É importante destacar que os US$ 8,4 bilhões que saíram do país em julho tratam-se do pior resultado do fluxo cambial em 2015. Em contrapartida, o dólar vem registrando grandes aumentos, o que traz um impacto positivo nas exportações, pois os exportadores brasileiros acabam trazendo mais dólares para o país. Com isso, o resultado poderia ter sido ainda pior se não fossem os US$ 4,4 bilhões que entraram em julho.

O grande número registrado pelas entradas das importações ajudou na amenização de um resultado que poderia ser ainda mais desastroso. Julho de 2015 apresentou saldo negativo de US$ 3,9 bilhões no fluxo cambial geral. Tal resultado é 17% abaixo quando comparamos com a saída líquida de junho.

Apesar do resultado negativo em julho, o acumulado do ano do fluxo cambial ainda está positivo em US$ 7,2 bilhões. Vale destacar que este é um resultado bastante superior aos US$ 2,4 bilhões de saldo nos primeiros sete meses de 2014.

Por Bruno Henrique

Dólar


Saldo do fluxo cambial ficou positivo em cerca de US$ 13,1 bilhões em abril de 2015. Esse fato ocorreu pela melhora na economia internacional, pela certa acomodação do dólar e proximidade ou fim do ciclo de juros elevados realizado pelo Bacen.

Depois de passarmos por momentos onde a  moeda norte-americana estava sendo muito valorizada nos últimos meses,  onde  chegou a ser  cotada  em R$ 3,30, abril fechou com fluxo cambial positivo.

De  acordo com o fluxo cambial a entrada e saída de dólar do país fechou abril positivo em cerca de 13,1 bilhões de  dólares.

Essa é a maior entrada líquida  no país desde  julho de  2011, quando  a  entrada  chegou em 15,825 bilhões de  dólares.

A notícia foi dada pelo Banco Central (BC), onde revelou que o acúmulo do ano, ou seja, o saldo está em 17,87 bilhões de dólares.

De acordo com o Banco Central, o fluxo positivo se deve a  entrada de dólares no país ser maior do que a saída.

Esse saldo é composto por resultados das transações dos segmentos financeiros tais como os investimentos de  títulos, remessas de lucros, dividendos ao exterior  e os investimentos estrangeiros diretos, e também  as transações no segmento  comercial como operações de câmbio relacionadas à  exportação  e à importação.

Os saldos nos segmentos financeiros fecharam positivos em 9,995 bilhões de dólares e no comercial fechou em 3,112 bilhões, respectivamente.

De acordo com os economistas, essa melhora se deve a uma boa evolução da economia internacional, e também a certa acomodação do dólar, bem como a proximidade ou o fim do ciclo de juros elevados realizados pelo Banco Central desde outubro de 2014.

O Banco Central ainda informou que o fluxo cambial do ano de 2015 ficou negativo apenas no mês de fevereiro, enquanto os meses de  janeiro, março e  abril ficaram positivos.

Agora é ver como a economia se comporta nos meses  seguintes, e  torcer  para que o fluxo cambial continue em alta com a  entrada  de  dólares no  país, pois de  momento parece que o dólar está dando uma  recuada. Acredita-se que este  seja o momento oportuno para que tenhamos novamente alta nas  transações financeiras e comerciais durante o mês de maio. 

Por André Escobar

Fluxo cambial

Foto: Divulgação


O Banco Central com as operações de swap cambial conseguiu obter o maior ganho desde 2003 e o segundo mais elevado desde 2002, quando a instituição monetária passou a ofertar esse tipo de instrumento ao mercado financeiro. O swap cambial trata-se da troca de taxa de variação cambial por taxa de juros pós-fixados.  

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (27), pela assessoria de imprensa do Banco Central a pedido do Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Pelos dados divulgados, os "rendimentos" da autarquia com ração diária somaram em janeiro R$ 10,781 bilhões. O montante só é inferior aos R$ 11,076 bilhões registrados em abril de 2003. Em 2003, a autarquia contabilizou "lucro" de R$ 15,632 bilhões com essas operações.  

A ração diária é a intervenção do BC para fazer reajustes do valor cambial do dólar. Em dezembro do ano passado, o órgão monetário afirmou que continuará com as intervenções para viabilizar um cenário mais benigno em 2015-2016. O atual programa de ração diária teve início em agosto de 2013. Na ocasião, a intervenção semanal do BC no mercado cambial somava o equivalente a US$ 2 bilhões.  

