China apresenta queda nos seus mercados acionários e grande desvalorização de sua moeda, o Yuan, podendo afetar diversos países.

No começo do ano, houve uma queda nos mercados acionários chineses, um fato econômico que afeta diversas nações, uma vez que a China é a segunda maior potência econômica do mundo. Entenda o que causou a queda.

A economia chinesa está cada vez mais dependente de serviços e não de indústrias como foi por um bom tempo. Essa dependência tem afastado os investimentos estatais, causando uma retração na atividade industrial, intimamente ligada à queda dos mercados.

O dia da queda também foi o primeiro dia que foi implementada uma medida conhecida como Circuit Breaker. Trata-se de uma espécie de mecanismo de defesa contra oscilações do mercado. Quando a bolsa fecha com valores negativos, todos os negócios na Bovespa são paralisados por alguns minutos.  Na China, com uma queda de 5% as negociações foram interrompidas por 15 minutos. No entanto, quando as negociações voltaram a ser feitas, foram registradas quedas ainda maiores.

Outro fator que contribuiu para a queda dos mercados foi a desvalorização da moeda chinesa, o Yuan. Há especulações de que o Banco Central não pretende mais manter o yuan mais valorizado que o dólar.

Conforme as ações caem, os investidores tendem a parar de investir nelas. O efeito é como um efeito dominó, se um deixa de investir, as ações cairão mais ainda e o outro deixará de investir também e assim por diante. O movimento de desvalorização das ações continua, causando consequências.

No cenário brasileiro, a recessão econômica na China pode ter um grande impacto até mesmo para a recuperação de nosso próprio cenário econômico. Investidores vão seguir a tendência de retirar os recursos dos países emergentes, o BRICS, no qual o Brasil está inserido. O mercado brasileiro também é bem aberto, logo a China que antes importava muito material brasileiro, com um recesso econômico diminuirá as importações.

Em questões econômicas é importante ter em mente que, em um mundo globalizado, o que acontece em uma nação, principalmente quando se trata de uma potência grande exportadora e importadora, irá afetar todas as demais nações do globo terrestre economicamente e, consequentemente, socialmente também, uma vez que parte dos recursos econômicos são destinados a investimentos sociais para melhora de vida da população.

Por Isabela Palazzo

Yuan


No mês de outubro o dólar registra uma perda de 5,61%.

Durante os últimos meses a supervalorização do dinheiro americano vem acarretando uma série de preocupações financeiras para os brasileiros. Frente à crise política e econômica instalada no País, muitos setores do mercado enfrentam dificuldades e por esse motivo os preços dos produtos aumentaram drasticamente. A grande maioria das pessoas está sofrendo com toda essa situação e a melhor maneira de contornar esse cenário é cortando gastos, ou seja, aplicar com urgência a redução de custos.

Para muitas pessoas que estavam esperando a baixa do dólar, em 9 de outubro de 2015 a moeda encerrou o dia com o seu valor reduzido para R$ 3,75. Esse foi o menor valor que o dólar chegou a ter nos últimos 40 dias, isto é, desde o dia 1º de setembro de 2015 e a queda foi de R$ 0,034 ou 0,9%. A cotação durante o dia variou entre R$ 3,77 (valor máximo) e R$ 3,72 (valor mínimo). Durante a semana que se passou a baixa do dólar acumulou uma perda de 4,87% e no mês a perda foi de 5,61%.

A justificativa para esse acontecimento foi que na última reunião do Fed, Federal Reserve – Banco Central Americano, a ata, publicada no dia 8 de outubro de 2015, trazia um sinal de que o ajuste monetário nos Estados Unidos ocorrerá num futuro longínquo.

A probabilidade de prorrogar o aumento do valor dos juros da maior economia do mundo é grande, pois assim evita a retirada de investimentos de países emergentes, como, por exemplo, o Brasil, do Tesouro Americano que é apontado como o mais estável e seguro.

Ainda, foi informado pelos componentes desse órgão que será fundamental aguardar quais serão os reflexos da desaceleração da China antes de decidir sobre o juros básicos dos EUA, que hoje em dia está entre 0% e 0,25% ao ano, até o momento o mais baixo da história. 

Por Paula Barretto Guerra

Dólar


Juros do cheque especial alcançaram 12,28% no mês de outubro, sendo a maior marca desde 1995.

O Brasil está mergulhado em crise. E que os juros bancários são os maiores em 20 anos, de acordo com uma pesquisa feita pelo Procon. Esse é um número bastante alto, pois os juros do cheque especial alcançaram 12,28% no mês de outubro. Esse é a maior marca desde 1995 quando a taxa chegou ao valor de 12,58%.

Dos grupos bancários que foram analisados, no entanto, a Caixa Econômica foi a que teve o maior revés. Já em relação aos empréstimos em termos pessoais, o aumento dos juros foi de 6,27%, enquanto que no mês anterior, ou seja, setembro, o valor foi de 6,26%. O Procon afirmou que é preciso ficar atento a esses números, afinal os bancos estão entre os principais órgãos.

De acordo com o grupo de pesquisas em economia da UFC, Universidade Federal do Ceará, esses números já eram esperados por conta da situação complexa vivida pelo nosso país. Como foi informado, no entanto, esses são os maiores juros bancários dos últimos 20 anos. Além da Caixa Econômica Federal, outros bancos também participaram da pesquisa como o Banco do Brasil, Bradesco e Santander. O Bradesco elevou a taxa de 6,57% para 6,61% ao mês. Os outros bancos, por seu turno, conseguiram manter suas taxas. Essas notícias são importantes não apenas para os bancos, mas para todo o povo brasileiro, afinal a crise cresce a cada dia, e o Governo e a população querem resultados e mudanças. Sem contar que os bancos entraram em greve, o que dificulta ainda mais nossa situação.

Sete bancos passaram por essa avaliação, sendo que 1 elevou a taxa do empréstimo pessoal, 5 aumentaram o cheque especial e 1 não teve alterações.  De todos, a alta maior ocorreu na Caixa, que foi de 10,35% para 11,38%.

Por Madson Lima de Oliveira

Juros


Economistas preveem que no encerramento do ano o IPCA registrará 9,53%.

O Índice de Preços ao Consumidor Amplo, conhecido também como IPCA, é o meio oficial de medir a inflação. Este índice é avaliado por meio de uma consulta feita às famílias que tenham remuneração de um a quarenta salários mínimos.

O recolhimento de informações até dezembro de 2013 era realizado nas Regiões Metropolitanas de Salvador, Fortaleza, Recife, Belém, Porto Alegre, Belo Horizonte, Curitiba, São Paulo, Rio de Janeiro, Goiânia e Brasília. A partir do mês de janeiro de 2015, a comarca de Campo Grande e a Região Metropolitana de Vitória também foram incluídas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor, chamado de INPC, e também no IPCA.

De acordo com a informação divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no ano corrente este índice atingiu o seu apogeu com a taxa mais elevada desde 2003, quando chegou a alcançar 8,05%. Os preços dos produtos, nos meses de janeiro a setembro de 2015, têm alta de 7,64%.

Não é a toa que todos os brasileiros estão sentindo muitas dificuldades na hora de pagarem suas contas. A conta de gás, água, luz, transporte (incluindo passagens aéreas e ônibus), alimentos, bebidas, vestuários, calçados e saúde aumentaram de forma acelerada, afetando assim a economia em geral.

Dentre as cidades citadas, em Brasília houve a inflação mais alta, de 1,25%. Isso foi justificado pelo aumento da conta de luz que foi de aproximadamente 12%. Em contrapartida, o município de Campo Grande registrou uma queda da inflação ou deflação de 0,28%. A explicação para essa baixa é em decorrência do valor da energia elétrica.

A previsão dos economistas é que no encerramento deste ano o IPCA seja de 9,53%. Se isso ocorrer, será o índice máximo desde 2002 em que a porcentagem foi de 12,53%. Há pouco tempo, o Banco Central informou que prevê um IPCA para 2015 de 9,5%.

Por Paula Barretto Guerra

Inflação


Bancos reajustaram suas tarifas em até 169% para obter maior receita em cima do que cada cliente realiza, seja nas agências ou nos terminais bancários.

Quando confiamos em “guardar” nosso dinheiro na poupança de algum banco ou fazer algum tipo de investimento nele, é porque se considera ser o lugar mais seguro para que o fruto do trabalho seja depositado. No entanto, nunca ficou tão caro pagar por toda a confiança que os bancos têm para oferecer aos seus correntistas. A prova disso é que os serviços que essas instituições financeiras prestam aos clientes, que são cobradas com o nome de tarifas, receberam um reajuste de até 169%.  

