Superávit registrado foi de US$ 1,02 bilhão nos primeiros dias de outubro. Isso se deve mais pela queda nas importações do que com o aumento das exportações.

Novamente a economia brasileira volta a ser o centro das atenções. Além das já esperadas novidades (nem sempre agradáveis) o que tem dominado o noticiário econômico é justamente o superávit da balança comercial brasileira. Isso porque apenas nos 11 primeiros dias do mês de outubro foi registrada a marca de US$ 1,02 bilhão. As informações foram divulgadas recentemente por meio do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). O resultado positivo apontado, mais uma vez, tem mais ligação com a queda nas importações do que relação com o aumento das exportações.

De acordo com a pasta no que diz respeito ao acumulado relacionado as duas primeiras semanas do mês corrente, as exportações chegaram a registrar um alta sensível de 0,2% e isso quando comparado com o mesmo período de 2014. O MDIC afirma que esse resultado chega devido ao aumento nas vendas dos chamados produtos básicos – faixa de 8,2% – entre os quais estão milho, minério de cobre e soja em grão.

Na outra ponta vamos encontrar a venda de manufaturados e semimanufaturados que obtiveram um desempenho negativo. Neste caso, o retrocesso foi de 3,4% e 9,6% na mesma ordem citada.

Na parcial do mês de outubro as importações apontaram para uma queda de 23,2% em relação ao mesmo período de 2014. Algodão, borracha, equipamentos elétricos e eletrônicos, siderúrgicos, filamentos e fibras sintéticas artificiais, papel e aeronaves estão entre os itens que tiveram uma redução nas importações.

No acumulado de 2015 a balança comercial do Brasil vem registrando um superávit de US$ 11,27 bilhões.  É interessante lembrar que em 2014 nesse mesmo período, estava sendo apurado um déficit de US$ 601 bilhões. Sobre as exportações a parcial de 2015 mostra uma soma de US$ 150,08 bilhões. Já as importações atingem uma soma de US$ 138,8 bilhões (cerca de US$ 715 milhões a cada dia útil), queda significativa de 22,5% em comparação com o mesmo período de 2014.

Por Denisson Soares

 

Balança comercial


Moeda norte-americana encerrou o dia em R$ 4,0591, sendo uma cotação histórica.

Impressionantemente a notícia mais comentada do momento chegou ao Brasil como um gol de bicicleta no ângulo, o dólar no dia 29 de setembro fez com que muitos brasileiros ficassem preocupados com a economia do país, pois a moeda americana subiu muito, encerrando o dia em R$ 4,0591.

O Governo, de olho em toda a situação, no momento tem como meta reequilibrar as contas públicas de forma inteligente e rápida, isso para evitar que o Brasil fique com má fama.

A cotação é a maior da história, nunca vista anteriormente. Muitos comerciantes, empregados e empregadores ficam balançados com a situação e comentam que depois desta situação, pode-se esperar qualquer coisa nos próximos noticiários.

O atual comentário, que com maior frequência está sendo dito no momento, é que agentes do mercado estariam testando a capacidade de atuação do Banco Central, a notícia presente nos diz que na quinta-feira a moeda mais valiosa do momento chegou a renovar o recorde intradia, a aproximadamente R$ 4,24,porém a operação de avanço simplesmente ficou completamente anulada depois do BC elevar as suas intervenções no mercado de câmbio.

Além de tudo isso o resultado fiscal do mês de agosto superou o seu padrão comum e muita coisa mudou surpreendendo o povo brasileiro. As cotações ao longo do dia mostram como o dólar ficou no topo, e oscilando por várias vezes, porém não saindo do nível atual de R$ 4.

Muitas pessoas comentam se existe um lado bom nessa história toda, e sim existe, na verdade a alta do dólar acaba sendo bom para as exportações e o turismo nacional é um ponto pouco abordado devido à situação econômica estar sendo alvo de grande preocupação.

O economista Gesner Oliveira afirma que entre perdedores e vencedores a alta do dólar não é uma arma fatal contra a economia brasileira, pelo contrário, isso ajuda e muito o estado crítico momentâneo da economia do país. Afirma também que é muito importante melhorar o consumo e a balança comercial brasileira. As empresas exportadoras comemoram o momento, pois agora é uma boa hora para faturar um lucro maior.

Por Cristiano Moreno Nascimento

Dólar


As agências de avaliação de risco são importantes para o Brasil, pois anunciam aos credores internacionais o quanto o país é mau pagador.

