Saiba aqui como você deve fazer para declarar o saque de seu FGTS Inativo na Declaração do Imposto de Renda 2018.

Se você já sabe que neste ano de 2018 precisa realizar a Declaração de seu Imposto de Renda e já está preparando toda a papelada para que seus dados sejam corretamente enviados ao Fisco, com certeza já deve também saber que neste ano de 2018 algumas novidades forma acrescentadas à declaração.

Uma dessas novidades é a declaração do valor recebido de contas inativas do FGTS, que é o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço.

No ano de 2017, como uma medida provisória, o presidente Michel Temer, para auxiliar os contribuintes em um momento de crise financeira, liberou os saques de recursos dessas contas que se encontravam inativas. Grande parte dos trabalhadores brasileiros (que se enquadraram nos requisitos) teve direito ao saque desses recursos. Os números apontam que foram 25 milhões de contribuintes, o que totalizou um montante de 40 bilhões injetados na economia do país.

Assim sendo, quem no ano de 2017 recebeu recursos vindos de contas inativas do FGTS e que são obrigados a declarar seus impostos devem incluir o valor recebido em seus rendimentos.

A Receita Federal informa que os declarantes não precisam se preocupar, pois não será cobrado nenhum imposto sobre essa quantia recebida, contudo, ela precisa constar na documentação para que no fim das contas não ocorra uma variação patrimonial que não se possa justificar.

Nesse sentido, se você declarante recebeu qualquer valor relativo ao FGTS de contas inativas deve informa-lo em sua declaração que será enviada ao Fisco.

Veja agora como acrescentar mais este dado em sua declaração.

Entre os muitos dados que devem ser preenchidos, existe um campo descrito como “Rendimentos Isentos e Não Tributáveis”, eles está localizado na linha de número 4, que é para a informação de dados sobre valores vindos de rescisão por acidente de trabalho, indenizações por fim de contrato trabalhista, título de PDV e valores de Fundo de Garantia.

Pois bem, é nesse espaço que você deve informar o valor recebido de contas inativas do FGTS.

Dessa forma, o declarante nessa seção deve informar o nome da instituição da Caixa, que foi o lugar de onde tirou o pagamento. Para isso basta informar o CNPJ da agência em questão, que deve ser uma correspondente do nº 00.360.305/0001-04.

Caso o declarante tenha adquirido algum imóvel com esse dinheiro recebido do FGTS Inativo, também é necessário incluir essa informação. Para isso, precisa ir ao campo “Discriminação” que pode ser localizado na ficha que trata de “Bens e de Direitos”.

Pode acontecer de o declarante optar em não declarar esse valor e enviar a Declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física sem essa informação. Contudo, ele precisa ter consciência que após seus dados serem analisados e conferidos pelo Fisco, será identificado uma variação no valor de seu patrimônio e alguma justificação terá que ser dada por isso, o que com certeza irá demandar um pouco mais de trabalho do que informar de antemão esse valor, já que nada será cobrado por isso.

A Receita Federal aguarda que neste ano de 2018 28,8 milhões de brasileiros entreguem suas declarações de IRPF. Elas já podem ser enviadas e a data final para seu envio é o dia 30 do mês de abril.

Quem não enviar a declaração ou enviá-la depois da data determinada estará sujeito ao pagamento de multas, sendo o valor mínimo de R$165 e o máximo que pode chegar até 20% calculado sobre o valor do seu imposto.

A Receita Federal disponibiliza em seu site um programa para ser baixado em computadores, tablets e celulares para que os declarantes possam fazer suas declarações de forma mais prática, sem aquela papelada que nos confunde. Baixe o programa, informe seus dados corretamente e envie. Não deixe para a última hora.

Sirlene Montes


Bitcoin, Ethereum e outras criptomoedas são uma bolha? Ou apenas um mercado muito promissor em formação?

Antes de começarmos a analisar a existência de bolhas entre as criptomoedas, é necessário dizer: este é um mercado nascente, em pleno crescimento. A tecnologia é nova, estão surgindo várias moedas com propostas diferentes, e até mesmo a especulação é incipiente, até pelo fato de que ainda é difícil, para pessoas comuns, comprarem e guardarem criptomoedas. Mas uma coisa é certa: trata-se de uma tecnologia que pode mudar, e muito, o próprio conceito de moeda, principalmente num momento em que vários governos do mundo consideram acabar com as cédulas em papel. Estônia (Estcoin) e Índia (Lakshmi) chegaram a anunciar a criação de criptomoedas estatais próprias.