Trazendo essa informação para o dia a dia de quem usa banco para fazer suas transações financeiras, significa dizer que vai ficar bem mais caro para o correntista tirar extrato de conta via papel; fazer transferências, realizar pagamentos de contas básicas pelo automático; obter emissão de talão de cheques, entre outros serviços.  

Quanto mais complexa for a transação financeira que você for fazer no banco, mais se aproximará de chegar a pagar esse reajuste de 169% sobre as tarifas bancárias.

Para a razão desse aumento não há mistérios: simplesmente eles querem ter uma maior lucratividade em cima do que cada cliente realiza, seja nas agências ou pelos terminais bancários.  

O que os economistas ficam assombrados é com um reajuste de 169% que está acima da inflação em até oito vezes e também bem acima do IPCA, numa variação de 19,63%.

Claro que o Banco Central regula as cobranças de tarifas feitas pelos bancos, no entanto, todos os correntistas têm direito a alguns pacotes gratuitos. Já em contrapartida, os bancos ficam livres para cobrar a taxa que quiserem sobre os outros serviços.  

Importante salientar que não são as tarifas as fontes de renda dos bancos, mas é inegável o quanto elas colaboram com as lucratividades estratosféricas dessas instituições.

De acordo com consultores econômicos, as tarifas foram responsáveis pelo crescimento financeiro na ordem de 14,30% do Bradesco; de 11,1% do Itaú e de 9,1% da lucratividade do Banco do Brasil.  

A lógica segue sendo essa: nosso dinheiro continua depositado; necessitamos dos seus serviços e eles continuam, como sempre, obtendo lucratividades recordes com isso.     

Por Michelle de Oliveira

Caixa eletrônico

Foto: Divulgação


Moeda norte-americana encerrou o dia em R$ 4,0591, sendo uma cotação histórica.

Impressionantemente a notícia mais comentada do momento chegou ao Brasil como um gol de bicicleta no ângulo, o dólar no dia 29 de setembro fez com que muitos brasileiros ficassem preocupados com a economia do país, pois a moeda americana subiu muito, encerrando o dia em R$ 4,0591.

O Governo, de olho em toda a situação, no momento tem como meta reequilibrar as contas públicas de forma inteligente e rápida, isso para evitar que o Brasil fique com má fama.

A cotação é a maior da história, nunca vista anteriormente. Muitos comerciantes, empregados e empregadores ficam balançados com a situação e comentam que depois desta situação, pode-se esperar qualquer coisa nos próximos noticiários.

O atual comentário, que com maior frequência está sendo dito no momento, é que agentes do mercado estariam testando a capacidade de atuação do Banco Central, a notícia presente nos diz que na quinta-feira a moeda mais valiosa do momento chegou a renovar o recorde intradia, a aproximadamente R$ 4,24,porém a operação de avanço simplesmente ficou completamente anulada depois do BC elevar as suas intervenções no mercado de câmbio.

Além de tudo isso o resultado fiscal do mês de agosto superou o seu padrão comum e muita coisa mudou surpreendendo o povo brasileiro. As cotações ao longo do dia mostram como o dólar ficou no topo, e oscilando por várias vezes, porém não saindo do nível atual de R$ 4.

Muitas pessoas comentam se existe um lado bom nessa história toda, e sim existe, na verdade a alta do dólar acaba sendo bom para as exportações e o turismo nacional é um ponto pouco abordado devido à situação econômica estar sendo alvo de grande preocupação.

O economista Gesner Oliveira afirma que entre perdedores e vencedores a alta do dólar não é uma arma fatal contra a economia brasileira, pelo contrário, isso ajuda e muito o estado crítico momentâneo da economia do país. Afirma também que é muito importante melhorar o consumo e a balança comercial brasileira. As empresas exportadoras comemoram o momento, pois agora é uma boa hora para faturar um lucro maior.

Por Cristiano Moreno Nascimento

Dólar


Em agosto foi registrado um aumento de 3,16% na dívida pública federal, ficando em R$ 2,68 trilhões.

Uma notícia nada agradável para a economia do país veio à tona: a dívida pública federal voltou a crescer. Vale ressaltar que a dívida pública federal inclui os endividamentos interno e externo do governo. A mesma registrou aumento de 3,16% no mês de agosto, portanto, passou para R$ 2,68 trilhões. Esses são dados oficiais da Secretaria do Tesouro Nacional.

Dentre os principais fatores que levaram ao aumento da dívida, podemos destacar: apropriação de juros sobre o estoque da dívida brasileira; emissão líquida de títulos públicos, dessa forma, o governo acabou adquirindo mais recursos em relação ao pagamento de dívidas já existentes; alta do dólar, haja vista a dívida externa ser contabilizada na moeda norte-americana.

É importante destacar que o mês de agosto registrou a emissão de R$ 66,11 bilhões em papéis da dívida federal, ou seja, o governo pegou emprestado toda essa quantia. Em contrapartida, foram pagos apenas R$ 20,67 bilhões. Portanto, a emissão de papéis da dívida teve grande influência no aumento de 3,16% da dívida pública federal. Sendo assim, tivemos uma emissão líquida de R$ 45,44 bilhões. Outro detalhe interessante está relacionado às despesas com juros, haja vista tais despesas terem totalizado nada menos que R$ 36,89 bilhões.

Como foi destacado nesta matéria, a alta do dólar foi um dos grandes vilões para o aumento da dívida pública federal. O grande impacto do aumento da moeda norte-americana é justamente na dívida externa que subiu R$ 5,5 bilhões, pois a mesma é medida em dólar.

Um detalhe importante é que através da programação para 2015, a Secretaria do Tesouro Nacional destacou que a dívida pública federal chegaria a um patamar máximo de R$ 2,6 trilhões. O anúncio foi feito no início de 2015. Porém, os números mostram que esse patamar já foi batido. Com isso, o órgão apresentou uma revisão do teto e o aumentou para R$ 2,8 trilhões.

O governo se defendeu em relação a grande quantidade de papéis da dívida em agosto de 2015. Segundo o governo, as dificuldades na economia internacional aliadas ao atual cenário econômico brasileiro contribuíram para a tal demanda em relação aos papéis da dívida.

Por Bruno Henrique

Dívida pública federal


Queda prevista pelo Banco Central para os investimentos no Brasil é de 12,1%. Já neste ano de 2015 a previsão é de recuo de 12,3%.

De acordo com as previsões feitas pelo Banco Central, os investimentos no Brasil continuarão em queda para o próximo ano. Segundo o banco, a denominada Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) que é acumulada por 12 meses, até o mês de junho do próximo ano, vai ter um recuo de 12,1%. No ano de 2015, a previsão do Banco Central é que a queda dos investimentos fique em torno de 12,3%.

Para a indústria brasileira, o cenário continuará em recessão com queda prevista de 5% em um ano, até o final do segundo semestre do ano de 2016. Este ano, o Banco Central prevê uma redução de 5,6% para o setor industrial.

Outro setor que também está ameaçado pelas quedas é o de serviços, que terá queda de 1,2% no acumulado de 12 meses até o mês de junho. Para este ano, a previsão é de que o índice de recuo fique em 1,6%.

Dentre os setores analisados, o único que manterá o dinamismo para o próximo ano é o agropecuário, que contrariando os outros pesquisados, tem previsão de expansão para o próximo ano de 1,9%, no acumulado de 12 meses, até o final do primeiro semestre do ano de 2016. Mas, mesmo com a previsão de alta o setor tem um resultado pior do que o esperado para este ano, onde os especialistas do BC projetavam uma alta de 2,6%.

É natural que as previsões para o próximo ano na economia brasileira não sejam tão otimistas. Como já estamos quase no final do ano, e as tão esperadas medidas fiscais ainda não foram efetivamente postas em prática, é normal que a previsão seja de uma recuperação lenta.

O governo Dilma apenas precisa se apressar para colocar o pacote de medidas fiscais logo em prática, para evitar que o cenário pessimista e as constantes quedas não se prolonguem também para o segundo semestre de 2016, culminando com possíveis novos rebaixamentos da nota de crédito do país. A esperança é de que as medidas sejam efetivas, e de que o país estabilize e volte a crescer no segundo semestre de 2016, ou no mais tardar, no primeiro semestre de 2017.

Por Patrícia Generoso

Investimentos no Brasil


Em setembro houve uma queda de 2,4% na intenção de consumo das famílias brasileiras. Além disso, 55,8% das famílias estão consumindo bem menos do que em 2014.

Um levantamento feito pela CNC – Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo – apontou que a intenção de consumo das famílias brasileiras continua em baixa, apresentando uma queda de 2,4% neste mês de setembro.

