Foram arrecadados R$ 129,38 bilhões em impostos e contribuições em janeiro deste ano. Este resultado indicou queda de 6,71% em relação ao mesmo período do ano passado.

O ano começou apresentando déficit no orçamento: mesmo arrecadando R$ 129,38 bilhões em impostos e contribuições em janeiro deste ano, o resultado indicou queda de 6,71% em relação ao mesmo período do ano passado. Estes dados já foram contabilizados com a correção Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é usado pelo Governo para estabelecer as metas da inflação. Este índice é o pior, desde o ano de 2011.

O cenário negativo foi provocado pela retração dos principais indicadores macroeconômicos, segundo a Receita Federal. Em relação à produção industrial, a queda atingiu 11,9%, na venda de bens e serviços este número atingiu 10,96%, no valor de dólar e importação a queda foi de 37,82% e na massa salarial nominal este número foi de 0,8%. Além disso, outros fatores contribuíram para a queda da arrecadação como, por exemplo, a diminuição do imposto de renda da Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o lucro líquido (CSLL). O recuo nestes tributos alcançou 3,17%.

Neste sentido, outros tributos também apresentaram queda como Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de 31,43%. Entre eles podem ser ressaltados o IPI-Fumo com -55,97%, IPI-Bebidas com -46,40%, IPI-Automóveis -12,5% e IPI-vinculado à importação com -25,15%.

Também teve queda na arrecadação a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (COFIS) com 3,79% e o PIS/PASEP teve recuo de 4,57%. De acordo com o Fisco, este contexto foi impactado pela diminuição de volume e da elevação de alíquotas sobre itens como gasolina, diesel e sob a importação de bens e serviços. Além disso, teve diminuição na arrecadação da receita previdenciária com 7,13%, que foi influenciado pelo aumento de tributos da contribuição previdenciária sobre a Receita Bruta e da redução da massa salarial com 10,37%.

Mas, o cenário também apresentou aspectos positivos como o total arrecadado do Imposto de Renda da Pessoa Física, que totalizou R$ 1,9 bilhão. Este resultado indicou um acréscimo de 40,07%, que foi provocado pelo aumento de ganhos de capital na alienação de bens. Outro resultado favorável à economia foi o crescimento arrecadado no Imposto de sobre Operações Financeiras (IOF) de 14,59%, que foi causado pelo aumento do tributo sobre operações físicas.  

Por Babi

Impostos


Valor foi a maior alta diária que dólar teve nos últimos anos, com valorização de aproximadamente 3,6%.

A baixa do dólar que ocorreu no dia 9 de outubro de 2015, na sexta-feira, fez com que a moeda fechasse o dia com o seu menor valor registrado nas últimas semanas, sendo cotado em R$ 3,75. Durante a semana passada houve uma queda de 4,87% e durante o mês essa redução foi de 5,61%, o que não foi suficiente para tranquilizar a população nesse período de instabilidade e crise financeira.

O motivo da diminuição desse valor foi uma possibilidade do Banco Central de postergar o ajuste monetário Norte Americano, já que dessa forma previne que os países emergentes retirem seus investimentos do Tesouro Americano. Para haver decisão de aumento dos juros básicos nos Estados Unidos será preciso esperar os efeitos da desaceleração da China.

A alegria não durou muito tempo, pois no dia 13 de outubro de 2015, mais uma vez o dinheiro americano comercial encerrou o dia valendo R$ 3,89. Novamente com o valor nas alturas, essa foi a maior alta diária que dólar teve, ou seja, uma valorização de aproximadamente 3,6%, desde setembro do ano de 2011, quando a porcentagem chegou a ser de 3,75%.

Algumas situações que podem contribuir para a desvalorização do real é o atual cenário político brasileiro, inclusive com a mobilização feita pela oposição para que haja o impeachment da Presidente Dilma. Entretanto essa possibilidade, por ora, já foi excluída pelos Ministros do STF que votaram contra o prosseguimento do feito. Todos esses acontecimentos deixam os investidores em alerta, mais temerosos e inseguros com o mercado financeiro nacional.

