Dólar disparou e Bolsa de Valores caiu com a possibilidade de Lula ser nomeado ministro no governo de Dilma Rousseff.

Nos últimos dias um verdadeiro vendaval passou por Brasília, no Governo de Dilma Rousseff, graças à delação de Delcídio do Amaral, os protestos contra o governo, a possível prisão do ex-presidente Lula, além da crise econômica já sabida por todos. Para tentar amenizar os problemas e evitar a prisão de Lula, Dilma deve nomear nos próximas dias o ex-presidente como Ministro de seu governo, o que gerou uma péssima recepção do mercado econômico.

O dólar disparou na terça-feira, 15, com a notícia da possível nomeação de Lula a um Ministério, o que barraria as investigações da Lava Jato, comandadas por Sergio Moro, que pode até mesmo declarar prisão preventiva a Lula nos próximos dias, exatamente pelas investigações em que Lula está envolvido, no caso do Tríplex, graças ao foro privilegiado.

O dólar que já vinha em queda, acabou tentando alta recorde para os últimos meses. Em Março, principalmente após os primeiros dias, quando Lula foi interrogado pela Polícia Federal, a moeda norte-americana sofreu com uma desvalorização de 6,01%, o que acabou caindo por terra nesta terça-feira.

A moeda teve alta de 3,03% em relação ao real, fechando com o preço de R$ 3,7600 no caso de compra e R$ 3,7630 nos casos de venda de dólar. A moeda oscilou durante o dia com alguns períodos de baixa e outros de alta, e nem mesmo a notícia da delação de Delcídio, que revelou que Aloizio Mercadante tentou barrar sua delação com ajuda política e financeira, bem como sua declaração, de que Dilma teria escolhido Lula para barrar a Lava Jato, foram capazes de conter a alta do dólar. Desde 13 de Outubro do ano passado, o dólar não sofria uma valorização tão grande em relação ao real, quando bateu uma alta de 3,58%.

Bem como o dólar, o Banco Central sofreu uma grande desvalorização com a possível nomeação de Lula, apenas na terça-feira, a perca foi estimada em 13,5 bilhões de reais em relação ao seu valor de mercado. O Ibovespa também sofreu com quedas, fechando com uma queda de 3,56%, sendo a sua segunda queda seguida, gerando também uma redução nos valores no mês de Março em relação aos números de Fevereiro, em 10,13%.

Por Paulo Henrique

 

Economia


Juros mais altos foram um dos principais motivos para que as operações de crédito apresentassem queda em 2015.

Um fato aceito por todos é que o Brasil atravessa uma difícil crise econômica. Uma das consequências de tal crise foi a queda em relação à expansão do crédito em 2015, cenário que pode continuar em 2016. Além da crise econômica, os juros ainda mais altos também foram decisivos no recuo do crédito em 2015. O Banco Central divulgou um relatório no dia 27 de janeiro de 2016 onde mostra que o saldo das operações de crédito cresceu 6,6% em 2015 contra 11% em 2014.

Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central, enfatizou que as taxas de juros mais altas são um dos principais fatores que contribuem para o recuo da taxa de crédito. Além disso, ele também destaca que em anos anteriores foi registrado um grande número do comprometimento de renda através de dívidas. Sendo assim, 2015 apresentou menos espaço para o crescimento do crédito, haja vista a inviabilidade de tal operação graças aos resultados apresentados em anos anteriores. Maciel acredita que a expansão do crédito voltará a crescer quando a renda também voltar a crescer.

Outro detalhe muito importante é quanto às empresas, pois com a queda da atividade econômica do país as mesmas também diminuem sua demanda por crédito. O crédito para pessoas físicas, por exemplo, conseguiu alcançar nada menos que R$ 831,781 bilhões em dezembro, isso significa uma queda de 0,2% em relação a novembro, porém um aumento de 7,3% no ano.

Já em relação à inadimplência, outro fator determinante na queda ou crescimento do crédito, Maciel destaca que o número de endividados cresce de forma moderada se considerarmos o atual cenário econômico do país. Para se ter uma ideia, a inadimplência total, soma das empresas e pessoas físicas, chegou a 5,3% no último mês de 2015. Tal resultado representa uma alta de 0,1% quando comparado a novembro e 1% na comparação com o mesmo período em 2014.

Como todos sabem, um dos principais meios de conseguir trazer de volta a expansão do crédito é através de programas de incentivo ao crédito por parte do governo. Túlio Maciel evitou falar desse assunto, pois ele destaca que é preciso saber as condições do programa de incentivo para que se analisem seus possíveis efeitos.

Por Bruno Henrique

Crédito


Previsões indicam que a inflação poderá ficar mais elevada do que 10% no final deste ano, e que em 2016, varie entre 5,2% e 7,2%.

O Brasil, que está inserido em uma crise financeira e política, não terá uma melhora da situação rapidamente. Diante de tudo que vem acontecendo, a previsão é que aumente a inflação para o próximo ano.

Após a publicação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo do último mês, em outubro, a AE Projeções, da Agência Estado, após pesquisa realizada com diversos analistas de mercado constatou que a estimativa para o próximo ano será de crescimento do percentual da taxa de inflação.  

Os estudos indicam que a inflação irá variar entre 5,2% e 7,2% no ano de 2016. As indicações anteriores eram de uma taxa mais baixa, entre 4,5% a 6,7%. Frente a esses dados é possível que a inflação atinja ou ultrapasse a porcentagem que o Governo havia estipulado que era 6,5%.

Para o ano corrente a expectativa é ainda pior, pois existe chance da inflação ficar mais elevada do que 10%, devido ao aumento do combustível, energia elétrica, alimentos, matrículas escolares, plano de saúde, entre outros.

Ainda vale ressaltar que a desvalorização da moeda brasileira mexe muito com a economia do País e do mercado financeiro em geral. O dólar, apesar de ter tido uma pequena queda nesses últimos dias, permanece em alta e sua cotação fechou na sexta-feira, dia 06 de novembro, em R$ 3,76. Esse é um dos motivos para grande elevação dos preços. Tudo fica mais caro e quem está sofrendo com o cenário atual são todos os brasileiros, que estão tendo bastante dificuldade de pagar as contas. Sem contar também que a taxa de desemprego aumentou consideravelmente e sem emprego a situação piora ainda mais e a consequência disso é a diminuição do consumo, uma desaceleração nos gastos. A tendência das pessoas que ainda estão empregadas é de solicitar aumento de salário aos seus empregadores mesmo que esta não seja a melhor época.

O que resta aos cidadãos é aguardar se em 2016 haverá uma melhora no quadro financeiro e tentar evitar os gastos desnecessários.

Por Paula Barretto Guerra

Inflação


Confira aqui algumas dicas de como aplicar o dinheiro para garantir retorno financeiro.

Com o cenário de crise vivenciado no país, o brasileiro procura altenativas de investimento com garantia de lucratividade. Apesar disso, é preciso pensar e pesquisar opções de aplicações que rendam dinheiro momentaneamente como é o caso da renda fixa.

De acordo com o economista-chefe da TOV Corretora, Pedro Paulo Silveira, o cenário está bastante positivo para aplicações em renda e muito incerto para o mercado de ações. Outra alternativa de aplicação, não recomendável por especialistas, é a poupança. Isso porque, essa opção no momento tá gerando lucro de 0,5% ao mês mais TR. A poupança, ainda, só é melhor do que o rendimento gerado pelo dinheiro parado na conta-corrente. 

Outro investimento financeiro comum entre os brasileiros é no dólar, mas mesmo com a alta da moeda, esse tipo de aplicação não é recomendada pelos especialistas financeiros. Porém, há exceção, isso para quem tem investimentos no exterior ou tem viagem planejada pra fora do país este ano. De acordo com o consultor financeiro André Massaro, é arriscado investir em moeda estrangeira, mesmo investidores experientes costumam se "dar mal".

O melhor investimento, neste período de baixa financeira do Brasil, é aplicar no Tesouro Nacional. Pois essa aplicação vai ter a vantagem de acompanhar a alta dos juros e, ainda, não sofre com a marcação do mercado que altera o preço do papel diariamente. Segundo o diretor de operações da FN Capital, uma taxa de juros alta, torna a renda fixa muito atraente, principalmente os títulos do Tesouro que pagam uma remuneração atrelada à taxa Selic. Além de investir em títulos do Tesouro Nacional, é sugerido ainda acompanhar toda a movimentação referente aos juros gerados pela aplicação e comparar em relação a outras aplicações disponíveis. 