A comparação foi realizada em relação ao mês de agosto e se compararmos com o mesmo período de 2014, teremos uma queda de 34,5%.

O resultado é alarmante e deixa claro como é grave a situação que o país atravessa. As famílias estão cortando todos os gastos possíveis e já começaram até a reduzir as idas aos supermercados para conseguirem uma redução nos gastos familiares.

Este resultado apresentado pela CNC é preocupante também porque esta é a 8ª queda seguida e chegou ao menor patamar desde 2010 quando os dados começaram a ser coletados.

Vale destacar a redução na perspectiva de consumo que apresentou uma queda de 5,5% deixando claro para o comércio de um modo geral que nem adianta sonhar com vendas melhores no fim de ano que é o melhor período para vendas, porque as famílias estão mesmo dispostas a gastarem bem menos do que de costume.

Em agosto houve uma desaceleração da inflação, mas nem isso convenceu as famílias que a hora era propícia para voltarem às compras.

A pesquisa apontou que 55,8% das famílias estão consumindo bem menos do que em 2014 e se a crise não melhorar, a redução no consumo continuará pelos próximos meses até o final do ano.

Uma das principais causas para a redução no consumo é o custo de crédito que continua elevado, além do endividamento crescente das famílias e o alto preço dos produtos que veem aumentando muito nos últimos meses e apesar da inflação ser menor, ela continua existindo e fazendo com que as famílias sejam obrigadas a gastarem menos do que gostariam.

Há vários fatores que estão contribuindo para a queda na intenção de consumo das famílias. Até a alta do dólar é um dos motivos, pois os produtos importados custam mais caro e os produtos brasileiros preferem vender sua produção para o exterior para receberem em dólar do que vender no mercado interno e receber em real. Com isto, a oferta interna de produtos cai e consequentemente o preço fica elevado.

Por Russel

Compras


Moeda norte-americana chegou à marca de R$ 3,9964 durante o dia 21 de setembro e encerrou o dia em R$ 3,9809.

Nesta segunda-feira (21/09) a moeda norte-americana subiu 0,57% e foi a R$ 3,9809 para venda, sendo esse o segundo maior valor em toda a história! O motivo do dólar chegar a quase R$ 4,00 é por causa da reação do mercado em relação ao cenário fiscal no País e tem ainda a questão dos Estados Unidos optarem por uma alta de juros o que iria atrair mais investidores.

Mesmo sem ter muito sucesso, o Banco Central continuou com os leilões e ofereceu até US$ 3 bilhões e com a certeza de recompra para tentar barrar a disparada da moeda americana.

Desde outubro de 2002 que não se via o dólar tão alto assim, pois no dia 10 daquele mês ele chegou a R$ 3,99.

No decorrer do dia 21, esta última segunda-feira, o dólar chegou a custar R$ 3,9964. Logo no início da manhã estava custando R$ 3,9773. No início da tarde caiu um pouco indo para R$ 3,9964. Quase no final da tarde estava a R$ 3,9975 e no final do dia ficou em R$ 3,9809.

O dólar turismo que custa mais caro, nas casas de câmbio estava sendo vendido quase que a R$ 4,50 já incluso o IOF.

No início de uma semana complicada para o Governo brasileiro, os investidores estão apostando no mercado americano que está melhorando e ainda poderá ter juros mais atrativos.

Nesta terça-feira (22) o dólar comercial continuou subindo e logo pela manhã já ultrapassava os R$ 4,00. Exatamente às 11h40 a moeda norte-americana estava valendo R$ 4,0462. É a primeira vez que o dólar ultrapassa o valor de R$ 4,00.

Os economistas estão apostando que o dólar vai ultrapassar os R$ 4,50 porque o País não consegue resolver a sua crise.

Brasileiros que precisam viajar para o exterior terão que adiar sua viagem, se for possível, para não ter um gasto muito acima do planejado.

A tendência para os próximos meses é que o dólar continue subindo, só não se sabe quanto ele estará valendo em dezembro, pois os mais pessimistas acreditam que chegará a R$ 4,50 já em dezembro e os mais otimistas acham que até o fim do ano a moeda vai chegar a R$ 4,20.

Por Russel

Dólar


Após o banco central americano divulgar a permanência da taxa de juros, a moeda norte-americana encerrou o dia valendo R$ 3,9582.

A economia no Brasil vive um momento de grande apreensão, mas uma das informações mais preocupantes é com relação à moeda norte-americana, o Dólar, pois ele conseguiu fechar na Bolsa de Valores do dia 18 de setembro de 2015 na marca de R$ 3,95, sendo esse valor maior que o do mês de outubro de 2002, precisamente no dia 10 de outubro de 2002.

Nessa data o Federal Reserve, que é conhecido como o banco central dos EUA, tomou a decisão de manter inalterada a taxa de juros, pois logo no começo do dia, no horário das 09h49 a moeda já estava na marca de R$ 3,8716 com uma queda de 0,237% em relação ao dia anterior, mas depois de muitos altos e baixos ao longo do dia, no horário após as 16h15, o Dólar subiu 1,95% e ficou cotado na marca de R$ 3,9582. Outros dados interessantes é que o Dólar teve uma alta nesses 9 primeiros meses do ano de 2015 em 48,88%, enquanto que nesse último mês de setembro a alta acumulada fica em 9,13% e na semana em 2,09%.

O Brasil passa por tudo isso imerso em vários processos que nos próximos dias devem ser determinantes para o Governo Federal mudar a situação política e econômica da nação, pois uns dos fatores mais preocupantes é a falta de investimento que pode surgir nos próximos meses, principalmente depois que a Standard and Poor’s (conhecida como S&P) colocou o país em um nível de rebaixamento.

Preocupações desse tipo influenciaram na última sexta-feira, dia 18 de setembro, a queda da Bovespa em 2,56%, chegando em 47.264 pontos, mas com um saldo positivo na semana de 1,86%.

A situação é incerta, mas o Bacen (Banco Central) vem realizando várias interferências no câmbio e ainda nas rolagens dos swaps cambiais, que já têm vencimento para o próximo mês de outubro, com uma oferta total de até 9,45 mil contratos.

O que isso significa?

Significa que já foi disponibilizado US$ 5,860 bilhões, que valem 62% do total do lote ou precisamente US$ 9,458 bilhões com todas as atualizações. 

Por Fernanda de Godoi

Dólar


IGP-DI, que se refere à inflação de preços, teve um aumento de 0,40% em agosto. Alta do dólar teve grande influência nesse resultado, já que deixa os produtos bem mais caros.

O IGP-DI obteve aumento de 0,40% no mês passado, informa a agência de notícias “Reuters”, segundo dados obtidos pela FGV. O IGP-DI se refere à inflação de preços, o índice é mensurado pela FGV.

Uma reportagem publicada pelo portal do jornal “O Estado de Minas” aponta que o aumento do dólar deixa importados mais caros, incluindo itens como remédios e também alimentos. Vinhos e chocolates importados, por exemplo, sofreram com a alta dos preços.

De acordo com a reportagem, o dólar obteve valorização de 71,87% nos últimos meses. Em entrevista ao site, Luiz Eugênio, dono da empresa AA Wine Experience – especializada em vinhos importados – afirma que um dos vinhos chilenos mais requisitados na loja custava em torno de R$ 60 no final de 2014 e hoje chega a cerca de R$ 80.

Ele destaca que não há outra alternativa para as importadoras a não ser subir os preços, em meio a esse contexto de alta do dólar. Eugênio ainda destaca que a consequência principal, por parte do consumidor, é recorrer aos produtos com preços mais baratos.

Neste caso, a reportagem cita que os vinhos produzidos no Brasil conseguem, de fato, manter melhores valores de compras. De certa forma, isso ocorre, pois os vinhos nacionais – ao contrário dos importados – não são atingidos pelos impactos relacionados à alta dos preços da moeda norte-americana.

Comparar preços:

A dona de casa Lucia Silva Veloso, 40, afirma que teve de fazer alguns ajustes para economizar com a lista de compras semanais, tudo isso com base na comparação de preços. Ela conta que passou a comprar produtos de marcas menos conhecidas, mas com valores bem menores do que os praticados pelas empresas mais populares.

“Eu costumo listar todos os produtos indispensáveis para as compras e comparo os preços. Por exemplo, costumava comprar café solúvel de uma marca conhecida e notei que uma outra opção estava bem mais barata, tipo R$ 3 de diferença, era uma boa alternativa para economizar. No final das contas, eu achei que a qualidade do produto mais barato não deixou a desejar”, afirma.

Por Letícia Veloso

IGP-DI


Economistas pioraram as estimativas para o crescimento da economia brasileira neste ano. Queda poderá ser de 2,26%.