Além disso, existem diversos outros fatores que contribuem para inconstância do mercado econômico deixando-o mais frágil como, por exemplo, o anúncio feito pelo governo chinês sobre a queda no percentual de importações que foi registrada em 18%, se comparado com o mesmo período do ano passado.

Por Paula Barretto Guerra

Dólar


Em setembro houve uma queda de 2,4% na intenção de consumo das famílias brasileiras. Além disso, 55,8% das famílias estão consumindo bem menos do que em 2014.

Um levantamento feito pela CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – apontou que a intenção de consumo das famílias brasileiras continua em baixa, apresentando uma queda de 2,4% neste mês de setembro.

A comparação foi realizada em relação ao mês de agosto e se compararmos com o mesmo período de 2014, teremos uma queda de 34,5%.

O resultado é alarmante e deixa claro como é grave a situação que o país atravessa. As famílias estão cortando todos os gastos possíveis e já começaram até a reduzir as idas aos supermercados para conseguirem uma redução nos gastos familiares.

Este resultado apresentado pela CNC é preocupante também porque esta é a 8ª queda seguida e chegou ao menor patamar desde 2010 quando os dados começaram a ser coletados.

Vale destacar a redução na perspectiva de consumo que apresentou uma queda de 5,5% deixando claro para o comércio de um modo geral que nem adianta sonhar com vendas melhores no fim de ano que é o melhor período para vendas, porque as famílias estão mesmo dispostas a gastarem bem menos do que de costume.

Em agosto houve uma desaceleração da inflação, mas nem isso convenceu as famílias que a hora era propícia para voltarem às compras.

A pesquisa apontou que 55,8% das famílias estão consumindo bem menos do que em 2014 e se a crise não melhorar, a redução no consumo continuará pelos próximos meses até o final do ano.

Uma das principais causas para a redução no consumo é o custo de crédito que continua elevado, além do endividamento crescente das famílias e o alto preço dos produtos que veem aumentando muito nos últimos meses e apesar da inflação ser menor, ela continua existindo e fazendo com que as famílias sejam obrigadas a gastarem menos do que gostariam.

Há vários fatores que estão contribuindo para a queda na intenção de consumo das famílias. Até a alta do dólar é um dos motivos, pois os produtos importados custam mais caro e os produtos brasileiros preferem vender sua produção para o exterior para receberem em dólar do que vender no mercado interno e receber em real. Com isto, a oferta interna de produtos cai e consequentemente o preço fica elevado.

Por Russel

Compras


Valor do dólar atingiu seu recorde desde a criação do Real, fechando o dia 22 de setembro de 2015 em R$ 4,054. Neste ano de 2015, o percentual de alta da moeda norte-americana já acumula 52,47%.

É  de conhecimento geral que a economia brasileira está passando por um momento de muitas dificuldades e foi neste contexto que no dia 22 de setembro de 2015, pela primeira vez, desde a criação do Real, o dólar fechou o dia com valor superior a R$ 4, sendo que ele estava sendo vendido a R$ 4,054, valor este que representa um novo recorde, tendo em vista que o recorde anterior ocorreu no dia 10 de outubro do ano de 2002, ocasião em que a moeda norte-americana teve o fechamento da sua cotação em R$ 3,99.

O dólar ficou acima de 4 reais durante toda a sessão. A cotação máxima do dia ocorreu por volta das 14h30, momento no qual a moeda chegou a ser comercializada por R$ 4,061. Apenas neste mês de setembro a divisa acumula uma alta de 11,76%, já no ano de 2015 o percentual mensurado é de 52,47%.

O contrário do ocorrido no dia 21 em que o Banco Central realizou uma intervenção no mercado de câmbio, no dia 22, a instituição preferiu não intervir, sendo que o órgão apenas continuou com a renovação dos leilões de swaps cambiais, os quais correspondem à comercialização de dólares no mercado futuro.

