Realizar a análise de amostragem de solo é extremamente importante para a produtividade da lavoura.

Uma cultura precisa de um solo em condições ideais para produzir. Em circunstâncias adversas, a plantação corre o risco de produzir menos ou ficar mais sujeita a pragas e doenças. Garantir um solo adequado exige algumas informações que devem ser obtidas pela análise de amostragem. Compreenda abaixo alguns dos fatores analisados com a amostragem e como eles podem interferir na vida de sua cultura.

Constituintes do solo

Existem alguns tipos de análises a serem feitas, uma delas é a análise granulométrica que estima a quantidade de argila, areia e silte. Esses fatores influenciam na qualidade de vida da cultura diretamente e são importantíssimos para quem deseja mecanizar a lavoura. É com esse conhecimento que o agricultor consegue determinar o potencial para mecanização. A partir deles é possível calcular a disponibilidade de água para as plantas e também qual o risco de erosão existente no terreno.

Nos resultados da análise, o agricultor descobre com qual tipo de solo está lidando e também qual o melhor período de plantio.

Macro e micronutrientes

Macro e micronutrientes são os elementos necessários para a vida das plantas presentes no solo, alguns exemplos são: boro, cloro, ferro, zinco, fósforo, potássio, entre outros. Através da análise química determina-se em qual quantidade esses elementos encontram-se no solo, um passo importante para a recomendação de insumos.

As deficiências de nutrientes causam vários efeitos nocivos para as plantas como problemas de crescimento, menor qualidade ou quantidade da produção e dificuldades no desenvolvimento da cultura. Sabendo quais são os nutrientes em falta no terreno, o agricultor consegue escolher a melhor opção de adubos e fertilizantes para garantir melhores condições na plantação.

Acidez do solo

A acidez do solo é determinada pela quantidade de íons de hidrogênio no solo, ela é mais um fator medido na análise química de amostragens. O tipo de acidez encontrado na análise é o que determina a quantidade de cal que deve ser aplicado no terreno.

A acidez influencia diretamente na disponibilidade de nutrientes no solo, um lugar muito ácido tem deficiência de fósforo, por exemplo. É importante conhecer o pH (que determina a acidez) para descobrir qual a solução correta para os problemas do terreno. Em certos momentos, aplicar adubos não resolverá a deficiência, pois o problema está no pH no solo.

A InCeres é especialista em soluções para manejo de cultura, para saber mais, acesse o site http://www.inceres.com.br/.


A agricultura de precisão é um tipo de prática agrícola que utiliza o princípio da variabilidade do solo para realizar a automação do campo. Essas técnicas foram introduzidas no Brasil durante a década de 1990, antes disso agricultores precisavam estimar a quantidade de insumos para seu terreno com valores médios.

O solo é uma massa irregular com variabilidade nos nutrientes, compactação, minerais e outros fatores. Por esse motivo as informações médias obtidas com amostragens não refletem a realidade da terra, fazendo com que a agricultura de precisão parecesse uma grande inovação tecnológica. Atualmente sabe-se que a agricultura de precisão não é uma solução mágica, suas tecnologias são incapazes de aplicar soluções diferenciadas para cada metro quadrado do terreno e conseguir resultados quase automáticos. Mas ela certamente é uma aliada importante da agricultura com suas extensas bases de dados para auxiliar nas decisões. De uma maneira geral, os dados obtidos através da agricultura de precisão podem gerar dois tipos de decisões: de gerenciamento de adubos baseando-se na variabilidade de nutrientes, ou de gerenciamento de reposição de insumos. O mercado brasileiro, por enquanto, tem utilizado mais estratégias que facilitem o gerenciamento de adubos e outros tipos de insumos agrícolas. Essa preferência acontece especialmente pelo grau de simplicidade dessas soluções, que também levam à economia de insumos. Espera-se que com a evolução das tecnologias e dos profissionais disponíveis no mercado, o gerenciamento de reposição comece a ganhar seu espaço.

