Juros mais altos foram um dos principais motivos para que as operações de crédito apresentassem queda em 2015.

Um fato aceito por todos é que o Brasil atravessa uma difícil crise econômica. Uma das consequências de tal crise foi a queda em relação à expansão do crédito em 2015, cenário que pode continuar em 2016. Além da crise econômica, os juros ainda mais altos também foram decisivos no recuo do crédito em 2015. O Banco Central divulgou um relatório no dia 27 de janeiro de 2016 onde mostra que o saldo das operações de crédito cresceu 6,6% em 2015 contra 11% em 2014.

Túlio Maciel, chefe do Departamento Econômico do Banco Central, enfatizou que as taxas de juros mais altas são um dos principais fatores que contribuem para o recuo da taxa de crédito. Além disso, ele também destaca que em anos anteriores foi registrado um grande número do comprometimento de renda através de dívidas. Sendo assim, 2015 apresentou menos espaço para o crescimento do crédito, haja vista a inviabilidade de tal operação graças aos resultados apresentados em anos anteriores. Maciel acredita que a expansão do crédito voltará a crescer quando a renda também voltar a crescer.

Outro detalhe muito importante é quanto às empresas, pois com a queda da atividade econômica do país as mesmas também diminuem sua demanda por crédito. O crédito para pessoas físicas, por exemplo, conseguiu alcançar nada menos que R$ 831,781 bilhões em dezembro, isso significa uma queda de 0,2% em relação a novembro, porém um aumento de 7,3% no ano.

Já em relação à inadimplência, outro fator determinante na queda ou crescimento do crédito, Maciel destaca que o número de endividados cresce de forma moderada se considerarmos o atual cenário econômico do país. Para se ter uma ideia, a inadimplência total, soma das empresas e pessoas físicas, chegou a 5,3% no último mês de 2015. Tal resultado representa uma alta de 0,1% quando comparado a novembro e 1% na comparação com o mesmo período em 2014.

Como todos sabem, um dos principais meios de conseguir trazer de volta a expansão do crédito é através de programas de incentivo ao crédito por parte do governo. Túlio Maciel evitou falar desse assunto, pois ele destaca que é preciso saber as condições do programa de incentivo para que se analisem seus possíveis efeitos.

Por Bruno Henrique

Crédito


Com a crise financeira do Brasil e a alta dos juros, a Renda Fixa está sendo o melhor investimento atualmente.

O brasileiro continua com o péssimo hábito de investir seu dinheiro na poupança. Apesar das vantagens oferecidas, os juros da poupança não conseguem nem mesmo manter o valor do dinheiro depositado e hoje, quem tem investido na poupança, na verdade está perdendo dinheiro.

O Copom – Comitê de Política Monetária, do Banco Central vai manter a mesma taxa básica de juros, a Selic, em 14,25% ao ano e, assim, com os juros mais altos é preciso fazer uma reavaliação para saber onde é melhor aplicar seu dinheiro.

E com juros altos, a melhor opção de investimento está sendo mesmo a Renda Fixa, mas atenção: colocar todo seu dinheiro em um só lugar é um grande erro.

Atualmente as pessoas estão muito interessadas em investir principalmente no dólar, que não para de subir, mas com os juros nas alturas, o melhor é não optar por um investimento de risco, a não ser que o investidor tenha muito dinheiro e poderá se manter com tranquilidade, caso seu investimento não dê o resultado esperado. Imagine que você pegue seu dinheiro, compre dólar e de repente o dólar começa a cair.
Se você investe em uma LCI que está pagando 97% do CDI em apenas 1 ano, já terá uma rentabilidade líquida de quase 14%.

Para fazer um bom investimento no dólar ou mesmo na Bolsa, seria preciso ter uma certeza muito grande de que conseguiria um rendimento maior que 14% no período de 1 ano, e ninguém pode lhe dar esta certeza.

Vale lembrar ainda que, com um rendimento de 13% ao ano, em um período de 6 anos o seu capital passa a ter o dobro do valor.

Um dos melhores investimentos no momento é o Tesouro Direto, justamente por causa da alta taxa de juros, mas o bom mesmo é diversificar suas aplicações, por exemplo, o Tesouro Selic pode ser um bom início para quem está começando agora, tem o Tesouro IPCA e o Prefixado, sendo que neste caso é importante o investidor saber quando vai precisar de dinheiro para optar pelos títulos que estarão vencendo justamente neste período.

Esqueça a poupança, pois ela está dando é prejuízo! Invista seu dinheiro na Renda Fixa, fazendo todos os cálculos e verá que o rendimento será bem melhor.

Por Russel

Investimentos





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