Pobres ainda pobres, ricos menos ricos – esse é o resultado da crise econômica mundial





Para a população mais pobre do Brasil, a crise foi duplamente perversa: se por um lado houve grande corte de empregos, por outro houve uma severa redução nos investimentos, fazendo com que as taxas de pobreza e desigualdade do país simplesmente estagnassem: estão hoje nos mesmos níveis de antes da crise de 2008, há 1 ano atrás.

Isso quer dizer que a redução da pobreza foi freada: contrariando o ritmo dos anos anteriores, onde cerca de 5 milhões de brasileiros deixavam a região da pobreza por ano, nesse período poucos conseguiram fazer essa suada travessia: a classe E (dos mais pobres) se reduziu de junho de 2008 a junho de 2009 apenas 0,4%, contra quase 40% da redução observada entre junho de 2003 e junho de 2008.

Veja também:  Previsão de Inflação e PIB no Brasil em 2019



Mesmo para as classes mais abastadas (A e B) a situação também preocupa: entre junho de 2003 a junho de 2008 essas classes cresceram 34%. Já entre junho de 2008 a junho de 2009 houve redução de 2%. A crise interrompeu tudo, tornando nossa pirâmide social cada vez mais achatada. Para baixo.




Quer deixar um comentário?

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *