Realizar a análise de amostragem de solo é extremamente importante para a produtividade da lavoura.

Uma cultura precisa de um solo em condições ideais para produzir. Em circunstâncias adversas, a plantação corre o risco de produzir menos ou ficar mais sujeita a pragas e doenças. Garantir um solo adequado exige algumas informações que devem ser obtidas pela análise de amostragem. Compreenda abaixo alguns dos fatores analisados com a amostragem e como eles podem interferir na vida de sua cultura.

Constituintes do solo

Existem alguns tipos de análises a serem feitas, uma delas é a análise granulométrica que estima a quantidade de argila, areia e silte. Esses fatores influenciam na qualidade de vida da cultura diretamente e são importantíssimos para quem deseja mecanizar a lavoura. É com esse conhecimento que o agricultor consegue determinar o potencial para mecanização. A partir deles é possível calcular a disponibilidade de água para as plantas e também qual o risco de erosão existente no terreno.

Nos resultados da análise, o agricultor descobre com qual tipo de solo está lidando e também qual o melhor período de plantio.

Macro e micronutrientes

Macro e micronutrientes são os elementos necessários para a vida das plantas presentes no solo, alguns exemplos são: boro, cloro, ferro, zinco, fósforo, potássio, entre outros. Através da análise química determina-se em qual quantidade esses elementos encontram-se no solo, um passo importante para a recomendação de insumos.

As deficiências de nutrientes causam vários efeitos nocivos para as plantas como problemas de crescimento, menor qualidade ou quantidade da produção e dificuldades no desenvolvimento da cultura. Sabendo quais são os nutrientes em falta no terreno, o agricultor consegue escolher a melhor opção de adubos e fertilizantes para garantir melhores condições na plantação.

Acidez do solo

A acidez do solo é determinada pela quantidade de íons de hidrogênio no solo, ela é mais um fator medido na análise química de amostragens. O tipo de acidez encontrado na análise é o que determina a quantidade de cal que deve ser aplicado no terreno.

A acidez influencia diretamente na disponibilidade de nutrientes no solo, um lugar muito ácido tem deficiência de fósforo, por exemplo. É importante conhecer o pH (que determina a acidez) para descobrir qual a solução correta para os problemas do terreno. Em certos momentos, aplicar adubos não resolverá a deficiência, pois o problema está no pH no solo.

A InCeres é especialista em soluções para manejo de cultura, para saber mais, acesse o site http://www.inceres.com.br/.


A agricultura de precisão é um tipo de prática agrícola que utiliza o princípio da variabilidade do solo para realizar a automação do campo. Essas técnicas foram introduzidas no Brasil durante a década de 1990, antes disso agricultores precisavam estimar a quantidade de insumos para seu terreno com valores médios.

O solo é uma massa irregular com variabilidade nos nutrientes, compactação, minerais e outros fatores. Por esse motivo as informações médias obtidas com amostragens não refletem a realidade da terra, fazendo com que a agricultura de precisão parecesse uma grande inovação tecnológica. Atualmente sabe-se que a agricultura de precisão não é uma solução mágica, suas tecnologias são incapazes de aplicar soluções diferenciadas para cada metro quadrado do terreno e conseguir resultados quase automáticos. Mas ela certamente é uma aliada importante da agricultura com suas extensas bases de dados para auxiliar nas decisões. De uma maneira geral, os dados obtidos através da agricultura de precisão podem gerar dois tipos de decisões: de gerenciamento de adubos baseando-se na variabilidade de nutrientes, ou de gerenciamento de reposição de insumos. O mercado brasileiro, por enquanto, tem utilizado mais estratégias que facilitem o gerenciamento de adubos e outros tipos de insumos agrícolas. Essa preferência acontece especialmente pelo grau de simplicidade dessas soluções, que também levam à economia de insumos. Espera-se que com a evolução das tecnologias e dos profissionais disponíveis no mercado, o gerenciamento de reposição comece a ganhar seu espaço.

Os produtos do setor que estão começando a ser desenvolvidos no Brasil terão de passar por desafios antes de serem aceitos. Mesmo assim, o desenvolvimento de agricultura de precisão já teve início no país. Empresas brasileiras têm tentado adaptar sensores, sistemas de posicionamento geográfico e monitoramento do campo para tecnologias existentes por aqui. Entre as novidades que surgiram nos últimos anos uma das que recebeu maior aceitação no Brasil foi um sistema conhecido como “barras de luz”. O sistema é feito para a aplicação em faixas paralelas e utiliza o DGPS para se orientar. Nos EUA esses sistemas também ganharam popularidade, assim como sistemas de esterçamento de veículos que também utilizam DGPS.

No Brasil o setor da agricultura de precisão enfrenta problemas causados especialmente pelo imediatismo dos produtores. Por estarem ansiosos para atender a suposta demanda por tecnologias, produtores tem dificuldade de fornecer equipamentos que atendam às reais necessidades do agricultor brasileiro. Outro problema no setor está na falta de resultados a curto prazo, frente ao investimento em agricultura de precisão. Com falta de incentivo, muitos agricultores brasileiros desistem de investir em tecnologias. Nos EUA algo semelhante ocorreu durante o estabelecimento do setor: muitos equipamentos surgiram no mercado para tratar lavouras, porém poucos conseguiram se destacar no mercado e atender às reais demandas. A melhor solução para os problemas enfrentados pela agricultura de precisão no país está na produção em massa de soluções. Dessa maneira é possível diminuir preços e incentivar a utilização por parte dos agricultores. A criação de uma rede de assistência técnica especializada também é importante, especialmente devido ao pouco conhecimento que os profissionais do campo possuem sobre as novas tecnologias. Para que produtores agrícolas façam o melhor uso das informações obtidas, é necessário que estejam sempre em contato com consultores especializados. Isso é possível ao criar uma rede de assistência que consiga conectar usuários de tecnologia com fornecedores. O consultor agrícola é o profissional ideal para fazer essa ligação, esse profissional autônomo deverá ajudar na análise de dados e tomada de decisões para fazer o melhor uso da agricultura de precisão.

Consultores também podem utilizar a tecnologia a seu favor. Com a utilização de sistemas como os disponibilizados pelo InCeres é possível diminuir custos e tempo de atendimento. Essas vantagens são essenciais para quem quer ganhar competitividade no mercado e melhorar sua relação com os clientes. 


Por enquanto o mapa de produção é a maneira mais eficiente de visualizar informações do terreno e avaliar as diferenças de produção dos talhões (pequena parte da lavoura). Apesar de já existirem alternativas, nenhuma delas chega ao nível de acurácia dos mapas, fazendo-os a melhor opção a ser aplicada por agricultores.

O mapa de produção é nada mais que um grupo de pontos que, através de variações de cores ou separações por isolinhas, mostra as diferenças de produção existentes entre os talhões. Cada um dos pontos representados no mapa representa um talhão e contém os seguintes dados: quantidade de grãos produzidos, tamanho da área (calculada através da largura da colhedora e distância percorrida) e posição do ponto no terreno. Reunindo todos esses dados de muitos pontos, já é possível visualizar um mapa. Com a tecnologia atual é comum utilizar entre 500 e 1300 pontos num mapa de produção.

Antes de ver o mapa e começar a analisá-lo, é preciso obter os dados necessários. O processo exige a utilização de algumas tecnologias como sistema de DGPS, sensores e softwares. A localização de um ponto é definida através de informações coletadas pelo sistema de DGPS, que calcula a distância percorrida e posição da colhedora na lavoura. É ele que determina a latitude e longitude da colhedora. Para informações relacionadas aos grãos, utiliza-se um conjunto de sensores instalados em algumas partes da colhedora. As informações são coletadas em intervalos de tempo pré-definidos e armazenadas num sistema de coleta de dados. O operador da máquina define os intervalos de coleta e o tamanho da área do talhão, que pode variar entre 8 m2 e 20 m2.

