Europa – Bolsas de Valores caem e a situação da Grécia fica mais preocupante




O dia 12 de setembro (segunda-feira) não foi animador para os investidores europeus. A baixa em praticamente todos os índices de ações da Europa fez com que a iminência de um calote da Grécia se tornasse algo ainda mais preocupante.

Com o sinal de alerta vindo da Europa, outras bolsas acompanharam o susto. Exemplo disso foi a  bolsa de São Paulo, que chegou a registrar uma queda de 2,42%. Mas o fato é que os primeiros a sentir os efeitos alarmantes foram os parisienses, que na última segunda tiveram uma queda de índice da ordem de 4,03% (algo visível em seus bancos: o Société Generalecaiu, 10,8%; o BNP Paribas,12,4%; e o Crédit Agricole, 10,6%, por exemplo).


Em Londres, o FTSE 100 desceu 2%, seguido por Frankfurt, que registrou queda de 2,8% no DAX. Acrescente-se ao quadro desalentador, o caso da Itália que, para se ter uma ideia, registrou queda na Unicrédito (uma instituição financeira) de 7,3%, enquanto que na Intesa Sanpaolo, a marca chegou a 4,6%.

Como se mencionou antes, o foco do abalo está mesmo ligado à política econômica da Grécia. Lá, ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, chegou a afirmar que o governo iria criar uma nova contribuição – um imposto imobiliário de cerca de 4 euros por metro quadrado – para controlar o orçamento do país e assim conseguir mais empréstimos.

Segundo o ministro, a situação é delicada, já que a Grécia tem hoje um déficit de € 2 bilhões nesse orçamento e precisa chegar a um controle prudencial. Ainda esta semana está prevista a visita de organismos financeiros internacionais ao país, como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Central Europeu. Após essa visita, a Europa e o resto do mundo esperam que boas notícias apareçam.


Por Alberto Vicente Silva

Fonte: Estadão



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