Os produtos do setor que estão começando a ser desenvolvidos no Brasil terão de passar por desafios antes de serem aceitos. Mesmo assim, o desenvolvimento de agricultura de precisão já teve início no país. Empresas brasileiras têm tentado adaptar sensores, sistemas de posicionamento geográfico e monitoramento do campo para tecnologias existentes por aqui. Entre as novidades que surgiram nos últimos anos uma das que recebeu maior aceitação no Brasil foi um sistema conhecido como “barras de luz”. O sistema é feito para a aplicação em faixas paralelas e utiliza o DGPS para se orientar. Nos EUA esses sistemas também ganharam popularidade, assim como sistemas de esterçamento de veículos que também utilizam DGPS.

No Brasil o setor da agricultura de precisão enfrenta problemas causados especialmente pelo imediatismo dos produtores. Por estarem ansiosos para atender a suposta demanda por tecnologias, produtores tem dificuldade de fornecer equipamentos que atendam às reais necessidades do agricultor brasileiro. Outro problema no setor está na falta de resultados a curto prazo, frente ao investimento em agricultura de precisão. Com falta de incentivo, muitos agricultores brasileiros desistem de investir em tecnologias. Nos EUA algo semelhante ocorreu durante o estabelecimento do setor: muitos equipamentos surgiram no mercado para tratar lavouras, porém poucos conseguiram se destacar no mercado e atender às reais demandas. A melhor solução para os problemas enfrentados pela agricultura de precisão no país está na produção em massa de soluções. Dessa maneira é possível diminuir preços e incentivar a utilização por parte dos agricultores. A criação de uma rede de assistência técnica especializada também é importante, especialmente devido ao pouco conhecimento que os profissionais do campo possuem sobre as novas tecnologias. Para que produtores agrícolas façam o melhor uso das informações obtidas, é necessário que estejam sempre em contato com consultores especializados. Isso é possível ao criar uma rede de assistência que consiga conectar usuários de tecnologia com fornecedores. O consultor agrícola é o profissional ideal para fazer essa ligação, esse profissional autônomo deverá ajudar na análise de dados e tomada de decisões para fazer o melhor uso da agricultura de precisão.

Consultores também podem utilizar a tecnologia a seu favor. Com a utilização de sistemas como os disponibilizados pelo InCeres é possível diminuir custos e tempo de atendimento. Essas vantagens são essenciais para quem quer ganhar competitividade no mercado e melhorar sua relação com os clientes. 


Por enquanto o mapa de produção é a maneira mais eficiente de visualizar informações do terreno e avaliar as diferenças de produção dos talhões (pequena parte da lavoura). Apesar de já existirem alternativas, nenhuma delas chega ao nível de acurácia dos mapas, fazendo-os a melhor opção a ser aplicada por agricultores.

O mapa de produção é nada mais que um grupo de pontos que, através de variações de cores ou separações por isolinhas, mostra as diferenças de produção existentes entre os talhões. Cada um dos pontos representados no mapa representa um talhão e contém os seguintes dados: quantidade de grãos produzidos, tamanho da área (calculada através da largura da colhedora e distância percorrida) e posição do ponto no terreno. Reunindo todos esses dados de muitos pontos, já é possível visualizar um mapa. Com a tecnologia atual é comum utilizar entre 500 e 1300 pontos num mapa de produção.

Antes de ver o mapa e começar a analisá-lo, é preciso obter os dados necessários. O processo exige a utilização de algumas tecnologias como sistema de DGPS, sensores e softwares. A localização de um ponto é definida através de informações coletadas pelo sistema de DGPS, que calcula a distância percorrida e posição da colhedora na lavoura. É ele que determina a latitude e longitude da colhedora. Para informações relacionadas aos grãos, utiliza-se um conjunto de sensores instalados em algumas partes da colhedora. As informações são coletadas em intervalos de tempo pré-definidos e armazenadas num sistema de coleta de dados. O operador da máquina define os intervalos de coleta e o tamanho da área do talhão, que pode variar entre 8 m2 e 20 m2.