Outro fator importante do sistema de coleta de dados é o interruptor. Graças a ele os dados não são armazenados em tempo integral. Ele é configurado para ligar os sensores quando a plataforma abaixa e desligá-los quando a plataforma levanta. Os sensores são de dois tipos: os instalados de fábrica e os adquiridos de outros produtores. No primeiro caso, o sensor vem de fábrica na colhedora e não pode ser instalado em outros equipamentos. Já no segundo caso, produtores especializados fornecem os sensores. Eles podem ser instalados na maioria dos modelos de colhedoras disponíveis no mercado.

Por fim os dados passam por um software que gera o mapa de produção. O software sempre é incluído nos conjuntos disponíveis no mercado, mas eles variam em suas capacidades, podendo ir dos mais simples, que só geram mapas, até aqueles que produzem mapas de aplicação de insumos. 


Apesar de muito eficientes, os meios para gerar dados utilizados em mapas de produtividade podem apresentar algumas falhas que merecem atenção. Muitas delas já são conhecidas pelos desenvolvedores de softwares para criação de mapas e podem ser corrigidos pelos programas. Há, porém, algumas falhas que necessitam ser identificadas e reparadas por operadores, tomando atitudes que possam adequar o desempenho, como calibrar os sensores e as colhedoras utilizadas, por exemplo.

Erros mais comuns

Um mapa de produtividade é feito por vários pontos montados num sistema cartesiano, cada ponto é delimitado por uma área de alguns metros quadrados. Para uma boa leitura dos pontos, eles são divididos em cores de acordo com sua produtividade. Também é possível dividi-los com isolinhas, que dividem as áreas com produtividades parecidas.

Para realizar ambos os tipos de mapas são utilizados sistemas de suavização, cujo objetivo é melhorar a leitura do mapa deixando em evidência os talhões de produção com valores diferentes. É nesse sistema de suavização que ocorrem alguns tipos comuns de erro ocasionados por limites mínimos e máximos de variação. Mesmo com a possibilidade de erros a suavização é importante para uma boa leitura do mapa, apenas deve ser utilizada com cautela.

Quando o operador do software manipula o mapa para mostrar um número de intervalos muito grande, outro tipo de erro ocorre. Dessa maneira fica difícil para o agricultor enxergar as manchas de produção, por isso o ideal é determinar um número razoável de intervalo entre 3 e 5.

Na hora de calcular a tonelagem da colheita os softwares utilizam como base a área da plataforma da colhedora e a distância que a máquina percorreu. Isso ocasiona erros em alguns casos onde a área colhida é menor que a área da plataforma, dando como resultado uma diminuição no nível de produtividade do talhão. Esse erro é facilmente corrigido pelos operadores, que podem escolher utilizar uma fração da área da plataforma nessas áreas.

Outro problema comum é com um interruptor mal regulado. Nesse caso a coleta de dados não é ativada quando a plataforma é abaixada ou desativada quando a plataforma é levantada. É possível identificar esse erro por produtividade zero em alguns talhões. Ele também é facilmente prevenido realizando regulagens corretas no interruptor para evitar falhas.

O sinal do DGPS (variação do GPS utilizada para mapear a produtividade) pode ser outro motivo de falha. Variações no sinal podem acabar em alguns erros de posição da colhedora. A localização da antena também causa erros, já que costuma estar no teto da cabine da máquina.

Erros de calibração de volume nas colhedoras também são bastante comuns. Para evitá-los o operador deve medir o volume do grão algumas vezes por dia, atualizando os dados dos sensores.

Todos os sistemas tecnológicos são passíveis de erros, mas algumas atitudes podem preveni-los e elas devem sempre ser adotadas por operadores e agricultores. Em geral uma máquina operando com sensores bem calibrados dará menos problemas e erros, gerando um resultado melhor para o agricultor e gestores agrícolas.


Após a colheita, o solo deve ser preparado para o próximo plantio, o que implica na reposição de nutrientes e outros componentes químicos. É impossível realizar esse processo às cegas, sem conhecer o que já está presente ou o que ainda está faltando na terra. Por isso a coleta e análise de solo tem grande importância na agricultura.

Papel da amostragem

A amostragem é a quantidade de solo que o agricultor envia ao laboratório onde deve ser feita a análise. Essa amostra precisa ser capaz de representar a quantidade de elementos presentes na gleba da terra inteira. Por isso é necessário que, ao realizar a coleta, os procedimentos sejam seguidos com cuidado para garantir uma margem mínima de erro.

