Erros comuns nos mapas de produtividade



Apesar de muito eficientes, os meios para gerar dados utilizados em mapas de produtividade podem apresentar algumas falhas que merecem atenção. Muitas delas já são conhecidas pelos desenvolvedores de softwares para criação de mapas e podem ser corrigidos pelos programas. Há, porém, algumas falhas que necessitam ser identificadas e reparadas por operadores, tomando atitudes que possam adequar o desempenho, como calibrar os sensores e as colhedoras utilizadas, por exemplo.



Erros mais comuns

Um mapa de produtividade é feito por vários pontos montados num sistema cartesiano, cada ponto é delimitado por uma área de alguns metros quadrados. Para uma boa leitura dos pontos, eles são divididos em cores de acordo com sua produtividade. Também é possível dividi-los com isolinhas, que dividem as áreas com produtividades parecidas.

Para realizar ambos os tipos de mapas são utilizados sistemas de suavização, cujo objetivo é melhorar a leitura do mapa deixando em evidência os talhões de produção com valores diferentes. É nesse sistema de suavização que ocorrem alguns tipos comuns de erro ocasionados por limites mínimos e máximos de variação. Mesmo com a possibilidade de erros a suavização é importante para uma boa leitura do mapa, apenas deve ser utilizada com cautela.



Quando o operador do software manipula o mapa para mostrar um número de intervalos muito grande, outro tipo de erro ocorre. Dessa maneira fica difícil para o agricultor enxergar as manchas de produção, por isso o ideal é determinar um número razoável de intervalo entre 3 e 5.

Na hora de calcular a tonelagem da colheita os softwares utilizam como base a área da plataforma da colhedora e a distância que a máquina percorreu. Isso ocasiona erros em alguns casos onde a área colhida é menor que a área da plataforma, dando como resultado uma diminuição no nível de produtividade do talhão. Esse erro é facilmente corrigido pelos operadores, que podem escolher utilizar uma fração da área da plataforma nessas áreas.

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Outro problema comum é com um interruptor mal regulado. Nesse caso a coleta de dados não é ativada quando a plataforma é abaixada ou desativada quando a plataforma é levantada. É possível identificar esse erro por produtividade zero em alguns talhões. Ele também é facilmente prevenido realizando regulagens corretas no interruptor para evitar falhas.

O sinal do DGPS (variação do GPS utilizada para mapear a produtividade) pode ser outro motivo de falha. Variações no sinal podem acabar em alguns erros de posição da colhedora. A localização da antena também causa erros, já que costuma estar no teto da cabine da máquina.

Erros de calibração de volume nas colhedoras também são bastante comuns. Para evitá-los o operador deve medir o volume do grão algumas vezes por dia, atualizando os dados dos sensores.

Todos os sistemas tecnológicos são passíveis de erros, mas algumas atitudes podem preveni-los e elas devem sempre ser adotadas por operadores e agricultores. Em geral uma máquina operando com sensores bem calibrados dará menos problemas e erros, gerando um resultado melhor para o agricultor e gestores agrícolas.

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