Com a rolagem de US$ 6,74 bilhões de um lote que possui o total de US$ 9,46 bilhões, valor que corresponde a 71% do total, o Banco Central, até o presente momento, só está conseguindo fazer o adiamento do vencimento de contratos que foram leiloados nos meses anteriores.

Outro fator que também contribuiu sobremaneira para o aumento do dólar foi o atual cenário internacional. E como se não bastasse, ainda nesta terça-feira, os integrantes do Federal Reserve (FED), denominação do Banco Central dos Estados Unidos, já deixaram algumas pistas de que a instituição poderá aumentar os juros dos Estados Unidos até o final do ano, reajuste este que faz um pressionamento na cotação do dólar em todo o planeta.

Então, na atual conjuntura, as expectativas não serão das melhores nos próximos meses.

Por Adriano Oliveira

Dólar


A moeda norte-americana registrou na sexta-feira, dia 4 de setembro, sua maior cotação desde o mês de outubro de 2002. Vários fatores influenciaram para esta alta.

O dólar fechou a semana passada em R$ 3,86 ficando com a maior cotação desde o mês de outubro de 2002. A alta ficou acima dos 2,5% e um dos motivos continua sendo as incertezas no cenário político e econômico do Brasil.

Outro fator que contribuiu diretamente para a contínua elevação do dólar foram os dados sobre o mercado de trabalho americano, que apontam para uma alta nos juros ainda este ano e assim a maior economia do mundo, mais uma vez, contribui para o aumento do dólar aqui no Brasil.

No final desta última sexta-feira, dia 4, o dólar subiu 2,68%, chegando a R$ 3,8605 só perdendo para a cotação do dia 23 de outubro de 2002, pois nesta época a moeda americana estava custando R$ 3,915. Durante a semana, a alta do dólar foi de 7,68%.

Uma das dificuldades encontradas para controlar a alta do dólar é o fato do País estar com o cenário interno bastante bagunçado e a isto junto o mercado externo favorecendo a alta americana. O Brasil não está preparado para tal situação. A China dá sinais de queda e a economia dos Estados Unidos não para de melhorar.

Quando os negócios foram abertos na sexta-feira, até pensou em uma possível queda da moeda americana, mesmo que fosse uma redução mínima, afinal os indicadores estavam apontando que houve uma ligeira desaceleração no crescimento do número de vagas de emprego nos Estados Unidos, só que os dados dos meses de junho e julho indicaram um crescimento acima do esperado e o banco central americano, o Federal Reserve, optou pela elevação da taxa de juros ainda para este ano, atraindo assim um maior número de investidores e imediatamente foi constatada uma alta retirada de dólar do Brasil para serem investidos nos Estados Unidos, resultado na alta do dólar.

Só que o problema não está apenas no crescimento americano. O cenário brasileiro está um verdadeiro caos, político e econômico, sem perspectivas de melhora e os planos do Governo não conseguem convencer os investidos que a situação irá melhorar.

O brasileiro vai ter que conviver com a disparada da moeda americana por mais um bom tempo, até que nossa economia comece a dar sinais de melhora, só espera-se que isso não demore a acontecer.

Por Russel

Dólar


Projeto do Orçamento de 2016 prevê déficit de R$ 30,5 bilhões.

Foi entregue ao Congresso Nacional o projeto de Orçamento do ano de 2016. O grande destaque negativo é que a proposta apresenta nada menos que, pela primeira vez, gastos maiores que as receitas, ou seja, um déficit orçamentário. Portanto, a proposta inicial prevê um déficit de nada menos que R$ 30,5 bilhões. Com isso, o referido déficit representa 0,5% do PIB brasileiro, segundo destacou Nelson Barbosa, ministro do Planejamento.

