Bradesco lidera ranking de queixas seguido por Banco do Brasil e Caixa Econômica.

O Banco Central (BC) divulgou no dia 15 de março o ranking de queixas de clientes contra bancos brasileiros, referente ao primeiro bimestre de 2017 (janeiro e fevereiro). Nesse sentido, o Bradesco lidera a lista com o número de 1.598 reclamações reguladas procedentes, índice de 17,28%. No último período verificado, o banco teve a mesma posição, seguido do Santander.

Demais posições

As demais posições atuais são ocupadas respectivamente pelas seguintes instituições:

· Segundo lugar: conglomerado do Banco do Brasil (1.024 reclamações e índice de 17,25%).

· Terceiro lugar: conglomerado da Caixa Econômica Federal (1.286 reclamações e índice de 15,37%).

· Quarto lugar: conglomerado do Santander (514 reclamações e índice de 13,75%).

· Quinto lugar: conglomerado Itaú (790 reclamações e índice de 11,54%).

Assim, de acordo com o levantamento, o Santander reduziu significativamente o número de reclamações junto ao BC, saindo da segunda posição para o quarto lugar.

Do que tratam as reclamações

A maioria das reclamações estão relacionadas a irregularidades, como ocorre em transações com falhas humanas ou quanto à não realização de débito automático. Em seguida, estão queixas referentes à falta de informação sobre produtos e serviços. Por fim, encontra-se problemas relacionados ao débito não autorizado.

Critério de avaliação

Para desenvolver o ranking, o BC avaliou queixas apenas de instituições que possuem mais de 4 milhões de clientes. Foi computado o total de 6.008 reclamações contra 7.169 avaliadas no último período (novembro/dezembro de 2016). Esse conjunto de queixas refere-se apenas àquelas que desrespeitam as regras do BC ou do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para desenvolver a lista, são levados em consideração somente clientes com depósito em conta corrente ou poupança, que são cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que têm operações de crédito ou outras opções de depósito não incluídos pelo FGC. Sendo assim, para definir as posições e índices, o BC considera o número de reclamações procedentes, dividindo-as pelo número de cliente que a instituição possui e multiplica o valor obtido por 1 milhão.

Como reclamações podem ser registradas no Banco Central do Brasil

As queixas podem ser feitas por qualquer cidadão tanto pela internet, no site oficial do BC, quanto através de atendimento telefônico, por meio do número 145. Elas funcionam como base para fiscalização e regulação do sistema financeiro no Brasil. Porém, o órgão não tem competência legal para intervir em questões individuais de cada usuário de serviços prestados por essas instituições.

Camilla Silva


Nova medida poderá favorecer a desvalorização do real e a consequente alta do dólar.

O Banco Central sinalizou que haverá menor intervenção no câmbio. Essa medida afetará diretamente na possível desvalorização do real e, consequentemente, na alta do dólar, além de acarretar em uma alta dos juros. Em contrapartida, a ação do BC pode, a médio ou longo prazo, proporcionar uma estabilidade do câmbio e também em juros menores.

Caso o mercado econômico mantenha as novas tendências, haverá menos alívio para o real e uma consequente pressão de alta para o dólar.

Essa redução anunciada pelo BC não ocorreu repentinamente, pois o mercado vem cobrando essa medida, pois considera que a desvalorização do real é uma medida necessária para a redução do déficit em conta corrente e pode estimular o crescimento.

Alberto Ramos, economista – chefe, disse para o América Latina do Goldman Sachs, na cidade de Nova York, que o dólar precisaria subir ainda mais, para valores que ficariam em torno de R$ 3,40 e R$ 3,60, para que pudesse ajudar a economia, mesmo que para isso, o BC efetuasse uma intervenção para a alta dos juros para que o dólar não afete a inflação, que já não está com índices baixos.

Ramos ainda fez uma previsão de alta para a Selic de 0,25% no Copom de junho. O economista considera essas mudanças como positivas para o mercado, uma vez que a médio e longo prazo acarretaria na estabilidade econômica do país.

O economista esclarece ainda que o contrassenso do aumento de juros para a estabilidade da economia é uma medida necessária para uma economia em recessão, pois as medidas ajudam também a controlar a inflação.

A inflação tem sido o grande vilão da economia, pois é um dos responsáveis pela não reação da economia após a alta do dólar nos últimos anos. O motivo seria a elevação de custos, que anula uma parte dos ganhos da competitividade que foram gerados pela alta da moeda americana.