De acordo com levantamentos de empresas especialistas em investimentos financeiros, a procura de novos investidores em poupança reduziu muito em relação ao ano de 2014.

Stephanie Rodrigues do Nascimento


Copom manteve a taxa de juros em 14,25% ao ano, e com isso ela é a mais alta desde julho de 2006.

Em reunião na última quarta-feira, 21 de outubro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco do Brasil decidiu manter os juros em 14,25% ao ano. Trata-se de uma decisão muito importante, haja vista o atual cenário econômico do nosso país que é marcado por recessão e inflação alta. A decisão em si foi tomada de forma unânime, dessa forma, a taxa não deve ser alterada até dezembro, data da próxima reunião.

Dessa forma, a taxa de 14,25% ao ano é a mais alta desde julho de 2006. Apesar disso, a expectativa de grande parte dos analistas do mercado financeiro era de que, de fato, o Banco Central manteria a taxa em alta.

Para aqueles que não sabem, a política econômica em relação à alta ou a manutenção da atual taxa de juros está diretamente relacionada com a tentativa por parte do Banco Central de controlar o crédito e o consumo. O grande objetivo é segurar a inflação, bem com os seus efeitos.

Porém, tudo tem as suas consequências. A elevação das taxas de juros acaba tornando o crédito e o investimento mais caros. Sendo assim, tal medida influencia diretamente de forma negativa no nível de atividade da economia do nosso país, trazendo assim baixas nos empregos.

Além disso, após o final de reunião o Banco Central divulgou uma nota oficial onde deixa claro que a inflação só deve voltar à meta estabelecida no ano de 2017. No comunicado oficial o BC destaca “a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante”, que se trata da definição dos juros que visam conter pressões inflacionárias. O período para o chamado novo horizonte é de 24 meses, ou seja, a inflação só deve ser controlada em 2017. Vale ressaltar que a metal central é de 4,5%.

Um detalhe importante é que até tal reunião o BC venha firmando veementemente que o IPCA iria conseguir fechar o ano de 2016 na meta central, ou seja, 4,5%. Entretanto, tal expectativa acaba de ser descartada.

Por Bruno Henrique

Juros


Valor foi a maior alta diária que dólar teve nos últimos anos, com valorização de aproximadamente 3,6%.

A baixa do dólar que ocorreu no dia 9 de outubro de 2015, na sexta-feira, fez com que a moeda fechasse o dia com o seu menor valor registrado nas últimas semanas, sendo cotado em R$ 3,75. Durante a semana passada houve uma queda de 4,87% e durante o mês essa redução foi de 5,61%, o que não foi suficiente para tranquilizar a população nesse período de instabilidade e crise financeira.

O motivo da diminuição desse valor foi uma possibilidade do Banco Central de postergar o ajuste monetário Norte Americano, já que dessa forma previne que os países emergentes retirem seus investimentos do Tesouro Americano. Para haver decisão de aumento dos juros básicos nos Estados Unidos será preciso esperar os efeitos da desaceleração da China.

A alegria não durou muito tempo, pois no dia 13 de outubro de 2015, mais uma vez o dinheiro americano comercial encerrou o dia valendo R$ 3,89. Novamente com o valor nas alturas, essa foi a maior alta diária que dólar teve, ou seja, uma valorização de aproximadamente 3,6%, desde setembro do ano de 2011, quando a porcentagem chegou a ser de 3,75%.

Algumas situações que podem contribuir para a desvalorização do real é o atual cenário político brasileiro, inclusive com a mobilização feita pela oposição para que haja o impeachment da Presidente Dilma. Entretanto essa possibilidade, por ora, já foi excluída pelos Ministros do STF que votaram contra o prosseguimento do feito. Todos esses acontecimentos deixam os investidores em alerta, mais temerosos e inseguros com o mercado financeiro nacional.

Além disso, existem diversos outros fatores que contribuem para inconstância do mercado econômico deixando-o mais frágil como, por exemplo, o anúncio feito pelo governo chinês sobre a queda no percentual de importações que foi registrada em 18%, se comparado com o mesmo período do ano passado.

Por Paula Barretto Guerra

Dólar


Economistas preveem que no encerramento do ano o IPCA registrará 9,53%.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, conhecido também como IPCA, é o meio oficial de medir a inflação. Este índice é avaliado por meio de uma consulta feita às famílias que tenham remuneração de um a quarenta salários mínimos.

O recolhimento de informações até dezembro de 2013 era realizado nas Regiões Metropolitanas de Salvador, Fortaleza, Recife, Belém, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília. A partir do mês de janeiro de 2015, a comarca de Campo Grande e a Região Metropolitana de Vitória também foram incluídas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor, chamado de INPC, e também no IPCA.

De acordo com a informação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no ano corrente este índice atingiu o seu apogeu com a taxa mais elevada desde 2003, quando chegou a alcançar 8,05%. Os preços dos produtos, nos meses de janeiro a setembro de 2015, têm alta de 7,64%.

Não é a toa que todos os brasileiros estão sentindo muitas dificuldades na hora de pagarem suas contas. A conta de gás, água, luz, transporte (incluindo passagens aéreas e ônibus), alimentos, bebidas, vestuários, calçados e saúde aumentaram de forma acelerada, afetando assim a economia em geral.

Dentre as cidades citadas, em Brasília houve a inflação mais alta, de 1,25%. Isso foi justificado pelo aumento da conta de luz que foi de aproximadamente 12%. Em contrapartida, o município de Campo Grande registrou uma queda da inflação ou deflação de 0,28%. A explicação para essa baixa é em decorrência do valor da energia elétrica.

A previsão dos economistas é que no encerramento deste ano o IPCA seja de 9,53%. Se isso ocorrer, será o índice máximo desde 2002 em que a porcentagem foi de 12,53%. Há pouco tempo, o Banco Central informou que prevê um IPCA para 2015 de 9,5%.

Por Paula Barretto Guerra

Inflação


Economista da BNP Paribas fala sobre as perspectivas econômicas para o Brasil neste final de 2015 e início de 2016.

Os problemas enfrentados pela economia brasileira não são apenas um assunto interno. Olhos internacionais também estão atentos ao que anda ocorrendo por aqui. Recentemente mais uma instituição financeira resolveu se manifestar sobre o assunto. Estamos falando do BNP Paribas, banco francês que por meio de seu economista-chefe aqui na América Latina afirmou que o país deverá apontar uma recessão na faixa de 3,0% ainda em 2015 e na casa dos 2% no ano de 2016. As estimativas foram passadas pelo economista Marcelo Carvalho através de uma teleconferência realizada com jornalistas, onde o tema central eram as perspectivas macroeconômicas do BNP.

Carvalho ainda fez questão de enumerar certos pontos que dão uma gravidade maior a situação. De acordo com ele, temos uma visão de cenário externo complicada quando consideramos a alta dos juros nos Estados Unidos e a desaceleração da economia chinesa. Em segundo lugar, o economista coloca a questão de estarmos pagando por erros cometidos relacionados à política econômica que vieram acontecendo nos últimos anos. Por fim, ainda temos as investigações da Operação Lava-Jato. Esses fatos causam certamente incertezas.

– A Mudança Necessária:

Segundo o economista do BNP, para existir uma mudança nesse cenário é preciso que seja reestabelecida a confiança entre os empresários e os consumidores. Caso isso não seja feito, muito provavelmente a tão sonhada recuperação de forma sustentável do país não acontecerá de maneira eficiente.

– A Inflação:

Carvalho também falou a respeito da inflação, já que uma coisa está intimamente ligada a outra. Segundo ele, o IPCA deverá chegar a taxa de 9,5% ainda em 2015. Porém, em 2016 poderá haver uma desaceleração para até 6,5%. O interessante disso tudo, conforme o economista, é o fato de que mesmo com os esforços que vem sendo feitos pelo ministro da Fazenda, a situação parece não apresentar nenhum tipo de mudança justamente pelo pessimismo que ainda está prevalecendo.

Em outras palavras, para se mudar e voltar a crescer é preciso que exista uma mudança de atitude aliada com uma retomada de confiança.

Por Denisson Soares


Queda prevista pelo Banco Central para os investimentos no Brasil é de 12,1%. Já neste ano de 2015 a previsão é de recuo de 12,3%.