A crise econômica no Brasil parece não ter fim. Novas estimativas sobre o Produto Interno Bruto (PIB) do País são piores que as anteriores, colocando o País na ladeira da desaceleração. Após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresentar que o PIB do segundo trimestre recuou 1,9%, as projeções econômicas dos analistas pioraram para este ano. Com os dados do IBGE já é possível afirmar que o País está em recessão técnica.   

Segundo o levantamento publicado nesta segunda-feira (31) pelo Banco Central (BC), a expectativa dos economistas é que o PIB nacional apresente resultado de -2,26%. Na semana anterior, essa projeção era de -2,06%. Isso mostra que os ajustes realizados pelo Governo, até então, não estão sendo suficientes para manter a economia, no mínimo, estável.   

A inflação é outro fator de peso na economia do País. Pela segunda semana, os especialistas diminuíram a previsão. Agora, é esperado que o índice da inflação fique em torno dos 9,28%. A previsão anterior dos analistas era de 9,29%, praticamente estável. No entanto, a previsão fica muito além do teto fixado pelo Governo.

O objetivo inicial do Governo era manter a inflação em 4,5% ao ano, com uma tolerância de dois pontos percentuais. Sendo assim, a variação é de 2,5% a 6,5%.  

De acordo com os números do IBGE, a prévia do índice inflacionário no mês de agosto desacelerou e ficou em 0,43%. No entanto, em 12 meses o índice atingiu 9,57%.   

A previsão em relação ao dólar e a taxa básica de juros, a Selic, ficou estável. A estimativa é de R$ 3,50 para a moeda americana e 14,25% para a Selic. O Banco Central subiu a taxa Selic em 0,5% na última reunião. Atualmente a taxa é de 14,25%, a maior em nove anos, desde agosto de 2006.   

Semanalmente, o Banco Central publica um relatório, o boletim Focus, que traz as principais apostas dos analistas e economistas para os índices econômicos do Brasil.

Por William Nascimento

PIB em queda


Projeto do Orçamento de 2016 prevê déficit de R$ 30,5 bilhões.

Foi entregue ao Congresso Nacional o projeto de Orçamento do ano de 2016. O grande destaque negativo é que a proposta apresenta nada menos que, pela primeira vez, gastos maiores que as receitas, ou seja, um déficit orçamentário. Portanto, a proposta inicial prevê um déficit de nada menos que R$ 30,5 bilhões. Com isso, o referido déficit representa 0,5% do PIB brasileiro, segundo destacou Nelson Barbosa, ministro do Planejamento.

Outro detalhe muito importante é que o mesmo documento prevê um crescimento de 0,2% da economia brasileira em 2016 acompanhada de inflação de 5,4% no ano. Também é por meio desta proposta que o Governo Federal propõe o aumento do salário mínimo de R$ 788 para R$ 865,50.

Além disso, o ministro Nelson Barbosa também ressaltou que o Governo Federal continuará em busca de medidas que possam melhorar a situação econômica do País em 2016. Portanto, segundo ele, a política econômica do aumento de tributos, bem como venda de participações acionárias devem ser mantidas para 2016 juntamente com novas estratégias.

Com isso, é esperado que passem por uma revisão os impostos sobre: smartphones, vinhos e destilados, além de outros produtos. Além disso, a expectativa é de que o Imposto Sobre Operações Financeiras, o IOF, e os impostos que incidem nas operações do BNDES também sejam revisados. O objetivo de tais revisões é o aumento das arrecadações em R$ 11,2 bilhões. É importante destacar que tais medidas devem se concretizar através de atos administrativos, bem como por meio do envio de Medida Provisória ao Congresso Nacional.

Além disso, é importante destacar que através da ampliação do processo de concessões e venda de imóveis juntamente com a melhora e aumento da cobrança da dívida ativa da União, é esperado que o Governo Federal receba R$ 37,3 bilhões em arrecadações.

Foi por meio do envio do projeto do orçamento de 2016 que o Governo Federal admitiu que a meta fiscal de 0,7% do PIB não será atingida. Vale ressaltar que a mesma havia sido fixada em julho de 2015. Tal meta que foi fixada em julho já era bastante inferior ao previsto em novembro de 2014: na ocasião o Governo divulgou a expectativa de um superávit primário de, pelo menos, 2% do PIB em 2016.

Por Bruno Henrique

Orçamento de 2016


Alta nos juros bancários em operações de Pessoa Física bateu recorde da série registrada pelo Bacen.

A crise econômica parece ter se instalado confortavelmente e sem previsão de ir embora. O brasileiro já sente no bolso há alguns meses que chegou aquele momento em que o caminho mais seguro é "apertar os cintos". Para coroar esse momento de instabilidade, os juros bancários em operações de pessoa física continuam a subir e em julho bateram um recorde da série registrada pelo Banco Central

A elevação das taxas de juros para pessoas físicas tem a sua sétima alta consecutiva e o juro bancário subiu mais que a taxa básica, a taxa Selic – que é um índice que o Banco Central fixa a cada 45 dias, com o objetivo de tentar conter a inflação. 

A taxa de juros do rotativo do cartão de crédito também subiu em relação a junho – o crédito rotativo é aquele saldo que fica quando o cliente paga somente parte da fatura e o restante volta no próximo mês, recalculado. O crédito rotativo é o que forma a famosa 'bola de neve' e que muitas vezes acaba se transformando em inadimplência, uma vez que a fatura seguinte vem como se pagamento nenhum tivesse sido feito. Considera também crédito rotativo o saque na função crédito

A taxa de juros do cheque especial – outro vilão das finanças pessoais – subiu 5,6% de junho para julho. Compras parceladas com juros tiveram uma alta de 1,3 ponto percentual. A taxa de empréstimos subiu 1,1 ponto percentual e a taxa de juros para o empréstimo consignado subiu 0,50 ponto percentual. 

Com os bancos elevando suas taxas ao consumidor de maneira mais intensa, o consumidor deve organizar-se e frear um pouco o uso de limites de cheque especial, cartão de crédito e operações com juros. O índice de inadimplência teve um leve aumento de junho para julho, mas com os juros aumentando e se o consumidor não se conscientizar de que esse é o momento em que precisa controlar a sua vida financeira, a situação só tende a piorar. 

Por Elia Macedo

Juros bancários


Principal fator que influenciou a alta do PIB da Alemanha foram as exportações. Expectativas indicam um crescimento de 1,8% no PIB do País em 2015.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha teve um crescimento de 0,4% no segundo trimestre deste ano. O País teve uma aceleração discreta, alimentada principalmente pelas suas exportações. No primeiro trimestre, o resultado do PIB do País foi de 0,3%. Os dados foram confirmados pela agência Destatis, especializada em estatística.

O que mais motivou o crescimento do PIB na Alemanha foi o comércio exterior, ou em outras palavras, a diferença entre o valor das exportações e das importações.

Quando comparado com o segundo trimestre do ano passado, o PIB alemão cresceu um pouco mais: aumento de 1,6%.

O Governo da Alemanha prevê um crescimento de 1,8%, levemente maior do que o obtido no ano passado, de 1,6%. Mesmo com a piora das expectativas para a zona do Euro, o País conseguiu ter bom crescimento trimestral e após baixar drasticamente suas previsões durante o ano passado, o País retomou a sua confiança e tem novamente boas previsões de crescimento. O prognóstico dos especialistas no final do ano de 2014 era de que a economia Alemã fecharia 2015 em torno de 1,4%. Agora, com o crescimento expressivo no resultado do primeiro para o segundo trimestre, os especialistas já se sentem mais confiantes para fazer previsões levemente melhoradas.

Mesmo com o crescimento de 0,4%, o resultado não agrada a todos os especialistas. Alguns consideram o resultado da Alemanha e de países como França e Itália frustrantes. A média do PIB dos países que utilizam o Euro cresceu somente 0,3% na mudança do primeiro para o segundo trimestre. Resultado que promete medidas mais drásticas para a retomada do crescimento expressivo. Podemos esperar mais cortes nas economias desses países, em nome do tão desejado crescimento.

O resultado obtido pela Alemanha não é nenhum feito histórico, mas é capaz de deixar a nós, brasileiros, com inveja. Enquanto nossa economia está em maus lençóis e o crescimento do PIB cada dia se afasta mais de nossa realidade, ver um País com um crescimento, mesmo que discreto, como o da Alemanha, e com boas previsões para fechar o ano, só aumenta a sensação que a crise está realmente se agravando.

Por Patrícia Generoso

Bandeira da Alemanha


IBC-Br também apresentou queda no 2º trimestre deste ano.

