Crescimento da economia do Brasil seguirá abaixo do potencial

Na última terça-feira, 10 de fevereiro, foi divulgado o Boletim Regional pelo Banco Central. Nesse documento foi informado que o nível de crescimento da economia do País seguirá abaixo do potencial. Entre os motivos geradores deste comportamento pode ser encontrada a pouca confiança dos empresários e consumidores.

No segundo semestre do ano passado (2014), o nível da atividade da economia do Brasil foi considerado moderado. Já para os próximos trimestres pode ser considerada inferior a capacidade de expansão de atividades domésticas.

Conforme as informações apresentadas pelo documento publicado pelo Banco Central, as únicas regiões do País que conseguiram expansão no último trimestre do ano passado foram a Norte e a Sul. Ainda que a Região Sul tenha conseguido alcançar uma leve expansão por conta das atividades oriundas da indústria e do varejo, ela não deverá continuar crescendo. O crescimento registrado pela Região Norte foi fruto da influência na economia da indústria extrativa do Pará.

As Regiões Centro-Oeste e Sudeste registraram uma desaceleração. A primeira devido à menor intensidade de atividades no setor agrícola. Já a Região Sudeste registrou uma desaceleração econômica por conta de uma diminuição do dinamismo na indústria de transformação.

De acordo com as informações apresentadas pelo Boletim do Banco Central, é possível afirmar que os resultados conseguidos são extremamente parecidos com os encontrados nas análises realizadas por analistas. Todas as informações convergem a que o ano de 2015 será de estagnação econômica no Brasil.

A Presidente Dilma Rousseff afirmou durante uma reunião em Brasília, realizada na última segunda-feira, 9 de fevereiro, que o Governo está colocando em prática diversos ajustes e que eles apresentarão bons resultados em certo prazo demonstrando que o País ainda tem um amplo potencial de crescimento e que oferece oportunidades para investimentos importantes. Este encontro foi marcado pela presença de empresários e sindicalistas e demais agentes da economia do País.

Por Melina Menezes

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