O Banco Central sinalizou que haverá menor intervenção no câmbio. Essa medida afetará diretamente na possível desvalorização do real e consequentemente na alta do dólar, além de acarretar em uma alta dos juros. Em contrapartida, a ação do BC pode, a médio ou longo prazo, proporcionar uma estabilidade do câmbio e também em juros menores.

Caso o mercado econômico mantenha as novas tendências, haverá menos alívio para o real e uma consequente pressão de alta para o dólar.

Essa redução anunciada pelo BC não ocorreu repentinamente, pois o mercado vem cobrando essa medida, pois considera que a desvalorização do real é uma medida necessária para a redução do déficit em conta corrente e pode estimular o crescimento.

Podemos aguardar para os próximos meses, portanto, alta do dólar e dos juros. A nebulosidade econômica do país ainda paira sob as nossas cabeças.

Por André César

Dólar

Foto: Divulgação


A eleição presidencial tem a capacidade de trazer à tona reflexões até então nunca vistas na grande mídia. Para além das famigeradas polêmicas sobre aborto, legalização da maconha e bolsa família, o assunto que ganhou grande repercussão foi de cunho majoritariamente econômico: a autonomia do Banco Central (BC).

Mas a primeira pergunta que surge é: o que isso quer dizer? Posteriormente, questiona-se: isso é bom ou ruim? Por fim: vai mudar alguma coisa na minha vida?

Para os leigos, comecemos pelo começo. Foi a candidata Marina Silva (PSB) quem propôs conceder autonomia ao Banco, mediante lei. Basicamente, o BC é o responsável pelo sistema financeiro da nação. Ele auxilia, por exemplo, no controle da inflação ao controlar as emissões de papel-moeda e suas condições de circulação, como a taxa de juros, de crédito, de poupança e de câmbio. Os juros do seu cartão de crédito, por exemplo, estão intimamente ligados a isso. Todos esses fatores caminham no sentido de estimular ou frear a economia.

A autonomia do BC significaria, em suma, que o Estado interferiria menos na Economia. Sem precisar utilizar nomes de autores clássicos ou termos rebuscados, podemos afirmar que a proposta caminha no sentido de deixar o mercado se autorregular, já que o Poder Executivo (os políticos) estaria impedido de intromissões legais. Isso tranquilizaria o mercado, já que a entidade ficará livre de pressões políticas e eleitorais, em tese.

Por outro lado, muitos economistas argumentam que é o governo democraticamente eleito que deve tomar as rédeas da política econômica da nação. É o Estado que tem o direito de definir os principais rumos da economia do país, e não os técnicos financeiros. Além do que, na prática, não há garantias de que a inflação e os juros cairiam, nem de que os técnicos estariam tão isentos de pressões externas do mundo político. 

A última pergunta proposta é a mais fácil de ser respondida: essa discussão influencia, sim, a vida de todos nós, brasileiros. Alguns em maior escala e outros em menor. Ter uma breve noção do que tudo isso significa é o primeiro passo para uma reflexão mais profícua.

Por Renan Milaré Olívio

Bacen

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O Comitê de Politica Monetária do Banco Central (Copom) decidiu na última quarta-feira (27) que a taxa Selic será aumentada de 9,5% ao ano para 10%. Esse foi o sexto aumento consecutivo da taxa desde abril deste ano, em que a taxa estava em 7,25%, o menor índice desde a criação do Copom em junho de 1996.

O aumento da taxa não agradou muito às federações e aos trabalhadores no Brasil. Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Industrias do Estado de São Paulo) e do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), por exemplo, criticou a decisão do Copom e disse que o aumento é um erro.

"Essa política econômica já não funciona mais. Se queremos resultados diferentes, precisamos fazer diferente. O Brasil precisa de um novo foco na política econômica: maior controle dos gastos, mais investimento público, mais concessões e menores taxas de juros", diz ele.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) foi outro órgão que criticou o aumento. Em nota divulgada o presidente da confederação diz que o "Copom mostra que é surdo" e que "não há nenhuma justificativa plausível para o aumento", além de dizer que o comitê está "apenas cedendo às pressões do mercado financeiro e dos especuladores”. 

O aumento da taxa visa ao controle da inflação para que em 2014 ela possa ficar na meta estabelecida, já que com juros elevados o consumo tende a diminuir.

Entenda melhor o que é taxa Selic

É a taxa básica de juros brasileira e serve de referência para toda a economia do país, ela é usada para definir os juros de aplicações financeiras feitas pelos bancos. Vale lembrar que ela não é a taxa de juros que os bancos cobram de seus clientes por empréstimos, pois elas contêm custos, lucro do banco e riscos de não obtenção do valor emprestado. 

