Saiba aqui o que levou as ações da Petrobrás a subirem de valor neste ano de 2016.

Em janeiro deste ano, a Petrobrás (PETR4) chegou a atingir as cotações ais baixas dos últimos 13 anos, com suas ações chegando a cair dos R$ 5,00. Porém, a empresa vem em franca recuperação no ano de 2016 e os valores dos papeis da PETR4 já triplicaram em relação aos baixos valores do começo do ano.

Na última segunda-feira, 5 de setembro, as ações da Petrobrás fecharam em R$ 13,83, o maior valor desde maio de 2015. Os números, porém, ainda ficam muito aquém do pico de maio de 2008, quando a empresa registrou o recorde nos valores de seus papeis, com as ações custando R$ 50,56.

De acordo com uma análise de Thiago Salomão, no InfoMoney, existem alguns motivos para essa forte retomada da petroleira no mercado nos último oito meses. Um deles foi o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Desde sua reeleição no final de 2014, o governo de Dilma ficou marcado por intervenções na Petrobrás e pelo congelamento dos preços da gasolina no país, com a finalidade de se conter a inflação. Desde as eleições, podia-se observar a cada notícia negativa em relação ao governo do PT, o mercado reagia positivamente e as ações da PETR4 subiam.

Mas, para o analista, o principal motivo não foi nem a conjuntura política do Brasil, mas sim a recuperação dos preços do petróleo no mercado mundial. O barril de petróleo, que chegou a custar US$ 27,88 em janeiro, hoje está custando por volta de US$ 45. Houve também uma mudança na gestão da empresa, estimulando a venda de ativos.

A expectativa é que o preço do petróleo continue crescendo, atingindo a marca de US$ 75 em 2019. Em julho e em agosto, o Santander, o Itaú BBA e o Bradesco BBI elevaram a recomendação para as ações da estatal. O UBS também elevou as recomendações e, comparando a Petrobrás a Fênix, que renasce das cinzas, prevê uma máxima de R$ 18,20 para as ações da PETR4.

Os números do primeiro balanço da empresa sob a tutela de Michel Temer agradaram ao mercado. No balanço do 2º trimestre de 2016, a Petrobrás registrou um lucro líquido de R$ 370 milhões, frente a um déficit de R$ 1,24 bilhão no 1º trimestre.

Renato Senna Maia





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