Outro detalhe muito importante é que o mesmo documento prevê um crescimento de 0,2% da economia brasileira em 2016 acompanhada de inflação de 5,4% no ano. Também é por meio desta proposta que o Governo Federal propõe o aumento do salário mínimo de R$ 788 para R$ 865,50.

Além disso, o ministro Nelson Barbosa também ressaltou que o Governo Federal continuará em busca de medidas que possam melhorar a situação econômica do País em 2016. Portanto, segundo ele, a política econômica do aumento de tributos, bem como venda de participações acionárias devem ser mantidas para 2016 juntamente com novas estratégias.

Com isso, é esperado que passem por uma revisão os impostos sobre: smartphones, vinhos e destilados, além de outros produtos. Além disso, a expectativa é de que o Imposto Sobre Operações Financeiras, o IOF, e os impostos que incidem nas operações do BNDES também sejam revisados. O objetivo de tais revisões é o aumento das arrecadações em R$ 11,2 bilhões. É importante destacar que tais medidas devem se concretizar através de atos administrativos, bem como por meio do envio de Medida Provisória ao Congresso Nacional.

Além disso, é importante destacar que através da ampliação do processo de concessões e venda de imóveis juntamente com a melhora e aumento da cobrança da dívida ativa da União, é esperado que o Governo Federal receba R$ 37,3 bilhões em arrecadações.

Foi por meio do envio do projeto do orçamento de 2016 que o Governo Federal admitiu que a meta fiscal de 0,7% do PIB não será atingida. Vale ressaltar que a mesma havia sido fixada em julho de 2015. Tal meta que foi fixada em julho já era bastante inferior ao previsto em novembro de 2014: na ocasião o Governo divulgou a expectativa de um superávit primário de, pelo menos, 2% do PIB em 2016.

Por Bruno Henrique

Orçamento de 2016


Queda registrada foi de 3,13% em relação ao mesmo mês do ano passado. Foram mais de R$ 104 bilhões arrecadados.

A arrecadação de tributos para o Governo Federal caiu cerca de 3,13% no mês passado, se comparado aos dados de julho de 2014, segundo informações do site do jornal “Estado de Minas”. A reportagem menciona que o índice está ligado à desaceleração da economia. No total, foram mais de 104 bilhões de reais arrecadados pelo Governo.

De certa forma, por causa dessa queda, o Planalto deve anunciar que a meta de superávit primário chegará a 0,15% do PIB.  Reportagem de outro site ainda destaca que a inserção de mais tributos, por parte do Governo Federal, não foi suficiente para atingir a meta do superávit primário estabelecido.

Com a crise, houve recuo de arrecadação de cerca de R$ 12,579 milhões, segundo informações publicadas pelo o portal “RBS”. A reportagem ainda menciona que no contexto econômico atual, muitas empresas adotaram “postura defensiva” e, dessa forma, deixaram de pagar tributos. Os primeiros meses do ano tiveram arrecadação de R$ 712,07 bilhões.

Restituição do IR:

A Receita Federal disponibilizou nesta semana em sua página das informações sobre a restituição do IR. Os dados se referem ao terceiro lote. As informações podem ser consultadas no site www.receita.fazenda.gov.br/Aplicacoes/Atrjo/ConsRest/Atual.app/paginas/index.asp. Para acessar os dados, é importante informar o CPF e selecionar o ano-exercício, neste caso, trata-se de 2015. O contribuinte também pode ligar para o número 146 e obter mais informações sobre a restituição do imposto.

E para conferir se a declaração caiu na malha fina, a solução é acessar o site da Receita Federal (cav.receita.fazenda.gov.br/eCAC/publico/login.aspx), para saber se há inconsistência de dados ou erros eventuais. No caso de alguns erros a serem corrigidos, após a regularização dos dados, a pessoa tem o direito de receber a restituição, caso esteja enquadrado nesta modalidade.

