O momento positivo da economia brasileira, inúmeras vezes mencionado neste veículo comunicador, seduz os cidadãos do país a adquirir novos produtos, investir mais dinheiro em viagens e arriscarem, quando possível, a aquisição de veículo automotor ou residência própria. O crédito facilitado e o maior poder de compra da população fizeram os índices de inadimplência caírem gradualmente, denotando maior rotatividade de capital a partir de empresários e dos trabalhadores.
A Serasa Experian, entidade responsável por conferir levantamentos relacionados à atividade econômica do país, revela que nos próximos meses, principalmente no segundo semestre deste ano, a queda da inadimplência sofrerá reviravolta, situação justificada sob diversas maneiras, uma delas a extinção da isenção do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a automóveis e produtos da linha branca.
Economistas do órgão avaliam, por meio de reportagem emitida pelo portal mercado UOL, que o maior endividamento da população nos últimos meses – principalmente a partir de janeiro – e o atual ciclo de ajustes monetários, como é o caso do aumento da Selic, deverão ser fatores determinantes ao aumento do número de inadimplentes.
Mesmo assim, o percentual a ser alcançado não será nem próximo do visto durante a crise financeira mundial. O Fundo Monetário Internacional (FMI) ponderou a possibilidade de superaquecimento e bolhas econômicas ao país caso o crescimento continue em plena expansão, lógica que poderá não ser vista em virtude da diminuição do poder de compra dos cidadãos.
Por Luiz Felipe T. Erdei
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