Governo de Dilma Rousseff – Reavaliação das Metas de Inflação

  

  

Ainda no campo das especulações e com a transição em ritmo lento e sem muitas definições a respeito dos ministérios, o atual ministro do planejamento, Paulo Bernardo, em matéria do site Economia IG, em conversa com jornalistas em Brasília, disse que a meta de inflação estabelecida pelo governo federal poderá ser revista no governo da presidenta Dilma Rousseff.

Atualmente o governo usa um sistema de meta inflacionária com taxa pré-definida em 4,5% ao ano com margem de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e em cima desta meta a política de combate a inflação é traçada e executada, principalmente com a manutenção da Taxa Básica de Juros (Selic) mantida em patamares elevados.


Conforme a matéria citada o ministro disse que é intenção do futuro governo reduzir a Taxa de Juros Real, hoje uma das mais altas do mundo se não a mais alta, para 2% em 2014. Portanto o governo deveria já traçar planos para reduzir a meta de inflação para o patamar de 2% a 3%, e que isto seria possível no governo Dilma, sem especificar um ano em si, pois isto necessitaria ser feito dentro de um processo conjunto da economia brasileira.

Realmente uma meta de inflação menor, e também uma política de juros reais e da taxa básica de juros menores seria, em principio benéfico para a economia brasileira oxigenando investimentos e alimentando o crescimento. No entanto o futuro governo já deve começar a trabalhar com a perspectiva do aumento da inflação que vem se mantendo nos últimos meses, inclusive com o índice oficial superando o acumulado do ano passado e com o preocupante problema da taxa de câmbio, para que o atual equilíbrio da economia brasileira se mantenha.

Por Mauro Câmara

  

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