Por Tom Vitor de Freitas

Alta na taxa Selic

Foto: Divulgação


No final de 2012, o Comitê de Basiléia para Supervisão Bancária definiu novas regras para as instituições bancárias.

Estas novas regras, conhecidas como Basileia 3, alteram a composição do capital principal dos bancos, retirando os ativos que podem, em certos momentos, perder seu valor comercial.

Com isso, o Comitê pretende melhorar a qualidade dos recursos presentes nestas organizações. Além disso, o Comitê também determina a criação de reservas especiais de dinheiro, para eventuais prejuízos em períodos de crise.

A implantação do Basileia 3 deve acontecer entre 2013 e 2019 em todos os países do mundo. No Brasil, o Banco Central ainda não decidiu quando estas alterações terão início.

Este pacote de mudanças nos bancos está, no entanto, preocupando muito o governo brasileiro, já que pode ser utilizado pelas instituições financeiras privadas como um motivo para não aumentar a concessão de crédito.

A retração destes bancos pode acontecer sob a justificativa de que teriam menor quantidade de capital disponível para a realização de empréstimos. Por isso, o governo tende a atrasar a implementação destas medidas no país, assim como já aconteceu em outros locais, como nos Estados Unidos.

Por Ana Camila Neves Morais


O Banco Central Francês informou, neste mês de dezembro, uma vontade que causará muitas discussões e embates no mercado financeiro.

Isto porque a autoridade bancária francesa quer que o centro de negociações da zona do euro se transfira de Londres para Paris.

O grande problema neste pedido da França reside no fato de que Londres é o local onde toda a Europa negocia e possui aproximadamente 40% das negociações de toda a comunidade européia.

Com a mudança muito deste potencial para negociações na economia iriam se perder já quer a França não possui tradição e nem mesmo força neste tipo de mercado como a Inglaterra.

Por isso, diversos especialistas acreditam que a vontade do Banco Central Francês irá demorar muito para se concretizar com a grande tendência desta mudança não ocorrer nunca.

Por Ana Camila Neves Morais


As notícias do mercado financeiro nem sempre são negativas e nesta sexta-feira – dia 30 de novembro de 2012 – o Banco central informou que o setor público do Brasil apresentou um superávit primário de 12,398 bilhões de reais no mês de outubro.

Ao considerar o ano de 2012 até o momento, o setor público obteve R$88,214 bilhões sendo que deste global devem ser descontados cerca de R$25,6 bilhões utilizados para os investimentos com o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Agora, para o governo atingir a meta de R4139,8 bilhões até o final de 2012, será preciso que nos dois últimos meses do ano se obtenha um superávit de R$13 bilhões de reais.

Outra informação do Banco central veiculada nesta semana foi com relação à dívida pública que corresponde a 35,2% do PIB nacional e o déficit nominal que está em um valor total de R44,607 bilhões no mês de outubro.

Fonte: Reuters

Por Ana Camila Neves Morais


O setor financeiro obteve recentemente mais uma notícia importante para a economia brasileira, pois foi publicada a última pesquisa Focus do Banco Central com diversos dados relevantes para o mercado econômico nacional.

As principais informações revelam que a inflação de forma geral irá terminar o ano de 2012 em 5,46% e uma perspectiva de que a Selic (taxa básica de juros) para o ano de 2013 seja em torno de 7,25%.

Com relação a estas perspectivas houve um aumento da inflação de 0,02% e uma diminuição da última projeção da Selic de 0,38%.

Além disso, a pesquisa Focus apresentou uma previsão para o ano de 2013 de que o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) seja no valor de 5,4% com a inflação para o próximo ano tendo uma redução de 5,37% para 5,33% e o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) diminuirá em 0,19%.

Deste modo, apesar de uma alta relativa nos preços principalmente ocasionada pela elevação nos valores para compra de alimentos, a tendência é de que haja uma desaceleração no IGP-M e no IPCA para o final de 2012 e durante o ano de 2013 garantindo a redução projetada para a inflação.

Uma última análise feita por esta pesquisa aponta mais uma diminuição de 1% na expectativa de crescimento do setor industrial com relação ao mês de outubro, sendo que agora se espera uma redução na indústria de 2,32% para o ano de 2012 e uma expectativa de crescimento de 4,1% a qual está 0,05% em relação a análise do mês anterior.