A Receita ainda informou que o valor pago relacionado às restituições de 2015 podem chegar a cerca de R$ 2,1 bilhões. São mais de 1 milhão de contribuintes que receberão os valores para a restituição do IR.

Por Letícia Veloso

Arrecadação de tributos


Economia brasileira sofreu um impacto de R$ 142,6 bilhões em prejuízos em 2015 ocasionado pela operação Lava Jato. Isso significa em recuo de 2,5% do PIB brasileiro.

Uma notícia bastante desagradável para a economia brasileira surgiu na segunda semana de agosto: ao todo, os impactos de forma direta e indireta ocasionados pela Operação Lava Jato na economia brasileira podem chegar a R$ 142,6 bilhões em prejuízos no ano de 2015. Portanto, trata-se de um recuo de nada menos que2,5% do PIB brasileiro. Tal dado é referente ao estudo realizado pela GO Associados. Confira mais detalhes na continuação desta matéria.

Vale destacar que esse impacto negativo é ainda maior que o previsto em abril de 2015: R$ 87 bilhões. Além disso, o atual valor previsto para o impacto no PIB é uma revisão da previsão anterior que era de R$ 187,2 bilhões. O recuo para R$ 142,6 bilhões é resultado do novo plano de negócios adotado pela Petrobras, onde a estatal brasileira reduziu nada menos que em 37% o volume total de investimentos para o período de 2015 a 2019.

Apesar de a atual previsão apresentar uma baixa em relação aos R$ 187,2 bilhões previstos anteriormente, é importante destacar que o impacto de 2,5% no PIB será bastante negativo para nossa economia. Além disso, também é preciso ressaltar o atual momento político e econômico do país que também não é dos melhores.

A metodologia utilizada para o cálculo base é relativamente simples. A GO Associados buscou estimar os efeitos decorrentes da Operação Lava Jato em relação à redução dos investimentos da Petrobras, bem como do setor de construção de obras públicas. Com isso, as perdas foram contabilizadas nas perdas do valor bruto da produção, nos empregos e salários além dos impostos resultantes dos negócios envolvendo a estatal.

Com isso, a metodologia da GO Associados considerou os efeitos reais quando o assunto é corte de gastos da Petrobras levando em consideração o seu grupo de fornecedores. Outro detalhe importante no cálculo foi a retração dos investimentos das empresas líderes do setor da construção civil e que estão sendo investigadas na Lava Jato. Tal recuo é estimado em 30% segundo a GO Associados.

Portanto, a consultoria da GO Associados chegou a uma estimativa de recuo de R$ 22,4 bilhões quando o assunto é a massa salarial em 2015. Os impactos na arrecadação de impostas devem somar um recuo de R$ 9,4 bilhões. Já quando o assunto são empregos, é esperado que haja uma perda total de 1,9 milhão de empregos.

Por Bruno Henrique

Lava Jato


Nova meta do superávit primário para 2016 é de R$ 126,7 bilhões, ou seja, quase o dobro da que é prevista para 2015.

É fato que a economia brasileira passa por muitas dificuldades e o Poder Executivo está cada vez mais tomando medidas impopulares para conter a crise. Porém, saiba que 2015 não será o último ano de apertos. O Governo Federal anunciou recentemente a sua meta fiscal para 2016, que por sinal é quase o dobro daquela que é prevista para 2015 quando o assunto são valores nominais. Dessa forma, é preciso um grande trabalho por parte do executivo para manter as contas no saldo positivo. Com isso, a população deve sofrer bastante os impactos de tais medidas.

Segundo o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, essa ideia de meta do superávit primário que o Executivo tem em mente visa uma redução considerável da dívida publica bruta quando comparada ao PIB brasileiro. Além disso, ele informa que tal meta também tem um forte cunho social, pois a redução da dívida pública é um esforço importante e muito positivo.

