A queda foi de 2,3% na procura por crédito em junho, comparando com maio de 2015.

De acordo com o Serasa, o número de brasileiros em busca de crédito teve uma baixa de 2,3% no mês de junho, se comparado com o mês de maio e se a comparação for realizada com o mesmo mês, só que de 2014, houve uma alta de 10,1%.

Já para o acumulado do ano, de acordo ainda com o Serasa, houve um acréscimo, até o momento de 4,8%.

De acordo com vários economistas, inclusive da própria entidade, esta queda na busca por crédito já era esperada e um dos principais motivos foi o Dia das Mães, quando o mercado tem uma procura maior por crédito, para que os consumidores possam fazer suas compras, já no mês de junho, como não houve nenhuma data que alavancasse as vendas, a demanda por crédito não foi nenhuma surpresa.

Já a causa do aumento da procura por crédito há 1 ano atrás está ligada à realização da Copa do Mundo, em junho, quando também houve uma busca muito grande do consumidor por crédito.

E a queda na busca por crédito neste mês de junho, foi em todas as faixas de rendas, sendo mais intensa naquelas camadas de rendas que são mais baixas, onde a queda registrada chegou a 2,8% para quem tem uma renda mensal de até R$ 500,00.

Para quem tem renda entre R$ 500,00 e R$ 1.000,00 mensal, a queda foi de 2,5%. Para os consumidores que recebem de R$ 1.000,00 a R$ 2.000,00 mensais, a queda registrada foi de 2,2%.  Consumidores com renda mensal entre R$ 2.000,00 a R$ 5.000,00 apresentou queda de 2,1%. E aqueles que possuem uma renda mensal entre R$ 5.000,00 e R$ 10.000,00 a queda foi de 2,2%. Para quem recebe mais de R$ 10.000,00 mensal, a queda na busca por crédito registrada em junho foi de 1,9%.

Todas as regiões do Brasil registraram queda na demanda por crédito, sendo que a maior delas foi no Norte do país, onde a queda chegou a 3,3%. Na região Sudeste, a queda na busca por crédito foi de 3% e na região Centro-Oeste chegou a 2,3% que ficou um pouco acima da queda no Nordeste que foi de 2,1%.

Por Russel

Busca por crédito


Alguns fundos de investimentos foram os que mais renderam em junho. Já a poupança e Títulos Públicos com prazos mais longos foram considerados maus investimentos.

Quem está em busca de bons investimentos deve ficar atento às variações no cenário financeiro do país. Uma forma disso é acompanhar os melhores e piores investimentos dos meses anteriores.

Confira os dados coletados no mês de junho:

Os fundos que registraram maior alta no último mês de junho foram os referenciados DI. Segundo pesquisas, esses fundos registraram rentabilidade de 1,07%. Quem investe nesse tipo de fundo investe pelo menos 95% de seu patrimônio em títulos de renda fixa ou em operações que variam de acordo com a taxa de juros CDI ou Selic.

O segundo tipo de fundo que mais rendeu foi o de renda fixa, que tiveram alta de 1,05% no último mês. Os consumidores que optam pela renda fixa investem 80% de seus investimentos em títulos públicos e ativos de menor risco no mercado.

Os títulos Multimercados, Juros e Moedas renderam 1% em junho e ocupam o terceiro lugar no balanço mensal de aplicações. Esse tipo de produto tem o investimento voltado a ativos de renda fixa.

Todos os dados referem-se à data de 29 de junho. Os fundos citados acima registraram os melhores rendimentos, por serem consideradas mais conservadoras e serem beneficiadas pela alta taxa de juros. Em sua grande maioria, os investimentos citados acompanham o crescimento da Taxa Selic.

Já a poupança anda perdendo espaço na preferência dos consumidores, e já é considerada pela maioria deles um mau investimento, pois sua a elevação da taxa básica dos juros foi de 0,50 ponto percentual no começo desse mês, chegando a 13,75%. A poupança segue a Taxa Referencial do mês mais 0,5%, deixando seu rendimento bem menos atrativo do que os outros investimentos que acompanham a alta da taxa Selic, que rende mais que 8,5% ao ano. 

Outro tipo de investimento que está em queda no gosto dos consumidores são os Títulos Públicos com prazos mais longos, que no último mês ocuparam a lanterna na preferência dos investidores. A rentabilidade do título IPCA+2035 caiu cerca de 3,7% no último mês e o IPCA+com juros semestrais 2050 teve queda de 2,32%. Como a taxa Selic tende a aumentar até o final do ano, segundo uma projeção de mercado, esses títulos registraram altas quedas no mês passado.      

Por Patrícia Generoso

Investimentos





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