Dólar segue em alta e atinge seu maior patamar desde dezembro de 2004



O dólar à vista não para de se valorizar, tanto é que em dez sessões teve o seu sétimo aumento, aliado à instabilidade da economia brasileira. Em relação ao dólar futuro, a moeda à vista terminou a semana passada com uma alta bem mais significativa, sendo que essa alta ocorreu, principalmente, no momento final, quando já se havia encerrado os negócios de balcão.

Já nessa última segunda-feira, 9 de fevereiro, o dólar à vista fechou em R$ 2,7800, sendo o maior patamar desde dezembro de 2004, quando, na época, fechou em R$ 2,7810; às 16h30 o volume à vista no mercado não passava dos US$ 418 milhões.



Quanto às ações, a Bovespa não foi intimidada pela queda das bolsas internacionais, terminando a sessão nas alturas, principalmente pelo fato dos ganhos das siderúrgicas e da Vale; assim, terminou a sessão aos 49.382,58 pontos e com alta de 1,21%. Sobre o giro financeiro chegou ao total de R$ 7,600 bilhões, sendo que R$ 1,577 bilhão faz referência ao exercício de opções sobre as ações.

A alta da sessão não foi explicada pelos profissionais da área, os quais atribuíram a ela um perfil técnico. Siderúrgicas e Vale, no entanto, tiveram como que um "empurrãozinho" da China, onde a expectativa por medidas de estímulo no país cresceram em virtude do despontamento da balança comercial.



A maior valorização da Ibovespa foi a Usiminas, a qual subiu 8,76%, seguida de perto por CSN, Vale ON, Gerdau PN e Vale PNA. Quem surpreendeu foi a Petrobras, que terminou o dia com ganho de 1,75% na PN e 1,88% na ON. Declaração à parte, Mark Mobius, executivo-chefe da Templenton Emerging Markets, disse que o novo presidente da Petrobras é bom no relacionamento com os governantes, mas não tem um histórico com exemplos que o faça confiável no comando da petroleira.

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Quanto ao cenário internacional, Alexis Tsipras, primeiro-ministro da Grécia, revelou que tem planos para desfazer as várias medidas de austeridade que foram impostas por credores da Europa. Já a supracitada China, divulgou um superávit comercial de US$ 60 bilhões no primeiro mês de 2015, apesar de ter tido queda nas exportações.

Por Vinícius Cunha

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