O Banco Central com as operações de swap cambial conseguiu obter o maior ganho desde 2003 e o segundo mais elevado desde 2002, quando a instituição monetária passou a ofertar esse tipo de instrumento ao mercado financeiro. O swap cambial trata-se da troca de taxa de variação cambial por taxa de juros pós-fixados.  

A informação foi divulgada nesta sexta-feira (27), pela assessoria de imprensa do Banco Central a pedido do Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado. Pelos dados divulgados, os "rendimentos" da autarquia com ração diária somaram em janeiro R$ 10,781 bilhões. O montante só é inferior aos R$ 11,076 bilhões registrados em abril de 2003. Em 2003, a autarquia contabilizou "lucro" de R$ 15,632 bilhões com essas operações.  

A ração diária é a intervenção do BC para fazer reajustes do valor cambial do dólar. Em dezembro do ano passado, o órgão monetário afirmou que continuará com as intervenções para viabilizar um cenário mais benigno em 2015-2016. O atual programa de ração diária teve início em agosto de 2013. Na ocasião, a intervenção semanal do BC no mercado cambial somava o equivalente a US$ 2 bilhões.  

Com o passar do tempo, a instituição foi reduzindo a ração diária ao mercado e, atualmente, intervém com cerca de US$ 500 milhões semanais. Pela programação atual delimitada pelo BC, essas intervenções continuarão a ocorrer até, pelo menos, o final deste mês.  

No ano passado, o BC obteve perdas de R$ 17,329 bilhões com a oferta de hedge ao mercado. O hedge é uma operação que tem como finalidade proteger o valor de um ativo contra uma possível redução de seu valor em uma data futura ou, ainda, assegurar o preço de uma dívida a ser paga no futuro.  

Vale lembrar que em 2013, o BC acabou registrando prejuízo com os leilões de swap da ordem de R$ 1,315 bilhões. Já em 2012, entrou para o caixa da autarquia R$ 1,098 bilhão.

Por William Nascimento

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