Por se tratar de moedas com uma dinâmica própria, com inflação monetária definida em algoritmo e praticamente impossível de ser modificada, Bitcoin, Ethereum e outras criptomoedas apresentam uma oferta extremamente previsível, reduzindo enormemente a incerteza econômica. São imunes a políticas monetárias, de câmbio e não estão expostas a crises de dívida soberana. Pelo contrário: podem se beneficiar de crises nas moedas estatais, fiduciárias. A ponto de Bill Gates, da Microsoft, e Richard Branson, da Virgin, terem afirmado que bitcoin é melhor que dinheiro. Por isso, é bom ficar atento.

Também é salutar revisitarmos o conceito de bolha especulativa: trata-se de algo que é praticamente um consenso permeando todo um mercado ou uma sociedade, com preços que refletem expectativas irreais ou improváveis, muito acima de seus fundamentos ou potencial real. Neste sentido, temos duas perguntas:

  1. Há um consenso de que as criptomoedas vão só subir? Difícil dizer, mas um sinal vermelho é que muitas pessoas comuns começam a ver criptomoedas como investimento seguro.
  2. As perspectivas de crescimento futuro estão exageradas? Por se tratar de tecnologia nova, reconhecidamente disruptiva até por bancos centrais, a resposta é não. O mercado ainda é muito pequeno, mesmo considerando que a tecnologia possa atingir 10% do potencial de previsões conservadoras.

Em consequência, tudo leva a crer que não há, de fato, uma bolha especulativa no mercado de bitcoin ainda. O valor de mercado, como um todo, ainda é muito baixo para tanto. O que não quer dizer que a criptomoeda necessariamente seja a vencedora deste mercado.

Quando comparadas a outros ativos, o valor de mercado das criptomoedas é irrisório. Temos, hoje, US$ 9 trilhões de dólares em ouro; o M1 (cédulas e conta corrente) dos EUA é de US$ 3,5 trilhões; na China e Zona do Euro, cerca de US$ 8 trilhões em cada; as 60 maiores bolsas de valores do mundo concentravam US$ 60 trilhões em ativos no começo de 2016 (só a Bovespa concentrava mais de US$ 500 bilhões, isso com o mercado deprimido da época, quando a bolsa brasileira se tornou muito pequena em cenário global). Ou seja: se cumprirem todo seu potencial, de se tornarem uma espécie de bolsa de valores atrelada a uso como dinheiro para pagamentos do dia a dia, os atuais pouco mais de US$ 100 bilhões de valor de mercado são muito baixos. Se o Bitcoin conseguir atingir US$ 1 ou US$ 2 trilhões de valor de mercado, estamos falando de um preço na casa de US$ 100 mil por unidade. Mesmo Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, que chamou o bitcoin de fraude e afirmou que vai entrar em colapso, reconhece que pode chegar a isso.

No entanto, há alguns sinais claros de bolhas nas criptomoedas, em situações isoladas, e que podem afetar, moderadamente, o preço do Bitcoin (falaremos mais sobre isso adiante). Há moedas que só são negociadas por estarem lá, com projetos parados e sem casos de uso no mundo real. Há ETFs de Bitcoin com um valor descolado do ativo que têm em mãos (configurando um sinal clássico de bolha, quando o ativo não corresponde ao valor fundamental). A questão toda é separar os projetos bons (e eles existem, em boa quantidade) dos ruins e saber a hora de sair de cada posição.

Neste artigo, vamos fazer uma análise fundamental bastante aprofundada. É algo extremamente técnico, talvez difícil de ser entendido por quem ainda não é iniciado no mercado, mas ainda assim necessário para que se possa avaliar o potencial e os riscos envolvidos em cada situação. De todo modo, o leitor leigo pode considerar este texto uma porta de entrada para entender melhor o mercado de criptomoedas e saber que conceitos devem ser estudados por quem quer se aprofundar no assunto.

Bitcoin

Bitcoin e Ethereum

Bitcoin é a porta de entrada, a moeda que o mundo inteiro compra inicialmente para depois adquirir os outros ativos (estes sim, com enorme potencial para formar bolhas individualmente). Também é a criptomoeda com maior número de casos de uso no mundo real, para transações comuns, como compra de bens e serviços e transferências internacionais de dinheiro. Vai continuar assim? Não sabemos, mas se Ethereum ou outras ganharem mais pares com moedas fiduciárias (emitidas por governos, como dólar, real, iene, rublos, etc.), no mundo todo, a demanda do Bitcoin pode diminuir, pois este intermediário poderia ser eliminado. Neste caso, o Bitcoin pode mesmo não ser o vencedor. E o Ethereum corre o mesmo risco, em longo prazo (mesmo que os ativos vencedores sejam criados em seu blockchain). Cabe lembrar que a Bittrex, uma das maiores exchanges (casas de câmbio para criptomoedas), já anunciou o Any2Any, que possibilita negociar qualquer moeda diretamente, sem passar por Bitcoin ou outros pares, capaz de eliminar quaisquer intermediários, se houver liquidez.

Ethereum, por enquanto, é porta de entrada para ICOs e, em alguns casos, para criptomoedas mais bem estabelecidas (nas exchanges, ainda, é mais comum comprar ativos, mesmo que baseados em Ethereum, com Bitcoin, mesmo).

Além de Bitcoin e Ethereum

O mercado de criptomoedas não se resume somente a Bitcoin e Ethereum. Na verdade, já há perto de 1000 criptomoedas diferentes. A maioria sem grandes chances no longo prazo, mas há algumas promissoras, como Waves, Ripple, Monero, Iota, Nxt, e outras.

Para não alongar demais o artigo, vamos analisar os fundamentos apenas destas, embora existam, certamente, vários outros projetos muito interessantes.

Waves e Nxt

Waves e Nxt são parecidas com Ethereum, mas ainda em estágio bem inicial. Embora permitam que ativos sejam criados a partir de sua estrutura de dados (o blockchain), um problema sério em ambas é ainda não suportarem smart contracts (um dispositivo que permite que a criptomoeda se comporte como um ativo contratual, como uma ação, com regras, em software para distribuição de lucros e dividendos, por exemplo, ou outras informações). No entanto, Waves já anunciou que os smart contracts estão em desenvolvimento e que seguirão modelos específicos de regras, sem necessidade de programação.

Ambas são baseadas em algoritmos classificados como “Prova de Posse” (uma tradução livre de Proof of Stake, que literalmente significa “Prova de Aposta”. O termo vem de um jargão do mercado de ações, “Stake Holder”, que significa alguém envolvido com o projeto, seja com ações, seja com trabalho, compreendendo funcionários e acionistas) ao contrário de Bitcoin e Ethereum, que são por “Prova de Trabalho” (Proof of Work). Na “Prova de Posse”, o detentor da moeda tem um incentivo a mantê-la em carteira, e seus fundos são usados para validar outras transações, rendendo uma espécie de juros para quem as detém. Já na “Prova de Trabalho”, há a figura do minerador, um indivíduo ou empresa que detém máquinas poderosas, capazes de fazer cálculos matemáticos difíceis definidos por consenso, que realizam a validação de transações, independente do montante de Bitcoins e Ethereum em sua propriedade.

Muitos argumentam que a “Prova de Posse” representa um algoritmo superior, que remunera aqueles que fazem poupança na moeda, direciona investimentos para compra da mesma no lugar de computadores potentes, gasta menos energia e é mais segura quanto a tentativas de controle da atividade de “mineração”, embora, por sua simplicidade e sua disponibilidade recente, sua segurança ainda tenha que ser provada (em artigo de 2014 no blog da Ethereum – que está adotando Proof of Stake em parte dos blocos ainda em 2017, num modelo híbrido – são levantadas muitas questões acerca da inviolabilidade do blockchain e outras de ordem econômica. Muitas dessas questões continuam relevantes até hoje).

Recentemente, a rede Burger King da Rússia criou um sistema de cupons (uma criptomoeda, no fundo), baseada em Waves, a Whoppercoin. Isso dá um exemplo do número de usos que as criptomoedas ainda podem ter. Esta plataforma tem um maior número de projetos e está mais desenvolvida que Nxt.

Uma grande vantagem do sistema Waves é que seu sistema permite que se possa realizar “leasing”, uma espécie de cessão de fundos, para os chamados “forjadores”, que agregam fundos de vários usuários e validam transações de terceiros, distribuindo as taxas como se fossem juros. Isso sem a menor possibilidade de que o forjador se aproprie de seus fundos. Afinal, não se trata de um empréstimo, mas sim como uma espécie de declaração de que você, detentor de uma quantia específica de Waves, permite que o “forjador” anuncie para outros que está validando transações com seus fundos, como se fosse uma conta em banco sem possibilidade de confisco. Note-se que Nxt também permite leasing, mas a maneira como é feita, com saques manuais e com uma taxa cobrada (em Waves a taxa só é cobrada quando se realiza o leasing e é muito mais barata – 0.01 waves contra 1 Nxt – mesmo levando-se em conta a cotação das duas moedas. Neste momento, cerca de US$ 0.07 para cada Nxt e US$ 3.50 para cada Wave).

Assim como Bitcoin e Ethereum, ambas as moedas podem acabar se tornando portas de entrada para toda uma classe de ativos e, embora sejam tecnologias muito interessantes, muito de seu atual valor de mercado se deve a especulação. Ainda assim, se forem bastante usadas, podem render uma quantidade previsível de “juros” que permita que possam ter seu valor analisado conforme o fluxo de caixa gerado, de modo similar aos títulos públicos e ações.

Note que Waves e Nxt não são as únicas neste modelo. NEO e NEM são outras dignas de nota.

Monero

Moeda muito interessante, uma variação do Bitcoin com foco em privacidade. Da maneira como é construída, os saldos de cada endereço ficam escondidos atrás de criptografia forte, o que praticamente impossibilita que um terceiro (mesmo instituições governamentais), tome conhecimento da quantia que cada usuário tem (um problema que pode afetar o Bitcoin, se o usuário não tomar as devidas precauções de privacidade).

Além disso, cada transação é realizada, por projeto, através de um sistema denominado “mistura” (“mixing”), baseado nas chamadas “assinaturas por anel” (ring signatures) que faz com que pareça que cada endereço fez negócio com uma quantidade grande de outros usuários, praticamente impossibilitando o rastreio de uma transação. Como se não bastasse, as transações ainda são realizadas por endereços temporários, que só o detentor de cada carteira tem como saber, um limite ainda maior ao rastreamento.

A desvantagem é que, por isso, as transações tendem a ser mais caras, por sua complexidade, e é necessário que o software para utilizar a moeda tenha uma cópia completa do blockchain, o que pode ocupar muito espaço no computador. Além disso, por suas características de privacidade, pode haver um maior escrutínio futuro de governos.

Seu foco e principal caso de uso seria sua utilização como reserva de valor com privacidade absoluta. No entanto, por suas características de privacidade, a possibilidade de ser proibida ou muito regulada por leis contra lavagem de dinheiro e terrorismo (MLTF) é muito maior.

Outras criptomoedas com foco em privacidade são ZCash e Dash.

Ripple

Ao contrário do Monero, no Ripple o foco é na ausência de privacidade. Como moeda direcionada ao uso de bancos e mercado financeiro, por instituições que devem estar de acordo com regulamentos do tipo “KYC” (“Know your customer” ou “conheça seu cliente”), a empresa que o mantém tem investimento da holding Alphabet (dona do Google) e já tem contratos com mais de 90 bancos para transferências internacionais.

Seu blockchain é construído de maneira mais simples e direta, e pode validar até 1.500 transações por segundo, possibilitando uma escala digna de operadoras de cartão de crédito. Um problema sério que afetou Bitcoin e Ethereum, mas já resolvido pelo Ripple.

Da maneira como é construída, é uma moeda que pode vir a ser utilizada no dia a dia (embora seus desenvolvedores tenham lançado a Stellar Lumens, quase uma versão do Ripple para adoção por pessoas comuns, ainda incipiente).

Iota

Conceito bastante interessante de criptomoeda, usa uma estrutura chamada Tangle, no lugar do Blockchain, permitindo que cada transação seja salva em computadores diferentes e que tenham altíssima escala.

Em sua estrutura, cada usuário na rede precisa validar duas outras transações antes de ter a sua aprovada, possibilitando que sejam gratuitas.

O conceito ganhou tanto apelo que, embora tenha começado a ser negociada ainda em 2017 e somente na Exchange Bitfinex, de Hong Kong, seu valor de mercado rapidamente superou a casa do bilhão de dólares.

No entanto, há dúvidas quanto à viabilidade de sua proposta e mesmo à segurança. Recentemente, sua função hash, usada para codificar suas transações, foi considerada insegura e teve de ser mudada, rapidamente, por seus desenvolvedores (no entanto, o problema foi sanado com sucesso). E mesmo o conceito de tangle ainda precisa ser comprovado em escala.

Ativos baseados em Blockchain (smart contracts)

O Ethereum trouxe duas grandes inovações, responsáveis, em grande parte, pela explosão no número de criptomoedas e os chamados criptoativos:

  • permite que criptomoedas e criptoativos sejam criados com base em blockchain já existente, aproveitando-se de estrutura e mineradores já disponíveis, o que simplifica e torna muito mais barata sua criação e manutenção, além de melhorar a segurança da rede como um todo;
  • a criação dos smart contracts, que permitem, efetivamente, que uma criptomoeda se comporte como um criptoativo. Por exemplo, ações são um contrato, que dão ao detentor poder de voto e direito a dividendos de uma determinada empresa. Os smart contracts, com regras que podem ser programadas, são a versão desses contratos para criptoativos, embora seu uso possa ser ainda mais amplo que isso.

A quantidade e a qualidade desses ativos é determinarão, em grande parte e a longo prazo, para onde o mercado de criptomoedas caminhará. Em grande parte, ainda não são ativos que dão direito a dividendos, comportando-se, em sua maioria, como criptomoedas de uso específico, mesmo porque há uma série de leis e regulamentações, em cada país, que definem regras que devem ser seguidas por empresas para que os direitos dos investidores sejam obedecidos. Essas regras são observadas e/ou definidas por comissões de valores mobiliários, como a CVM brasileira, a SEC americana e outras.

Assim mesmo, dentro da lei ou não, alguns projetos já surgiram prometendo dividendos. O caso mais famoso foi o projeto “The DAO”, que conseguiu angariar mais de US$ 100 milhões em Ethereum, ainda em 2016 (alguns bilhões de dólares hoje). Consistia num sistema de investimento automático que renderia dividendos aos seus investidores e, por uma falha de segurança, foi o responsável pela primeira grande divisão na rede Ethereum, o chamado “hard fork”, dando origem ao Ethereum Classic (mantido por mineradores que não concordaram com o fork). “The DAO” foi considerado como valor mobiliário pela SEC americana e deveria ter passado por controle de investidores qualificados. No entanto, nenhuma ação foi tomada até agora.

Há ativos, como Bankera, que já estão distribuindo dividendos. No momento em que escrevemos este artigo, vemos projetos, como o LAToken, que promete usar os fundos para adquirir imóveis em Los Angeles e distribuidor parcelas de alugueis, convertidos de dólar para Ethereum, aos seus investidores. Monaco, um projeto que visa permitir o uso de cartões de crédito pré-pagos com criptomoedas, também promete dividendos (note que estamos usando esses projetos apenas como exemplo e não endossamos quaisquer destes investimentos).

A criação destes e outros ativos e sua promessa de distribuição de lucros fez com que a cotação do Ethereum disparasse em 2017. Afinal, era preciso adquirir esta criptomoeda para poder participar dos chamados ICOs. Em última instância, são ativos deste tipo que podem levar o mercado de criptomoedas a patamares ainda muito superiores ao que encontramos hoje. Mas o caminho não é sem riscos. Regulamentações e problemas nas próprias plataformas podem fazer com que desvalorizações muito grandes aconteçam no mercado como um todo. A recente proibição dos ICOs pela China comprova isso.

Além disso, há outro risco, que afeta particularmente as moedas de entrada, como Bitcoin e Ethereum: como a arrecadação de fundos, da ordem de milhões de dólares, se deu através delas, há empresas com grande quantidade destas moedas em carteira. Empresas que, para honrar suas promessas durante seus ICOs, precisarão investir estes fundos no desenvolvimento de seus negócios, pagando salários e fornecedores em dólares e outras moedas fiduciárias, ou seja, obrigando-as a vender suas posições. Uma diminuição no ritmo de ICOs pode fazer com que exista uma maior pressão vendedora, potencialmente causando uma baixa em seu valor de mercado. Por outro lado, o surgimento de regulamentações, como a japonesa, que considera o Bitcoin como um meio legal de pagamento, e a aceitação generalizada, por parte de fornecedores e funcionários, de pagamento em criptomoedas, pode fazer com que a pressão vendedora praticamente desapareça, o que possibilitaria um aumento muito grande de preço.

Bitcoin e Ethereum podem se beneficiar de bolhas em criptoativos

Considerando o uso para adentrar o mercado de criptomoedas, Bitcoin e Ethereum ainda são moedas que podem se beneficiar de bolhas. Têm um potencial de valorização atrelado à quantidade e, até em menor grau, à qualidade dos criptoativos envolvidos. Quanto mais desenvolvido o mercado, melhor para as moedas de entrada.

A capacidade dos smart contracts (de sediar uma verdadeira bolsa de valores baseada em blockchain) mal começou a ser explorada; embora a maioria das moedas e ativos de hoje possam ser considerados sem futuro, um sinal indicativo de bolha, a dotcom só estourou quando o market cap da Nasdaq passou de US$ 6 trilhões (voltando para US$ 2 trilhões). Isso a dólar de 2000. Não significa que o mercado das criptomoeda atinja o mesmo valor (na verdade, pode ficar muito aquém disso), mas o estouro pode estar bem longe, e dá para manter um belíssimo lucro mesmo com seu acontecimento.

Mesmo que a maior parte desses ativos seja simplesmente “lixo”, baseados em projetos que não têm capacidade de gerar valor de longo prazo (algo que também ocorre em bolsas de valores, embora em menor grau pelas exigências regulatórias), seu estouro trará um impacto indireto nas criptomoedas de entrada. Como costumamos verificar no mercado, as pessoas e empresas costumam comprar Bitcoins e Ethereums para especular com estes ativos, depois vendendo-os novamente nas mesmas criptomoedas, para então entrar novamente especulando em outros ativos.