Fonte: Reuters

Por Ana Camila Neves Morais


O Banco Central divulgou a última avaliação do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica) o qual apresentou uma diminuição no PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil no valor de 0,52% no comparativo entre agosto e setembro, que foi a maior queda deste padrão no ano de 2012, mas indica também uma alta no 3o trimestre para o PIB de aproximadamente 1,15%.

Este indicador consiste em um estudo que permite obter uma prévia do valor do PIB nacional além de possibilitar a avaliação de estimativas de produção com relação a setores importantes como a indústria, serviços e agropecuária.

A situação apresentada pelo IBC-Br é justificada segundo economistas por situações como o fraco movimento de vendas no ramo do varejo e a diminuição da produção da indústria durante o mês de setembro.

Mas apesar desta queda o sistema econômico tem a expectativa, segundo Carlos Kawall do Banco J. Safra, de que a recuperação do PIB brasileiro se mantenha mesmo que em uma proporção menor do que a esperada; no entanto, existe uma necessidade de recuperar mais fortemente os investimentos nacionais para manter o PIB com indicadores positivos.

Outros dados importantes fornecidos pelas estimativas do IBC-Br mostram a manutenção do crescimento do PIB no mês de outubro além da expectativa de um aumento de 1% para a economia brasileira como um todo no ano de 2012.

Esta melhoria no PIB será devida no final de ano principalmente em decorrência de um aumento das vendas no ramo de varejo com o período de festas além da recuperação da indústria pelo aumento no consumo de carros, produtos eletrônicos através da diminuição de impostos realizada pelo Governo federal.

Fonte: Reuters

Por Ana Camila Neves Morais


A previsão de crescimento da economia brasileira em 2012 é de 3,5%, afirmou o diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton Araújo. A informação foi divulgada na quarta-feira (dia 23 de maio) em Curitiba (PR).

“Quando anunciarmos o relatório trimestral de junho, teremos refeito nossas estimativas sobre o nível de atividade. Qualquer mudança na projeção do PIB (Produto Interno Bruto) será comunicada. O nosso número de alta de 3,5% não foi alterado”, lembrou Araújo. A expectativa da instituição financeira é a de que a economia continue em expansão no segundo semestre.

Já para o Ministério da Fazenda, o crescimento do PIB deverá ser um pouco maior, na casa dos 4%. O dado foi apresentado pelo ministro Guido Mantega, na terça-feira (dia 22 de maio), no Senado. O ministro ainda informou que a economia voltou a acelerar em maio e que deverá ter um resultado melhor do que o registrado em 2011.

Apesar disso, tanto a previsão do BC quanto a do Ministério da Fazenda continuam abaixo da meta projetada pelo Governo Federal, que é de 4,5%.

Fonte: Banco Central e Ministério da Fazenda

Por Matheus Camargo


O Banco Central divulgou esta semana um relatório preliminar sobre o fluxo cambial brasileiro no mês de fevereiro. De acordo com os dados da instituição, o saldo ficou positivo em mais de US$ 6 bilhões, foram levadas em consideração as negociações feitas até o dia 17 de fevereiro.

Outros fatores apontados pelo BC foram o fluxo comercial (que também apresentou resultado positivo de mais de US$ 2 bilhões) e o saldo financeiro (que alcançou a marca de US$ 4,128 bilhões).

O Banco Central apresentou uma comparação com o mês de fevereiro de 2011 e ficou constatado que houve uma retração com relação ao fluxo cambial. No ano passado, o valor apresentado foi de US$ 3,030 bilhões. Já com relação ao fluxo comercial daquele ano, o saldo se mostrou negativo em US$ 695 milhões.

A instituição financeira também realizou uma comparação entre o valor acumulado esse ano e o valor acumulado em 2011, os saldos foram de US$ 13,803 bilhões e US$ 18,542 bilhões, respectivamente.

Por Joyce Silva


Nesta quarta-feira (14/12/2011), foram divulgados pelo Banco Central os dados da economia nacional no terceiro trimestre de 2011. Os números respectivos a outubro e ao terceiro trimestre apontam uma retração de 0,32%.

Em novembro, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) estacionou nos 138,61 pontos, enquanto que nos meses anteriores (agosto e setembro) a capitalização brasileira apontou uma retração de 0,11%. O índice indicou a acréscimo de 3,04%, chegando a avançar 3,39% nos últimos 12 meses.