Com o passar do tempo, a instituição foi reduzindo a ração diária ao mercado e, atualmente, intervém com cerca de US$ 500 milhões semanais. Pela programação atual delimitada pelo BC, essas intervenções continuarão a ocorrer até, pelo menos, o final deste mês.  

No ano passado, o BC obteve perdas de R$ 17,329 bilhões com a oferta de hedge ao mercado. O hedge é uma operação que tem como finalidade proteger o valor de um ativo contra uma possível redução de seu valor em uma data futura ou, ainda, assegurar o preço de uma dívida a ser paga no futuro.  

Vale lembrar que em 2013, o BC acabou registrando prejuízo com os leilões de swap da ordem de R$ 1,315 bilhões. Já em 2012, entrou para o caixa da autarquia R$ 1,098 bilhão.

Por William Nascimento

D?lar


Embora o dólar comercial tenha fechado a última terça-feira, 10, nas casas de câmbio ao valor de R$ 2,8310 para os consumidores, o dólar turismo estava com preço ainda mais elevado – ultrapassou os R$ 3. Essa alta gigantesca é motivo de preocupação entre as pessoas que planejam viajar ou já estão com viagem agendada para fora do país.

O dólar em espécie chegou a ser comercializado a R$ 3,04 na Cotação Corretora e na Confidence Corretora. Nesse valor já está incluso o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). No cartão pré-pago (o qual possui taxa de IOF maior) a moeda chegou a R$ 3,20 em algumas corretoras. Lembrando que em dezembro de 2013 o IOF que era de 0,38% passou para 6,38% em gastos realizados com cheque de viagem, cartões de débito e pré-pagos e saques em moeda estrangeira.

Há divergências entre os especialistas a respeito do melhor momento para comprar dólar. Alguns orientam que os viajantes comprem aos poucos, devido à volatilidade do câmbio. Afirmam que uma alternativa é programar a viagem e comprar um pouco de moeda a cada mês. O comprador não conseguirá o menor preço, devido à oscilação constante, mas também não corre risco de comprar tudo com o preço mais alto. Porém, outros lembram que em julho de 2014 o dólar estava em R$ 2,20 e em dezembro já em R$ 2,60, portanto, para quem já possui viagem marcada, o ideal seria comprar tudo agora.

As recomendações se estendem também ao tipo de produto, recomenda-se reservar um valor no cartão pré-pago, independentemente de haver incidência maior do IOF, pois cartão pré-pago é sinônimo de segurança e comodidade. Havendo qualquer situação que fuja do que estava previsto, é possível efetuar uma recarga à distância.

Para quem não pensa em viajar, mas cogita a possibilidade de investir em câmbio, especialistas aconselham a fazer essa escolha, devido ao alto risco da operação, pois o dólar tem valorizado e desvalorizado constantemente. 

Por Rafaela Fusieger

D?lar e Real


A nova equipe econômica do Governo Dilma tomou posse sob um clima de confiança, embora o atual ciclo econômico interno seja de aperto monetário. Contudo, o cenário mundial atual é de liquidez internacional fazendo com que o Brasil volte a ser novamente um mercado atrativo para novos investimentos produtivos e especulativos. Isso foi observado no primeiro mês do ano em curso.

O fluxo cambial em janeiro de 2015 ficou positivo e registrou saldo de US$ 3,903 bilhões. No mesmo mês de 2014 esse saldo registrou US$ 1,610 bilhão. O volume de recursos que saiu do País no ano passado ficou em US$ 9,287 bilhões, valor esse maior que os recursos que entraram no Brasil. No mês de dezembro de 2014, o ingresso de dólares por esse segmento superou o envio em US$ 4,118 bilhões, diferença entre entradas de US$ 51,459 bilhões e saídas de US$ 47,341 bilhões.

Os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessa de lucro e pagamento de juros, entre outras operações compõem os fluxos decapitais da área financeira. Segundo especialistas da área econômica, essa foi a primeira vez no acumulado de um mês que as operações financeiras saíram do vermelho, desde outubro de 2014. Esses dados foram observados pelo BC – Banco Central do Brasil – em janeiro de 2015.