Isso implica também em relação aos materiais utilizados para retirar a amostra, que devem ser adequados à prática. Limpar e esterilizar os materiais antes de utilizá-los é importante para evitar contaminação das amostras coletadas.

Vantagens da coleta e análise do solo

Antes de fazer qualquer planejamento para sua cultura o produtor deve decidir quais insumos e em qual quantidade pretende utilizar. A prática de adubar a terra sem conhecer suas carências pode até envenenar a plantação por excesso de vitaminas, o que pode levar à morte da cultura ou deixá-la vulnerável a doenças. Algumas plantas ficam mais propensas a pragas quando apresentam nutrientes em excesso, como o nitrogênio, por exemplo. Outras diminuem sua produtividade, caso bastante comum em plantas frutíferas.

O agricultor que utiliza corretamente as técnicas de coleta e análise de amostragem consegue, também, aumentar sua lucratividade. Plantas que estão num solo com a exata quantidade de nutrientes produzem muito mais. Também será possível diminuir o gasto com inseticidas ou agrotóxicos já que, com o tempo, tornam-se menos resistentes às pragas. Possuindo informações precisas sobre a gleba é muito mais fácil criar estratégias de aplicação de insumos, o que afeta diretamente na produtividade da cultura.

Para garantir resultados satisfatórios o ideal é aliar as técnicas de análise de solo com a tecnologia da agricultura de precisão. Softwares de manejo de culturas são essenciais para auxiliar o produtor no processo de decisão. Esse tipo de ferramenta, em segundos, é capaz de gerar relatórios baseada nos dados obtidos, economizando tempo e propiciando maior confiabilidade nos resultados.

A InCeres oferece softwares de qualidade para manejo de lavouras que, aliado a uma boa análise de solo, aumentarão ainda mais a produtividade do agricultor. Conheça mais no site: http://www.inceres.com.br/.


Cada vez mais a tecnologia torna-se parte da vida, e no setor do agronegócio não é exceção. A agricultura de precisão já começou a se tornar uma tendência e exigência para qualquer um que queira garantir competitividade para sua produção.

Como já é conhecido o solo de um terreno não é uniforme. Existem diversas variabilidades em toda sua área que levam a níveis diferentes de produção em cada talhão. Devido a essas diferenças a produtividade de uma cultura pode ser bem mais baixa ou mais alta do que esperado. Para garantir que a cultura tenha o melhor resultado possível e que será utilizada a quantidade certa de insumos é importante investir num mapa de produtividade.

As informações obtidas por esse mapa mostram, em primeiro lugar, a variabilidade da produção de uma lavoura. Através da correta análise é possível realizar uma adubação mais exata do terreno para o próximo ciclo, sempre considerando quais pontos produziram mais ou menos resultados. Esse é o método mais seguro para determinar a variação de produtividade especialmente por levar em consideração os resultados da própria plantação e não somente os nutrientes que existem no solo.

Os dados utilizados na criação do mapa são coletados por sensores instalados no elevador da colhedora. Com eles é possível descobrir um valor aproximado de quanto a cultura está produzindo em cada zona do terreno. Isso gera um mapeamento de zonas de produção, em que o resultado da colheita é visível. Através desse mapeamento o agricultor deve criar estratégias para manejar o solo levando em consideração qual área possuiu melhor e pior resultado, decidindo maneiras de lidar com suas deficiências.

O mapa de produtividade é uma das melhores opções conhecidas na agricultura de precisão para compreender um terreno e suas possibilidades. Através dele o produtor agrícola consegue gerenciar e aplicar melhor seus insumos, alcançando melhores resultados.

O InCeres investe em softwares de alta qualidade para criar mapas de produtividade em culturas de todos os tipos. Em segundos é possível visualizar o mapa de seu terreno e avaliar a produtividade de cada seção, tudo baseado em dados obtidos nas colhedoras. Entre em contato e saiba mais. 


 

Plantar a soja safrinha sobre uma lavoura colhida recentemente é um costume bem comum no agronegócio brasileiro, porém, esse tipo de plantio estará proibido a partir de 2017.

