Bancos cobram até 14,24% ao mês pela utilização do cheque especial. Santander foi o banco que apresentou a maior taxa de juros do País.

A Fundação Procon – SP divulgou na última quinta-feira, dia 6 de agosto, a informação que os bancos estão chegando a cobrar até 14,24% ao mês pelo serviço de crédito extra, ou mais popularmente conhecido cheque especial.

Essa pesquisa foi realizada no dia 03/08 coletando dados no Banco do Brasil, no Banco Bradesco, na Caixa Econômica Federal, no HSBC, no Banco Itaú, no Banco Safra e ainda no Banco Santander.

A taxa média do cheque especial é considerada para o período de 30 dias e entre os bancos pesquisados teve uma elevação para a marca de 11,67% ao mês para agosto, ou simplesmente 257,87% ao ano, bem maior que o valor de 11,49% do mês de julho.

Abaixo temos uma listagem do valor cobrado no cheque especial, para os seguintes bancos:

  • Santander apresenta a maior taxa de juros no país, passando de 13,74% para 14,24% ao mês no período, que significa um aumento real de 0,50 pontos percentuais;
  • HSBC conseguiu apresentar um valor de 13,21%, idêntico ao mês passado;
  • Itaú vem na sequência com um registro que passou de 11,29% para 11,63%, que representa um aumento real de exatamente 0,34 pontos percentuais;
  • Bradesco foi outro que realizou a alteração na sua taxa do cheque especial e passou de 11,26% para 11,30%, com um acréscimo de 0,04 pontos percentuais;
  • Banco do Brasil registrou uma taxa de 10,53%, mesmo valor cobrado no mês anterior;
  • Caixa Econômica Federal é a que apresenta as melhores condições, mas também teve uma alteração de 9,99% para 10,53%, que representa um acréscimo real de 0,36 pontos percentuais.

Já que temos a taxa cobrada pelo cheque especial não podemos esquecer-nos de mencionar a taxa para a realização do empréstimo pessoal, que é cobrada com base no período de 12 meses e com os seguintes valores:

  • Santander apresenta um valor de 7,99%;
  • Banco do Brasil que passou de 5,46% para 5,50%;
  • Caixa Econômica Federal registrou o menor valor de todos com a marca de 4,6%;
  • E ainda temos uma média geral que foi inalterada em justamente 6,23%.

Para cada uma dessas informações foram considerados os dados que se baseiam nas taxas máximas que são cobradas para clientes que não são preferenciais, mas que não apresentam um especifico tipo de canal para realizar a contratação do serviço.

Por Fernanda de Godoi

Juros do cheque especial


Taxa básica de juros aumentou ainda mais e a previsão é que ocorra mais um aumento nesta semana.

Os juros básicos no Brasil tiveram uma alta, indo de 13,75% para 14,25% ao ano e os aumentos não param por aí, pois até esta semana poderá ser anunciado mais um aumento, de pelo menos mais 0,50 ponto percentual, conforme informou o COPOM – Comitê de Política Monetária.

Já foram 7 elevações da taxa Selic, fazendo com que ela atingisse seu maior patamar desde julho de 2006, quando chegou a 14,75% ao ano. Se o COPOM anunciar na próxima semana, um aumento na taxa básica de juros de mais 0,50%, a taxa vai igualar à de 2006.

O COPOM, além de anunciar que os juros básicos da economia ainda podem subir mais um pouco nesta semana, também informou que este deverá ser o cenário para os próximos meses, não havendo nenhuma perspectiva de redução nos juros básicos, pelo menos até o próximo ano. Para o comitê, a manutenção da taxa básica de juros neste patamar por um período prolongado é necessária para que até o final de 2016 a inflação possa ser decretada como totalmente controlada.

Agora, tendo que conviver com uma alta nos juros, o Banco Central vem tendo muito trabalho para conseguir controlar o crédito e também o consumo, no intuito de conseguir segurar a inflação que este ano tem se mostrado como uma das mais difíceis de serem controladas.

O lado ruim de toda esta história é que aumentando os juros, o país vai registrar um baixo nível de atividade econômica, assim como poderá aumentar o número de demissões.

Para os economistas mais experientes, os juros deverão chegar ao final de 2015 a 14,25% ao ano e já a partir do início do próximo ano, deverão começar a cair lentamente, até mesmo para que o mercado possa ser analisado com mais calma e vá se adaptando aos juros mais baixos sem nenhuma surpresa que venha a comprometer novamente o controle da inflação.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB encolheu 0,2% e o desemprego em junho avançou para 6,9%. Os juros altos atrapalham novos investimentos e este quadro poderá agravar ainda mais, levando o país até mesmo a uma recessão.

Por Russel

Selic





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