A economia brasileira teve mais uma queda entre abril e junho deste ano, logo após passar todo o primeiro trimestre em baixa. Os números divulgados pelo Banco Central no dia 19 de agosto apontam para um período de recessão técnica, que se caracteriza pelos dois trimestres seguidos com o Produto Interno Bruto em recuo. Até o chamado Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), que funciona como uma “prévia” do PIB sofreu uma redução durante o segundo trimestre deste ano, quando comparado com os três meses passados. A variação foi registrada logo após um ajuste sazonal, ou seja, feito de acordo com cada época do ano.

Nos três primeiros meses do ano, a economia já tinha sofrido uma redução de 0,88%, segundo dados registrados pelo IBC-Br, e de 0,2% de acordo com o IBGE. O PIB é a soma de todos os bens e serviços do País e é usado como forma de medir a evolução da economia brasileira. Mas o resultado do PIB só será divulgado oficialmente no dia 28 de agosto. A previsão do mercado brasileiro é de 2% neste ano e 0,15% para o próximo ano. A série histórica do IBGE registrou que a economia brasileira entrou pela última vez oficialmente em recessão no início do ano de 2009, quando o PIB teve uma redução de 2,2% no primeiro trimestre daquele ano, logo após sofrer uma retração de 4,1% nos três últimos meses do ano anterior.

Também contribuíram para a crise financeira no Brasil, a crise internacional, que foi marcada pela quebra do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008.

Tentativa de sair da crise:

Com o sistema de metas de inflação atualmente vigorando no Brasil, o Banco Central precisa ajustar os juros para chegar à meta. Quanto maior a taxa, menos consumo e consequentemente os preços abaixam ou se estabilizam. Para este e o próximo ano, a meta da inflação é de 4,5%, com tolerância de 2% para mais ou para menos. Desse modo, o IPCA pode chegar a índices entre 2,5% e 6,5% sem descumprir completamente a meta.

Mas para este ano, a previsão ainda é pessimista. Influenciados pelos resultados dos dois primeiros trimestres do ano, tanto o BC, quanto o mercado financeiro acreditam que a inflação ficará acima do teto previsto pela meta, de 6,5%. A previsão do BC é de um IPCA de 9% para o ano e o mercado estima um percentual de 9,32%. A afirmação do Banco Central é de que tem trabalhado para trazer a inflação novamente para dentro da meta no próximo ano.

Por Patrícia Generoso

Recessão técnica


O mês de julho de 2015 teve recorde em número de investidores registrados no Tesouro Direto. 15.095 novos cadastrados foram realizados no mês.

Julho de 2015foi um mês bastante memorável para o Tesouro Direto, haja vista o programa ter alcançado um grande número de investidores. Para aqueles que não conhecem esse programa, saibam que o Tesouro Direto foi criado em janeiro de 2002 e através dele é possível que investidores do tipo pessoa física adquiram títulos públicos de forma simples e fácil. Portanto, é possível comprar títulos públicos por meio da internet, banco ou corretora, sem que seja necessária a aplicação em um fundo de investimentos.

O grande destaque do mês de julho se deu pelos 15.095 novos cadastrados que o programa registrou no sétimo mês de 2015. Esse resultado representa nada menos que o maior volume mensal desde a sua criação em 2002. Com o volume de novos cadastrados o programa chegou a 536.979 investidores no total.

Além do grande resultado em relação aos novos investidores, o mês de julho também foi positivo quando o assunto são as vendas de títulos públicos utilizando o Tesouro Direto. Com isso, o volume total de vendas em julho chegou a R$ 1,21 bilhão, enquanto que as vendas líquidas chegaram a R$ 922,9 milhões. Vale ressaltar que ambos os resultados citados são as segundas melhores marcas da série.

Já o estoque de títulos vendidos através do Tesouro Direto, o volume total de mercado, chegou a incrível marca de R$ 19,47 bilhões no mês de julho. Tal resultado representa um aumento de nada menos que 6,1% em relação a junho de 2015 que registrou R$ 18,35 bilhões. E quando a comparação é feita com julho de 2014, o resultado é ainda melhor: aumento de 41,8%, haja vista os R$ 13,73 bilhões registrados na ocasião.

Em relação a este resultado, os títulos remunerados através de índices de preços são os responsáveis pelo grande volume atual, pois tais títulos representam o maior volume do estoque: 60,6%. Logo em seguida temos os títulos prefixados que representam um volume total de 21,1% do estoque. Já os títulos que são indexados com a Selic representam volume de 18,3%.

Por Bruno Henrique

Tesouro Direto


A estimativa para o fechamento da inflação neste ano está em torno de 9,32%, maior índice já registrado nos últimos 13 anos.

O ano de 2015 ainda não chegou ao fim e vários especialistas do mercado já chegaram à conclusão que estamos passando pela maior inflação em 13 anos.

Com base nas informações de conceituados economistas do mercado financeiro, este ano está marcado com uma inflação em alta, com a estimativa no fechamento em torno de 9,32%. Esses dados foram colhidos no boletim Focus, uma fonte de muito prestígio, responsável pela coleta de dados perante mais de 100 instituições e recentemente divulgada pelo Banco Central do Brasil (Bacen).

Esse dado é muito crítico, principalmente pelo fato de ser a 17ª alta consecutiva da estimativa desse tipo de taxa, desde a última alta que ocorreu no ano de 2002, no valor de 12,53%. Na semana passada, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) era previsto para chegar à marca de 9,25%, um valor enorme, perto da variação de 9,3%, que foi a maior ocorrida e registrada em 2003.

Quais foram os fatores que contribuíram para que isso acontecesse na economia brasileira?

O que podemos notar significantemente foi:

  • A alta do dólar;
  • Os preços administrados, como por exemplo, telefonia, energia, combustíveis, água, tarifa de ônibus, etc.;
  • A Inflação de serviços, devido a ganhos reais de salários e seguindo em caráter elevado.

Para 2016 especula-se que a inflação de mercado passe de 5,40% para a marca de 5,43%, um valor bem diferente das expectativas para o próximo ano de 4,5% e com um IPCA oscilando entre 2,5% e 6,5%.

Já no campo do PIB (Produto Interno Bruto), ou seja, a soma de todos os bens e serviços feitos dentro do Brasil, independente do tipo de nacionalidade do produtor, é estimada a quarta queda seguida este ano, com um recuo de 1,80%, o pior em 25 anos (em 1.990 ficou na marca de 4,35%) e com isso temos um próximo ano com uma economia estagnada, pois os especialistas chegaram à conclusão que a alta de exatamente 0,20% passou para o próximo ano na marca de queda, ou seja, ficando na posição 0%.

O Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim do mês de maio já apresentou um registro que o primeiro trimestre de 2015 foi marcado com uma queda na economia de 0,2%, por causa dos setores de serviços e da indústria, só não sendo maior por causa da agropecuária.

Por Fernanda de Godoi

Inflação


Nova previsão do Boletim Focus indica o PIB do Brasil será ainda menor em 2015.

A perspectiva de uma melhora na economia brasileira continua cada vez mais distante para a população e para os empresários.  E isso pode ser comprovado após a divulgação do Relatório de Mercado Focus que aponta uma diminuição maior do PIB – Produto Interno Bruto – do País em 2015. Antes, esperava-se que esta diminuição fosse de 1,76%, mas após a divulgação do relatório este percentual de queda subiu para 1,80% para este ano.

Este relatório é divulgado todas as segundas-feiras na parte da manhã pelo BC – Banco Central e comparando com o divulgado no dia 10, observa-se que as projeções anteriores apresentavam uma queda menor na economia brasileira, de 1,50%.

Para 2016, a confiança na recuperação da economia também anda em níveis baixos. Na segunda-feira do dia 3 de agosto, essa perspectiva não passou de 0,20%, sendo o mesmo percentual registrado uma semana antes.

No mês de julho, essa mesma confiança foi de 0,50%, mas mesmo o Banco Central revisando negativamente este percentual de 0,60% para 1,1%, a instituição se mostra confiante na recuperação da economia brasileira.

Já o Relatório Trimestral da Inflação para o mês de junho mostrou um recuo na expectativa para a indústria, onde o PIB apresentou uma queda não de 2,3% como se esperava, mas sim de 3%.

O Banco Central atribui está queda no PIB à reação em cadeia que vem acontecendo em alguns setores da economia, como por exemplo, na indústria de transformação, onde o impacto negativo saltou de 3,4% para 6%, na indústria de fabricação e distribuição de eletricidade, água e gás, com uma redução de menos 5,6% ao todo, ao aumento na utilização de usinas termoelétricas para a produção de energia, a diminuição do consumo de água devido à seca nos principais reservatórios do País, juntamente com o alto valor das tarifas que vem sendo cobrado.