Como consequência de adiamentos para anunciar o pacote fiscal que visa reequilibrar a economia brasileira, o país acabou sendo rebaixado por duas agências de classificação de risco. Mas você sabe por que as avaliações das agências são tão importantes para o Brasil?

Trocando em miúdos, é como se a agência anunciasse aos possíveis credores internacionais que o Brasil é um possível mau pagador, que sua situação financeira está complicada e que investimentos no país são arriscados. E nada pior para o Brasil do que ficar com fama de mau pagador logo em uma época de crise, onde a ajuda internacional poderia ser uma solução para diminuir o sufoco, não é mesmo?

No mundo existem três importantes agências de avaliação de risco: A Standard & Poor’s, a Moody’s e Fitch, que juntas dominam quase 90% do mercado especulativo. O Brasil já foi rebaixado por duas delas (S&P e Moody’s), o que pode complicar a situação financeira do país.

Isso se explica porque há investidores que só podem colocar dinheiro em países com etiqueta de grau de investimento, e se o país acaba de perder a sua em duas importantes agências, o número de investidores diminui consideravelmente. E o Brasil tem que pagar mais caro para conseguir crédito no exterior, sujeitando-se a juros mais altos dos investidores. E quem pagaria a conta?

Acertou se pensou nós. Isso mesmo! O resultado do rebaixamento é a queda de investimento no país, e juros bem mais altos dos possíveis credores e quem paga essa conta somos nós cidadãos, com alta de impostos, juros e corte de gastos.

Outro aspecto negativo do rebaixamento do país é que como consequência suas grandes empresas também são rebaixadas, tendo a mesma dificuldade do país para conseguir investidores.

O governo está tentando a passos lentos retomar as rédeas da economia do Brasil. Talvez, se as medidas fiscais anunciadas semanas atrás, fossem anunciadas no começo do ano, onde percebeu-se a crise, o país já estaria a caminho de solucionar seus problemas econômicos e possivelmente não teríamos esse rebaixamento da nota de crédito.

Os esforços agora são para evitar um segundo rebaixamento, o que complicaria ainda mais a situação brasileira. Para tentar evitar o fato, o governo tenta apertar ainda mais os gastos e ressuscitar a CPMF, como forma de arrecadação para o pagamento da dívida e para convencer as agências de que algo está sendo feito, que o lado fiscal do país não está estacionado.

Por Patrícia Generoso

Avaliação de risco


Há pouco mais de 1 mês as previsões indicavam o câmbio à vista em R$ 3,50, mas nova estimativa aponta o valor de R$ 3,95

O mercado financeiro brasileiro está em uma fase de ser quase que impossível prever o que pode vir pela frente. Apenas no ano de 2015 a alta quase bateu nos 50% e junto com isso temos as projeções em relação a moeda americana que andam crescendo de forma descomunal segundo informações divulgadas recentemente pelo Relatório de Mercado Focus. E como bem se sabe as expectativas deixaram de ser esperançosas há muito tempo. Ainda para 2015 não haverá nada de novo: a cotação atual considerando o câmbio à vista continua com as projeções puxadas para baixo.

E como diz o velho ditado “notícia ruim quando é pouca é milagre”  tem mais coisa pela frente. De acordo com o documento revisado e atualizado pelo Banco Central nesta última segunda, 28, as notícias são desanimadoras: a média das estimativas levantadas até então mudaram novamente. O avanço agora passou de R$ 3,86 para R$ 3,95. É interessante observarmos que há pouco mais de um mês as pesquisas apontavam R$ 3,50.

Voltando aos dados da pesquisa feita pela Focus temos outra informação relevante: no decorrer do ano a cotação média também sofreu diversas alterações. Para relembrar passou de R$ 3,98 para R$ 3,39 e há apenas quatro semanas marcava R$ 3,23.

Um ponto crucial levantado pela Focus é o fato de que para 2016 a mediana para o câmbio (em relação ao final do período) ficou estabilizada (ao menos por enquanto) na faixa dos R$ 4,00.

Curiosamente e meio que para comprovar a gravidade da situação já faziam quatro edições nas quais a Focus apontava uma taxa que não ultrapassa os R$ 3,60.

Em 2016 as alterações sobre a cotação média se devem principalmente a um ajuste que, neste caso, saiu dos R$ 3,91 para os R$ 3,96. E isso considerando que a cotação há quatro semanas estava em R$ 3,56.

E para quem acha que isso já acabou, tem muito mais. Os analistas do mercado que mantinham as esperanças que a redução da Selic aconteceria em abril de 2016 já esticaram esse “prazo” para junho do mesmo ano. Espera-se que nesse período a taxa caia de 14,25% para 13,25%.

