O que são e como gerar mapas de produtividade

Por enquanto o mapa de produção é a maneira mais eficiente de visualizar informações do terreno e avaliar as diferenças de produção dos talhões (pequena parte da lavoura). Apesar de já existirem alternativas, nenhuma delas chega ao nível de acurácia dos mapas, fazendo-os a melhor opção a ser aplicada por agricultores.

O mapa de produção é nada mais que um grupo de pontos que, através de variações de cores ou separações por isolinhas, mostra as diferenças de produção existentes entre os talhões. Cada um dos pontos representados no mapa representa um talhão e contém os seguintes dados: quantidade de grãos produzidos, tamanho da área (calculada através da largura da colhedora e distância percorrida) e posição do ponto no terreno. Reunindo todos esses dados de muitos pontos, já é possível visualizar um mapa. Com a tecnologia atual é comum utilizar entre 500 e 1300 pontos num mapa de produção.

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Antes de ver o mapa e começar a analisá-lo, é preciso obter os dados necessários. O processo exige a utilização de algumas tecnologias como sistema de DGPS, sensores e softwares. A localização de um ponto é definida através de informações coletadas pelo sistema de DGPS, que calcula a distância percorrida e posição da colhedora na lavoura. É ele que determina a latitude e longitude da colhedora. Para informações relacionadas aos grãos, utiliza-se um conjunto de sensores instalados em algumas partes da colhedora. As informações são coletadas em intervalos de tempo pré-definidos e armazenadas num sistema de coleta de dados. O operador da máquina define os intervalos de coleta e o tamanho da área do talhão, que pode variar entre 8 m2 e 20 m2.

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Outro fator importante do sistema de coleta de dados é o interruptor. Graças a ele os dados não são armazenados em tempo integral. Ele é configurado para ligar os sensores quando a plataforma abaixa e desligá-los quando a plataforma levanta. Os sensores são de dois tipos: os instalados de fábrica e os adquiridos de outros produtores. No primeiro caso, o sensor vem de fábrica na colhedora e não pode ser instalado em outros equipamentos. Já no segundo caso, produtores especializados fornecem os sensores. Eles podem ser instalados na maioria dos modelos de colhedoras disponíveis no mercado.

Por fim os dados passam por um software que gera o mapa de produção. O software sempre é incluído nos conjuntos disponíveis no mercado, mas eles variam em suas capacidades, podendo ir dos mais simples, que só geram mapas, até aqueles que produzem mapas de aplicação de insumos. 

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