Segundo o IBGE, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo deverá encerrar este ano abaixo dos 10%, influenciado por diversos aspectos.

Recentemente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou novas informações sobre suas expectativas relacionadas à inflação do país. De acordo com o IBGE o instituto está trabalhando e considerando seriamente o fato de que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o chamado IPCA, deverá fechar o ano de 2015 abaixo dos 10%.

A conta feita pelo IBGE leva em consideração diversos aspectos. Um deles é a questão de que a inflação fechou o último mês com alta de 9,49% quando considerado o acumulado dos doze últimos meses. Além disso, considera também que os aumentos referentes à gasolina e ao etanol irão contribuir para que a inflação tenha uma subida em outubro.

O IBGE, por meio de sua gerente, também comentou sobre os números divulgados em relação ao mês de setembro. É importante lembrar que obteve-se uma variação positiva na faixa dos 0,54%. Isso é praticamente mais do que o dobro registrado em agosto com 0,22%. Para ser mais exato esses números apontam um crescimento de 0,32%.

Ainda sobre a alta do mês de setembro o IPCA diz que houve uma grande influência vinda do aumento das passagens aéreas devido à realização do Rock in Rio. A participação do aumento do gás de cozinha bem como de tarifas sobre a água e o esgoto em regiões específicas do país também foram consideradas.

De acordo com o IPCA, convém também lembrar o fato de que mesmo tendo pela frente a perspectiva do aumento de preços os últimos três meses de 2014 acabaram sendo encerrados com taxas altas sendo 0,42%, 0,51% e 0,78% sendo cada uma dessas representadas por outubro, novembro e dezembro, respectivamente.

Outro ponto a ser considerado ainda sobre esses fatos é a questão de que 2015 começou com uma alta de 1,24% e que teve como principal alavanca o aumento dos preços das contas de luz. Na sequência, o IPCA fechou com 1,22% e depois subiu para 1,32% e somente depois que começou a cair para ficar na faixa dos 0,7%.

Por Denisson Soares

IPCA


De acordo com os bancos, o PIB brasileiro deverá ser ainda menor e em 2016 haverá recessão.

O impacto na economia brasileira deverá ser maior do que o previsto. De acordo com as estimativas de consultorias e bancos, o PIB nacional está piorando ainda mais nas últimas semanas. Há um grande risco de que em 2016 o país também esteja mergulhado em uma recessão econômica. Sendo assim, a recuperação da economia brasileira está longe de se acontecer.   

Tais estimativas negativas contrariam a projeção inicial da equipe econômica. O governo esperava que, com o ajuste na política monetária e fiscal, a economia se recuperasse no fim deste ano ou no início de 2016. No entanto, não é isso que os analistas estão projetando. A deterioração econômica esperada para o próximo ano está acompanhada de um cenário ainda mais adverso para 2015. Os bancos privados, Bradesco e Itaú, nos últimos dias, projetaram um tom de piora nas expectativas para este biênio.   

O Itaú modificou sua projeção de recessão para este ano, saltando de -1,7% para -2,2%, índice bastante preocupante. Já para 2016, o banco privado passou a ter uma estimativa de contração de 0,2%, ante previsão anterior de crescimento em 0,3%. Um relatório da instituição informou que "uma recuperação moderada ao longo de 2016 não deve ser suficiente para compensar a queda já ocorrida na atividade no crescimento médio do próximo ano".  

 Já o Bradesco indica que a economia brasileira deverá apresentar um índice de -1,8% em 2015 e, para o próximo ano, o Produto Interno Bruto deverá ficar estagnado. Segundo o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, "o ano de 2016 herdará um carrego estatístico muito negativo que virá de 2015".  

O banco Santander também fez sua projeção. De acordo com as estimativas do banco, o PIB deverá sofrer uma contração de 1,5% neste ano, e se manterá estagnado em 2016, ante uma previsão de crescimento em 0,5%.   

O principal motivo para piorar as previsões, está relacionado à maioria dos setores que não tem apresentado sinais de recuperação. A desaceleração neste ano também está afetando o mercado de trabalho, onde milhares de vagas de trabalho estão sendo reduzidas nos grandes centros. Isso dificulta a saída do país da recessão.   

A turbulência política também colabora negativamente para o quadro econômico. A presidente Dilma Rousseff tem tido grandes dificuldades para conseguir negociar medidas de ajuste com o Congresso. Além disso, há os efeitos da Operação Lava Jato e as "pedaladas fiscais" no TCU. Sendo assim, o governo terá de encontrar meios eficientes e conseguir aprová-los para que o Brasil possa voltar a respirar ainda em 2016.

Por William Nascimento

PIB





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