Ou seja, se não há troca por moeda fiduciária, não há uma pressão vendedora nas moedas de entrada, o que faz com que o preço destas não seja impactado por uma venda generalizada de ativos. Além disso, um estouro de bolha nesses criptoativos necessariamente fará com que seu preço desabe em relação a seus pares Bitcoin e Ethereum, o que já foi visto inúmeras vezes no mercado (dados do Coinmarketcap podem comprovar que a cada baixa geral do mercado, a baixa em outros criptoativos é geralmente maior). Isso quer dizer que, caso o investidor decida se retirar completamente do mercado de criptomoedas, o valor de venda de sua posição será menor (provavelmente muito menor) que aquele de compra, gerando um impacto reduzido no preço.

Há riscos regulatórios, principalmente no curto prazo

O investidor em criptomoedas deve, no entanto, tomar plena ciência dos riscos, principalmente de curto prazo, inerentes à criptomoedas. Como dissemos anteriormente, países importantes que proíbam ou restrinjam ICOs ou as próprias criptomoedas, podem impactar fortemente o preço das moedas de entrada. Por exemplo, o volume no mercado diminuiu consideravelmente depois que a China baniu os ICOs, e o Bitcoin perdeu cerca de 30% de seu valor.

Jamie Dimon, o CEO do JPMorgan que citamos no começo deste artigo, embora tenha usado uma retórica seja exagerada, a partir de uma posição em que há conflito de interesse, coloca um ponto válido e importante em seu argumento: o de que governos eventualmente podem banir o bitcoin porque não desejam permitir uma moeda que não possam controlar. Novamente, China comprova isso, e a própria história demonstra, com o curso forçado de moedas (obrigação de uso dentro de um país, para contratos e pagamentos do dia a dia), que esta é uma possibilidade.

Para se ter uma ideia do risco que regulações restritivas podem representar, considere também que a distribuição de Bitcoins e volume de negociação é ainda muito concentrada, embora menor que no começo de 2017. Apenas China, EUA, Japão e Coreia do Sul são, neste momento, países representativos no mercado de Bitcoin, com volume de negócios somados ultrapassando os 95%.

No entanto, o mercado mudou dramaticamente em 2017: até janeiro, 90% dos negócios com Bitcoins eram realizados somente na China. Este número caiu para menos de 10% logo antes da proibição dos ICOs e tende a próximo de zero com o fechamento das exchanges. Ou seja: a queda de 30% no preço do Bitcoin foi até suave. Se os eventos tivessem se desenrolado apenas nove meses antes, não seria exagero traçar cenários de queda de 70% ou mais na cotação da criptomoeda (algo similar ao que já ocorreu em 2013, basicamente pelos mesmos motivos, além da falência da exchange japonesa Mt.Gox). O risco tende a ser mitigado com um volume maior em outros países, principalmente se houver crescimento explosivo na Zona do Euro ou Reino Unido, mas ainda é considerável.

Outra questão que pode impactar, no futuro, é uma melhora na qualidade das moedas fiduciárias, o que pode ocorrer até pela concorrência com as criptomoedas. Um dólar forte pode representar uma menor cotação para estas, assim como acontece com ouro e prata.

Conclusão

Há sinais claros de bolhas nas criptomoedas, o que certamente pode afetar o Bitcoin e o Ethereum. Além disso, não há nenhuma garantia de que essas sejam as moedas vencedoras do mercado nos próximos anos.

No entanto, o mercado ainda é pequeno e nascente e, embora os especuladores já estejam atuando, ainda não há uma quantia significativa de investimento institucional em criptomoedas, embora já tenha começado a ocorrer.

Ou seja, o potencial de valorização ainda é consideravelmente grande, mas também há muitos riscos e volatilidade. O investidor deve ter a cautela de variar seus investimentos e acompanhar o mercado, que muda muito rapidamente. Tecnologias novas, regulamentações e outros eventos neste mercado podem fazer com que mude radicalmente, de maneira imprevisível.

É muito difícil, senão impossível no momento, avaliar o valor de mercado potencial de cada criptomoeda em particular, simplesmente porque não há fluxo de caixa previsível (com possível exceção de Waves e Nxt, vistos acima, que podem se tornar previsíveis). Sendo assim, seu valor de longo prazo dependerá, exclusivamente, de sua adoção e uso em situações reais de mercado, seja para negócios corriqueiros, do dia a dia, seja como reserva de valor. Usamos a comparação com a base monetária dos principais países para avaliar o potencial, mas Bitcoin e outras criptomoedas podem ficar consideravelmente abaixo de tais valores.

