Cenário econômico brasileiro fez com que o Governo petista perdesse a credibilidade da população, registrando um índice de 69% de reprovação.

Com início nas eleições do ano de 2011, Dilma Rousseff (PT) assumiu o cargo de presidente da república sucedendo 8 anos de mandato do então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Lula (PT). No início em 2011 eram altas as expectativas acerca do Governo que pela primeira vez era empossado por uma mulher. Fato que entrou para a história como a primeira “presidenta” do Brasil. Cerca de 4 anos depois o cenário já não era mais o mesmo. Dilma concorre ao 2° mandato nas eleições de 2014 e vence Aécio Neves (PSDB) por cerca de 3 milhões a mais de votos, em percentuais cerca de 51% para Dilma e 48% para Aécio, que, sem dúvidas, novamente entra para a história como a disputa presidencial mais acirrada da história.

Este fato se deve ao cenário econômico vivenciado nos últimos anos pelos brasileiros. Com os escândalos de corrupção o Governo petista vem perdendo credibilidade da população que já demonstra um índice de 69% de reprovação contra somente os 10% que aprovam o Governo.

Ultimamente, a Presidente Dilma vem abrindo mão dos pronunciamentos em rede nacional de televisão e rádio utilizando a internet e porta-a-porta (fazer social pessoalmente) como meio de comunicação com os brasileiros.

Com o cenário desfavorável não somente em relações políticas com a população, a presidente vem encarando o fortalecimento cada vez maior da oposição que pressiona um impeachment. Mas especialistas afirmam que se a situação social e econômica do país continuar avançando para um modo negativo, estas medidas tendem a ganhar mais projeção e consequentemente força para que pela primeira vez uma presidente mulher seja deposta por um impeachment.

Existem atualmente nove protocolos de pedidos de impeachment da presidente, isso por que dois protocolos foram arquivados na sexta-feira (2) pelo Presidente da Câmara Eduardo Cunha. Para que o processo realmente seja aceito deverá cumprir com todas as normas, apresentando explicativas plausíveis para tal ação. Com isso, se alguns destes processos forem aceitos deverá passar pela aprovação de 342 deputados e assim a presidente será afastada por 180 dias.

O Governo, no entanto, acredita que com as manobras fiscais, taxas e altos juros, vai conseguir recuperar a confiança econômica e social, mesmo que a longo prazo, minimizando os efeitos da investigação Lava Jato, que investiga o cenário de corrupção da Petrobras.

Por Gabriel Tirado

Bandeira do Brasil


Projeto do Orçamento de 2016 prevê déficit de R$ 30,5 bilhões.

Foi entregue ao Congresso Nacional o projeto de Orçamento do ano de 2016. O grande destaque negativo é que a proposta apresenta nada menos que, pela primeira vez, gastos maiores que as receitas, ou seja, um déficit orçamentário. Portanto, a proposta inicial prevê um déficit de nada menos que R$ 30,5 bilhões. Com isso, o referido déficit representa 0,5% do PIB brasileiro, segundo destacou Nelson Barbosa, ministro do Planejamento.

Outro detalhe muito importante é que o mesmo documento prevê um crescimento de 0,2% da economia brasileira em 2016 acompanhada de inflação de 5,4% no ano. Também é por meio desta proposta que o Governo Federal propõe o aumento do salário mínimo de R$ 788 para R$ 865,50.

Além disso, o ministro Nelson Barbosa também ressaltou que o Governo Federal continuará em busca de medidas que possam melhorar a situação econômica do País em 2016. Portanto, segundo ele, a política econômica do aumento de tributos, bem como venda de participações acionárias devem ser mantidas para 2016 juntamente com novas estratégias.

Com isso, é esperado que passem por uma revisão os impostos sobre: smartphones, vinhos e destilados, além de outros produtos. Além disso, a expectativa é de que o Imposto Sobre Operações Financeiras, o IOF, e os impostos que incidem nas operações do BNDES também sejam revisados. O objetivo de tais revisões é o aumento das arrecadações em R$ 11,2 bilhões. É importante destacar que tais medidas devem se concretizar através de atos administrativos, bem como por meio do envio de Medida Provisória ao Congresso Nacional.

Além disso, é importante destacar que através da ampliação do processo de concessões e venda de imóveis juntamente com a melhora e aumento da cobrança da dívida ativa da União, é esperado que o Governo Federal receba R$ 37,3 bilhões em arrecadações.

Foi por meio do envio do projeto do orçamento de 2016 que o Governo Federal admitiu que a meta fiscal de 0,7% do PIB não será atingida. Vale ressaltar que a mesma havia sido fixada em julho de 2015. Tal meta que foi fixada em julho já era bastante inferior ao previsto em novembro de 2014: na ocasião o Governo divulgou a expectativa de um superávit primário de, pelo menos, 2% do PIB em 2016.

Por Bruno Henrique

Orçamento de 2016





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