Setor de Saúde na Bolsa de Valores do Brasil 2021



Setor da saúde está em destaque na Bolsa de Valores brasileira.

O segmento da saúde começou a ganhar uma maior representatividade na bolsa de valores do Brasil a partir de dezembro de 2020, quando a Rede D’Or chegou à bolsa e duas grandes empresas, Hapvida e Intermédica, realizaram uma união. Possuindo um valor de mercado que supera os 100 bilhões de reais, essas duas empresas já estão entre as maiores da lista da bolsa.

Nas empresas listadas em relação ao valor de mercado na bolsa, esse é o top 15:

1° – Vale



2° – Petrobras

3° – Itaú Unibanco



4° – Ambev

5° – Bradesco

6° – WEB

7° – Magazine Luiza

8° – Santander

9° – Rede D’Or

10° – B3

11° – Notre Dame Intermédica + Hapvida

12° – Suzano

13° – Banco BTG Pactual

14° – Itaúsa

15° – Banco do Brasil

A Rede D’Or, que é a maior rede de hospitais privados do Brasil, já teve uma valorização de 25% desde dezembro. Chegando a um valor de mercado de 137,4 bilhões de reais, chega à nona maior posição na lista. E as empresas Hapvida e Intermédica unidas ocupam o décimo primeiro lugar com 115 bilhões de reais de valor de mercado.

Há mais de 20 anos as empresas do setor da saúde já chegavam à bolsa de valores, mas em geral envolviam-se aquisições e fusões que fechavam seu capital antes que um grande nome da saúde chegasse ao topo da lista. Junto à Rede D’Or e à Intermédica, que proporcionaram um cenário mais receptivo para empresas desse segmento, outras sete empresas já preparam ofertas públicas iniciais (as chamadas IPOs).

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Uma vez que essas empresas ganham mais visibilidade, a tendência é de que as operações da bolsa nesse segmento atraiam a atenção de outras organizações e cada vez mais o segmento entre nesse contexto.

Isso vem, também, da liberação de capital de fora do país para os hospitais, que ocorreu em 2015. Dessa forma, as empresas atraiam investimentos do exterior e agora devem optar pela bolsa de valores.

O setor da saúde tem um grande potencial e é muito grande. Fatores como inovações tecnológicas e o envelhecimento da população causam sérias transformações, e, no caso do Brasil, há condições que ainda favorecem mais o setor e promovem mais mudanças, como por exemplo o fato de que o SUS (Sistema Único de Saúde) não é capaz de atender toda a população brasileira, deixando boa parcela para a iniciativa privada.

Pensando num contexto global, a saúde se torna cada vez mais um setor atrativo por causa do envelhecimento da população mundial, algo que vem sendo observado no mundo todo e que demanda cada vez mais serviços de atendimento à saúde. Hoje, no Brasil, há 6 empresas que estão ligadas ao setor da saúde no Ibovespa, que juntas somam aproximadamente 6,5%. São elas a Fleury, Qualicorp, SulAmérica, Hypera, Hapvida, RaiaDrogasil e Intermédica. A Rede D’Or deve entrar na lista apenas no fim do ano – segundo regras da listagem -, provavelmente com um peso de cerca de 3%, totalizando algo próximo a 9% para o setor. Na Europa e nos Estados Unidos, o segmento da saúde representa um total que varia entre 19% e 17% da bolsa de valores, porcentagens que ainda estamos um longe de chegar.

Segundo especialistas, o fato de que companhias como a Hapvida, Intermédica e a Rede D’Or estejam muito habituadas a compras e fusões ajuda nessa falta de representatividade do segmento na bolsa, já que acaba tirando várias empresas da disputa através das compras.

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Esse grupo que chega agora à bolsa vem de private equities e famílias que vieram construindo empresas e visando o sucesso das grandes do setor, e agora devem buscar uma liquidez na bolsa de valores. Elas podem muito bem protagonizar o mercado ou passarem por uma onda de consolidação novamente.

Carolina de Almeida Rondelli

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