Por Denisson Soares

Câmbio


Valor do dólar atingiu seu recorde desde a criação do Real, fechando o dia 22 de setembro de 2015 em R$ 4,054. Neste ano de 2015, o percentual de alta da moeda norte-americana já acumula 52,47%.

É  de conhecimento geral que a economia brasileira está passando por um momento de muitas dificuldades e foi neste contexto que no dia 22 de setembro de 2015, pela primeira vez, desde a criação do Real, o dólar fechou o dia com valor superior a R$ 4, sendo que ele estava sendo vendido a R$ 4,054, valor este que representa um novo recorde, tendo em vista que o recorde anterior ocorreu no dia 10 de outubro do ano de 2002, ocasião em que a moeda norte-americana teve o fechamento da sua cotação em R$ 3,99.

O dólar ficou acima de 4 reais durante toda a sessão. A cotação máxima do dia ocorreu por volta das 14h30, momento no qual a moeda chegou a ser comercializada por R$ 4,061. Apenas neste mês de setembro a divisa acumula uma alta de 11,76%, já no ano de 2015 o percentual mensurado é de 52,47%.

O contrário do ocorrido no dia 21 em que o Banco Central realizou uma intervenção no mercado de câmbio, no dia 22, a instituição preferiu não intervir, sendo que o órgão apenas continuou com a renovação dos leilões de swaps cambiais, os quais correspondem à comercialização de dólares no mercado futuro.

Com a rolagem de US$ 6,74 bilhões de um lote que possui o total de US$ 9,46 bilhões, valor que corresponde a 71% do total, o Banco Central, até o presente momento, só está conseguindo fazer o adiamento do vencimento de contratos que foram leiloados nos meses anteriores.

Outro fator que também contribuiu sobremaneira para o aumento do dólar foi o atual cenário internacional. E como se não bastasse, ainda nesta terça-feira, os integrantes do Federal Reserve (FED), denominação do Banco Central dos Estados Unidos, já deixaram algumas pistas de que a instituição poderá aumentar os juros dos Estados Unidos até o final do ano, reajuste este que faz um pressionamento na cotação do dólar em todo o planeta.

Então, na atual conjuntura, as expectativas não serão das melhores nos próximos meses.

Por Adriano Oliveira

Dólar


Governo anunciou que vai cortar gastos e aumentar as receitas vindas de impostos e isso impactou na Bovespa do dia 14 de setembro, que encerrou o dia em alta.

Foi divulgado na última segunda-feira, dia 14 de setembro, que a Bovespa conseguiu fechar em alta, depois que foi anunciado o corte de gastos com relação ao Governo e ao mesmo tempo o aumento com relação às receitas provenientes dos impostos, que por sinal são direcionados para cobrir uma parte do déficit do orçamento do próximo ano (2016).

O que significa todas essas informações acima mencionadas?

Significa que as principais mudanças nessa regra são o corte de gastos que chegou à marca de R$ 64,9 bilhões, além de um aumento de receita, mas em outro ponto (menos favorável) temos situações muito preocupantes, pois para o ano de 2016 vai ocorrer a suspensão de concursos públicos e também o funcionalismo público vai ter o reajuste salarial de inúmeros profissionais adiado.

A Bovespa está em alta, mas outros mercados enfrentam uma situação oposta como as bolsas da Europa que ficaram em queda, deixando muitos profissionais do mercado financeiro em posição de alerta e também de olho na expectativa do primeiro aumento com relação aos juros justamente dos EUA nessa última década.

Com tudo isso acontecendo temos ainda no território brasileiro as expectativas com relação às ações de importantes empresas que uma hora estão em alta e em outros momentos essas mesmas ações chegam a registrar uma baixa como, por exemplo, a Petrobras, famosa nos últimos meses por problemas como a investigação da Operação Lava Jato. No dia 14 havia poucas chances de ocorrer alguma alteração na sua situação perante o mercado financeiro, mas ela conseguiu fechar em alta.

A Vale do Rio Doce, a CSN, a Gerdau e ainda a Usiminas são alguns exemplos de empresa que sofreram queda, enquanto que empresas como o Banco do Brasil, o Itaú Unibanco e o Banco Bradesco conseguiram ter uma valorização nas suas ações e acabaram chegando a cifras com altas que vão de 4% até quase 6%.