Ainda de acordo com as informações divulgadas no boletim Focus desta segunda-feira, a previsão de queda na produção industrial será de 5%, mantendo-se estável em relação às últimas 3 divulgações do informativo.

Vale ressaltar que em 16 de julho, a agência de classificação de risco Moody’s já havia divulgado um relatório apontando esta mesma retração de 1,8% do PIB brasileiro para o ano de 2015. No relatório a agência assegura ainda que a baixa atividade econômica do país afetaria as empresas até os primeiros seis meses de 2016.

Por André F.C.

PIB brasileiro


A saída de dólares em julho superou a entrada de investimentos em nosso País em US$ 8,4 bilhões, sendo o pior resultado do fluxo cambial em 2015.

O atual cenário econômico ao qual estamos inseridos traz consigo um grande número de consequências negativas que agravam ainda mais esse cenário. Um grande exemplo disso é que pelo terceiro mês consecutivo, o mercado financeiro brasileiro acabou registrando grande saída de dólar de nosso País. O resultado em julho, por exemplo, foi bastante desagradável. A saída de dólares em julho superou a entrada de investimentos em nosso País em US$ 8,4 bilhões.

Esse é um resultado bastante preocupante, pois quando a saída de dinheiro é maior que a entrada de investimentos fica evidente que estamos perdendo recursos e, sobretudo, investimentos. Vale ressaltar que essa quantia de US$ 8,4 bilhões citada é número oficial do Banco Central. Além disso, o BC também destacou que esse grande volume de dinheiro que acaba saindo do país é consequência não apenas do cenário internacional que é turbulento. A entidade afirma que o cenário interno também é um grande vilão, haja vista a crise econômica e política além dos rumos da Operação Lava-Jato.

É importante destacar que os US$ 8,4 bilhões que saíram do país em julho tratam-se do pior resultado do fluxo cambial em 2015. Em contrapartida, o dólar vem registrando grandes aumentos, o que traz um impacto positivo nas exportações, pois os exportadores brasileiros acabam trazendo mais dólares para o país. Com isso, o resultado poderia ter sido ainda pior se não fossem os US$ 4,4 bilhões que entraram em julho.

O grande número registrado pelas entradas das importações ajudou na amenização de um resultado que poderia ser ainda mais desastroso. Julho de 2015 apresentou saldo negativo de US$ 3,9 bilhões no fluxo cambial geral. Tal resultado é 17% abaixo quando comparamos com a saída líquida de junho.

Apesar do resultado negativo em julho, o acumulado do ano do fluxo cambial ainda está positivo em US$ 7,2 bilhões. Vale destacar que este é um resultado bastante superior aos US$ 2,4 bilhões de saldo nos primeiros sete meses de 2014.

Por Bruno Henrique

Dólar


Algumas ações e dividendos são as melhores opções para lucrar mais no mês de agosto.

Quem investe na bolsa de valores deve estar sempre atento às projeções para este mês, para fazer bons investimentos e obter o máximo de lucros que puder. Algumas ações são altamente recomendadas para o mês de agosto, segundo 20 corretoras famosas pesquisadas pela revista Exame.com. Confira quais são:

Itaú Unibanco e Ambev:

14 das 20 carteiras indicaram as ações do Itaú Unibanco e da Ambev que lideram a preferência dos investidores para o mês de agosto.

O Itaú (ITUB4) teve alta recomendação, pois o banco teve um aumento de spreads, ou seja, a diferença entre o pago para captar seus recursos e o cobrado ao cliente ao conceder um empréstimo. O aumento dos spreads do Itaú foi impulsionado pelo aumento da Taxa Selic e é um dos fatores pelos quais o banco possui bons resultados para os investidores.

Já a Ambev (ABEV3) teve bons resultados no segundo trimestre do ano, segundo o relatório Planner. E Apesar do registro de uma pequena queda na venda de cervejas no país a fabricante conseguiu mesmo assim elevar seu lucro durante o período e é uma excelente aposta de investimentos para o mês.

Suzanno:

12 das 20 carteiras sugeriram as ações da Suzanno (SUZB5) para o corrente mês. Segundo os analistas, os papéis da empresa se beneficiam muito com a alta do dólar, pois grande parte de sua produção (celulose e fibra de eucalipto) é vendida em outros países e boa parte de sua receita é recebida em dólar.

Boas pagadoras de lucros (dividendos):

A revista Exame.com também pesquisou quais as ações melhores pagadoras de dividendos para o mês de agosto. Dentre estas podem estar algumas que não têm tanta variação no seu capital, mas que oferecem bons lucros aos investidores. A pesquisa contou com 12 corretoras do mercado de ações.

As empresas que pagam dividendos aos acionistas geralmente são líderes de mercado e altamente estáveis (geralmente da área de energia ou financeira) e, portanto, não sofrem tantas alterações na bolsa, como as outras empresas cujo capital oscila de acordo com o cenário econômico do país. Os investimentos nessas carteiras são recomendados para investidores mais tradicionais, que não querem correr tanto risco com as variações de mercado.

Alupar – Transmissora e geradora de energia: Ocupa o primeiro lugar de 8 dentre as 12 pesquisadas.

Telefônica Vivo: Ocupa o segundo o lugar no ranking das que mais pagam lucros aos seus investidores.

– Em terceiro lugar empatam as empresas: BB Seguridade (seguradora do Banco do Brasil) e a Valid, empresa que atua no setor de certificação digital e meios de pagamento informatizados.

Seja em meio de Dividendos ou ganho de capitais o importante para quem aposta em investimentos na Bolsa de Valores é acompanhar de perto não só o cenário econômico do pais, mas também o histórico das empresas e suas notícias internas, como forma de se prevenir de perdas de grandes quantias.

Por Patrícia Generoso

Bolsa de valores


Coma aquisição do HSBC, o Bradesco se aproxima do Itaú em ativos financeiros e fortalece o sistema bancário brasileiro. Agora, a competição entre Itaú e Bradesco será acirrada.

Ao anunciar a compra da unidade brasileira do HSBC por US$ 5,2 bilhões, cerca de R$ 17,6 bilhões, o Bradesco não só conseguiu se aproximar um pouco mais do Itaú, como também ajudou no fortalecimento do sistema bancário brasileiro e, ainda, acirrou a briga pela liderança entre os bancos presentes no Brasil, pois cresce agora a disputa pelos clientes, sejam eles pessoas físicas ou jurídicas.
Na compra da unidade brasileira do HSBC, o Bradesco adquiriu um conjunto de oportunidades, por exemplo, ele comprou também o negócio de varejo do HSBC Brasil, todos os segmentos de alta renda que hoje têm 1 milhão de clientes e principalmente comprou o "atacado" do HSBC que era o grande atrativo e um dos maiores interesses nesta transação.

Outra aquisição do Bradesco, com a compra do HSBC, foi a compra em conjunto da financeira Losango que conta hoje com 6 mil pontos de atendimento em todo o Brasil e conta com cerca de 4 milhões de clientes, além dos setores de previdência, seguros e até com a capitalização do HSBC.

E o Bradesco adquiriu os R$ 170 bilhões em ativos do HSBC e assim conseguiu chegar a R$ 1,202 trilhão, ficando bem próximo do Itaú que atualmente é o maior banco privado do Brasil, tendo R$ 1,294 trilhão em ativos, ou seja, muito pouco à frente do Bradesco.

O banco Itaú demonstrou interesse na aquisição da unidade brasileira do HSBC e até chegou a fazer sua proposta, mas ficou bem abaixo da que foi pela pelo Bradesco.

Há algum tempo atrás, o Bradesco é quem liderava o ranking em ativos totais, mas quando o Itaú adquiriu o Unibanco conseguiu dar um grande salto vindo a ocupar a primeira posição.

O HSBC era o 7º maior banco no país e foi adquirido pelo segundo maior banco privado do Brasil, que mesmo com a aquisição, continuou na vice-liderança, porém, bem mais perto de ultrapassar o banco Itaú que está na liderança com uma diferença muito pequena.

A tendência agora é que a competição entre Itaú e Bradesco se acirre ainda mais e aquele que conseguir planejar uma melhor estratégia vai conseguir ficar na liderança.

Por Russel

Itaú e Bradesco


Inflação teve recuo de 0,53% em julho, porém no acumulado de 2015 a alta registrada é de 6,98%.

O mês de julho foi bastante positivo quando o assunto é a inflação. Vale destacar que o sétimo mês de 2015 conseguiu registrar um recuo de 0,53% na inflação. No entanto, o acumulado de 2015 ainda é bastante preocupante e se mantém acima do teto previsto pelo governo. Dessa forma, foi registrado que o acumulado de 2015 já registra alta de 6,98%. O resultado é ainda pior quando consideramos a inflação dos últimos dozes meses, pois dessa forma o acúmulo é de 9,61%. Os dados aqui destacados fazem parte do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal, o IPC-S.

