Investimentos no Brasil continuarão em queda em 2016



Queda prevista pelo Banco Central para os investimentos no Brasil é de 12,1%. Já neste ano de 2015 a previsão é de recuo de 12,3%.

De acordo com as previsões feitas pelo Banco Central, os investimentos no Brasil continuarão em queda para o próximo ano. Segundo o banco, a denominada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) que é acumulada por 12 meses, até o mês de junho do próximo ano, vai ter um recuo de 12,1%. No ano de 2015, a previsão do Banco Central é que a queda dos investimentos fique em torno de 12,3%.

Para a indústria brasileira, o cenário continuará em recessão com queda prevista de 5% em um ano, até o final do segundo semestre do ano de 2016. Este ano, o Banco Central prevê uma redução de 5,6% para o setor industrial.



Outro setor que também está ameaçado pelas quedas é o de serviços, que terá queda de 1,2% no acumulado de 12 meses até o mês de junho. Para este ano, a previsão é de que o índice de recuo fique em 1,6%.

Dentre os setores analisados, o único que manterá o dinamismo para o próximo ano é o agropecuário, que contrariando os outros pesquisados, tem previsão de expansão para o próximo ano de 1,9%, no acumulado de 12 meses, até o final do primeiro semestre do ano de 2016. Mas, mesmo com a previsão de alta o setor tem um resultado pior do que o esperado para este ano, onde os especialistas do BC projetavam uma alta de 2,6%.



É natural que as previsões para o próximo ano na economia brasileira não sejam tão otimistas. Como já estamos quase no final do ano, e as tão esperadas medidas fiscais ainda não foram efetivamente postas em prática, é normal que a previsão seja de uma recuperação lenta.

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O governo Dilma apenas precisa se apressar para colocar o pacote de medidas fiscais logo em prática, para evitar que o cenário pessimista e as constantes quedas não se prolonguem também para o segundo semestre de 2016, culminando com possíveis novos rebaixamentos da nota de crédito do país. A esperança é de que as medidas sejam efetivas, e de que o país estabilize e volte a crescer no segundo semestre de 2016, ou no mais tardar, no primeiro semestre de 2017.

Por Patrícia Generoso

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