Ainda no ano passado a balança comercial brasileira registrou saldo negativo de US$ 215 milhões, com exportações de US$ 15,389 bilhões e importações de US$ 15,604 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 3,630 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 3,059 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 8,700 bilhões em outras entradas.

Segundo o Banco Central, as perspectivas de melhoras na economia estão sendo sentidas. Entre 26/01/2015 e 30/01/2015 houve uma entrada de dólares no Brasil maior que a saída, ficando positiva em US$ 3,241 bilhões. O comércio exterior, no mesmo período, contabilizou saldo positivo em US$ 817 milhões, com importações de US$ 3,743 bilhões e exportações de US$ 4,560 bilhões. Na conta de exportações, estão incluídos US$ 1,095 bilhão em ACC, US$ 1,040 bilhão em PA e US$ 2,424 bilhões em outras entradas.

Com relação ao fluxo cambial semanal de 26 a 30 de janeiro foi o maior do mês até agora. Na primeira semana completa de janeiro (de 5 a 9) houve uma saída líquida de US$ 1,318 bilhão. O período entre os dias 12 a 16 de janeiro registrou um volume de entradas, já descontadas as retiradas, que foi de US$ 2,310 bilhões e, de 19 a 23 de janeiro de 2015, de US$ 756 milhões.

Por Alexandre de Sá

D?lar


O corte de gastos imposto pelo novo ministro da Fazenda Joaquim Levy, com o objetivo de fazer caixa para alcançar o superávit primário esperado pelo mercado, parece já surtir efeito no câmbio, pois o dólar está se desvalorizando e o real começa a subir de preço. Especialistas dizem que até o final do ano poderá chegar a R$ 3,00.

Com o objetivo de ganhar confiança do mercado financeiro – há quem leia-o como investidores, outros como especuladores – a equipe econômica do governo, isto é, o presidente do Banco Central (BC), o Ministro do Planejamento e, principalmente, o Ministro da Fazenda, tentam “arrumar” as finanças públicas para garantir o pagamento dos juros da dívida e, com isso, a credibilidade do país frente ao capital externo.

Na projeção do Goldman Sachs (www.infomoney.com.br) para fazer frente à valorização da moeda americana que deve ficar entre R$ 2,90 e R$ 3,00 até o final do ano é necessário que a Selic chegue a 15% para poder “controlar” a inflação e conduzi-la ao centro da meta do governo de 4,5% em 2016.

Para tanto, a Instituição prevê que nas próximas reuniões, o Comitê de Política Monetária (COPOM) deverá aumentar progressivamente a taxa básica de juros (Selic) em 0,5 ponto percentual, fechando 2015 com até 13%.

O que os analistas e o Joaquim Levy não contabilizaram ainda é que o custo de perseguir um superávit para agradar ao mercado, num momento em que o mundo sofre crise e desaceleração, tendo que introduzir políticas dequantitative easy (QEs), é caro demais para o Brasil.

Os juros altos inibem diretamente investidores diretos (empresários da produção, por exemplo) e consumidores reduzem os empréstimos. Mas, a maior preocupação é de fato com a indústria especificamente. O real valorizado estimula o aumento de importados por parte dos consumidores. Ao mesmo tempo, prejudica a exportação que se torna mais cara por causa da moeda.

Como resultado, a indústria brasileira que já não anda bem pode ficar em situação pior. E outros setores, além do automobilístico, podem sofrer consequências e demissões que afetarão a renda, o consumo e em geral a economia.

Por Roberta Lima

D?lar


O Banco Central por meio do seu boletim Focus divulgou nesta segunda-feira, dia 31 de dezembro de 2012, que a mediana das projeções para o câmbio no ano de 2013 foi modificada de R$2,08 para R$2,09.

Outras estimativas para 2013 divulgadas foram a do déficit em conta corrente de US$63 bilhões e um IED (Investimento Estrangeiro Direto) de US$60 bilhões.

Com relação ao superávit da balança comercial, o seu valor esperado para 2013 é de US$15,22 bilhões enquanto que a projeção para a dívida líquida do setor público para o próximo ano é de 34% do valor global do PIB.

Fonte: Valor Online

Por Ana Camila Neves Morais


O Banco Central do Brasil divulgou nesta quarta-feira, dia 12 de dezembro de 2012, dados sobre a questão cambial nacional.