De acordo com as previsões feitas pelo Banco Central, os investimentos no Brasil continuarão em queda para o próximo ano. Segundo o banco, a denominada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) que é acumulada por 12 meses, até o mês de junho do próximo ano, vai ter um recuo de 12,1%. No ano de 2015, a previsão do Banco Central é que a queda dos investimentos fique em torno de 12,3%.

Para a indústria brasileira, o cenário continuará em recessão com queda prevista de 5% em um ano, até o final do segundo semestre do ano de 2016. Este ano, o Banco Central prevê uma redução de 5,6% para o setor industrial.

Outro setor que também está ameaçado pelas quedas é o de serviços, que terá queda de 1,2% no acumulado de 12 meses até o mês de junho. Para este ano, a previsão é de que o índice de recuo fique em 1,6%.

Dentre os setores analisados, o único que manterá o dinamismo para o próximo ano é o agropecuário, que contrariando os outros pesquisados, tem previsão de expansão para o próximo ano de 1,9%, no acumulado de 12 meses, até o final do primeiro semestre do ano de 2016. Mas, mesmo com a previsão de alta o setor tem um resultado pior do que o esperado para este ano, onde os especialistas do BC projetavam uma alta de 2,6%.

É natural que as previsões para o próximo ano na economia brasileira não sejam tão otimistas. Como já estamos quase no final do ano, e as tão esperadas medidas fiscais ainda não foram efetivamente postas em prática, é normal que a previsão seja de uma recuperação lenta.

O governo Dilma apenas precisa se apressar para colocar o pacote de medidas fiscais logo em prática, para evitar que o cenário pessimista e as constantes quedas não se prolonguem também para o segundo semestre de 2016, culminando com possíveis novos rebaixamentos da nota de crédito do país. A esperança é de que as medidas sejam efetivas, e de que o país estabilize e volte a crescer no segundo semestre de 2016, ou no mais tardar, no primeiro semestre de 2017.

Por Patrícia Generoso

Investimentos no Brasil


Valor do dólar atingiu seu recorde desde a criação do Real, fechando o dia 22 de setembro de 2015 em R$ 4,054. Neste ano de 2015, o percentual de alta da moeda norte-americana já acumula 52,47%.

É  de conhecimento geral que a economia brasileira está passando por um momento de muitas dificuldades e foi neste contexto que no dia 22 de setembro de 2015, pela primeira vez, desde a criação do Real, o dólar fechou o dia com valor superior a R$ 4, sendo que ele estava sendo vendido a R$ 4,054, valor este que representa um novo recorde, tendo em vista que o recorde anterior ocorreu no dia 10 de outubro do ano de 2002, ocasião em que a moeda norte-americana teve o fechamento da sua cotação em R$ 3,99.

O dólar ficou acima de 4 reais durante toda a sessão. A cotação máxima do dia ocorreu por volta das 14h30, momento no qual a moeda chegou a ser comercializada por R$ 4,061. Apenas neste mês de setembro a divisa acumula uma alta de 11,76%, já no ano de 2015 o percentual mensurado é de 52,47%.

O contrário do ocorrido no dia 21 em que o Banco Central realizou uma intervenção no mercado de câmbio, no dia 22, a instituição preferiu não intervir, sendo que o órgão apenas continuou com a renovação dos leilões de swaps cambiais, os quais correspondem à comercialização de dólares no mercado futuro.

Com a rolagem de US$ 6,74 bilhões de um lote que possui o total de US$ 9,46 bilhões, valor que corresponde a 71% do total, o Banco Central, até o presente momento, só está conseguindo fazer o adiamento do vencimento de contratos que foram leiloados nos meses anteriores.

Outro fator que também contribuiu sobremaneira para o aumento do dólar foi o atual cenário internacional. E como se não bastasse, ainda nesta terça-feira, os integrantes do Federal Reserve (FED), denominação do Banco Central dos Estados Unidos, já deixaram algumas pistas de que a instituição poderá aumentar os juros dos Estados Unidos até o final do ano, reajuste este que faz um pressionamento na cotação do dólar em todo o planeta.

Então, na atual conjuntura, as expectativas não serão das melhores nos próximos meses.

Por Adriano Oliveira

Dólar


Governo anunciou que vai cortar gastos e aumentar as receitas vindas de impostos e isso impactou na Bovespa do dia 14 de setembro, que encerrou o dia em alta.

Foi divulgado na última segunda-feira, dia 14 de setembro, que a Bovespa conseguiu fechar em alta, depois que foi anunciado o corte de gastos com relação ao Governo e ao mesmo tempo o aumento com relação às receitas provenientes dos impostos, que por sinal são direcionados para cobrir uma parte do déficit do orçamento do próximo ano (2016).

O que significa todas essas informações acima mencionadas?

Significa que as principais mudanças nessa regra são o corte de gastos que chegou à marca de R$ 64,9 bilhões, além de um aumento de receita, mas em outro ponto (menos favorável) temos situações muito preocupantes, pois para o ano de 2016 vai ocorrer a suspensão de concursos públicos e também o funcionalismo público vai ter o reajuste salarial de inúmeros profissionais adiado.

A Bovespa está em alta, mas outros mercados enfrentam uma situação oposta como as bolsas da Europa que ficaram em queda, deixando muitos profissionais do mercado financeiro em posição de alerta e também de olho na expectativa do primeiro aumento com relação aos juros justamente dos EUA nessa última década.

Com tudo isso acontecendo temos ainda no território brasileiro as expectativas com relação às ações de importantes empresas que uma hora estão em alta e em outros momentos essas mesmas ações chegam a registrar uma baixa como, por exemplo, a Petrobras, famosa nos últimos meses por problemas como a investigação da Operação Lava Jato. No dia 14 havia poucas chances de ocorrer alguma alteração na sua situação perante o mercado financeiro, mas ela conseguiu fechar em alta.

A Vale do Rio Doce, a CSN, a Gerdau e ainda a Usiminas são alguns exemplos de empresa que sofreram queda, enquanto que empresas como o Banco do Brasil, o Itaú Unibanco e o Banco Bradesco conseguiram ter uma valorização nas suas ações e acabaram chegando a cifras com altas que vão de 4% até quase 6%.

Por Fernanda de Godoi

Bovespa


Após perder o grau de investimento, as ações da Petrobras registraram queda, atingindo o menor valor de 2015.

O atual momento da Petrobras, uma das mais importantes estatais brasileiras, é bastante grave. Apenas um dia após o rebaixamento da Petrobras por parte da Standard & Poor’s, o que resultou na perda de seu grau de investimento, a empresa viu suas ações despencarem e atingirem o menor valor de 2015. Com isso, os números da empresa voltaram ao patamar 2003, um dos menores da história. Porém, é importante destacar que não foi apenas o rebaixamento que causou a queda de mais de 4% nas ações da Petrobras. Outros fatores como, por exemplo, o recuo na cotação internacional do petróleo juntamente com a forte valorização do dólar também influenciaram a queda das ações da empresa brasileira. É importante destacar que uma boa parte da dívida da empresa é denominada no dólar.

Como citado acima, o recuo no preço do petróleo tem sido um dos vilões contra os números da Petrobras, bem como de companhias petrolíferas em todo o mundo. A matéria do tipo Brent já registra recuo de 1,15% o barril.

Com isso, as ações preferenciais da Petrobras, que não possuem direito a voto, despencaram para 3,89% ao chegar a R$ 7,66, o que significa o menor valor desde 30 de setembro de 2003 quando foi registrado R$ 7,58. Já as ações ordinárias, aqueles que possuem direito a voto, sofreram recuo de 5,37% passando a R$ 8,81.

Além disso, é importante destacar que o recuo em ações das empresas brasileiras não foi exclusividade da Petrobras. A Vale, por exemplo, operou em saldo negativo. Ações do tipo PNs sofreram recuo de 2,06% enquanto que as Nos registraram baixa de 2,46%. O setor bancário também não escapou dos resultados negativos, haja vista a perda de 2,67% dos papeis preferenciais do Banco do Brasil.

Após isso, o grande desafio para o Governo Federal será tentar evitar que a Fitch e a Moody’s, agências de classificação de risco, também rebaixem a nota do Brasil. O grande risco no momento fica por conta da Moody’s, pois a nota do Brasil se encontra a um nível acima do grau especulativo.

Por Bruno Henrique

Queda das ações da Petrobras


Agência Standard & Poor?s rebaixou 13 instituições financeiras, retirando o selo de bom pagador de 11 delas.

