IPCA – Alta em Outubro de 2010




Segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e de acordo com matéria do site Economia IG, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) teve forte aceleração no mês de Outubro com a taxa de 0,75% sendo a maior para o mês de Outubro desde o ano de 2005 e a maior deste ano de 2010, desde o mês de Fevereiro quando o índice ficou em 0,78%. A inflação acumulada nos dez meses de 2010 chegou a 4,38%, já superando o resultado de 4,31% que foi registrado em 2009. Na comparação de doze meses o índice de preços ao consumidor amplo teve uma forte variação de 5,20% em comparação à variação registrada de 4,70% verificada nos doze meses imediatamente anteriores.

O principal responsável por esta alta, que já vem se registrando nos últimos dois meses, foi o grupo alimentação, com participação de 57% da variação do IPCA, onde as carnes (com variação de 3,48%) continuaram sendo a vilã do aumento da inflação. Fora do grupo alimentação, os combustíveis apresentaram a maior contribuição para o aumento do índice com alta de 1,56%. O etanol teve reajuste de 7,41% e a gasolina teve seu preço aumentado em 1,13% no mês de Outubro.


E o panorama para os próximos meses parece indicar que o IPCA continuará em alta, mesmo descontando o peso do grupo alimentação que envolve alterações de oferta e a eventualidade do clima, segundo economistas, logo no inicio do ano as pressões inflacionárias continuarão com o aumento das mensalidades escolares, normalmente acima da inflação, aumento de transportes, entre outros itens que sempre apresentam aumentos no inicio de cada ano.

E talvez seja esse o primeiro desafio do governo Dilma a partir de Janeiro, se o aumento atual da inflação, que se afasta do centro da meta pré-definida, não for algo sazonal e persistir e com o governo, que quer trabalhar com juros menores, acreditando em não aumentar os juros em função do câmbio, segundo especialistas, estaria neste primeiro desafio, o governo perdendo uma arma para controlar a inflação.

Por Mauro Câmara




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