A decisão foi tomada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), que determinou um calendário para o plantio de soja. Quem insistir em plantar a safrinha de soja durante o período de 15 de maio até 15 de setembro será autuado e terá que pagar multa.

Segundo os técnicos da ADAPAR esse tipo de cultura favorece o aparecimento de doenças como a ferrugem asiática. Estima-se que os fungos causadores da ferrugem estariam tornando-se cada vez mais resistentes a agrotóxicos pela longa exposição a esses pesticidas que a safrinha proporcionava. A maioria dos produtores concorda que é importante colaborar na erradicação dessa praga.

Começando o vazio sanitário em maio é possível interromper o ciclo reprodutivo e evitar que o fungo atinja as plantas da próxima safra. Caso a ferrugem realmente seja controlada será possível diminuir o custo com os fungicidas utilizados nas plantações. É importante que, além dos fungicidas, outras maneiras de controle sejam utilizadas.

As plantações infectadas pela ferrugem asiática deverão ter a situação controlada o mais rápido possível. Caso a safra torne-se um perigo para as propriedades vizinhas será necessário destruí-la para controlar o fungo da ferrugem.

Culturas de inverno

Deixar a terra em descanso após a colheita não é a decisão ideal, uma vez que outras pragas podem aparecer. Apesar de não existir muitas culturas que possam tomar o lugar da soja ou que se adaptem à região, será necessário planejar para não perder a renda extra que a safrinha proporciona.

Com a proibição, muitos agricultores deverão se adaptar às novas regras. Durante o tempo determinado, de maio até setembro, não será possível plantar a soja, dessa forma, quem costumava tirar lucro da safrinha de soja, precisará encontrar culturas alternativas, como o milho, para não ter prejuízo no período.


Embora nos últimos tempos grande parte dos setores da economia estejam em constante retração, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) divulgaram boas notícias aos empreendedores do agronegócio. O Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio iniciou o ano apresentando crescimento de 0,47% no mês de janeiro. O resultado positivo do agronegócio é em decorrência da cadeia produtiva da agricultura, que apresentou alta de 0,7% no período.

Para se ter ideia, em 2015 a indústria recuou 6,2% e o setor de serviços registrou queda de 2,7%. Os números positivos do agronegócio se mantiveram firmes mesmo em meio ao impacto negativo que a valorização do dólar frente ao real tem para o agronegócio. Isso porque uma quantidade significativa dos insumos empregados na produção agropecuária é, em várias ocasiões, importada. Todo este movimento cambial teve como consequência significativa elevação de custos para os produtores, os quais ainda tiveram que, no mesmo período, lidar com a alta dos combustíveis e da energia elétrica. 

Mesmo com uma série de situações que poderia gerar números negativos, diversas culturas tiveram seu faturamento elevado, devido ao crescimento da produção e da alta das cotações.

Entre as que obtiveram maior crescimento estão: cacau (27,33%), algodão (24,78%), banana (13,55%), milho (34,25%), cebola (5,91%), café (10,60%), feijão (7,21%), laranja (15,24%), mandioca (4,11%), soja (24,63%), tomate (72,63%) e trigo (16,71%). Por conta também da agricultura, o setor de serviços do agronegócio, correspondente à distribuição e comercialização dos produtos industriais e agropecuários,incluindo todos os prestadores de serviço de Agricultura de Precisão,  teve elevação no faturamento de 0,37%.

Os números apontam o potencial de crescimento contínuo do setor e aumento da produtividade e da rentabilidade das empresas com a crescente adoção de novas tecnologias.  Com o auxílio de um software de manejo de cultura, é possível aumentar consideravelmente a produtividade. Exemplo disso são os sistemas desenvolvidos pela InCeres para gerenciar e analisar o solo, processar mapas de fertilidade e produtividade em tempo real, de forma on-line. Criada em 2013, a InCeres é uma empresa de desenvolvimento de softwares inteligentes para manejo da agricultura, que nasceu para resolver uma série de problemas que o mercado enfrentava, aumentando a capacidade de trabalho e reduzindo custos.