Por Fernanda de Godoi

Bovespa


Após perder o grau de investimento, as ações da Petrobras registraram queda, atingindo o menor valor de 2015.

O atual momento da Petrobras, uma das mais importantes estatais brasileiras, é bastante grave. Apenas um dia após o rebaixamento da Petrobras por parte da Standard & Poor’s, o que resultou na perda de seu grau de investimento, a empresa viu suas ações despencarem e atingirem o menor valor de 2015. Com isso, os números da empresa voltaram ao patamar 2003, um dos menores da história. Porém, é importante destacar que não foi apenas o rebaixamento que causou a queda de mais de 4% nas ações da Petrobras. Outros fatores como, por exemplo, o recuo na cotação internacional do petróleo juntamente com a forte valorização do dólar também influenciaram a queda das ações da empresa brasileira. É importante destacar que uma boa parte da dívida da empresa é denominada no dólar.

Como citado acima, o recuo no preço do petróleo tem sido um dos vilões contra os números da Petrobras, bem como de companhias petrolíferas em todo o mundo. A matéria do tipo Brent já registra recuo de 1,15% o barril.

Com isso, as ações preferenciais da Petrobras, que não possuem direito a voto, despencaram para 3,89% ao chegar a R$ 7,66, o que significa o menor valor desde 30 de setembro de 2003 quando foi registrado R$ 7,58. Já as ações ordinárias, aqueles que possuem direito a voto, sofreram recuo de 5,37% passando a R$ 8,81.

Além disso, é importante destacar que o recuo em ações das empresas brasileiras não foi exclusividade da Petrobras. A Vale, por exemplo, operou em saldo negativo. Ações do tipo PNs sofreram recuo de 2,06% enquanto que as Nos registraram baixa de 2,46%. O setor bancário também não escapou dos resultados negativos, haja vista a perda de 2,67% dos papeis preferenciais do Banco do Brasil.

Após isso, o grande desafio para o Governo Federal será tentar evitar que a Fitch e a Moody’s, agências de classificação de risco, também rebaixem a nota do Brasil. O grande risco no momento fica por conta da Moody’s, pois a nota do Brasil se encontra a um nível acima do grau especulativo.

Por Bruno Henrique

Queda das ações da Petrobras


Agência Standard & Poor?s rebaixou 13 instituições financeiras, retirando o selo de bom pagador de 11 delas.

A situação econômica do país está se agravando cada vez mais. Com isso, algumas empresas, responsáveis por avaliar o grau de investimento do país e de suas empresas estão cada vez mais desconfiadas. Primeiro, a agência Moody’s diminuiu a nota do Brasil, como bom pagador, e agora a Standard & Poor’s rebaixou a nota de 31 empresas brasileiras na última quinta-feira (dia 10). Dentre as empresas que tiveram o rebaixamento, destaca-se a Petrobras. A agência também rebaixou outras 13 instituições financeiras, retirando o selo de bom pagador de 11 delas.

A ação é consequência do rebaixamento da nota de crédito do Brasil, pela agência Moody’s. O fato, que aconteceu na véspera, fez com que o Brasil fosse visto com desconfiança pela S&P. Isso, porém, não quer dizer que as empresas estejam em crise, mas somente sob desconfiança, pelo cenário ruim de nossa economia.

7 das 31 companhias conseguiram manter o seu grau de investimento, porque segundo a S&P, existe uma distância máxima que estas empresas conseguem manter, com relação ao rating do país. Dentre as empresas que conseguiram manter seu grau estão Ambev, Globo e Votorantim.

Petrobras:

A estatal foi rebaixada em dois níveis: de BBB-, para BB, com perspectiva ainda de poder ser rebaixada novamente. A S&P, disse que a perspectiva de um novo rebaixamento da Petrobras deve-se à situação econômica e política do Brasil.

A S&P disse que continuará avaliando a qualidade de crédito das empresas brasileiras baseada na qualidade do crédito soberano do Brasil e das perspectivas econômicas do país.

A agência acredita que para sair da crise, o Brasil tem que mostrar um comprometimento sólido e consistente. Somente assim poderá reverter sua situação econômica pessimista e voltar a ter um bom grau de investimento.

A Petrobras por sua vez, em comunicado à imprensa afirmou que a financiabilidade de seus projetos deste ano foi alcançada com a ajuda de financiamentos de instituições financeiras do próprio país e do exterior e esclareceu que acredita que seus financiamentos não possuem relação com o rating das agências, que não possui nenhuma cláusula ligando-a a estas. Dessa forma, acredita que seu rebaixamento não alterará os seus contratos vigentes.