Outro fator importante do sistema de coleta de dados é o interruptor. Graças a ele os dados não são armazenados em tempo integral. Ele é configurado para ligar os sensores quando a plataforma abaixa e desligá-los quando a plataforma levanta. Os sensores são de dois tipos: os instalados de fábrica e os adquiridos de outros produtores. No primeiro caso, o sensor vem de fábrica na colhedora e não pode ser instalado em outros equipamentos. Já no segundo caso, produtores especializados fornecem os sensores. Eles podem ser instalados na maioria dos modelos de colhedoras disponíveis no mercado.

Por fim os dados passam por um software que gera o mapa de produção. O software sempre é incluído nos conjuntos disponíveis no mercado, mas eles variam em suas capacidades, podendo ir dos mais simples, que só geram mapas, até aqueles que produzem mapas de aplicação de insumos. 


Apesar de muito eficientes, os meios para gerar dados utilizados em mapas de produtividade podem apresentar algumas falhas que merecem atenção. Muitas delas já são conhecidas pelos desenvolvedores de softwares para criação de mapas e podem ser corrigidos pelos programas. Há, porém, algumas falhas que necessitam ser identificadas e reparadas por operadores, tomando atitudes que possam adequar o desempenho, como calibrar os sensores e as colhedoras utilizadas, por exemplo.

Erros mais comuns

Um mapa de produtividade é feito por vários pontos montados num sistema cartesiano, cada ponto é delimitado por uma área de alguns metros quadrados. Para uma boa leitura dos pontos, eles são divididos em cores de acordo com sua produtividade. Também é possível dividi-los com isolinhas, que dividem as áreas com produtividades parecidas.

Para realizar ambos os tipos de mapas são utilizados sistemas de suavização, cujo objetivo é melhorar a leitura do mapa deixando em evidência os talhões de produção com valores diferentes. É nesse sistema de suavização que ocorrem alguns tipos comuns de erro ocasionados por limites mínimos e máximos de variação. Mesmo com a possibilidade de erros a suavização é importante para uma boa leitura do mapa, apenas deve ser utilizada com cautela.

Quando o operador do software manipula o mapa para mostrar um número de intervalos muito grande, outro tipo de erro ocorre. Dessa maneira fica difícil para o agricultor enxergar as manchas de produção, por isso o ideal é determinar um número razoável de intervalo entre 3 e 5.

Na hora de calcular a tonelagem da colheita os softwares utilizam como base a área da plataforma da colhedora e a distância que a máquina percorreu. Isso ocasiona erros em alguns casos onde a área colhida é menor que a área da plataforma, dando como resultado uma diminuição no nível de produtividade do talhão. Esse erro é facilmente corrigido pelos operadores, que podem escolher utilizar uma fração da área da plataforma nessas áreas.

Outro problema comum é com um interruptor mal regulado. Nesse caso a coleta de dados não é ativada quando a plataforma é abaixada ou desativada quando a plataforma é levantada. É possível identificar esse erro por produtividade zero em alguns talhões. Ele também é facilmente prevenido realizando regulagens corretas no interruptor para evitar falhas.

O sinal do DGPS (variação do GPS utilizada para mapear a produtividade) pode ser outro motivo de falha. Variações no sinal podem acabar em alguns erros de posição da colhedora. A localização da antena também causa erros, já que costuma estar no teto da cabine da máquina.

Erros de calibração de volume nas colhedoras também são bastante comuns. Para evitá-los o operador deve medir o volume do grão algumas vezes por dia, atualizando os dados dos sensores.

Todos os sistemas tecnológicos são passíveis de erros, mas algumas atitudes podem preveni-los e elas devem sempre ser adotadas por operadores e agricultores. Em geral uma máquina operando com sensores bem calibrados dará menos problemas e erros, gerando um resultado melhor para o agricultor e gestores agrícolas.