A nova proposta da Lei de Diretrizes Orçamentárias para o ano de 2016, a meta do superávit primário, passa a ser de R$ 126,7 bilhões. Vale ressaltar que a meta para 2015 é nada menos que R$ 66,3 bilhões. Levando em consideração a proporção do PIB brasileiro, a meta passa de 1,2% do PIB (2015) para 2% do PIB (2016).

A uma grande preocupação em todo o mercado, haja vista muitos especialistas duvidarem da possibilidade do governo conseguir alcançar a meta de 2015. Caso o governo não consiga alcançar o superávit primário de 2015 a proposta para 2016 não teria muita validade. Argumentando contra essa dúvida, Nelson Barbosa destacou que a economia brasileira está se recuperando e afirmou que acredita no crescimento do segundo semestre que será o impulso para alcançar a meta de 2015.

Segundo o ministro do Planejamento e sua equipe econômica, a apresentação da proposta para 2016 mostra que o ajuste fiscal é algo sério. Tal medida pode contribuir para a recuperação da confiança do mercado e consequentemente um maior crescimento no segundo semestre, concluiu o ministro.

Por Bruno Henrique

 

Meta fiscal para 2016


Intenção de empreendedores que pensam em contrair crédito caiu cerca de 8% em junho.

Os micro e pequenos empresários não estão tão interessados assim em obter crédito e a intenção de empreendedores que pensam em contrair crédito nos próximos 90 dias caiu cerca de 8% no mês de junho. Os números são apontados pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito, e também pelo CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.

O levantamento feito pelo SPC e CNDL mostra um cenário típico de um país em crise econômica como o Brasil, pois o pequeno empresário quase sempre sai em busca de crédito quando a economia vai bem e, no intuito de alavancar as vendas e fazer com que sua empresa cresça, busca recursos para a compra de material, equipamentos e até para melhorar a infraestrutura da empresa.

Mas diante de uma economia estagnada e a falta de perspectiva para que este quadro melhore, os pequenos empresários estão preferindo não se arriscar em arcar com um crédito agora e depois se encontrarem em situação complicada para conseguir manter o pagamento em dia.

Para termos uma ideia de como a situação está crítica, basta analisarmos este levantamento feito pelo SPC/CNDL. De acordo com o levantamento feito, o indicador chegou a apenas 16,36 pontos, sendo que, quando mais próximo estiver de 100, que é o máximo, maior é a intenção dos empresários de procurarem por crédito. Indicando apenas 16,36 pontos, o levantamento aponta que a grande maioria dos pequenos empresários não vai se arriscar agora, adquirindo um crédito que não vai lhe trazer os retornos esperados, já que a economia ainda não deu sinal de melhora.

A pesquisa realizada pelo SPC/CNDL ainda mostrou um dado preocupante, onde 34,25% dos empresários estão achando muito difícil ter crédito aprovado aqui no Brasil, ou seja, os poucos empresários que ainda resolvem investir e contribuir para a melhora da economia, acabam não conseguindo acesso ao crédito.

E o principal motivo para o não acesso ao crédito é a burocracia e as altas taxas de juros que dificultam a tomada de crédito e esta quando é feita, penaliza o pequeno empresário que paga caro pelo empréstimo realizado. Os empresários estão bem mais cautelosos e não querem saber de assumir compromissos a longo prazo, já que, apesar do Governo dizer que não, 2016 promete ser um ano muito difícil.

Por Russel

Intenção de crédito


Alta foi de 1,83% com o valor passando de R$ 2,49 trilhões.

Uma notícia bastante desagradável para a economia brasileira foi divulgada pela Secretaria do Tesouro Nacional: a dívida pública federal do Brasil registrou aumento percentual de 1,83%. O dado aqui divulgado é referente ao mês de maio. Com isso, em maio de 2015 a dívida pública federal do país passou para R$ 2,49 trilhões. Vale destacar que esse valor é resultado da soma dos endividamentos interno e externo do poder público.