A situação econômica do país está se agravando cada vez mais. Com isso, algumas empresas, responsáveis por avaliar o grau de investimento do país e de suas empresas estão cada vez mais desconfiadas. Primeiro, a agência Moody’s diminuiu a nota do Brasil, como bom pagador, e agora a Standard & Poor’s rebaixou a nota de 31 empresas brasileiras na última quinta-feira (dia 10). Dentre as empresas que tiveram o rebaixamento, destaca-se a Petrobras. A agência também rebaixou outras 13 instituições financeiras, retirando o selo de bom pagador de 11 delas.

A ação é consequência do rebaixamento da nota de crédito do Brasil, pela agência Moody’s. O fato, que aconteceu na véspera, fez com que o Brasil fosse visto com desconfiança pela S&P. Isso, porém, não quer dizer que as empresas estejam em crise, mas somente sob desconfiança, pelo cenário ruim de nossa economia.

7 das 31 companhias conseguiram manter o seu grau de investimento, porque segundo a S&P, existe uma distância máxima que estas empresas conseguem manter, com relação ao rating do país. Dentre as empresas que conseguiram manter seu grau estão Ambev, Globo e Votorantim.

Petrobras:

A estatal foi rebaixada em dois níveis: de BBB-, para BB, com perspectiva ainda de poder ser rebaixada novamente. A S&P, disse que a perspectiva de um novo rebaixamento da Petrobras deve-se à situação econômica e política do Brasil.

A S&P disse que continuará avaliando a qualidade de crédito das empresas brasileiras baseada na qualidade do crédito soberano do Brasil e das perspectivas econômicas do país.

A agência acredita que para sair da crise, o Brasil tem que mostrar um comprometimento sólido e consistente. Somente assim poderá reverter sua situação econômica pessimista e voltar a ter um bom grau de investimento.

A Petrobras por sua vez, em comunicado à imprensa afirmou que a financiabilidade de seus projetos deste ano foi alcançada com a ajuda de financiamentos de instituições financeiras do próprio país e do exterior e esclareceu que acredita que seus financiamentos não possuem relação com o rating das agências, que não possui nenhuma cláusula ligando-a a estas. Dessa forma, acredita que seu rebaixamento não alterará os seus contratos vigentes.

Por Patrícia Generoso

Moedas


Com a notícia do Brasil ter sua nota de crédito rebaixada, o dólar disparou e chegou a R$ 3,90 no dia 10 de setembro.

Assim que a agência de risco Standard & Poor's mudou a classificação do Brasil, tirando do país o selo de "bom pagador", como era de se esperar, o dólar disparou e foi acima dos R$ 3,90 sendo preciso que o Banco Central anunciasse leilões da moeda americana para que a alta fosse contida e não ultrapassasse os R$ 4,00.

Outro fator que ajudou a segurar o dólar foi o fato de que uma outra agência de risco, a Fitch, deu sinais de que irá manter, pelo menos por enquanto, o mesmo grau de investimento no Brasil.

Logo que o dia começou (10/09), a moeda americana teve a maior alta desde outubro de 2002, aumentando 3,1% e chegando a R$ 3,9173. Ainda na parte da manhã o Dólar teve uma pequena queda e por volta das 11h estava em R$ 3,85, mas no período da tarde começou a subir novamente, depois teve uma queda chegando a R$ 3,83 e pouco depois das 16h estava a R$ 3,8603.

Nesta semana, o dólar teve uma queda acumulada de 0,26% só que se levarmos em consideração o ano de 2015 a valorização já chega a 44,82% e no mês de setembro a valorização já chega a 6,16%.

Um fator que tem contribuído para a valorização do dólar comercial é justamente o dólar turismo que tem sido vendido nas casas de câmbio por valores bem elevados. O dólar turismo nesta quinta-feira (10) chegou bem perto de R$ 4,30.

E o futuro favorece a alta do dólar, basta levar em consideração o conjunto de fatores que tendem a fazer com que isso aconteça, entre eles os problemas interno do Brasil tanto no que diz respeito à política como também a economia, além da valorização do dólar no mercado estrangeiro.

Tem ainda a questão da reação do mercado diante da ação tomada pela S&P e ainda a entrevista de Joaquim Levy, ministro da Fazenda, que não trouxe nada de concreto para o mercado e só deixou ainda mais claro o quanto o Governo está despreparado para resolver os problemas que tem enfrentado.

Por Russel

Dólar


Superávit do fluxo cambial foi de US$ 2,122 bilhões no mês de agosto deste ano.

Que o valor do dólar sofreu sucessivas variações nos últimos meses como não acontecia há anos não é novidade. No entanto, a alta de 6% na moeda no mês agosto, ao contrário do que muitos pensaram, pode não ter nada a ver com o saldo final de entradas e saídas de moeda no país, como mostram dados publicados pelo Banco Central.

Segundo dados referentes ao fluxo cambial, o mês de agosto alcançou o maior superávit para um mês em 18 anos da economia brasileira. Não bastante, ainda foi classificado como o melhor agosto em 4 anos no quesito.    

Porém, nem tudo são flores e tudo indica que essa maré de boa sorte logo pode acabar: dados do início de setembro já mostram que a conta financeira sofreu um declínio, ficando negativa em US$ 255 milhões nos primeiros 4 dias do mês. Assim, os US$ 598 milhões de saldo positivo relativos às operações comerciais realizadas foram decisivos para manter o fluxo geral fora do vermelho, resultando em uma entrada líquida de US$ 343 milhões.

Por outro lado, o já citado superávit de 31 de agosto foi de US$ 1,469 bilhão e teve influência direta sobre o resultado positivo no fluxo cambial que ficou em US$ 1,812 bilhão, o melhor para uma semana desde o fim do mês de abril.

O mês de agosto, portanto, alcançou números extremamente satisfatórios no fluxo, principalmente no que diz respeito ao saldo de dólares que inclui, inclusive, os investimentos em carteira.

Concluindo, houve um superávit final de US$ 2,122 bilhões, o melhor para um agosto desde 1997. No âmbito comercial, o fluxo positivo de US$ 1,989 bilhão foi o mais elevado do mês desde 2011. Tudo isso resultou num valor de US$ 4,111 bilhões de sobra de dólares, também o melhor para agosto desde o ano de 2011.

Por Raquel Maciel

Fluxo cambial


IGP-DI, que se refere à inflação de preços, teve um aumento de 0,40% em agosto. Alta do dólar teve grande influência nesse resultado, já que deixa os produtos bem mais caros.

O IGP-DI obteve aumento de 0,40% no mês passado, informa a agência de notícias “Reuters”, segundo dados obtidos pela FGV. O IGP-DI se refere à inflação de preços, o índice é mensurado pela FGV.

Uma reportagem publicada pelo portal do jornal “O Estado de Minas” aponta que o aumento do dólar deixa importados mais caros, incluindo itens como remédios e também alimentos. Vinhos e chocolates importados, por exemplo, sofreram com a alta dos preços.

De acordo com a reportagem, o dólar obteve valorização de 71,87% nos últimos meses. Em entrevista ao site, Luiz Eugênio, dono da empresa AA Wine Experience – especializada em vinhos importados – afirma que um dos vinhos chilenos mais requisitados na loja custava em torno de R$ 60 no final de 2014 e hoje chega a cerca de R$ 80.

Ele destaca que não há outra alternativa para as importadoras a não ser subir os preços, em meio a esse contexto de alta do dólar. Eugênio ainda destaca que a consequência principal, por parte do consumidor, é recorrer aos produtos com preços mais baratos.

Neste caso, a reportagem cita que os vinhos produzidos no Brasil conseguem, de fato, manter melhores valores de compras. De certa forma, isso ocorre, pois os vinhos nacionais – ao contrário dos importados – não são atingidos pelos impactos relacionados à alta dos preços da moeda norte-americana.

Comparar preços:

A dona de casa Lucia Silva Veloso, 40, afirma que teve de fazer alguns ajustes para economizar com a lista de compras semanais, tudo isso com base na comparação de preços. Ela conta que passou a comprar produtos de marcas menos conhecidas, mas com valores bem menores do que os praticados pelas empresas mais populares.

“Eu costumo listar todos os produtos indispensáveis para as compras e comparo os preços. Por exemplo, costumava comprar café solúvel de uma marca conhecida e notei que uma outra opção estava bem mais barata, tipo R$ 3 de diferença, era uma boa alternativa para economizar. No final das contas, eu achei que a qualidade do produto mais barato não deixou a desejar”, afirma.