Segundo as informações o saldo cambial (entre a saída e entrada de dólares do país) ficou negativo no valor de 1,350 bilhões de dólares durante a primeira semana de dezembro.

Este valor corresponde a um aumento na negatividade com relação a este mesmo período do ano anterior quando o saldo negativo foi de apenas 247 milhões de dólares.

Além disso, houve um saldo negativo no fluxo da conta comercial do país na primeira semana de dezembro em 1,244 bilhões de dólares. Houve a inda a saída líquida de 107 milhões de dólares do Brasil no período analisado.

Outras informações desta pesquisa do Banco Central mostram 3,303 bilhões de dólares gastos em exportações e 4,547 bilhões de dólares usados para as importações causando esta deficiência financeira.

No entanto, nem todos os resultados foram negativos já que o saldo cambial final ficou positivo no início de dezembro com 22,158 bilhões de dólares, mas este valor indica uma redução importante neste saldo que, no ano de 2011, foi de 66,975 bilhões.

Segundo especialistas esta redução se deve, principalmente, às saídas líquidas que ocorreram tanto na área comercial quanto financeira durante o período analisado.

Fonte: Valor Online

Por Ana Camila Neves Morais


O Banco Central divulgou esta semana um relatório preliminar sobre o fluxo cambial brasileiro no mês de fevereiro. De acordo com os dados da instituição, o saldo ficou positivo em mais de US$ 6 bilhões, foram levadas em consideração as negociações feitas até o dia 17 de fevereiro.

Outros fatores apontados pelo BC foram o fluxo comercial (que também apresentou resultado positivo de mais de US$ 2 bilhões) e o saldo financeiro (que alcançou a marca de US$ 4,128 bilhões).

O Banco Central apresentou uma comparação com o mês de fevereiro de 2011 e ficou constatado que houve uma retração com relação ao fluxo cambial. No ano passado, o valor apresentado foi de US$ 3,030 bilhões. Já com relação ao fluxo comercial daquele ano, o saldo se mostrou negativo em US$ 695 milhões.

A instituição financeira também realizou uma comparação entre o valor acumulado esse ano e o valor acumulado em 2011, os saldos foram de US$ 13,803 bilhões e US$ 18,542 bilhões, respectivamente.

Por Joyce Silva


O crescimento das importações ante exportações preocupa diversos segmentos que exercem atividades de venda pelo Brasil, seja ao mercado externo como ao interno. A Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) avalia que essa tendência tem acarretado prejuízos à própria indústria nacional. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) assinala que uma em cada duas empresas já tem nos produtos estrangeiros grande fonte de economia.

Preocupado em fornecer soluções, Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), assevera que o governo avalia medidas para barrar a expansão das importações no Brasil. A autoridade atesta que o Ministério da Fazenda já aumentou o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para investimentos estrangeiros, mas ainda existem outras possibilidades, entre as quais regulatórios, operações a futuro e compulsórios.

Matéria veiculada pela Folha UOL aponta que a alíquota de câmbio na nação brasileira é a principal reclamação do setor industrial, pois empresários reportam, atualmente, falta de competitividade de produtos daqui perante importados. O segmento pede intercessão no ingresso de capitais estrangeiros como maneira de brecar a valorização da moeda tupiniquim.

No intuito de acalmar a indústria, Coutinho assegura existir um plano, porém em processo de finalização, com previsão de entrega para o início de 2011. Entre as medidas situam-se adequação tributária para beneficiar a exportação.

Por Luiz Felipe T. Erdei


A reunião do G20 (grupo das 20 maiores economias do planeta) determinou, por enquanto, que as nações de todo o globo devem se comprometer em adotar medidas internas para valorizar sua economia sem que qualquer iniciativa interfira e cause problemas aos demais países. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente do Brasil, observou o encontro como positivo e maduro, principalmente pela possibilidade de novos debates em torno da Rodada de Doha do ponto em que estacionaram.

Abrangendo outros temas mais além dos citados acima, Guido Mantega, ministro da Fazenda, afiançou na quarta-feira, 17 de novembro, que por enquanto não existe a necessidade de adoção de novas medidas na área cambial. Sua proposta, falando em nome do governo, é continuar a assistir o comportamento do mercado.