Por Patrícia Generoso

Moedas


Com a notícia do Brasil ter sua nota de crédito rebaixada, o dólar disparou e chegou a R$ 3,90 no dia 10 de setembro.

Assim que a agência de risco Standard & Poor's mudou a classificação do Brasil, tirando do país o selo de "bom pagador", como era de se esperar, o dólar disparou e foi acima dos R$ 3,90 sendo preciso que o Banco Central anunciasse leilões da moeda americana para que a alta fosse contida e não ultrapassasse os R$ 4,00.

Outro fator que ajudou a segurar o dólar foi o fato de que uma outra agência de risco, a Fitch, deu sinais de que irá manter, pelo menos por enquanto, o mesmo grau de investimento no Brasil.

Logo que o dia começou (10/09), a moeda americana teve a maior alta desde outubro de 2002, aumentando 3,1% e chegando a R$ 3,9173. Ainda na parte da manhã o Dólar teve uma pequena queda e por volta das 11h estava em R$ 3,85, mas no período da tarde começou a subir novamente, depois teve uma queda chegando a R$ 3,83 e pouco depois das 16h estava a R$ 3,8603.

Nesta semana, o dólar teve uma queda acumulada de 0,26% só que se levarmos em consideração o ano de 2015 a valorização já chega a 44,82% e no mês de setembro a valorização já chega a 6,16%.

Um fator que tem contribuído para a valorização do dólar comercial é justamente o dólar turismo que tem sido vendido nas casas de câmbio por valores bem elevados. O dólar turismo nesta quinta-feira (10) chegou bem perto de R$ 4,30.

E o futuro favorece a alta do dólar, basta levar em consideração o conjunto de fatores que tendem a fazer com que isso aconteça, entre eles os problemas interno do Brasil tanto no que diz respeito à política como também a economia, além da valorização do dólar no mercado estrangeiro.

Tem ainda a questão da reação do mercado diante da ação tomada pela S&P e ainda a entrevista de Joaquim Levy, ministro da Fazenda, que não trouxe nada de concreto para o mercado e só deixou ainda mais claro o quanto o Governo está despreparado para resolver os problemas que tem enfrentado.

Por Russel

Dólar


Inflação já ultrapassou o teto da meta neste ano, e em 2016 a previsão é de que chegue a 5,4%.

O IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor – já ultrapassou o teto da meta que era de 6,5% para este ano de 2015, agora já tem previsão de alcançar 5,4% em 2016, de acordo com os dados disponíveis na proposta enviada pelo Governo, sobre o Orçamento para 2016, que já foi enviado na última segunda-feira, dia 31 de agosto, para o Congresso Nacional.

De acordo com a equipe econômica do Governo, os trabalhos estão sendo feitos baseados nas estimativas do mercado e nos indicadores da economia, como, por exemplo, o PIB – Produto Interno Bruto. Desta forma, a equipe espera conseguir maior credibilidade. E o Banco Central tenta controlar os juros, para que eles fiquem dentro das metas antes estipuladas e, para isso, vem utilizando o sistema de metas de inflação.

Tanto para este ano, como também para o ano que vem, a meta da inflação é de 4,5%, só que o IPCA, que é referência, acaba oscilando e tem um limite de tolerância que vai de 2,5% e 6,5% e, por isso, a meta estipulada acaba não sendo descumprida, pelo menos de maneira formal, mas na realidade, o que pode-se ver é que a inflação vai superar sim, pelo menos o centro da meta, já que em 2016 poderá alcançar 5,4%.

A previsão do Banco Central para 2016 é que o centro da meta para o IPCA fique em 4,5%, mas a previsão do Governo ficou bem acima deste centro da meta e para o Governo a previsão para o ano que vem é de 5,4% para o IPCA e é a meta que consta no Orçamento.  

O Banco Central vem subindo os juros básicos da economia como forma de alcançar a meta central da previsão e por 7 vezes seguidas subiu os juros que foram para 14,25% ao ano, sendo este o maior patamar já alcançado nos últimos 9 anos.

Só que, deixando o crédito e o investimento mais caros, os juros ficam elevados e isso prejudica não só a economia brasileira como também o mercado de trabalho que não consegue gerar tantos empregos como gostaria.

Por Russel

Inflação


Valor do dólar turismo atingiu a cifra de R$ 3,94 em diversas casa de câmbio no dia 6 de agosto, , ficando acima até mesmo do valor do Euro em várias agências.