Além disso, é importante ressaltar que o acúmulo de 9,61% também se encontra acima do que os próprios economistas do mercado financeiro já previam para a inflação oficial de 2015: 9,23%.

Como muitos já sabem, o aumento do índice da inflação pesa bastante no bolso do consumidor brasileiro, pois a cada aumento o consumidor terá menos poder aquisitivo.

Mesmo com a alta taxa acumulada nos últimos doze meses e em 2015, saiba que de junho para julho houve algumas baixas nas taxas relacionadas às classes de despesa. Ao todo nada menos que oito categorias conseguiram registrar baixa em sua taxa. O grande destaque ficou por conta da categoria de alimentação, haja vista o recuo de 0,95% para 0,79%. O grande impulso nesta categoria se deu através da alimentação fora, pois a mesma passou de 0,60% para 0,42%.

Outros destaques quanto ao recuo nas taxas de variação foram: categoria de transportes; vestuário; educação, leitura e recreação; comunicação; e despesas em geral.

Porém, também tivemos o aumento da taxa de variação em algumas categorias. A tarifa de eletricidade residencial, por exemplo, registrou aumento de 2,54% para 3,62%, um dos maiores para o período considerado. O grupo de habitação também registrou aumento, passando de 0,95% para 1,03%. Artigos de higiene e cuidado pessoal registraram aumento de 0,28% para 0,37%.

Por Bruno Henrique

IPC-S


Intenção de empreendedores que pensam em contrair crédito caiu cerca de 8% em junho.

Os micro e pequenos empresários não estão tão interessados assim em obter crédito e a intenção de empreendedores que pensam em contrair crédito nos próximos 90 dias caiu cerca de 8% no mês de junho. Os números são apontados pelo SPC Brasil – Serviço de Proteção ao Crédito, e também pelo CNDL – Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas.

O levantamento feito pelo SPC e CNDL mostra um cenário típico de um país em crise econômica como o Brasil, pois o pequeno empresário quase sempre sai em busca de crédito quando a economia vai bem e, no intuito de alavancar as vendas e fazer com que sua empresa cresça, busca recursos para a compra de material, equipamentos e até para melhorar a infraestrutura da empresa.

Mas diante de uma economia estagnada e a falta de perspectiva para que este quadro melhore, os pequenos empresários estão preferindo não se arriscar em arcar com um crédito agora e depois se encontrarem em situação complicada para conseguir manter o pagamento em dia.

Para termos uma ideia de como a situação está crítica, basta analisarmos este levantamento feito pelo SPC/CNDL. De acordo com o levantamento feito, o indicador chegou a apenas 16,36 pontos, sendo que, quando mais próximo estiver de 100, que é o máximo, maior é a intenção dos empresários de procurarem por crédito. Indicando apenas 16,36 pontos, o levantamento aponta que a grande maioria dos pequenos empresários não vai se arriscar agora, adquirindo um crédito que não vai lhe trazer os retornos esperados, já que a economia ainda não deu sinal de melhora.

A pesquisa realizada pelo SPC/CNDL ainda mostrou um dado preocupante, onde 34,25% dos empresários estão achando muito difícil ter crédito aprovado aqui no Brasil, ou seja, os poucos empresários que ainda resolvem investir e contribuir para a melhora da economia, acabam não conseguindo acesso ao crédito.

E o principal motivo para o não acesso ao crédito é a burocracia e as altas taxas de juros que dificultam a tomada de crédito e esta quando é feita, penaliza o pequeno empresário que paga caro pelo empréstimo realizado. Os empresários estão bem mais cautelosos e não querem saber de assumir compromissos a longo prazo, já que, apesar do Governo dizer que não, 2016 promete ser um ano muito difícil.

Por Russel

Intenção de crédito


Previsões indicam que o superávit primário do setor público pode fechar o ano de 2015 em 0,15% do valor do PIB.

Com a falta da adoção de novas medidas na área de despesas do país, a previsão do governo de Dilma Rousseff é que o superávit primário do setor público possa fechar o ano bem próximo de zero.

O superávit é o indicador que mede o valor das receitas menos as despesas do governo. A equipe presidencial vem investigando dados para ver se mantém ou se diminui a meta fiscal para o ano de 2015 e segundo o anunciado na última segunda-feira, dia 20, o superávit pode fechar o ano de 2015 em 0,15% do valor do PIB, bem abaixo da meta estabelecida para o ano, que era de 1,1%.

Para evitar esse cenário, a presidente decidiu adotar nos próximos dias algumas medidas de aumento da receita e mais cortes na despesa.

Na última segunda, Dilma Rousseff se reuniu com os ministros da fazenda (Joaquim Levy), da casa civil (Aloízio Mercadante) e do planejamento (Nelson Barbosa) para tratar sobre a meta fiscal do país. A presidente decidiu deixar a meta fixada para este ano, seguindo o que vem sido defendido pelo ministro Joaquim Levi. Já a ala política responsável pelo ministério do planejamento quer fazer a presidente reduzir a meta, para uma meta "realista e crível". Assessores da presidência, no entanto, afirmam que Dilma deseja manter a posição de não mexer na meta fiscal para este ano e deixar uma possível decisão sobre o assunto para setembro, onde trataria também sobre o pagamento da dívida do Brasil.

Dentro do Palácio do Planalto, no entanto, a crença é de que mais cedo ou mais tarde a presidente terá que reduzir a meta, pois o cenário fiscal do país mostra que o cumprimento das metas fixadas atualmente ficou quase impossível. A dúvida é em quanto a meta teria que ser reduzida, para que possa ser alcançada. Os responsáveis pelo planejamento acreditam que a redução para 0,6% do PIB já deixaria a meta mais alcançável no atual cenário econômico.

Para aumentar o superávit o máximo possível a equipe econômica prepara medidas em conjunto que renderiam até R$ 50 bilhões para os cofres públicos, ainda no decorrer deste ano. Dentre as medidas, há um corte adicional de despesas, que está atualmente em estudo pelo governo. O corte ainda não foi definido, pois há uma divisão na equipe de Dilma sobre o assunto. O valor aproximado do corte seria de R$ 20 bilhões. Algumas medidas, como a tributação sobre a repatriação de dinheiro de brasileiros que estão no exterior não agradaram a todos da equipe e não é mais garantida no pacote de medidas.

Há a necessidade da equipe econômica do Governo Federal chegar a um acordo o mais rápido possível, pois a cada dia de discordância a economia do país afunda ainda mais em incertezas. Se as medidas necessárias para a manutenção econômica não forem anunciadas e postas em prática o quanto antes o cenário econômico do país pode se complicar ainda mais.

Por Patrícia Generoso

Superávit


Alguns fundos de investimentos foram os que mais renderam em junho. Já a poupança e Títulos Públicos com prazos mais longos foram considerados maus investimentos.

Quem está em busca de bons investimentos deve ficar atento às variações no cenário financeiro do país. Uma forma disso é acompanhar os melhores e piores investimentos dos meses anteriores.

Confira os dados coletados no mês de junho:

Os fundos que registraram maior alta no último mês de junho foram os referenciados DI. Segundo pesquisas, esses fundos registraram rentabilidade de 1,07%. Quem investe nesse tipo de fundo investe pelo menos 95% de seu patrimônio em títulos de renda fixa ou em operações que variam de acordo com a taxa de juros CDI ou Selic.

O segundo tipo de fundo que mais rendeu foi o de renda fixa, que tiveram alta de 1,05% no último mês. Os consumidores que optam pela renda fixa investem 80% de seus investimentos em títulos públicos e ativos de menor risco no mercado.

Os títulos Multimercados, Juros e Moedas renderam 1% em junho e ocupam o terceiro lugar no balanço mensal de aplicações. Esse tipo de produto tem o investimento voltado a ativos de renda fixa.

Todos os dados referem-se à data de 29 de junho. Os fundos citados acima registraram os melhores rendimentos, por serem consideradas mais conservadoras e serem beneficiadas pela alta taxa de juros. Em sua grande maioria, os investimentos citados acompanham o crescimento da Taxa Selic.

Já a poupança anda perdendo espaço na preferência dos consumidores, e já é considerada pela maioria deles um mau investimento, pois sua a elevação da taxa básica dos juros foi de 0,50 ponto percentual no começo desse mês, chegando a 13,75%. A poupança segue a Taxa Referencial do mês mais 0,5%, deixando seu rendimento bem menos atrativo do que os outros investimentos que acompanham a alta da taxa Selic, que rende mais que 8,5% ao ano. 