Embora seu discurso até forneça alguma ideia despreocupada, na verdade não é bem essa a intenção. Mantega assegura em reportagem veiculada pelo portal de Economia Terra que a qualquer momento, quando for preciso, novas ações poderão ser adotadas, mas por enquanto é primordial esperar a acomodação dos números.

Por Luiz Felipe T. Erdei


A sociedade mundial atenta aos movimentos econômicos da atualidade aguardou com ansiedade as diretrizes lançadas pela cúpula do G20 (grupo das 20 maiores economias do mundo) na sexta-feira passada, 12 de novembro. Contudo, a expectativa não foi correspondida como se esperava.

Somente um acordo foi divulgado após a reunião. Segundo a agência de notícias Reuters, o consenso foi o compromisso de as economias ficarem alertas sobre desequilíbrios ameaçadores, algo que proporcionou aos investidores poucas amostras de que o globo está amparado de qualquer entrave econômico.

Mesmo com poucos nortes, foram deixados alguns detalhes em aberto a serem debatidos ainda no primeiro semestre do ano que vem. Porém, a polêmica medida do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de injetar US$ 600 bilhões na economia dos Estados Unidos foi um dos pontos altos do debate.

Os líderes do G20 se prontificaram a progredir para taxas de câmbio deliberadas pelo mercado e poupar desvalorizações com desígnios competitivos, algo que tem ocorrido justamente nos Estados Unidos e na China.

Por Luiz Felipe T. Erdei


A ‘guerra cambial’, designação na boca de praticamente todos os especialistas de economia, gera uma centena de controversas. O Brasil, singularmente, já se preocupa com a desvalorização da moeda norte-americana, o dólar, ante o real, que desde de 2009 computa diferença de 39%.

A injeção de US$ 600 milhões na economia dos Estados Unidos pelo Federal Reserve (banco central do país) aumentou ainda mais a preocupação. Para Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, nenhuma nação está em busca de políticas de atenuação cambial, e as oscilações demasiadas de moedas podem vir a prejudicar o crescimento mundial.

De acordo com artigo apregoado pelo portal de Economia Terra, Trichet mensurou que os banqueiros centrais não discutiram o recuo ao Gold Standard no intuito de controlar moedas. Em sua visão, esse é um tema que ocorre, de vez em quando, nos EUA.

Por Luiz Felipe T. Erdei


Sem dúvidas, o termo “guerra cambial” continuará em evidência até que diretrizes, num âmbito global, sejam adotadas para brecar a iniciativa de países que almejam proteger suas economias ao promover desvalorização de suas moedas – no intuito de aumentarem sua competitividade.

Luciano Coutinho, presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), endossou recentemente um posicionamento ativo do governo frente a essa tendência, em específico no caso da valorização da moeda brasileira ante o dólar. Para ele, são necessárias, em primeiro lugar, iniciativas mais amenas e só depois, caso não haja outro jeito, atos mais intensos.

Validando opiniões de autoridades e de veículos de comunicação estrangeiros, Coutinho pede que o país não se conforme com a depreciação cambial. Mesmo assim, examina que as autoridades estão antenadas e prosseguirão movimentando vasta gama de investimentos para atalhar tendência de valorização do câmbio.

Em reportagem veiculada pelo portal de Economia UOL, Coutinho considera a taxação para capital proveniente do exterior e a quarentena como possibilidades.

Por Luiz Felipe T. Erdei


Engajado dentro de suas possibilidades no que se referiu à campanha de Dilma Rousseff (PT), presidente eleita, e José Serra (PSDB), postulante derrotado, o veículo de comunicação de origem britânica Financial Times continua a analisar alguns comportamentos no Brasil, sobretudo no episódio mais recente envolvendo a guerra cambial.

Para o diário econômico, o país poderia assumir medidas de retaliação após a deliberação firmada pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de injetar US$ 600 bilhões na economia dos Estados Unidos por meio da aquisição de títulos públicos. Especialistas avaliam que essa iniciativa poderá desvalorizar o dólar, ampliando, portanto, a competitividade dos produtos por lá produzidos.

De acordo com o FT, a nação brasileira foi aquela que contribuiu para inventar a designação “guerra cambial” no intuito de assinalar supostas manipulações dos países para incitar a desvalorização de suas moedas. Além desse ponto, de acordo com o portal de Economia Terra, o jornal relaciona que inúmeras autoridades criticaram a decisão do Fed de arrefecer as taxas de juros.