Considere este texto como uma análise de tendências, algo possível de acontecer no mercado de criptomoedas, baseadas em situações já conhecidas no momento. Em hipótese alguma deve ser visto como uma recomendação de investimento.


Reforma Trabalhista agora depende apenas da sanção do presidente Michel Temer para passar a valer.

Nesta terça-feira, dia 11 de julho, foi à votação no Senado questões acerca da reforma trabalhista. O texto que traduz as novas formas de acordar o trabalho entre empregadores e empregados, foi aprovado, sendo assim, agora a aplicação depende do presidente Michel Temer, ou seja, está nas mãos dele sancionar ou não as novas normas.

Essa reforma, chamada trabalhista, vem com novas definições no que diz respeito a questões contratuais, alterando alguns textos da CLT, sugerindo novas configurações para jornada de trabalho, férias, entre outros assuntos.

Modificações na nova lei trabalhista poderão ser feitas através de medidas provisórias. Acionar medidas provisórias foi uma opção muito visada e negociada, prometida para os opositores, a fim de tentar aprovar a proposta no Congresso de forma mais rápida.

O que muda?

O primeiro item que vamos abordar são as férias: antes eram 30 dias, que podiam ser divididos em dois períodos não inferiores a 10 dias, sendo possível também receber ⅓ do pagamento proporcional ao período, no formato de abono.

Agora, as férias podem ser divididas em até 3 períodos, desde que acordado entre as duas partes interessadas, sendo que um deles deve ser de pelo menos 15 dias corridos.

A questão jornada de trabalho é uma das mais discutidas. Na lei trabalhista vigente atualmente, o limite da jornada de trabalho é de 8 horas por dia, sendo no formato de 44 horas por semana, somando 220 horas por mês, sendo permitidas também 2 horas extras num período diário.

Agora, as 220 horas semanais continuam, sendo que a jornada pode ser de 12 horas, com 36 horas de descanso. O limite semanal é de 44 horas por semana. No caso de horas extras, esse número sobe para 48.

A questão de tempo na empresa também foi alterada, não contando momentos em que o trabalhador está na empresa, executando uma tarefa que não seja a função dele, ou seja, momentos em que o trabalhador descansa, estuda, se alimenta ou troca de trajes para vestir o uniforme, não contam como tempo de jornada.

Regras acerca da remuneração, descanso, transportes, regras de planos de carreira, entre outros, também foram modificadas. O texto começa a valer 4 meses depois de publicado no Diário Oficial.

Carolina B.


Confira aqui a lista de 10 ações recomendada pela BTG Pactual neste mês de março de 2017.

BTG Pactual divulga a lista com as 10 ações que recomenda investir no mês de março de 2017. Os últimos anos, em especial no Brasil, não foram prósperos, nem tampouco seguros economicamente para os investidores. Entretanto a BTG prevê que apostas acertadas nesta época do ano trarão lucros futuros, uma vez que a previsão é de melhora na economia brasileira até o fim do ano. Para saber quais são as ações recomendadas e mais previsões de investimento, continue a ler o texto!

Na carteira recomendada para março, a escolha dos analistas foi manter a seleção de investimentos que já vinha anteriormente. Segundo eles, há a expectativa de queda na taxa de juros e melhora econômica com o passar do ano, por isso a permanência da seleção de investimentos.

Os setores em alta em relação as ações são os de infraestrutura. Isto se deve ao baixo custo de capital envolvido neste tipo de empreendimento. Estão enquadradas nesta gama empresas como a Vivo, a Light, Sanepar e Rumo. Além disso, bancos privados como Bradesco, cuja concorrência é baixa, são boas apostas devido à previsão da possibilidade de aumento de crédito.

Segue abaixo a carteira de investimentos do grupo BTG para Março:

  • Petrobras – Ticker: PETR4 – Peso 15%
  • Bradesco – Ticker: BBDC4 – Peso 15%
  • BM&F – Ticker: BVMF3 – Peso 10 %
  • Gerdau – Ticker: GGBR4 – Peso 10%
  • BR Malls – Ticker: BRML3 – Peso 10%
  • Telefonica Brasil – Ticker: VIVT4 – Peso 10%
  • Cosan – Ticker: CSAN3 – Peso 10%
  • Light – Ticker: LIGT3 – Peso 10%
  • Rumo – Ticker: RUMO3 – Peso 5%
  • Senepar – Ticker: SAPR4 – Peso 5%

A BTG pactual afirma ainda que vê vários motivos para melhora nas ações brasileiras. Fatores como o apoio político do Governo e os cortes de juros influenciam a subida das ações.