A alta do dólar já bateu todos os recordes dos últimos 12 anos e nesta quinta-feira (06), ultrapassou os R$ 3,57 o que só fez aumentar ainda mais a preocupação com a atual situação econômica do Brasil.

É a 6ª vez que o dólar avança em sessão seguida, chegando a subir 1,39% e quando chegou a ser cotada a R$ 3,5374 chegou ao maior patamar, algo que não acontecia desde 2003.

E a esta alta do dólar logo refletiu na cotação de todas as casas de câmbio pelo Brasil que trabalham com a comercialização do dólar turismo, que é em um valor sempre maior do que a moeda americana no câmbio comercial.

O dólar turismo é mais caro que o comercial porque é a moeda utilizada pelos brasileiros interessados em fazer compras no exterior, ainda que seja através das importações de produtos. O dólar comercial é mais utilizado pelos bancos e empresas em transações no mercado de câmbio, transferências financeiras, etc.

O Banco Central informou que a taxa de câmbio varia de acordo com vários fatores, por exemplo, a natureza da operação que será realizada, a forma como a moeda estrangeira é entregue e vários outros fatores, podendo ser citados o valor referente a operação, o cliente e até mesmo o prazo de liquidação.
E aí está a diferença dos valores, pois os consumidores compram muito menos que as empresas e os bancos, sendo assim, os custos consequentemente serão bem maiores.

Nesta quinta-feira, o câmbio turismo chegou a R$ 3,94 em diversas casas de câmbio, ficando acima até mesmo do valor do Euro em várias agências. Nas agências de câmbio do Bradesco o valor foi constatado no decorrer do dia.

A corretora Cotação esteve com o dólar em nota com o valor de R$ 3,74 e no fechamento subiu ainda mais, indo para R$ 3,76. E para o crédito no cartão pré-pago o valor era de R$ 3,92 no período da manhã, fechando a R$ 3,94.

A Ultramar Viagens cobrou R$ 3,88 pela moeda americana no cartão e R$ 3,65 em espécie, já com o IOF. Nas agências de câmbio do Banco do Brasil, o dólar ficou em R$ 3,83 no cartão e R$ 3,64 em espécie.

Por Russel

Dólar turismo


Taxa básica de juros aumentou ainda mais e a previsão é que ocorra mais um aumento nesta semana.

Os juros básicos no Brasil tiveram uma alta, indo de 13,75% para 14,25% ao ano e os aumentos não param por aí, pois até esta semana poderá ser anunciado mais um aumento, de pelo menos mais 0,50 ponto percentual, conforme informou o COPOM – Comitê de Política Monetária.

Já foram 7 elevações da taxa Selic, fazendo com que ela atingisse seu maior patamar desde julho de 2006, quando chegou a 14,75% ao ano. Se o COPOM anunciar na próxima semana, um aumento na taxa básica de juros de mais 0,50%, a taxa vai igualar à de 2006.

O COPOM, além de anunciar que os juros básicos da economia ainda podem subir mais um pouco nesta semana, também informou que este deverá ser o cenário para os próximos meses, não havendo nenhuma perspectiva de redução nos juros básicos, pelo menos até o próximo ano. Para o comitê, a manutenção da taxa básica de juros neste patamar por um período prolongado é necessária para que até o final de 2016 a inflação possa ser decretada como totalmente controlada.

Agora, tendo que conviver com uma alta nos juros, o Banco Central vem tendo muito trabalho para conseguir controlar o crédito e também o consumo, no intuito de conseguir segurar a inflação que este ano tem se mostrado como uma das mais difíceis de serem controladas.

O lado ruim de toda esta história é que aumentando os juros, o país vai registrar um baixo nível de atividade econômica, assim como poderá aumentar o número de demissões.

Para os economistas mais experientes, os juros deverão chegar ao final de 2015 a 14,25% ao ano e já a partir do início do próximo ano, deverão começar a cair lentamente, até mesmo para que o mercado possa ser analisado com mais calma e vá se adaptando aos juros mais baixos sem nenhuma surpresa que venha a comprometer novamente o controle da inflação.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB encolheu 0,2% e o desemprego em junho avançou para 6,9%. Os juros altos atrapalham novos investimentos e este quadro poderá agravar ainda mais, levando o país até mesmo a uma recessão.

Por Russel

Selic


De acordo com os bancos, o PIB brasileiro deverá ser ainda menor e em 2016 haverá recessão.