Após a colheita, o solo deve ser preparado para o próximo plantio, o que implica na reposição de nutrientes e outros componentes químicos. É impossível realizar esse processo às cegas, sem conhecer o que já está presente ou o que ainda está faltando na terra. Por isso a coleta e análise de solo tem grande importância na agricultura.

Papel da amostragem

A amostragem é a quantidade de solo que o agricultor envia ao laboratório onde deve ser feita a análise. Essa amostra precisa ser capaz de representar a quantidade de elementos presentes na gleba da terra inteira. Por isso é necessário que, ao realizar a coleta, os procedimentos sejam seguidos com cuidado para garantir uma margem mínima de erro.

Isso implica também em relação aos materiais utilizados para retirar a amostra, que devem ser adequados à prática. Limpar e esterilizar os materiais antes de utilizá-los é importante para evitar contaminação das amostras coletadas.

Vantagens da coleta e análise do solo

Antes de fazer qualquer planejamento para sua cultura o produtor deve decidir quais insumos e em qual quantidade pretende utilizar. A prática de adubar a terra sem conhecer suas carências pode até envenenar a plantação por excesso de vitaminas, o que pode levar à morte da cultura ou deixá-la vulnerável a doenças. Algumas plantas ficam mais propensas a pragas quando apresentam nutrientes em excesso, como o nitrogênio, por exemplo. Outras diminuem sua produtividade, caso bastante comum em plantas frutíferas.

O agricultor que utiliza corretamente as técnicas de coleta e análise de amostragem consegue, também, aumentar sua lucratividade. Plantas que estão num solo com a exata quantidade de nutrientes produzem muito mais. Também será possível diminuir o gasto com inseticidas ou agrotóxicos já que, com o tempo, tornam-se menos resistentes às pragas. Possuindo informações precisas sobre a gleba é muito mais fácil criar estratégias de aplicação de insumos, o que afeta diretamente na produtividade da cultura.

Para garantir resultados satisfatórios o ideal é aliar as técnicas de análise de solo com a tecnologia da agricultura de precisão. Softwares de manejo de culturas são essenciais para auxiliar o produtor no processo de decisão. Esse tipo de ferramenta, em segundos, é capaz de gerar relatórios baseada nos dados obtidos, economizando tempo e propiciando maior confiabilidade nos resultados.

A InCeres oferece softwares de qualidade para manejo de lavouras que, aliado a uma boa análise de solo, aumentarão ainda mais a produtividade do agricultor. Conheça mais no site: http://www.inceres.com.br/.


Cada vez mais a tecnologia torna-se parte da vida, e no setor do agronegócio não é exceção. A agricultura de precisão já começou a se tornar uma tendência e exigência para qualquer um que queira garantir competitividade para sua produção.

Como já é conhecido o solo de um terreno não é uniforme. Existem diversas variabilidades em toda sua área que levam a níveis diferentes de produção em cada talhão. Devido a essas diferenças a produtividade de uma cultura pode ser bem mais baixa ou mais alta do que esperado. Para garantir que a cultura tenha o melhor resultado possível e que será utilizada a quantidade certa de insumos é importante investir num mapa de produtividade.

As informações obtidas por esse mapa mostram, em primeiro lugar, a variabilidade da produção de uma lavoura. Através da correta análise é possível realizar uma adubação mais exata do terreno para o próximo ciclo, sempre considerando quais pontos produziram mais ou menos resultados. Esse é o método mais seguro para determinar a variação de produtividade especialmente por levar em consideração os resultados da própria plantação e não somente os nutrientes que existem no solo.

Os dados utilizados na criação do mapa são coletados por sensores instalados no elevador da colhedora. Com eles é possível descobrir um valor aproximado de quanto a cultura está produzindo em cada zona do terreno. Isso gera um mapeamento de zonas de produção, em que o resultado da colheita é visível. Através desse mapeamento o agricultor deve criar estratégias para manejar o solo levando em consideração qual área possuiu melhor e pior resultado, decidindo maneiras de lidar com suas deficiências.

O mapa de produtividade é uma das melhores opções conhecidas na agricultura de precisão para compreender um terreno e suas possibilidades. Através dele o produtor agrícola consegue gerenciar e aplicar melhor seus insumos, alcançando melhores resultados.

O InCeres investe em softwares de alta qualidade para criar mapas de produtividade em culturas de todos os tipos. Em segundos é possível visualizar o mapa de seu terreno e avaliar a produtividade de cada seção, tudo baseado em dados obtidos nas colhedoras. Entre em contato e saiba mais. 


 

Plantar a soja safrinha sobre uma lavoura colhida recentemente é um costume bem comum no agronegócio brasileiro, porém, esse tipo de plantio estará proibido a partir de 2017.

A decisão foi tomada pela Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR), que determinou um calendário para o plantio de soja. Quem insistir em plantar a safrinha de soja durante o período de 15 de maio até 15 de setembro será autuado e terá que pagar multa.

Segundo os técnicos da ADAPAR esse tipo de cultura favorece o aparecimento de doenças como a ferrugem asiática. Estima-se que os fungos causadores da ferrugem estariam tornando-se cada vez mais resistentes a agrotóxicos pela longa exposição a esses pesticidas que a safrinha proporcionava. A maioria dos produtores concorda que é importante colaborar na erradicação dessa praga.

Começando o vazio sanitário em maio é possível interromper o ciclo reprodutivo e evitar que o fungo atinja as plantas da próxima safra. Caso a ferrugem realmente seja controlada será possível diminuir o custo com os fungicidas utilizados nas plantações. É importante que, além dos fungicidas, outras maneiras de controle sejam utilizadas.

As plantações infectadas pela ferrugem asiática deverão ter a situação controlada o mais rápido possível. Caso a safra torne-se um perigo para as propriedades vizinhas será necessário destruí-la para controlar o fungo da ferrugem.

Culturas de inverno

Deixar a terra em descanso após a colheita não é a decisão ideal, uma vez que outras pragas podem aparecer. Apesar de não existir muitas culturas que possam tomar o lugar da soja ou que se adaptem à região, será necessário planejar para não perder a renda extra que a safrinha proporciona.

Com a proibição, muitos agricultores deverão se adaptar às novas regras. Durante o tempo determinado, de maio até setembro, não será possível plantar a soja, dessa forma, quem costumava tirar lucro da safrinha de soja, precisará encontrar culturas alternativas, como o milho, para não ter prejuízo no período.


Foram arrecadados R$ 129,38 bilhões em impostos e contribuições em janeiro deste ano. Este resultado indicou queda de 6,71% em relação ao mesmo período do ano passado.

O ano começou apresentando déficit no orçamento: mesmo arrecadando R$ 129,38 bilhões em impostos e contribuições em janeiro deste ano, o resultado indicou queda de 6,71% em relação ao mesmo período do ano passado. Estes dados já foram contabilizados com a correção Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é usado pelo Governo para estabelecer as metas da inflação. Este índice é o pior, desde o ano de 2011.

O cenário negativo foi provocado pela retração dos principais indicadores macroeconômicos, segundo a Receita Federal. Em relação à produção industrial, a queda atingiu 11,9%, na venda de bens e serviços este número atingiu 10,96%, no valor de dólar e importação a queda foi de 37,82% e na massa salarial nominal este número foi de 0,8%. Além disso, outros fatores contribuíram para a queda da arrecadação como, por exemplo, a diminuição do imposto de renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o lucro líquido (CSLL). O recuo nestes tributos alcançou 3,17%.

Neste sentido, outros tributos também apresentaram queda como Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de 31,43%. Entre eles podem ser ressaltados o IPI-Fumo com -55,97%, IPI-Bebidas com -46,40%, IPI-Automóveis -12,5% e IPI-vinculado à importação com -25,15%.

Também teve queda na arrecadação a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFIS) com 3,79% e o PIS/PASEP teve recuo de 4,57%. De acordo com o Fisco, este contexto foi impactado pela diminuição de volume e da elevação de alíquotas sobre itens como gasolina, diesel e sob a importação de bens e serviços. Além disso, teve diminuição na arrecadação da receita previdenciária com 7,13%, que foi influenciado pelo aumento de tributos da contribuição previdenciária sobre a Receita Bruta e da redução da massa salarial com 10,37%.

Mas, o cenário também apresentou aspectos positivos como o total arrecadado do Imposto de Renda da Pessoa Física, que totalizou R$ 1,9 bilhão. Este resultado indicou um acréscimo de 40,07%, que foi provocado pelo aumento de ganhos de capital na alienação de bens. Outro resultado favorável à economia foi o crescimento arrecadado no Imposto de sobre Operações Financeiras (IOF) de 14,59%, que foi causado pelo aumento do tributo sobre operações físicas.  

Por Babi

Impostos


Queda prevista pelo Banco Central para os investimentos no Brasil é de 12,1%. Já neste ano de 2015 a previsão é de recuo de 12,3%.

De acordo com as previsões feitas pelo Banco Central, os investimentos no Brasil continuarão em queda para o próximo ano. Segundo o banco, a denominada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) que é acumulada por 12 meses, até o mês de junho do próximo ano, vai ter um recuo de 12,1%. No ano de 2015, a previsão do Banco Central é que a queda dos investimentos fique em torno de 12,3%.

Para a indústria brasileira, o cenário continuará em recessão com queda prevista de 5% em um ano, até o final do segundo semestre do ano de 2016. Este ano, o Banco Central prevê uma redução de 5,6% para o setor industrial.

Outro setor que também está ameaçado pelas quedas é o de serviços, que terá queda de 1,2% no acumulado de 12 meses até o mês de junho. Para este ano, a previsão é de que o índice de recuo fique em 1,6%.

Dentre os setores analisados, o único que manterá o dinamismo para o próximo ano é o agropecuário, que contrariando os outros pesquisados, tem previsão de expansão para o próximo ano de 1,9%, no acumulado de 12 meses, até o final do primeiro semestre do ano de 2016. Mas, mesmo com a previsão de alta o setor tem um resultado pior do que o esperado para este ano, onde os especialistas do BC projetavam uma alta de 2,6%.

É natural que as previsões para o próximo ano na economia brasileira não sejam tão otimistas. Como já estamos quase no final do ano, e as tão esperadas medidas fiscais ainda não foram efetivamente postas em prática, é normal que a previsão seja de uma recuperação lenta.

O governo Dilma apenas precisa se apressar para colocar o pacote de medidas fiscais logo em prática, para evitar que o cenário pessimista e as constantes quedas não se prolonguem também para o segundo semestre de 2016, culminando com possíveis novos rebaixamentos da nota de crédito do país. A esperança é de que as medidas sejam efetivas, e de que o país estabilize e volte a crescer no segundo semestre de 2016, ou no mais tardar, no primeiro semestre de 2017.

Por Patrícia Generoso

Investimentos no Brasil


Projeto do Orçamento de 2016 prevê déficit de R$ 30,5 bilhões.

Foi entregue ao Congresso Nacional o projeto de Orçamento do ano de 2016. O grande destaque negativo é que a proposta apresenta nada menos que, pela primeira vez, gastos maiores que as receitas, ou seja, um déficit orçamentário. Portanto, a proposta inicial prevê um déficit de nada menos que R$ 30,5 bilhões. Com isso, o referido déficit representa 0,5% do PIB brasileiro, segundo destacou Nelson Barbosa, ministro do Planejamento.

