Redução nas projeções de crescimento da Alemanha assusta mercados




A maior economia da Europa é a da Alemanha, no entanto os dados e notícias recentes vêm assustando o resto do mundo, principalmente pelo fato de o governo alemão ter reduzido as projeções de crescimento para o corrente ano e também para 2015. Por ter derrapado em agosto desse ano, a produção industrial fez com que o índice de confiança econômica do país registrasse sua primeira leitura negativa desde novembro de 2012.

Na data de 14 de outubro de 2014, o ministro da economia alemã reduziu as projeções de crescimento no corrente ano para 1,2% e 1,3% para 2015. Os motivos seriam a crise vivida no exterior, principalmente aquela pela qual a Rússia passa no momento, e o crescimento mundial estar moderado.


Em abril deste ano as projeções para a forte economia do país europeu eram diferentes, tanto é que o mesmo Ministério da Economia acreditava na expansão de 1,8% para 2,0%. De acordo com Sigmar Gabriel, para que o desenvolvimento econômico seja dinâmico é necessário que tenham investimentos, haja vista este ser crucial.

Apesar da situação não ser das melhores, Sigmar tem rejeitado qualquer tipo de distanciamento do objetivo da "Grande Coalização" de Angela Merkel, a chanceler, entre esquerda e direita de trazer equilíbrio no orçamento financeiro pela primeira vez desde o ano de 1969.

Conforme apontou Gabriel, por mais que Berlim tomasse empréstimos para modernizar suas ferrovias e estradas, redes de transmissão de energia e redes de banda larga, não seria o suficiente para o crescimento em países fracos da Europa, muito menos da Itália, Espanha ou França.


Na Ásia e na Europa as ações caíram e os títulos de uma década na "Germânia" atingiram um recorde mínimo depois do acompanhamento do indicador ZEW da confiança de analistas e investidores ter recuado para menos de zero pela primeira vez nos últimos 24 meses.

Em síntese, a Alemanha passa pela dificuldade devido às crises geopolíticas em outros países, a zona de euro estar fraca e a debilidade na demanda "intramuros".

Por Vinicius Cunha



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