A agricultura de precisão utiliza vários ramos do conhecimento como aliados para criar técnicas mais efetivas, uma delas é a geoestatística. Através dela é possível dinamizar o processo de coleta e análise de amostragem de solo e criar mapas de variância de forma mais econômica.

Usos da amostragem georreferenciada

Até o século XX a agricultura utilizava informações médias de um talhão na hora de enriquecer e manejar o solo. Mas com a tecnologia atual já se percebe que o solo não é uma massa uniforme e possui diversas irregularidades. As amostras georreferenciadas possibilitam a criação de um mapa feito para ajudar no manejo localizado.

Ao conhecer quais partes do terreno precisam ser enriquecidas ou melhoradas o agricultor consegue aplicar seus insumos de maneira mais eficiente e até gerar certa economia. As amostras mostram fatores variados como quantidade de nutrientes no solo, PH, pragas, doenças, compactação do solo, etc.

Métodos de amostragem

Os métodos de amostragem utilizados para a geração de mapa dividem-se em dois grandes tipos: aqueles feitos sem conhecimento prévio do terreno e aqueles feitos com conhecimento prévio.

Em terrenos sem informações prévias ocorre a amostragem em grade, quando o terreno é dividido numa grade onde as amostras são representadas por pontos. A grade e a localização dos pontos podem ser geradas e editas por softwares, o que facilita o processo. Existem alguns arranjos de grade possíveis: grade regular com ponto no meio da célula, grade com pontos em zigue zague (boa para quebrar vícios de máquina), aleatorizado (quando os pontos são aleatorizados em um dos eixos) e randômica (quando a posição dos pontos é aleatória em todas as células).

Em casos onde já existem informações prévias do terreno como imagens áreas ou de satélite e mapas de produtividade o agricultor pode utilizar a amostragem inteligente ou guiada. Nela o ponto de amostragem é guiado por informações dos talhões. Algumas teorias sugerem que mais pontos de amostragem sejam colocados no talhão que é menos uniforme e menos no que é menos uniforme, outras sugerem o contrário.

No caso de não existir recursos financeiros suficientes para realizar uma amostragem mais detalhes o agricultor deve optar por uma amostragem composta, onde exista maior número de subamostras na grade. Dessa maneira as variâncias são atenuadas, criando um mapa mais possível de aplicar.

Fatores que influenciam na amostragem

Para gerar um mapa eficiente é preciso que a amostragem seja extremamente bem-feita. Vários fatores influenciam em seus resultados, alguns deles são:

  • Raio de busca da amostra: a amostra é o ponto central de uma célula a partir do qual serão coletadas as subamostras. O raio de busca é a distância do ponto central para coleta, que pode ser maior ou menor. Ao realizar coletas com um raio muito grande as variações do terreno serão atenuadas, isso é o equivalente à amostragem composta. O recomendado é que o raio tenha entre 2m e 5m.

  • Distância entre amostras: amostras mais próximas tendem a ter mais semelhanças e amostras mais distantes costumam ter mais diferenças. Quando as amostras coletadas são muito distantes o processo de interpolação (descobrir o que existe entre elas) é prejudicado, assim como todo o mapa.

  • Número de amostras e subamostras: a quantidade de amostras e subamostras influencia diretamente na variância encontrada no resultado final. Quando existe um número muito grande de amostras a variância do terreno é atenuada. O número de subamostras interfere no erro esperado pelo mapa: quanto menor o número de subamostras maior a possibilidade de erro.

Geoestatística aliada à amostragem de solo

O processo de coleta de amostras é demorado e custoso para o agricultor, mas a geoestatística ajuda a facilitar o processo. Seu objetivo é identificar a correlação espacial entre as amostras, modelar e quantificar sua dependência espacial e identificar padrões de amostragem adequados.

Enquanto a estatística tradicional procura descobrir a média das amostras a geoestatística trabalha com a variância encontrada no terreno. A partir das informações coletadas pela geoestatística é possível descobrir qual a distância ideal entre amostras. Também permite estimar valores em lugares não amostrados de acordo com as amostras existentes num processo conhecido como krigagem.