Por Letícia Veloso

IGP-DI


Com a crise econômica pela qual o Brasil está passando, os investimentos estrangeiros em empresas nacionais sofreram queda acentuada no terceiro trimestre de 2015. No mês de julho, por exemplo, o recuo foi de cerca de 37%.

Os reflexos da crise política e econômica sofrida pelo Brasil em 2015 são sentidos em quase todos os dados econômicos do País. De acordo com números do Banco Central (BC), os investimentos estrangeiros em empresas nacionais sofreram queda acentuada no terceiro trimestre deste ano.

No mês de julho, o órgão monetário afirmou que os investimentos diretos recuaram cerca de 37%, para US$ 6 bilhões.   

A expectativa é que os números continuem apresentando quedas. Para agosto, o BC espera uma entrada de US$ 3 bilhões, número bem inferior ao do mesmo período do ano passado, quando registrou US$ 10 bilhões. Até o final dos três primeiros meses do ano, o recuo acumulado estava em 33%

Segundo Tulio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central, a redução da chegada de capital internacional é comparada ao que tem acontecido em relação aos investimentos com recursos nacionais no País. Ele acredita que há um recuo significativo dos investimentos, independente de ser externo ou nacional. O comportamento dos investidores estrangeiros é reflexo do que se tem observado em dados das contas nacionais.   

O chefe do departamento ainda afirma que o recuo no investimento direto não afeta o financiamento do déficit brasileiro em suas transações envolvendo serviços, bens e rendas com o exterior.    

O BC também divulgou dados do mercado de viagens internacionais. Como era de se esperar, os destinos fora do Brasil recuaram cerca de 30% levando em conta os meses de janeiro a julho. O valor atingido foi o menor desde o ano de 2010. Maciel afirma que os dados do BC refletem um aprofundamento dessa tendência, projetando que a queda nas despesas líquidas chegará a 46%.   Certamente a taxa do câmbio tem influenciado diretamente a queda da procura por viagens internacionais. A fraca atividade econômica do País também colabora para a queda acentuada nesse índice, visto que os consumidores tendem a escolher destinos nacionais ou até mesmo não viajarem.

Por William Nascimento

Investimentos estrangeiros


Real desvalorizou 53% frente ao Dólar nos últimos 12 meses, atrás somente de moedas de Países como Rússia e Colômbia,

A desvalorização da moeda brasileira continua a assustar nas pesquisas. Somente nos últimos 12 meses foi de cerca de 53%, ficando atrás somente de dois países: Rússia e Colômbia. O estudo foi realizado pela TOV Corretora. O levantamento analisou um total de 27 moedas.

A queda da Rússia foi de 80,34% e da Colômbia de 59,42%. Do outro lado da análise estão moedas como o Euro, que desvalorizou somente 20,87% e a moeda de Hong Kong, que quase não sofreu desvalorização: somente 0,05%.

Juros altos nos EUA:

O estudo dá destaque para a sistematização da desaceleração da economia global e também para a expectativa do mundo frente a elevação dos juros nos Estados Unidos. A expectativa se dá, pois juros maiores atrairiam recursos que são atualmente aplicados em outros países como, por exemplo, o próprio Brasil. A alta de juros nos EUA motivaria a alta da valorização do dólar em relação a nossa moeda, o que seria altamente preocupante, já que a diferença atualmente já se encontra elevada.

Existe a tese de que alguns países emergentes seriam mais prejudicados com uma alta de juros dos EUA. Os cinco mais frágeis seriam África do Sul, Brasil, Índia Indonésia e Turquia, que enfrentariam um forte fluxo de saída de capital de seus cofres, podendo enfrentar sérias dificuldades.

A corretora analisa que se houver uma alta de juros ainda este ano nos EUA, a valorização do dólar seria uma consequência, e a economia global, que já anda a passos lentos, poderia sofrer uma queda ainda maior, levando inclusive os EUA a uma nova queda do PIB.

Medidas extremas na China:

Segundo o estudo, a China teve uma desvalorização de 4,01% no último período de 12 meses, ocupando a 26ª posição. O país inclusive teve espaço nos noticiários na última semana, pois usou a estratégia de desvalorizar sua moeda frente ao dólar, como forma de manter a sua competitividade no mercado internacional. Algumas estratégias utilizadas pelo país conseguiram fazer a moeda cair 4,5% no acumulado, entre terça e quinta-feira passadas (11 a 13/08).

Segundo a corretora, quando um país depende de suas exportações, acaba por ter riscos maiores, pois fica muito mais vulnerável à medida que a economia global mexe com seus saldos externos já em queda e as suas moedas sofrem desvalorização frente ao dólar.

Por Patrícia Generoso

Real e Dólar


Rentabilidade da poupança é menor que a inflação pelo 7º mês seguido, o que faz dela o pior investimento deste ano.

A poupança conseguiu pelo sétimo mês seguido render menos que a inflação e, com isso, amarga a marca do pior investimento neste ano de 2015.

A poupança sempre foi uma forma considerada pela população simples e segura para guardar o dinheiro e com isso garantir o futuro através dos juros e sem ter que pagar o Imposto de Renda, mas atualmente ela apresenta um rendimento de 6% ao ano mais a TR (Taxa Referencial), enquanto que a inflação em 12 meses tem acumulado uma alta que chegou a 8,89% somente no mês de junho e com isso temos uma população que a cada dia tem o seu poder de compra diminuindo significantemente.

Esses dados foram levantados pela consultoria Economatica e ela ressalta que esse tipo de cálculo de rendimento negativo é muito preocupante e não pode ser resolvido em um piscar de olhos, realizando simplesmente a subtração das porcentagens para chegar ao tão esperado resultado final.

A poupança, infelizmente, é considerada o pior investimento neste ano, pois o seu rendimento mensal, menos a inflação do período, é negativo desde o último mês de dezembro.

Em junho de 2015 ela teve uma perda de 0,11% e, com isso, manteve-se bem distante dos outros tipos de investimentos, onde podemos destacar que o Ouro chegou a ficar em 10,43%, o Dólar Ptax Venda na marca de 10,02%, o Ibovespa em -0,02%, o CDI em -0,23% e a Poupança somente registrou -2,26%.

A Poupança é um dos piores investimentos atualmente, ela conseguiu este ano uma diferença negativa quando se trata de depósitos e saques, pois realizada a retirada de R$ 6,261 bilhões a mais do que foi depositado no último mês de junho.

Quais os motivos levaram a toda essa retirada do dinheiro da poupança?

Podemos classificar que a população fez tudo isso diante dos seguintes fatos:

  • Aumento do desemprego;
  • Alta do endividamento;
  • Taxas de juros mais altas, direcionando para outros investimentos.

Agora devemos investir em outros meios como o CDB, os Fundos de Renda Fixa, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), a Previdência Privada e o Tesouro Direto para garantir um futuro bem mais tranquilo.

Por Fernanda de Godoi

Poupança


Nova previsão do Boletim Focus indica o PIB do Brasil será ainda menor em 2015.

A perspectiva de uma melhora na economia brasileira continua cada vez mais distante para a população e para os empresários.  E isso pode ser comprovado após a divulgação do Relatório de Mercado Focus que aponta uma diminuição maior do PIB – Produto Interno Bruto – do País em 2015. Antes, esperava-se que esta diminuição fosse de 1,76%, mas após a divulgação do relatório este percentual de queda subiu para 1,80% para este ano.

Este relatório é divulgado todas as segundas-feiras na parte da manhã pelo BC – Banco Central e comparando com o divulgado no dia 10, observa-se que as projeções anteriores apresentavam uma queda menor na economia brasileira, de 1,50%.

Para 2016, a confiança na recuperação da economia também anda em níveis baixos. Na segunda-feira do dia 3 de agosto, essa perspectiva não passou de 0,20%, sendo o mesmo percentual registrado uma semana antes.

No mês de julho, essa mesma confiança foi de 0,50%, mas mesmo o Banco Central revisando negativamente este percentual de 0,60% para 1,1%, a instituição se mostra confiante na recuperação da economia brasileira.

Já o Relatório Trimestral da Inflação para o mês de junho mostrou um recuo na expectativa para a indústria, onde o PIB apresentou uma queda não de 2,3% como se esperava, mas sim de 3%.