Outro tipo de investimento que está em queda no gosto dos consumidores são os Títulos Públicos com prazos mais longos, que no último mês ocuparam a lanterna na preferência dos investidores. A rentabilidade do título IPCA+2035 caiu cerca de 3,7% no último mês e o IPCA+com juros semestrais 2050 teve queda de 2,32%. Como a taxa Selic tende a aumentar até o final do ano, segundo uma projeção de mercado, esses títulos registraram altas quedas no mês passado.      

Por Patrícia Generoso

Investimentos


Resultado negativo foi consequência direita do desempenho abaixo da média do setor de serviços e da indústria.

A economia brasileira continua em queda e registrando resultados negativos. O último deles foi justamente o recuo de 0,2% no primeiro trimestre de 2015 quando a comparação é feita com o último trimestre de 2014. Além disso, vale destacar que também foi registrado um recuo do consumo das famílias, bem como dos investimentos. Tal resultado foi consequência direita do desempenho abaixo da média do setor de serviços e da indústria. Os resultados aqui divulgados são dados oficiais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

É importante ressaltar que quando a comparação é feita com o mesmo período em 2014 os resultados são ainda piores. Neste caso, o recuo registrado foi de 1,6% e o principal destaque foi a queda no consumo das famílias. Esse é um dos piores resultados desde o último trimestre de 2008. Vale ressaltar que em valores, a soma das riquezas produzidas no Brasil durante esse período foi de R$ 1,408 trilhão.

Como já foi destacado, um dos principais vilões para o recuo de 0,2% em nossa economia foi o setor de serviços. Tal setor registrou uma queda de nada menos que 0,7%. Além disso, é importante destacar que o setor de serviços representa mais de 60% do PIB do Brasil, por isso, um recuo nesta área representa perdas significativas para nossa economia. O recuo da indústria foi menor que o do setor de serviços, 0,3%. A boa notícia veio de setor da agropecuária, haja vista a alta de 4,7%.

Apesar dos resultados negativos, o recuo ainda está abaixo do que esperava o mercado financeiro. A previsão do IBC-Br, por exemplo, era de que o recuo da economia girava em torno de 0,81% no primeiro trimestre de 2015.

Um resultado negativo já era esperando, haja vista Joaquim Levy, ministro da Fazenda, ter afirmado que o início do ano seria complicado, pois seria marcado por um ajuste fiscal bastante forte.

Por Bruno Henrique

Economia brasileira

Foto: Divulgação


Para 2015, a estimativa da inflação subiu, e para 2016, foi reduzida. A previsão para o PIB de 2015 também teve queda, e para 2016, a expectativa é de registrar apenas 1%.

Com as turbulências pelas quais vem passando o mercado financeiro o que não falta são dados levantados pelos analistas. E por falar neles a mais recente novidade é que acabaram reduzindo as projeções que tinham em relação à inflação para 2016. De acordo com as informações divulgadas pelo boletim Focus (Banco Central), isso se deve principalmente por uma taxa de juros que, até agora, espera-se que seja maior do que a que vinha sendo aguardada. Mas ainda em 2015, a estimativa tida para a inflação acabou aumentando. A especulações do Top 5, constituído pelo grupo de analistas que mais acertam as projeções ficam na faixa dos 9% neste ano.

Voltando ao boletim Focus, temos mais algumas informações importantes. Por exemplo, a mediana com relação ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano deu um leve salto de 8,26% para 8,29%. Os analistas, por sua vez, ainda confiam que haverá uma desaceleração em um período que engloba os próximos doze meses. Isso nos levaria para o mês de abril (mais ou menos) de 2016 quando se espera que a taxa possa chegar a 5,94%.

Para 2016, também há certa expectativa para o IPCA onde as apostas apontam para uma alta de 5,51%. A título de curiosidade as projeções vêm caindo. Neste caso, anteriormente esperava-se 5,60%. É um pouco complexo para afirmar tudo com precisão, mas essa seria a primeira queda na mediana, depois de um período de cinco semanas de estabilidade esperada para 2016.

O PIB cai novamente:

Pela quarta semana seguida as expectativas dos analistas sobre a atividade econômica no país diminuiu novamente. O Produto Interno Bruto aponta para uma queda de 1,20%. Apenas uma semana antes a estimativa apresentada era de 1,18%.

Para o ano de 2016 não há muito que esperar sobre esse ponto. As apostas continuam apontando um crescimento de somente 1%.

As informações são do boletim Focus, do Banco Central.

Por Denisson Soares

Inflação


Queda do Índice de Atividade Econômica do Banco Central foi de 0,81% no 1º trimestre de 2015. Este índice é a prévia do PIB do Brasil.

Após registrar uma subida de 0,36% em fevereiro, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, IBC-Br, voltou a registrar um recuo e dessa vez a queda foi em relação ao primeiro trimestre de 2015. Vale ressaltar que o IBC-Br é nada menos que a prévia do PIB do Brasil. O mesmo conseguiu registrar uma queda de 1,07% no mês de março. Esse resultado representa nada menos que um recuo de 0,81% quando a comparação é feita com o último trimestre de 2014.

Já quando a comparação é feita com o primeiro trimestre de 2014 o recuo se destaca ainda mais, haja vista a queda de 1,98%. Dessa forma, este é o pior primeiro trimestre da atividade econômica do país desde o ano de 2009. Vale ressaltar que este era o ano de uma das piores crises financeiras do mundo.

Além disso, é importante ressaltar que o recuo de 0,81% quando a comparação é feita com o primeiro trimestre de 2014 se torna o pior resultado desde 2012, pois neste ano havia sido registrada uma baixa de 1,45%.

Essa baixa já era esperada pelos economistas do mercado financeiro, haja vista os mesmos terem feito a previsão de que o recuo quando comparado com o último trimestre de 2014 estaria entre 0,40% a 1%.

Apesar disso, é importante ressaltar que as estimativas aqui destacadas não levaram em consideração o ajuste do indicador, que é a nova metodologia das Contas Nacionais Trimestrais para o Produto Interno Bruto. A nova metodologia faz parte das atividades do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, bem como do Banco Central.

Os dados do Banco Central informam que o IBC-Br ficou com 144,48 pontos após a queda em março. Vale ressaltar que este é o menor nível desde novembro de 2012, haja vista os 143,93 pontos na época. Em contrapartida, quando o assunto é a série observada, o indicador conseguiu registrar 149,59 pontos, que é nada menos que a maior desde outubro de 2014.

Por Bruno Henrique

IBC-Br


Moeda norte-americana fechou em alta de 0,63%, a R$ 3,0365 na compra e R$ 3,039 na venda.

Após algumas especulações, o dólar confirmou as expectativas e fechou a quarta-feira, dia 13 de maio, em alta. O resultado decorre do receio relacionado ao possível avanço do ajuste fiscal no congresso, bem como as dúvidas que pairam a respeito da intervenção ou não do BC (Banco Central) no câmbio.

O aumento registrou um percentual de 0,63%. O dólar está cotado no momento em R$ 3,0365 para compra e exatos R$ 3,039 para venda.

Apesar de ruim, a cotação atual da moeda americana, principalmente para o consumidor que enfrenta certa dificuldade para a aquisição de produtos importados, as altas sucessivas decorrem de medidas naturais de uma economia em recessão. A médio e longo prazo o objetivo é a estabilização da economia e a retomada do crescimento, o que definitivamente não ocorre neste ano.

No início do dia a moeda operava em baixa, principalmente após as divulgações pouco animadoras da economia norte-americana. Contudo, expectativas de intervenção no câmbio por parte do BC reverteu o quadro e fez com que o dólar fechasse com alta expressiva.

As medidas tornam a moeda nacional desvalorizada diante da moeda norte americana, contudo existem alguns aspectos que não podem ser negligenciados. Uma delas é o fato de que a desvalorização do dólar impulsiona o consumo de produtos importados e o turismo, sendo assim parte da receita nacional vão para fora. Quando o contrário ocorre, parte desse montante que sairia do país continua circulando em território brasileiro, o que é melhor para a nossa economia.

Outro aspecto a ser considerado nesse pacote de ajustes é o aumento sucessivo dos juros. Este é outro ponto que faz com que o consumidor perca poder de compra, mas que em uma perspectiva de médio e longo prazo pode contribuir para uma estabilização da economia, que se encontra em processo de recessão gradual.

Para os próximos meses a economia mantém a tendência atual. A estabilidade econômica, segundo especialistas, é prevista para o final de 2016.

Por André César

Dólar

Foto: Divulgção





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