Corroborando com afirmações proferidas por autoridades tupiniquins, o Financial Times avalia que o Brasil foi um dos mais comprometidos pela famigerada guerra, pois o real obteve valorização de 39% em comparação à moeda norte-americana desde o início do ano passado.

Por Luiz Felipe T. Erdei


A questão cambial tem sido amplamente debatida, sobretudo nos dias que antecederam à reunião do G20 (grupos das 20 maiores potências econômicas). Para Olivier Blanchard, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional (FMI), as nações emergentes têm de aceitar a valorização de suas moedas enquanto a economia mundial ainda se recobra do colapso financeiro.

Para Blanchard, a valorização do câmbio é um componente do reajuste para reposicionar a economia mundial em seu devido lugar. Tal situação observada em muitos mercados emergentes, algo que diminui a competitividade de seus produtos para além de seus domínios territoriais, é decorrente em parte, segundo o Estadão, do grande ingresso de capital estrangeiro.

Algumas iniciativas podem ser utilizadas onde há fluxos de capitais, tais como acumulação de reservas ou controles de capitais, porém sob altos preços. Questionado especificamente sobre as adoções de medidas pelo Brasil (fixação em 6% no Imposto sobre Operações Financeiras para investimentos estrangeiros, por exemplo), Blanchard as considerou somente razoáveis.

Por Luiz Felipe T. Erdei


O homem mais endinheirado do Brasil, Eike Batista, encabeça a lista como o oitavo mais rico do mundo. À sua frente aparecem figuras extremamente conhecidas, tais como Bill Gates, criador da Microsoft, e Warrem Buffett, industrialista, filantropo e investidor dos EUA. Contudo, o mais poderoso é o mexicano Carlos Slim Helú, empresário de origem libanesa.

Um dos temas mais recorrentes das últimas semanas, a desvalorização do dólar, possui diversas faces, uma delas a questão travada entre a China e os Estados Unidos sobre o câmbio. Para Slim, a discussão entre ambos seria mais bem resolvida se o governo asiático elevasse a remuneração dos trabalhadores.

Para Slim, ao invés de cada uma das partes tentar deixar sua moeda com a cotação mais amena, dar riqueza ao povo para melhoria de vida incidiria mais positivamente, sobretudo em relação ao maior poder de compra, com mercado interno mais positivo. Não somente neste caso, o mexicano avalia que as nações desenvolvidas devem evitar a guerra cambial.

Por Luiz Felipe T. Erdei

Fonte: Reuters


Relatório Focus emitido pelo Banco Central neste início de semana ilustrou alta na previsão inflacionária para este ano, de 5,07% para 5,15%, e 2011, de 4,92% para 4,98%, com manutenção dos prognósticos à Selic, a taxa básica de juros da economia, estipulada em 10,75% a 2010.

Por outro lado, a expectativa para a inflação aos próximos 12 meses manteve o índice de 5,16% depois de seis semanas consecutivas de avanço. Segundo a agência de notícias Reuters, levando-se em consideração somente a mediana das projeções da meia dezena de instituições que mais previram com acerto, a estimativa do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2011 cedeu de 5,73% para 5,54%.

Voltando ao tema da Selic, para 2011 o mercado acredita que chegará ao patamar de 11,75% e o percentual do Produto Interno Bruto (PIB), diferentemente, continua em 7,55% em 2010 e 4,5% para o ano que vem.

Além dos dados enunciados anteriormente, as projeções para o câmbio estimadas pelo BC é de dólar a R$ 1,75 no final de 2010 e R$ 1,80 em 2011.

Por Luiz Felipe T. Erdei


O Banco Central simplificou as normas cambiais com o objetivo de reduzir a burocratização.

Segundo Victor Meirelles, presidente do banco, este processo só não foi concluído anteriormente devido à crise mundial.

Com as novas regras, companhias residentes do país emissoras e/ou emissoras de Depositary Receipts podem manter no exterior o produto de sua alienação.

De acordo com a medida, o prazo para a liquidação dos contratos celebrados pelo Tesouro Nacional passam de 360 para 750 dias, equiparando-se as aos das operações cambiais efetuadas no mercado intercambiário. Além disso, serão revogadas diversas regras que não se aplicam mais a realidade brasileira.

Fonte: Reuters





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