Recomendação ocorre após estatal elevar os preços dos combustíveis no país.

Depois dos sucessivos escândalos envolvendo parlamentares, executivos e outros agentes do governo nos esquemas de desvio de dinheiro envolvendo um das principais empresas do governo, a Petrobras, os indicadores financeiros parecem apontar novamente para a estatal brasileira que parece despontar novamente como um investimento seguro no país.

Depois de anunciar um grande rombo em suas contas e, como consequência, o cancelamento de novos investimentos em infraestrutura pelo país, a Petrobras, novamente reformulada e com a adoção de uma nova sistemática de gestão financeira, volta a se indicada como uma opção segura no Brasil, conforme a avalição dos consultores financeiros ligados ao banco Santander no Brasil.

A divulgação da intenção e avaliação de investimento feita pela instituição financeira veio após os executivos do banco darem o aval legal para a nova estratégia adotada pela estatal e que se confirmou com a mais recente elevação dos preços dos combustíveis no país.

De acordo com um dos responsáveis pelas análises, Gustavo Allevato, a Petrobras retoma o seu posto de investimento seguro em terras brasileiras após o aumento de preços, o que só colabora para mostrar a todos os investidores mundiais, assim como ao próprio banco, a intenção de empresa em adotar uma filosofia financeira que vai reorganizar a sua própria finança interna, assim como firma o compromisso com o capital estrangeiro de se tornar uma aplicação rentável no mercado internacional.

A avalição positiva que mudou o cenário da empresa e renovou a sua imagem como investimento veio após o reajuste dos seus produtos que poderá projetar expectativas positivas de valorização das aplicações em papéis da estatal.

As projeções são uma valorização superior aos 20% ainda neste ano. Para o ano de 2017, esta expectativa deverá ser que uma ação da Petrobras possa ser comercializada no mercado de ações com um valor que chegue até quase R$ 24,00.

No mercado atual, desde a sua reestruturação, este valor está cotado atualmente em quase R$ 19,00. Portanto, os analistas financeiros acreditam que se for mantido a mesma política, este percentual de expectativa possa ser mantido e a prática de recomendação em investimentos na empresa possa se solidificar nos próximos anos, o que a faz um investimento seguro para todos.

Emmanoel Gomes


Após perder o grau de investimento, as ações da Petrobras registraram queda, atingindo o menor valor de 2015.

O atual momento da Petrobras, uma das mais importantes estatais brasileiras, é bastante grave. Apenas um dia após o rebaixamento da Petrobras por parte da Standard & Poor’s, o que resultou na perda de seu grau de investimento, a empresa viu suas ações despencarem e atingirem o menor valor de 2015. Com isso, os números da empresa voltaram ao patamar 2003, um dos menores da história. Porém, é importante destacar que não foi apenas o rebaixamento que causou a queda de mais de 4% nas ações da Petrobras. Outros fatores como, por exemplo, o recuo na cotação internacional do petróleo juntamente com a forte valorização do dólar também influenciaram a queda das ações da empresa brasileira. É importante destacar que uma boa parte da dívida da empresa é denominada no dólar.

Como citado acima, o recuo no preço do petróleo tem sido um dos vilões contra os números da Petrobras, bem como de companhias petrolíferas em todo o mundo. A matéria do tipo Brent já registra recuo de 1,15% o barril.

Com isso, as ações preferenciais da Petrobras, que não possuem direito a voto, despencaram para 3,89% ao chegar a R$ 7,66, o que significa o menor valor desde 30 de setembro de 2003 quando foi registrado R$ 7,58. Já as ações ordinárias, aqueles que possuem direito a voto, sofreram recuo de 5,37% passando a R$ 8,81.

Além disso, é importante destacar que o recuo em ações das empresas brasileiras não foi exclusividade da Petrobras. A Vale, por exemplo, operou em saldo negativo. Ações do tipo PNs sofreram recuo de 2,06% enquanto que as Nos registraram baixa de 2,46%. O setor bancário também não escapou dos resultados negativos, haja vista a perda de 2,67% dos papeis preferenciais do Banco do Brasil.

Após isso, o grande desafio para o Governo Federal será tentar evitar que a Fitch e a Moody’s, agências de classificação de risco, também rebaixem a nota do Brasil. O grande risco no momento fica por conta da Moody’s, pois a nota do Brasil se encontra a um nível acima do grau especulativo.

Por Bruno Henrique

Queda das ações da Petrobras


A saída de dólares em julho superou a entrada de investimentos em nosso País em US$ 8,4 bilhões, sendo o pior resultado do fluxo cambial em 2015.

O atual cenário econômico ao qual estamos inseridos traz consigo um grande número de consequências negativas que agravam ainda mais esse cenário. Um grande exemplo disso é que pelo terceiro mês consecutivo, o mercado financeiro brasileiro acabou registrando grande saída de dólar de nosso País. O resultado em julho, por exemplo, foi bastante desagradável. A saída de dólares em julho superou a entrada de investimentos em nosso País em US$ 8,4 bilhões.

Esse é um resultado bastante preocupante, pois quando a saída de dinheiro é maior que a entrada de investimentos fica evidente que estamos perdendo recursos e, sobretudo, investimentos. Vale ressaltar que essa quantia de US$ 8,4 bilhões citada é número oficial do Banco Central. Além disso, o BC também destacou que esse grande volume de dinheiro que acaba saindo do país é consequência não apenas do cenário internacional que é turbulento. A entidade afirma que o cenário interno também é um grande vilão, haja vista a crise econômica e política além dos rumos da Operação Lava-Jato.

É importante destacar que os US$ 8,4 bilhões que saíram do país em julho tratam-se do pior resultado do fluxo cambial em 2015. Em contrapartida, o dólar vem registrando grandes aumentos, o que traz um impacto positivo nas exportações, pois os exportadores brasileiros acabam trazendo mais dólares para o país. Com isso, o resultado poderia ter sido ainda pior se não fossem os US$ 4,4 bilhões que entraram em julho.

O grande número registrado pelas entradas das importações ajudou na amenização de um resultado que poderia ser ainda mais desastroso. Julho de 2015 apresentou saldo negativo de US$ 3,9 bilhões no fluxo cambial geral. Tal resultado é 17% abaixo quando comparamos com a saída líquida de junho.

Apesar do resultado negativo em julho, o acumulado do ano do fluxo cambial ainda está positivo em US$ 7,2 bilhões. Vale destacar que este é um resultado bastante superior aos US$ 2,4 bilhões de saldo nos primeiros sete meses de 2014.

Por Bruno Henrique

Dólar





CONTINUE NAVEGANDO: