Falar de economia, de balança comercial brasileira não é uma tarefa fácil. Mas, seja como for, o Brasil registrou em 2013 o pior resultado desde 2000. Para entender isso, com efeito, é preciso saber que tal queda ocorreu por conta da queda das exportações e do aumento de importações. O que aconteceu, no entanto, foi que, no ano de 2013, o Brasil terminou o período com superávit 2,561 bilhões de dólares. Aliás, de acordo com levantamento de dados elaborados pelo  Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, esse foi o pior resultado desde 2000. Até porque, só para termos uma ideia, em 2012 o saldo terminou senso positivo com uma cota de 19,4 bilhões de dólares.

Sendo assim, mesmo com possibilidades de reverter essa situação se o câmbio for favorável, o governo brasileiro está tratando a situação com cautela e esmero, afinal é preciso melhorar esse quadro. De todo modo, dentro desse parâmetro, o fato é que, no ano passado, as exportações somaram um valor 242,178 bilhões de dólares, uma queda de 1% comparando o ano de 2012. Todavia, para melhorar o ocorrido, o governo está aguardando que nesse ano haja uma redução no déficit em relação ao petróleo.

É que, no ano de 2013, os resultados sobre o petróleo não foram nada bons. Sobre isso, contudo, o Secretário do Governo, Daniel Godinho, explicou que o problema foi uma queda interna do petróleo e de seus derivados, detalhe que ele espera não ocorrer em 2014. Aliás, todos esperam um aumento da produção de petróleo para este ano.

Assim, visando não passar pelos mesmos impasses, o governo está trabalhando e levando em conta os números da pesquisa da Reuters para, por assim dizer, reverter esse resultado que só não foi pior que o do ano 2000. Agora é esperar para ver se a economia toma um impulso positivo.

Por Juan Wihelm

Balança comercial brasileira

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O Comitê de Politica Monetária do Banco Central (Copom) decidiu na última quarta-feira (27) que a taxa Selic será aumentada de 9,5% ao ano para 10%. Esse foi o sexto aumento consecutivo da taxa desde abril deste ano, em que a taxa estava em 7,25%, o menor índice desde a criação do Copom em junho de 1996.

O aumento da taxa não agradou muito às federações e aos trabalhadores no Brasil. Paulo Skaf, presidente da Fiesp (Federação das Industrias do Estado de São Paulo) e do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), por exemplo, criticou a decisão do Copom e disse que o aumento é um erro.

"Essa política econômica já não funciona mais. Se queremos resultados diferentes, precisamos fazer diferente. O Brasil precisa de um novo foco na política econômica: maior controle dos gastos, mais investimento público, mais concessões e menores taxas de juros", diz ele.

A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) foi outro órgão que criticou o aumento. Em nota divulgada o presidente da confederação diz que o "Copom mostra que é surdo" e que "não há nenhuma justificativa plausível para o aumento", além de dizer que o comitê está "apenas cedendo às pressões do mercado financeiro e dos especuladores”. 

O aumento da taxa visa ao controle da inflação para que em 2014 ela possa ficar na meta estabelecida, já que com juros elevados o consumo tende a diminuir.

Entenda melhor o que é taxa Selic

É a taxa básica de juros brasileira e serve de referência para toda a economia do país, ela é usada para definir os juros de aplicações financeiras feitas pelos bancos. Vale lembrar que ela não é a taxa de juros que os bancos cobram de seus clientes por empréstimos, pois elas contêm custos, lucro do banco e riscos de não obtenção do valor emprestado. 

Por Tom Vitor de Freitas

Alta na taxa Selic

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