O Banco Central atribui está queda no PIB à reação em cadeia que vem acontecendo em alguns setores da economia, como por exemplo, na indústria de transformação, onde o impacto negativo saltou de 3,4% para 6%, na indústria de fabricação e distribuição de eletricidade, água e gás, com uma redução de menos 5,6% ao todo, ao aumento na utilização de usinas termoelétricas para a produção de energia, a diminuição do consumo de água devido à seca nos principais reservatórios do País, juntamente com o alto valor das tarifas que vem sendo cobrado.

Ainda de acordo com as informações divulgadas no boletim Focus desta segunda-feira, a previsão de queda na produção industrial será de 5%, mantendo-se estável em relação às últimas 3 divulgações do informativo.

Vale ressaltar que em 16 de julho, a agência de classificação de risco Moody’s já havia divulgado um relatório apontando esta mesma retração de 1,8% do PIB brasileiro para o ano de 2015. No relatório a agência assegura ainda que a baixa atividade econômica do país afetaria as empresas até os primeiros seis meses de 2016.

Por André F.C.

PIB brasileiro


Bancos cobram até 14,24% ao mês pela utilização do cheque especial. Santander foi o banco que apresentou a maior taxa de juros do País.

A Fundação Procon – SP divulgou na última quinta-feira, dia 6 de agosto, a informação que os bancos estão chegando a cobrar até 14,24% ao mês pelo serviço de crédito extra, ou mais popularmente conhecido cheque especial.

Essa pesquisa foi realizada no dia 03/08 coletando dados no Banco do Brasil, no Banco Bradesco, na Caixa Econômica Federal, no HSBC, no Banco Itaú, no Banco Safra e ainda no Banco Santander.

A taxa média do cheque especial é considerada para o período de 30 dias e entre os bancos pesquisados teve uma elevação para a marca de 11,67% ao mês para agosto, ou simplesmente 257,87% ao ano, bem maior que o valor de 11,49% do mês de julho.

Abaixo temos uma listagem do valor cobrado no cheque especial, para os seguintes bancos:

  • Santander apresenta a maior taxa de juros no país, passando de 13,74% para 14,24% ao mês no período, que significa um aumento real de 0,50 pontos percentuais;
  • HSBC conseguiu apresentar um valor de 13,21%, idêntico ao mês passado;
  • Itaú vem na sequência com um registro que passou de 11,29% para 11,63%, que representa um aumento real de exatamente 0,34 pontos percentuais;
  • Bradesco foi outro que realizou a alteração na sua taxa do cheque especial e passou de 11,26% para 11,30%, com um acréscimo de 0,04 pontos percentuais;
  • Banco do Brasil registrou uma taxa de 10,53%, mesmo valor cobrado no mês anterior;
  • Caixa Econômica Federal é a que apresenta as melhores condições, mas também teve uma alteração de 9,99% para 10,53%, que representa um acréscimo real de 0,36 pontos percentuais.

Já que temos a taxa cobrada pelo cheque especial não podemos esquecer-nos de mencionar a taxa para a realização do empréstimo pessoal, que é cobrada com base no período de 12 meses e com os seguintes valores:

  • Santander apresenta um valor de 7,99%;
  • Banco do Brasil que passou de 5,46% para 5,50%;
  • Caixa Econômica Federal registrou o menor valor de todos com a marca de 4,6%;
  • E ainda temos uma média geral que foi inalterada em justamente 6,23%.

Para cada uma dessas informações foram considerados os dados que se baseiam nas taxas máximas que são cobradas para clientes que não são preferenciais, mas que não apresentam um especifico tipo de canal para realizar a contratação do serviço.

Por Fernanda de Godoi

Juros do cheque especial


Valor do dólar turismo atingiu a cifra de R$ 3,94 em diversas casa de câmbio no dia 6 de agosto, , ficando acima até mesmo do valor do Euro em várias agências.

A alta do dólar já bateu todos os recordes dos últimos 12 anos e nesta quinta-feira (06), ultrapassou os R$ 3,57 o que só fez aumentar ainda mais a preocupação com a atual situação econômica do Brasil.

É a 6ª vez que o dólar avança em sessão seguida, chegando a subir 1,39% e quando chegou a ser cotada a R$ 3,5374 chegou ao maior patamar, algo que não acontecia desde 2003.

E a esta alta do dólar logo refletiu na cotação de todas as casas de câmbio pelo Brasil que trabalham com a comercialização do dólar turismo, que é em um valor sempre maior do que a moeda americana no câmbio comercial.

O dólar turismo é mais caro que o comercial porque é a moeda utilizada pelos brasileiros interessados em fazer compras no exterior, ainda que seja através das importações de produtos. O dólar comercial é mais utilizado pelos bancos e empresas em transações no mercado de câmbio, transferências financeiras, etc.

O Banco Central informou que a taxa de câmbio varia de acordo com vários fatores, por exemplo, a natureza da operação que será realizada, a forma como a moeda estrangeira é entregue e vários outros fatores, podendo ser citados o valor referente a operação, o cliente e até mesmo o prazo de liquidação.
E aí está a diferença dos valores, pois os consumidores compram muito menos que as empresas e os bancos, sendo assim, os custos consequentemente serão bem maiores.

Nesta quinta-feira, o câmbio turismo chegou a R$ 3,94 em diversas casas de câmbio, ficando acima até mesmo do valor do Euro em várias agências. Nas agências de câmbio do Bradesco o valor foi constatado no decorrer do dia.

A corretora Cotação esteve com o dólar em nota com o valor de R$ 3,74 e no fechamento subiu ainda mais, indo para R$ 3,76. E para o crédito no cartão pré-pago o valor era de R$ 3,92 no período da manhã, fechando a R$ 3,94.

A Ultramar Viagens cobrou R$ 3,88 pela moeda americana no cartão e R$ 3,65 em espécie, já com o IOF. Nas agências de câmbio do Banco do Brasil, o dólar ficou em R$ 3,83 no cartão e R$ 3,64 em espécie.

Por Russel

Dólar turismo


Algumas ações e dividendos são as melhores opções para lucrar mais no mês de agosto.

Quem investe na bolsa de valores deve estar sempre atento às projeções para este mês, para fazer bons investimentos e obter o máximo de lucros que puder. Algumas ações são altamente recomendadas para o mês de agosto, segundo 20 corretoras famosas pesquisadas pela revista Exame.com. Confira quais são:

Itaú Unibanco e Ambev:

14 das 20 carteiras indicaram as ações do Itaú Unibanco e da Ambev que lideram a preferência dos investidores para o mês de agosto.

O Itaú (ITUB4) teve alta recomendação, pois o banco teve um aumento de spreads, ou seja, a diferença entre o pago para captar seus recursos e o cobrado ao cliente ao conceder um empréstimo. O aumento dos spreads do Itaú foi impulsionado pelo aumento da Taxa Selic e é um dos fatores pelos quais o banco possui bons resultados para os investidores.

Já a Ambev (ABEV3) teve bons resultados no segundo trimestre do ano, segundo o relatório Planner. E Apesar do registro de uma pequena queda na venda de cervejas no país a fabricante conseguiu mesmo assim elevar seu lucro durante o período e é uma excelente aposta de investimentos para o mês.

Suzanno:

12 das 20 carteiras sugeriram as ações da Suzanno (SUZB5) para o corrente mês. Segundo os analistas, os papéis da empresa se beneficiam muito com a alta do dólar, pois grande parte de sua produção (celulose e fibra de eucalipto) é vendida em outros países e boa parte de sua receita é recebida em dólar.

Boas pagadoras de lucros (dividendos):

A revista Exame.com também pesquisou quais as ações melhores pagadoras de dividendos para o mês de agosto. Dentre estas podem estar algumas que não têm tanta variação no seu capital, mas que oferecem bons lucros aos investidores. A pesquisa contou com 12 corretoras do mercado de ações.

As empresas que pagam dividendos aos acionistas geralmente são líderes de mercado e altamente estáveis (geralmente da área de energia ou financeira) e, portanto, não sofrem tantas alterações na bolsa, como as outras empresas cujo capital oscila de acordo com o cenário econômico do país. Os investimentos nessas carteiras são recomendados para investidores mais tradicionais, que não querem correr tanto risco com as variações de mercado.

Alupar – Transmissora e geradora de energia: Ocupa o primeiro lugar de 8 dentre as 12 pesquisadas.

Telefônica Vivo: Ocupa o segundo o lugar no ranking das que mais pagam lucros aos seus investidores.