O impacto na economia brasileira deverá ser maior do que o previsto. De acordo com as estimativas de consultorias e bancos, o PIB nacional está piorando ainda mais nas últimas semanas. Há um grande risco de que em 2016 o país também esteja mergulhado em uma recessão econômica. Sendo assim, a recuperação da economia brasileira está longe de se acontecer.   

Tais estimativas negativas contrariam a projeção inicial da equipe econômica. O governo esperava que, com o ajuste na política monetária e fiscal, a economia se recuperasse no fim deste ano ou no início de 2016. No entanto, não é isso que os analistas estão projetando. A deterioração econômica esperada para o próximo ano está acompanhada de um cenário ainda mais adverso para 2015. Os bancos privados, Bradesco e Itaú, nos últimos dias, projetaram um tom de piora nas expectativas para este biênio.   

O Itaú modificou sua projeção de recessão para este ano, saltando de -1,7% para -2,2%, índice bastante preocupante. Já para 2016, o banco privado passou a ter uma estimativa de contração de 0,2%, ante previsão anterior de crescimento em 0,3%. Um relatório da instituição informou que "uma recuperação moderada ao longo de 2016 não deve ser suficiente para compensar a queda já ocorrida na atividade no crescimento médio do próximo ano".  

 Já o Bradesco indica que a economia brasileira deverá apresentar um índice de -1,8% em 2015 e, para o próximo ano, o Produto Interno Bruto deverá ficar estagnado. Segundo o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, "o ano de 2016 herdará um carrego estatístico muito negativo que virá de 2015".  

O banco Santander também fez sua projeção. De acordo com as estimativas do banco, o PIB deverá sofrer uma contração de 1,5% neste ano, e se manterá estagnado em 2016, ante uma previsão de crescimento em 0,5%.   

O principal motivo para piorar as previsões, está relacionado à maioria dos setores que não tem apresentado sinais de recuperação. A desaceleração neste ano também está afetando o mercado de trabalho, onde milhares de vagas de trabalho estão sendo reduzidas nos grandes centros. Isso dificulta a saída do país da recessão.   

A turbulência política também colabora negativamente para o quadro econômico. A presidente Dilma Rousseff tem tido grandes dificuldades para conseguir negociar medidas de ajuste com o Congresso. Além disso, há os efeitos da Operação Lava Jato e as "pedaladas fiscais" no TCU. Sendo assim, o governo terá de encontrar meios eficientes e conseguir aprová-los para que o Brasil possa voltar a respirar ainda em 2016.

Por William Nascimento

PIB


Previsão da inflação sofreu novamente uma alta para o ano de 2015, devendo atingir 9,04%. Para 2016, a previsão é de que chegue a 5,45%.

Diversas instituições financeiras já elevaram a projeção da inflação para este ano de 2015 a 9,04% e este aumento acontece pela 12ª semana, mostrando que as manobras do Governo para conter o aumento dos preços não estão surtindo resultados satisfatórios, pelo menos a curto prazo.

O IPCA – Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – subiu sua estimativa para cerca de 9% a 9,04%, sendo que há 4 semanas atrás, esta mesma projeção era de 8,46%.

A boa notícia é que para o próximo ano a estimativa já dá sinais de queda, sendo que para 2016, caiu de 5,50% para 5,45% e mesmo sendo uma queda bem pequena, já é motivo de comemoração não só pelo fato da estimativa para 2016 ser menor do que a deste ano como também por estar apontando queda na projeção realizada.

Para este ano até o Banco Central já projetou sua inflação, estimando que fique em  9% o que a deixará bem acima da meta que era de no máximo 6,5%. O centro desta meta, que é de 4,5%, de acordo com o Banco Central será atingido no decorrer de 2016.

O Copom – Comitê de Política Monetária – do Banco Central, mais uma vez utiliza o aumento da taxa básica de juros, a SELIC, para conseguir frear o aumento dos preços.

A SELIC já teve sua taxa elevada por 6 vezes consecutivas e mesmo assim continua sendo constatado pelo BC este ciclo de alta nos preços. Agora o Copom marcou uma reunião para os dias 28 e 29 de julho para ver o que deverá ser feito.

Hoje, o SELIC encontra-se em 13,75% ao ano e a expectativa é que esta taxa chegue, até o final de 2015, a 14,5%.

Para o final de 2015, a estimativa para o SELIC é que a taxa fique em 12,06% ao ano, sendo desconsiderados os extremos nas projeções.

Elevando a taxa da SELIC, o Banco Central espera conter a grande procura que é um dos principais motivos do aumento de preço.

Por Russel

Inflação


Previsões indicam que inflação e juros irão subir e PIB baixar em 2015.