Outro detalhe muito importante é que o mesmo documento prevê um crescimento de 0,2% da economia brasileira em 2016 acompanhada de inflação de 5,4% no ano. Também é por meio desta proposta que o Governo Federal propõe o aumento do salário mínimo de R$ 788 para R$ 865,50.

Além disso, o ministro Nelson Barbosa também ressaltou que o Governo Federal continuará em busca de medidas que possam melhorar a situação econômica do País em 2016. Portanto, segundo ele, a política econômica do aumento de tributos, bem como venda de participações acionárias devem ser mantidas para 2016 juntamente com novas estratégias.

Com isso, é esperado que passem por uma revisão os impostos sobre: smartphones, vinhos e destilados, além de outros produtos. Além disso, a expectativa é de que o Imposto Sobre Operações Financeiras, o IOF, e os impostos que incidem nas operações do BNDES também sejam revisados. O objetivo de tais revisões é o aumento das arrecadações em R$ 11,2 bilhões. É importante destacar que tais medidas devem se concretizar através de atos administrativos, bem como por meio do envio de Medida Provisória ao Congresso Nacional.

Além disso, é importante destacar que através da ampliação do processo de concessões e venda de imóveis juntamente com a melhora e aumento da cobrança da dívida ativa da União, é esperado que o Governo Federal receba R$ 37,3 bilhões em arrecadações.

Foi por meio do envio do projeto do orçamento de 2016 que o Governo Federal admitiu que a meta fiscal de 0,7% do PIB não será atingida. Vale ressaltar que a mesma havia sido fixada em julho de 2015. Tal meta que foi fixada em julho já era bastante inferior ao previsto em novembro de 2014: na ocasião o Governo divulgou a expectativa de um superávit primário de, pelo menos, 2% do PIB em 2016.

Por Bruno Henrique

Orçamento de 2016


Nova meta do superávit primário para 2016 é de R$ 126,7 bilhões, ou seja, quase o dobro da que é prevista para 2015.

É fato que a economia brasileira passa por muitas dificuldades e o Poder Executivo está cada vez mais tomando medidas impopulares para conter a crise. Porém, saiba que 2015 não será o último ano de apertos. O Governo Federal anunciou recentemente a sua meta fiscal para 2016, que por sinal é quase o dobro daquela que é prevista para 2015 quando o assunto são valores nominais. Dessa forma, é preciso um grande trabalho por parte do executivo para manter as contas no saldo positivo. Com isso, a população deve sofrer bastante os impactos de tais medidas.

Segundo o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, essa ideia de meta do superávit primário que o Executivo tem em mente visa uma redução considerável da dívida publica bruta quando comparada ao PIB brasileiro. Além disso, ele informa que tal meta também tem um forte cunho social, pois a redução da dívida pública é um esforço importante e muito positivo.

A nova proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2016, a meta do superávit primário, passa a ser de R$ 126,7 bilhões. Vale ressaltar que a meta para 2015 é nada menos que R$ 66,3 bilhões. Levando em consideração a proporção do PIB brasileiro, a meta passa de 1,2% do PIB (2015) para 2% do PIB (2016).

A uma grande preocupação em todo o mercado, haja vista muitos especialistas duvidarem da possibilidade do governo conseguir alcançar a meta de 2015. Caso o governo não consiga alcançar o superávit primário de 2015 a proposta para 2016 não teria muita validade. Argumentando contra essa dúvida, Nelson Barbosa destacou que a economia brasileira está se recuperando e afirmou que acredita no crescimento do segundo semestre que será o impulso para alcançar a meta de 2015.

Segundo o ministro do Planejamento e sua equipe econômica, a apresentação da proposta para 2016 mostra que o ajuste fiscal é algo sério. Tal medida pode contribuir para a recuperação da confiança do mercado e consequentemente um maior crescimento no segundo semestre, concluiu o ministro.

Por Bruno Henrique

 

Meta fiscal para 2016





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