– Em terceiro lugar empatam as empresas: BB Seguridade (seguradora do Banco do Brasil) e a Valid, empresa que atua no setor de certificação digital e meios de pagamento informatizados.

Seja em meio de Dividendos ou ganho de capitais o importante para quem aposta em investimentos na Bolsa de Valores é acompanhar de perto não só o cenário econômico do pais, mas também o histórico das empresas e suas notícias internas, como forma de se prevenir de perdas de grandes quantias.

Por Patrícia Generoso

Bolsa de valores


Coma aquisição do HSBC, o Bradesco se aproxima do Itaú em ativos financeiros e fortalece o sistema bancário brasileiro. Agora, a competição entre Itaú e Bradesco será acirrada.

Ao anunciar a compra da unidade brasileira do HSBC por US$ 5,2 bilhões, cerca de R$ 17,6 bilhões, o Bradesco não só conseguiu se aproximar um pouco mais do Itaú, como também ajudou no fortalecimento do sistema bancário brasileiro e, ainda, acirrou a briga pela liderança entre os bancos presentes no Brasil, pois cresce agora a disputa pelos clientes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.
Na compra da unidade brasileira do HSBC, o Bradesco adquiriu um conjunto de oportunidades, por exemplo, ele comprou também o negócio de varejo do HSBC Brasil, todos os segmentos de alta renda que hoje têm 1 milhão de clientes e principalmente comprou o "atacado" do HSBC que era o grande atrativo e um dos maiores interesses nesta transação.

Outra aquisição do Bradesco, com a compra do HSBC, foi a compra em conjunto da financeira Losango que conta hoje com 6 mil pontos de atendimento em todo o Brasil e conta com cerca de 4 milhões de clientes, além dos setores de previdência, seguros e até com a capitalização do HSBC.

E o Bradesco adquiriu os R$ 170 bilhões em ativos do HSBC e assim conseguiu chegar a R$ 1,202 trilhão, ficando bem próximo do Itaú que atualmente é o maior banco privado do Brasil, tendo R$ 1,294 trilhão em ativos, ou seja, muito pouco à frente do Bradesco.

O banco Itaú demonstrou interesse na aquisição da unidade brasileira do HSBC e até chegou a fazer sua proposta, mas ficou bem abaixo da que foi pela pelo Bradesco.

Há algum tempo atrás, o Bradesco é quem liderava o ranking em ativos totais, mas quando o Itaú adquiriu o Unibanco conseguiu dar um grande salto vindo a ocupar a primeira posição.

O HSBC era o 7º maior banco no país e foi adquirido pelo segundo maior banco privado do Brasil, que mesmo com a aquisição, continuou na vice-liderança, porém, bem mais perto de ultrapassar o banco Itaú que está na liderança com uma diferença muito pequena.

A tendência agora é que a competição entre Itaú e Bradesco se acirre ainda mais e aquele que conseguir planejar uma melhor estratégia vai conseguir ficar na liderança.

Por Russel

Itaú e Bradesco


Moeda norte-americana encerrou o mês de julho em R$ 3,4247, registrando a maior alta desde 2003.

O dólar no último dia 31/07 conseguiu fechar na Bolsa de Valores em alta e ainda por cima em um valor maior do registrado nos últimos 12 anos, se compararmos com a maior cotação que ocorreu na data de 20/03/2003, que foi no valor de R$ 3,478 e também nesse mesmo mês de março de 2003 foi a última vez que o dólar ficou acima do valor de R$ 3,40.

Nessa última sexta-feira de julho de 2015, o dólar fechou exatamente no valor de R$ 3,4247, que significa uma alta de 1,59% em relação ao valor anterior conseguido na mesma semana. Nesse período notamos um valor de subida que chegou a 2,32% e no mesmo mês ficou em 10,16%, onde temos a maior alta mensal desde o mês de março, época com um aumento de 11,46%, segundo informações da Economatica.

Agora por que estão ocorrendo tantos aumentos nessa moeda?

Primeiro podemos notar que esses aumentos registrados sempre levam em consideração a Ptax (taxa calculada diretamente pelo Banco Central e que aponta a média do preço do dólar em relação à moeda brasileira), que no ano já acumulava uma alta de 28,81% e depois devemos levar em consideração que esse aumento teve a alta pressão em relação à preocupação com a situação fiscal e as questões políticas do Brasil, fora as incertezas que norteiam a intervenção do Banco Central diretamente com o câmbio.

Outra informação bastante considerável é a repercussão com relação ao déficit primário que chegou à cifra de R$ 9,2 bilhões no setor público e que ao mesmo tempo tem o registro de ser o pior da história.

Especula-se no mercado financeiro que da forma que a situação está sendo conduzida é provável que o dólar chegue facilmente na cifra de R$ 3,60 nos próximos meses, fora que os investidores acreditam que o Programa de Interferência do Banco Central vai realizar a rolagem dos swaps cambiais, ou em outras palavras, esses contratos que equivalem diretamente na venda futura de dólares, vão vencer agora no mês de setembro e em um valor estimado de US$ 10,027 bilhões.

Fora tudo isso ainda temos a Bolsa de Valores encerrando o mês do vermelho ao mesmo tempo em que o índice do Ibovespa subiu a marca de 1,94% com 50.609 pontos, mesmo com toda a alta do dólar.

Por Fernanda de Godoi

Dólar


Nova meta do superávit primário para 2016 é de R$ 126,7 bilhões, ou seja, quase o dobro da que é prevista para 2015.

É fato que a economia brasileira passa por muitas dificuldades e o Poder Executivo está cada vez mais tomando medidas impopulares para conter a crise. Porém, saiba que 2015 não será o último ano de apertos. O Governo Federal anunciou recentemente a sua meta fiscal para 2016, que por sinal é quase o dobro daquela que é prevista para 2015 quando o assunto são valores nominais. Dessa forma, é preciso um grande trabalho por parte do executivo para manter as contas no saldo positivo. Com isso, a população deve sofrer bastante os impactos de tais medidas.

Segundo o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, essa ideia de meta do superávit primário que o Executivo tem em mente visa uma redução considerável da dívida publica bruta quando comparada ao PIB brasileiro. Além disso, ele informa que tal meta também tem um forte cunho social, pois a redução da dívida pública é um esforço importante e muito positivo.

A nova proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2016, a meta do superávit primário, passa a ser de R$ 126,7 bilhões. Vale ressaltar que a meta para 2015 é nada menos que R$ 66,3 bilhões. Levando em consideração a proporção do PIB brasileiro, a meta passa de 1,2% do PIB (2015) para 2% do PIB (2016).

A uma grande preocupação em todo o mercado, haja vista muitos especialistas duvidarem da possibilidade do governo conseguir alcançar a meta de 2015. Caso o governo não consiga alcançar o superávit primário de 2015 a proposta para 2016 não teria muita validade. Argumentando contra essa dúvida, Nelson Barbosa destacou que a economia brasileira está se recuperando e afirmou que acredita no crescimento do segundo semestre que será o impulso para alcançar a meta de 2015.

Segundo o ministro do Planejamento e sua equipe econômica, a apresentação da proposta para 2016 mostra que o ajuste fiscal é algo sério. Tal medida pode contribuir para a recuperação da confiança do mercado e consequentemente um maior crescimento no segundo semestre, concluiu o ministro.

Por Bruno Henrique

 

Meta fiscal para 2016


A queda foi de 2,3% na procura por crédito em junho, comparando com maio de 2015.

De acordo com o Serasa, o número de brasileiros em busca de crédito teve uma baixa de 2,3% no mês de junho, se comparado com o mês de maio e se a comparação for realizada com o mesmo mês, só que de 2014, houve uma alta de 10,1%.

Já para o acumulado do ano, de acordo ainda com o Serasa, houve um acréscimo, até o momento de 4,8%.

De acordo com vários economistas, inclusive da própria entidade, esta queda na busca por crédito já era esperada e um dos principais motivos foi o Dia das Mães, quando o mercado tem uma procura maior por crédito, para que os consumidores possam fazer suas compras, já no mês de junho, como não houve nenhuma data que alavancasse as vendas, a demanda por crédito não foi nenhuma surpresa.

Já a causa do aumento da procura por crédito há 1 ano atrás está ligada à realização da Copa do Mundo, em junho, quando também houve uma busca muito grande do consumidor por crédito.