Medidas mais enérgicas estão sendo adotadas pelo Governo Federal, como planos inéditos de crescimento, a fim de controlar o declínio da atividade econômica. Uma das determinações é a redução nos impostos dos eletrodomésticos (linha branca), visando estimular a venda.

Em novembro, foi acatada pelo Banco Central a diminuição da Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia) em 11% ao ano.

Guido Mantega, ministro da Fazenda, explicou que a economia do país está se recuperando, e até o fim de dezembro, deverá voltar a alavancar.

Espera-se que a economia brasileira alcance um crescimento entre 4% e 5% em 2012.

Por Rachel Bressan


O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (12/12/2011) um relatório de mercado, o FOCUS, onde informa o avanço econômico no ano de 2011 e as estimativas de crescimento para o próximo ano.

Atualmente o Brasil segue um regime de sistema de metas e o Banco Central tem como objetivo estabilizar os juros, caso contrário não conseguirá realizar as metas que já estão pré-estabelecidas para o ano de 2012.

Para o próximo ano o BC precisa controlar a inflação de até 4,5%, com transigência de até dois pontos percentuais para mais ou para menos. Assim, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), pode atingir de 2,5% a 6,5%, sem descumprir a meta.

Segundo economistas, o mercado financeiro irá recuar em 2012, com taxa de 10,50% no mês de janeiro, 10% em março e finalmente 9,50% ao ano no mês de abril, fechando neste percentual.

Ainda segundo os mesmos, o PIB também teve queda de 3,09% para 2,97%. Sendo esta a terceira baixa sucessiva, tendo como principal motivo o não reestabelecimento financeiro internacional com a queda do dólar, tal fato afetou também o Brasil que não teve nenhum aumento no PIB neste terceiro semestre do ano de 2011.

O relatório prevê estabilidade comercial para o ano de 2012, com aumento nas exportações e avanço na balança comercial, pois no ano de 2011 os dados foram de US$ 17 bilhões para US$ 17,45 bilhões de superávit.

Por Aline Gomes


Sucessor de Henrique Meirelles frente à presidência do Banco Central, Alexandre Tombini já iniciou, juntamente a Dilma Rousseff, presidente do país, suas atividades anunciando novas medidas. Enquanto a ex-ministra-chefe da Casa Civil propôs a privatização de dois aeroportos, o líder do banco decidiu instituir o depósito compulsório para bancos que apostam na valorização do real.

Nutrindo ativamente seus afazeres, Tombini assinalou que o mercado de crédito de consumo poderá avançar aproximadamente 10% em 2011, portanto inferior aos 15% contabilizados em 2010. Assegura que o BC tem prestado atenção a bolhas que possam vir a ocorrer no segmento.

Para Tombini, em matéria veiculada pelo portal R7, essa disposição não assinala algo que precise de medidas prudenciais, porém o consumo continuará a crescer num patamar ameno. Para tanto, prevê que o principal incentivo a ser adotado é sobre o crédito do ramo imobiliário.

Em sua opinião, a maior disposição financeira da população propicia oportunidades de expansão, mas essa prática precisa ser feita de maneira sustentável.

Por Luiz Felipe T. Erdei


Os técnicos do Banco Central que investigam o PanAmericano suspeitam que taxas de juros pagas aos clientes eram propositalmente altas para mascarar saída de recursos. Um único cliente recebia mais de R$120 milhões de rendimento ao ano, acima de 30%, em uma aplicação de R$400 milhões em CDB (Certificado de Depósito Bancário) do banco em questão.

O CDB é um mecanismo que os bancos usam para obter recursos. O investidor empresta dinheiro ao banco e recebe juros baseados no CDI, que é a taxa cobrada nas transações entre instituições financeiras e segue a taxa básica da economia (SELIC), que está girando em torno de 10,75% ao ano.

No caso, o banco pagou ao cliente 20% além do CD, ou seja, 30,75% ao ano em uma aplicação de cinco anos.

A descoberta de uma aplicação tão fora do usual é um forte indício de falha da fiscalização do Banco Central. E por lei, o PanAmericano deveria avisar o BC do ocorrido, já que estas aplicações geralmente são feitas por pessoas jurídicas de grandes corporações, e não físicas. Neste caso, ambos falharam.

Também foram constatadas irregularidades como carteiras de créditos já vendidas a outras instituições, mais ainda constando na contabilidade.

Foi instaurado inquérito policial para apuração de possíveis crimes contra o Sistema Financeiro. Segundo a Polícia Federal serão investigados os crimes de gestão fraudulenta, prestação e inserção de informações falsas na contabilidade.

Por Cintia Santoro





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