CPMF – Dilma Rousseff é contra a volta do imposto



Após passada a definição das eleições começa agora o burburinho das especulações sobre os mais variados temas sobre as posições que o novo governo irá adotar em relação a vários temas de relevância para o país. E um deles que já vai tomando um vulto especial é a discussão sobre a volta ou não da CPMF. Imposto até bem pouco tempo válido que cobrava de toda movimentação financeira no país percentual sobre as mesmas. Na época com percentual determinado em 0,38% sobre o valor movimentado, que incluía qualquer movimentação mesmo o simples saque de contas salários.

Conforme matéria do site Notícias Terra, em sua primeira entrevista coletiva depois da eleição, a presidenta Dilma afirmou que pessoalmente é contra a volta deste imposto para ser utilizado na saúde pública, no entanto deixou claro que esta parece ser a vontade de alguns governadores e que, mesmo em princípio sendo contra, o tema será discutido com os governadores que pleiteiam a volta do imposto.



Seguindo a linha da presidenta, em um país que já tem uma altíssima carga tributária, que por si só necessita de uma ampla reforma para tornar o sistema menos asfixiante tanto para o setor produtivo quanto para o cidadão comum, deveria ser criados outros mecanismos para financiar e sustentar setor tão básico como a saúde e que conforme declarações da presidenta, assim como a segurança pública, terá grande atenção do seu governo.

Como já ocorreu em outras ocasiões a simples criação de impostos não resolve magicamente o crônico problema da saúde pública no Brasil. Até porque a CPMF foi cobrada por um bom tempo e a melhora no setor foi mínima ou quase nenhuma. Talvez administrar melhor, com mais competência os atuais recursos, fiscalizar com severidade gastos e investimentos, racionalizar serviços e processos produzissem um melhor resultado.

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Resta aguardar, pois a discussão promete ser grande e a mobilização pela volta do novo velho imposto parece se desenhar bastante intensa. Afinal já vimos este filme antes.

Por Mauro Câmara

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