E a queda na busca por crédito neste mês de junho, foi em todas as faixas de rendas, sendo mais intensa naquelas camadas de rendas que são mais baixas, onde a queda registrada chegou a 2,8% para quem tem uma renda mensal de até R$ 500,00.

Para quem tem renda entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00 mensal, a queda foi de 2,5%. Para os consumidores que recebem de R$ 1.000,00 a R$ 2.000,00 mensais, a queda registrada foi de 2,2%.  Consumidores com renda mensal entre R$ 2.000,00 a R$ 5.000,00 apresentou queda de 2,1%. E aqueles que possuem uma renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 10.000,00 a queda foi de 2,2%. Para quem recebe mais de R$ 10.000,00 mensal, a queda na busca por crédito registrada em junho foi de 1,9%.

Todas as regiões do Brasil registraram queda na demanda por crédito, sendo que a maior delas foi no Norte do país, onde a queda chegou a 3,3%. Na região Sudeste, a queda na busca por crédito foi de 3% e na região Centro-Oeste chegou a 2,3% que ficou um pouco acima da queda no Nordeste que foi de 2,1%.

Por Russel

Busca por crédito


Registrando a 1ª queda em quatro meses, o endividamento das famílias ficou em 62% em junho de 2015.

O endividamento das famílias chegou ao patamar de 62% em junho, registrando a primeira queda em quatro meses. A pesquisa que revelou o dado foi feita pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, que avalia o percentual de endividamento e inadimplência dos consumidores brasileiros. O resultado da pesquisa foi divulgado na última terça-feira, dia 30 de junho.

Segundo a pesquisa, o principal fator de endividamento apontado pelos respondentes foi o cartão de crédito, responsável por 77,2% das dívidas no núcleo familiar. O segundo fator apontado foram os carnês de financiamento responsáveis por 16,3% das dívidas e em terceiro foi o financiamento de veículos que causa 13,4% das dívidas familiares.

Em contrapartida, o percentual de famílias com dívidas em atraso e sem condições de pagar seus débitos aumentou, passando de 21,3% em junho, contra os 21,1% registrados em maio. As famílias que continuarão inadimplentes registraram 7,9% em junho, contra 6,6% do mesmo mês no ano passado. A CNC afirma que esses foram os maiores patamares alcançados desde o mês de outubro de 2011.

Ainda segundo a CNC, as condições mais duras tanto para a aquisição de empréstimos quanto para as renegociações de dívidas, somadas com o rendimento mais baixo dos trabalhadores, têm contribuído para a piora do endividamento familiar, reduzindo a  percepção da família quanto a sua real situação financeira.

O percentual das famílias que se consideram muito endividadas continua estável entre os meses de maio e junho deste ano. A CNC afirma que o percentual é de 12,5%, demonstrando, contudo, um crescimento em relação  ao ano passado em que atingia  11,9%.

A pesquisa continuou investigando o perfil econômico da família brasileira e segundo os dados recebidos, as contas andam sendo adiadas em média por 59,6 dias durante o mês de junho. Um pouco menos do que o número registrado no mesmo mês do ano passado, onde as contas eram atrasadas por cerca de 60,8 dias. Isso mostra que embora o brasileiro esteja endividado, o malabarismo para pagar as contas está um pouco menor e estas estão se tornando de certa forma uma prioridade no orçamento familiar.

O período gasto com o pagamento de dívidas também foi investigado pela pesquisa: em junho deste ano, o tempo chega a 7,1 meses e 33,1% dos pesquisados alegam que o prazo de pagamento de dívidas será superior a um ano.

Por Patrícia Generoso

Endividamento das famílias

Foto: Divulgação


Previsões indicam que inflação e juros irão subir e PIB baixar em 2015.

Nesta semana, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) manteve as projeções relacionadas a uma nova alta dos juros básicos. Uma pesquisa realizada pelo órgão monetário brasileiro na semana passada, mostrou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA 2015, sofreu alterações em sua previsão, passando de 8,37% para 8,39%. O órgão ouviu mais de 100 instituições.   

A inflação de 2015, se confirmada a pesquisa, atingirá o maior patamar desde 2003, quando a economia registrou uma inflação de 9,3%. Com isso em mente, os economistas do mercado ajustaram suas previsões para a inflação e o PIB neste ano. De acordo com eles, a forte alta do dólar e dos preços administrados, que compreende água, energia, telefonia, tarifas de ônibus, entre outros, pressionam significativamente os preços em 2015.

Impulsionada pelos ganhos reais de salários, a inflação de serviços também segue elevada.  Com base nos dados econômicos divulgados, os economistas reduziram suas previsões em relação ao PIB, na semana passada. Agora, eles acreditam que haverá um recuo de 1,27% na economia brasileira. Antes, a estimativa do mercado era de uma retração de 1,24%. O resultado é preocupante, visto que é o pior em 25 anos, quando o país obteve uma queda de 4,35% da soma de todos os bens e serviços. 

Para o próximo ano, a previsão do PIB também não é muito otimista. O mercado manteve sua estimativa em uma alta de apenas 1%.   

Semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, divulgou uma queda de 0,2% da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano. Tal desempenho foi puxado pela negativa econômica nos setores de serviços e da indústria. Além disso, os recuos dos investimentos e do consumo das famílias impactaram no número.

A agropecuária foi o setor com melhor desempenho neste ano, o que evitou uma queda ainda maior do PIB.   

O mercado brasileiro conseguiu manter a previsão de que os juros avançarão para 13,75% ao ano ainda esta semana, quando o Copom se reunirá para a possível elevação da taxa. Para o final do ano, os economistas subiram a estimativa de 13,75% para 14% ao ano. Isso denota que o mercado financeiro espera que os juros continuem a subir após a reunião do Copom. A projeção para o próximo ano é que a taxa fique estável, em 12% ao ano

A variação da taxa básica de juros é o principal meio que o Banco Central utiliza para tentar conter as pressões da inflação. O órgão monetário tem de calibrar a taxa de juros para que consiga atingir objetivos pré-determinados. Com taxas elevadas, para a contribuição do controle de preços, há uma redução significativa no consumo e no crédito.

Por William Nascimento

Previsão da economia


Indicador desacelerou, mas acumulou alta de 5,30% no ano.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que diante do menor reajuste da energia do mês de março para abril a inflação da baixa renda sofreu desaceleração.

Foram divulgados também alguns índices do IPC-C1 – Índice de Preços ao Consumidor – Classe 1. O índice fechou com avanço de 0,74%, contra 1,64% no mês atual. O indicador acumulou uma alta de 5,30% no ano. Nos últimos 12 meses a alta representa 8,57%.

Para esclarecer, vamos expor algumas características do IPC-S para que seja possível entender mais sobre esse índice.

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) esclarece que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) indica a variação de preços dos produtos e serviços que são comercializados em sete capitais do país. O índice é calculado pela Fundação Getúlio Vargas e o início do índice ocorreu no ano de 2003.

O IPC-S é calculado a partir da evolução dos preços em um período quadrissemanal. Os fechamentos ocorrem nos dias 7, 15, 22 e 30 de cada mês.

A taxa registrada para a baixa renda fechou acima da taxa registrada para o conjunto da população: Índice de Preços ao Consumidor – Brasil, representada pela sigla IPC-BR. O índice atingiu 8,41% no mês de abril, comparado a março. Houve uma variação de 0,61%.

Dentre oito classes avaliadas de despesa que completam o cálculo do referido indicador, abaixaram as seguintes classes: despesas diversas (0,56% para 0,36%), educação, leitura e recreação (0,52% para 0,22%), transportes (0,72% para 0,18%), alimentação (1,12% para 0,82%) e taxas de  habitação (4,14% para 0,64%).

Contudo, fizeram o caminho inverso as seguintes classes: comunicação (-0,44% para -0,24%), vestuário (-0,27% para 0,99%) e saúde e cuidados pessoais (0,64% para 1,80%).

Destacam-se também as variações dos seguintes itens:

– Serviço religioso e funerário (1,17% para 0,52%);

– Passagem aérea (de 12,24% para -1,73%);

– Roupas (de -0,48% para 1,32%);

– Tarifa de eletricidade residencial (de 21,13% para 1,26%);

– Gasolina (de 1,72% para -0,75%);

– Tarifa de telefone residencial (de -1,13% para -0,64%);

– Medicamentos em geral (de 0,01% para 3,59%);

– Hortaliças e legumes (de 4,08% para 1,39%).

Por André César

IPC-S

Foto: Divulgação





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