A grande vantagem da geoestatística é a economia na coleta de amostras. Ao invés de coletar várias amostras para conhecer o terreno inteiro basta utilizar os dados já obtidos para estimar como deve ser o restante do terreno.


Uma notícia animadora chegou ao mercado financeiro, pois a Abic (Associação Brasileira da Indústria do Café) anunciou um aumento de 3,5% na expectativa de sacas comercializadas pelo setor de café torrado em 2012.

Este aumento representa um total de 20,4 milhões de sacas e para o ano de 2013 espera-se a manutenção do crescimento da indústria entre 3,5 e 4%.

Ao considerar o faturamento, a Abic divulgou uma estimativa de crescimento de 15,7% para o ano de 2012 que equivalem a R$8,1 bilhões negociados em café.

Outro dado importante da pesquisa na indústria do café mostrou um aumento no preço médio do produto em cerca de 20% indo de R$10,50 para R$13,50 o quilo.

Fonte: Valor Online

Por Ana Camila Neves Morais


O Ministério da Agricultura informou nesta quarta-feira, 13 de outubro, que houve um aumento nas exportações do agronegócio brasileiro.

Considerando os últimos doze meses até o mês de setembro deste ano, houve um total de US$ 72,360 bilhões em exportações do setor, o que representa uma alta de 9,8% em relação ao período compreendido entre outubro de 2008 e setembro de 2009. O valor atual é maior em US$ 550 milhões o último recorde atingido em 2008.

Com relação a setembro deste ano, as exportações no agronegócio do país somaram US$ 7,363 bilhões, o que representa um valor 28,1% maior que em setembro do ano anterior e um número recorde para todos os meses de setembro já contabilizados.

Por Elizabeth Preático

Fonte: G1


Um dos setores mais importantes do ponto de vista econômico ao Brasil é, claramente, o de agronegócios. A extensão territorial brasileira é bem aproveitada pelos produtores e conduzida de várias maneiras pelas empresas, bem como por pessoas atuantes na exportação do segmento, que em agosto registrou alta nas vendas de 8% sobre o recorde anterior, de 2008.

Informações explanadas pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior assinalam que o montante exportado bateu a marca de mais de R$ 12,5 bilhões, situação que se comparada a agosto do ano passado ultrapassa o percentual em 23%. Por outro lado, as importações somaram R$ 1,88 bilhão, rendendo superávit de R$ 10,67 bilhões.

Dados mais aprofundados, segundo o portal R7, apontam que o segmento sucroalcooleiro teve sua comercialização ao exterior ampliada em 73,8%, percentual acima dos 37,7% representados pelos produtos florestais, mas abaixo de farinhas, cereais e preparações, que conquistou alta de 136,3%.

A quantidade de açúcar emitida ao exterior, diferentemente, foi grande destaque, pois passou das anteriores 2,1 milhões de toneladas em agosto do ano passado para novas 3,2 milhões observadas no oitavo mês de 2010.

Por Luiz Felipe T. Erdei


O setor industrial do país tem alavancado resultados expressivos nos últimos meses, tanto em termos ocupacionais como, também, no crescimento do número de trabalhadores e vendas. Embora essa constatação seja comprovada por meio de números, Miguel Jorge, avaliou que esse segmento tem muito a aprender com a esfera de agronegócios no sentido de produção e eficiência.

Segundo ele, por conta de fatores positivos em relação ao segmento, o Brasil é o produtor mundial em maior evidência nas culturas do açúcar, café e feijão, além de o país ser referência na exportação do próprio café, soja, frango, carne bovina, etanol, tabaco e suco de laranja.

Jorge, aproveitando o ensejo, parafraseou dados divulgados durante a semana pela Agência de Agricultura e Alimentação das Nações Unidas e pela OCDE afirmando, por exemplo, que a produção agrícola da nação deverá ascender mais de 40% até 2019.

A seu modo de entender, então espelhado pelo portal economia UOL, até as nações emergentes com maior poderio econômico da atualidade, como é o caso da China, Índia e Rússia, não conseguirão resultados tão bons quanto o Brasil.

Por Luiz Felipe T. Erdei





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