É importante ressaltar que a dívida em abril de 2015 era de R$ 2,45 trilhões. Além disso, saiba que esse aumento é resultado direito da emissão líquida, ou seja, o governo acabou emitindo mais dívidas do que pagou, portanto, o balanço de maio acabou negativo para nossa dívida. Além disso, outro vilão que contribuiu para o aumento da dívida foi a apropriação de juros em relação ao estoque do endividamento do governo brasileiro.

Como já foi destacado acima, a emissão líquida da dívida contribuiu para o aumento de 1,83% no endividamento do governo brasileiro. O mês de maio registrou emissão total de R$ 86 bilhões quando o assunto são papéis de dívida. Em contrapartida, foram pagos R$ 72,98. Portanto, a emissão líquida acabou sendo de R$ 13,11 bilhões, que somada as despesas de juros resultou em um aumento da dívida de R$ 31,65 bilhões.

Outro detalhe que preocupa muitos especialistas é o cenário do endividamento público até o final de 2015. Vale destacar que a Secretaria do Tesouro Nacional já informou que a dívida pode chegar ao teto no final de 2015, R$ 2,6 trilhões. Caso o cenário se concretize, serão nada menos que R$ 305 bilhões a mais que o ano de 2014.

Além disso, saiba que em 2015 o governo prevê os vencimentos de títulos públicos somando R$ 571 bilhões, enquanto que os encargos da dívida devem totalizar R$ 63 bilhões. Porém, o governo federal já destacou que prevê a utilização de R$ 147,1 bilhões em forma de recursos orçamentários que devem pagar os vencimentos referentes a 2015.

Por Bruno Henrique

Dívida pública federal


Saldo do fluxo cambial ficou positivo em cerca de US$ 13,1 bilhões em abril de 2015. Esse fato ocorreu pela melhora na economia internacional, pela certa acomodação do dólar e proximidade ou fim do ciclo de juros elevados realizado pelo Bacen.

Depois de passarmos por momentos onde a  moeda norte-americana estava sendo muito valorizada nos últimos meses,  onde  chegou a ser  cotada  em R$ 3,30, abril fechou com fluxo cambial positivo.

De  acordo com o fluxo cambial a entrada e saída de dólar do país fechou abril positivo em cerca de 13,1 bilhões de  dólares.

Essa é a maior entrada líquida  no país desde  julho de  2011, quando  a  entrada  chegou em 15,825 bilhões de  dólares.

A notícia foi dada pelo Banco Central (BC), onde revelou que o acúmulo do ano, ou seja, o saldo está em 17,87 bilhões de dólares.

De acordo com o Banco Central, o fluxo positivo se deve a  entrada de dólares no país ser maior do que a saída.

Esse saldo é composto por resultados das transações dos segmentos financeiros tais como os investimentos de  títulos, remessas de lucros, dividendos ao exterior  e os investimentos estrangeiros diretos, e também  as transações no segmento  comercial como operações de câmbio relacionadas à  exportação  e à importação.

Os saldos nos segmentos financeiros fecharam positivos em 9,995 bilhões de dólares e no comercial fechou em 3,112 bilhões, respectivamente.

De acordo com os economistas, essa melhora se deve a uma boa evolução da economia internacional, e também a certa acomodação do dólar, bem como a proximidade ou o fim do ciclo de juros elevados realizados pelo Banco Central desde outubro de 2014.

O Banco Central ainda informou que o fluxo cambial do ano de 2015 ficou negativo apenas no mês de fevereiro, enquanto os meses de  janeiro, março e  abril ficaram positivos.

Agora é ver como a economia se comporta nos meses  seguintes, e  torcer  para que o fluxo cambial continue em alta com a  entrada  de  dólares no  país, pois de  momento parece que o dólar está dando uma  recuada. Acredita-se que este  seja o momento oportuno para que tenhamos novamente alta nas  transações financeiras e comerciais durante o mês de maio. 

Por André Escobar

Fluxo cambial

Foto: Divulgação





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