Nesta semana, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) manteve as projeções relacionadas a uma nova alta dos juros básicos. Uma pesquisa realizada pelo órgão monetário brasileiro na semana passada, mostrou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, o IPCA 2015, sofreu alterações em sua previsão, passando de 8,37% para 8,39%. O órgão ouviu mais de 100 instituições.   

A inflação de 2015, se confirmada a pesquisa, atingirá o maior patamar desde 2003, quando a economia registrou uma inflação de 9,3%. Com isso em mente, os economistas do mercado ajustaram suas previsões para a inflação e o PIB neste ano. De acordo com eles, a forte alta do dólar e dos preços administrados, que compreende água, energia, telefonia, tarifas de ônibus, entre outros, pressionam significativamente os preços em 2015.

Impulsionada pelos ganhos reais de salários, a inflação de serviços também segue elevada.  Com base nos dados econômicos divulgados, os economistas reduziram suas previsões em relação ao PIB, na semana passada. Agora, eles acreditam que haverá um recuo de 1,27% na economia brasileira. Antes, a estimativa do mercado era de uma retração de 1,24%. O resultado é preocupante, visto que é o pior em 25 anos, quando o país obteve uma queda de 4,35% da soma de todos os bens e serviços. 

Para o próximo ano, a previsão do PIB também não é muito otimista. O mercado manteve sua estimativa em uma alta de apenas 1%.   

Semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, divulgou uma queda de 0,2% da economia brasileira no primeiro trimestre deste ano. Tal desempenho foi puxado pela negativa econômica nos setores de serviços e da indústria. Além disso, os recuos dos investimentos e do consumo das famílias impactaram no número.

A agropecuária foi o setor com melhor desempenho neste ano, o que evitou uma queda ainda maior do PIB.   

O mercado brasileiro conseguiu manter a previsão de que os juros avançarão para 13,75% ao ano ainda esta semana, quando o Copom se reunirá para a possível elevação da taxa. Para o final do ano, os economistas subiram a estimativa de 13,75% para 14% ao ano. Isso denota que o mercado financeiro espera que os juros continuem a subir após a reunião do Copom. A projeção para o próximo ano é que a taxa fique estável, em 12% ao ano

A variação da taxa básica de juros é o principal meio que o Banco Central utiliza para tentar conter as pressões da inflação. O órgão monetário tem de calibrar a taxa de juros para que consiga atingir objetivos pré-determinados. Com taxas elevadas, para a contribuição do controle de preços, há uma redução significativa no consumo e no crédito.

Por William Nascimento

Previsão da economia


Resultado negativo foi consequência direita do desempenho abaixo da média do setor de serviços e da indústria.

A economia brasileira continua em queda e registrando resultados negativos. O último deles foi justamente o recuo de 0,2% no primeiro trimestre de 2015 quando a comparação é feita com o último trimestre de 2014. Além disso, vale destacar que também foi registrado um recuo do consumo das famílias, bem como dos investimentos. Tal resultado foi consequência direita do desempenho abaixo da média do setor de serviços e da indústria. Os resultados aqui divulgados são dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

É importante ressaltar que quando a comparação é feita com o mesmo período em 2014 os resultados são ainda piores. Neste caso, o recuo registrado foi de 1,6% e o principal destaque foi a queda no consumo das famílias. Esse é um dos piores resultados desde o último trimestre de 2008. Vale ressaltar que em valores, a soma das riquezas produzidas no Brasil durante esse período foi de R$ 1,408 trilhão.

Como já foi destacado, um dos principais vilões para o recuo de 0,2% em nossa economia foi o setor de serviços. Tal setor registrou uma queda de nada menos que 0,7%. Além disso, é importante destacar que o setor de serviços representa mais de 60% do PIB do Brasil, por isso, um recuo nesta área representa perdas significativas para nossa economia. O recuo da indústria foi menor que o do setor de serviços, 0,3%. A boa notícia veio de setor da agropecuária, haja vista a alta de 4,7%.

Apesar dos resultados negativos, o recuo ainda está abaixo do que esperava o mercado financeiro. A previsão do IBC-Br, por exemplo, era de que o recuo da economia girava em torno de 0,81% no primeiro trimestre de 2015.

Um resultado negativo já era esperando, haja vista Joaquim Levy, ministro da Fazenda, ter afirmado que o início do ano seria complicado, pois seria marcado por um ajuste fiscal bastante forte.

Por Bruno Henrique

Economia brasileira

Foto: Divulgação





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