A BTG Pactual foi fundada em 1983 na cidade do Rio de Janeiro, como uma distribuidora de títulos e valores imobiliários. Este grupo preza pelo trabalho assíduo dos funcionários, a excelência e precisão dos resultados. Além disso, valores como hard-working, hands-on e desempenho individual.

Para obter mais informações e notícias a respeito da BTG Pactual ou suas recomendações de investimento é possível também acessar o site: https://www.btgpactual.com/home.

Por Carolina Costa


Investimento registrou mais de 181 mil operações somente no mês de novembro de 2016.

O Tesouro Direto, programa desenvolvido no ano de 2002 com o objetivo de permitir a pessoas físicas que efetuassem a compra de títulos públicos via internet, por banco ou por corretora, sem que para isso fosse necessário fazer aplicações em algum fundo de investimento, conseguiu registrar a marca de 181.498 operações de investimento no último mês (novembro). A título de curiosidade, esse é o maior número já alcançado pelo programa em sua história.

Em novembro, quando a grande maioria dos trabalhadores brasileiros receberam a primeira parcela referente ao 13° salário, as aplicações no programa chegaram a atingir a cifra de R$ 1,8 bilhão, enquanto que os resgastes somaram R$ 715,2 milhões. Desse total R$ 669,1 milhões são de recompras e outros R$ 46 milhões de vencimentos.

Segundo o Tesouro Nacional, o valor médio envolvido em cada operação no último mês foi de cerca de R$ 10.142,00. Sendo que a maior fatia das operações realizadas (71,9%) dizem respeito a aplicações de montantes de até R$ 5.000,00. Esses dados deixam claro a popularização do Tesouro Direto entre os chamados pequenos investidores.

No decorrer do mês de novembro os títulos que mais foram solicitados pelos investidores foram aqueles indexados ao IPCA. Neles a participação em cima do volume total de investimentos chegou a atingir 58,4%.

No caso dos títulos prefixados o percentual de investimentos foi de 17,4% do total, enquanto que dos indexados à taxa Selic foi de 24,2%, segundo o Tesouro Nacional.

Agora, no início do mês de dezembro, o governo lançou o aplicativo do Tesouro Direto. Por meio dele os investidores irão poder fazer as principais transações a exemplo dos investimentos, consultas de extratos, agendamentos e resgates. Também foi ampliado o horário de venda dos papéis, além de outras facilidades.

O aumento com relação ao interesse dos investidores no Tesouro Direto ainda coincide com a queda significativa da rentabilidade e atratividade na poupança. Enquanto que nos fundos de renda fixa os rendimentos aumentam de acordo com a Selic, nas cadernetas eles ficam limitados a 6,17% ao ano mais a variação da TR quando então, a Selic ultrapassa 8,5% ao ano.

Os títulos do Tesouro Direto atraem as pessoas ainda pelo fato de que oferecem rentabilidade acima da inflação e ainda há a incidência do Imposto de Renda. A perda de atratividade das cadernetas, fizeram com que entre os meses de janeiro e outubro de 2016, os saques dos recursos investidos na poupança superassem os depósitos realizados em R$ 53,25 bilhões.

Por Denisson Soares


Novo Pacote de Medidas Econômicas pode regulamentar cobrança com valores diferenciados para compras feitas com cartão.

No último dia 15 de dezembro, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, marcou presença no evento realizado para a divulgação do anúncio oficial do novo pacote de medidas econômicas que será adotado pelo governo. Durante a sua participação, Henrique Meirelles tratou, entre outras questões e medidas, da regulamentação da cobrança sobre valores diferenciados em relação as compras feitas no cartão ou ainda em dinheiro. Até agora, o lojista se vê na obrigação, estabelecida por lei, a fazer a cobrança do mesmo valor que é cobrado pelo pagamento à vista tanto no cartão de débito quanto no cartão de crédito.

Segundo o ministro da Fazenda, essa é uma prática que o governo tem conhecimento de que existe, principalmente entre os pequenos comerciantes e lojistas. Entretanto, que ainda é proibida.

A mudança entrará em ação por meio de um Medida Provisória. O principal objetivo é promover a alimentação do comércio com a hipotética redução nos valores que são pagos pelos consumidores. Isso basicamente é possível porque as lojas devem taxas oscilantes que partem de 2% do valor da compra em transações que são feitas via cartão (tanto de débito quanto de crédito).

Ainda nesse sentido, Henrique Meirelles também anunciou a diminuição das taxas de juros do cartão de crédito e do prazo de pagamento ao lojista.

Em um prazo de cerca de 10 dias, segundo o ministro, o governo analisa apresentar uma solução para baixar o custo financeiro que comumente se encontra embutido, mas que quase nunca é percebido pelo usuário.

Em outras palavras, isso significa dizer que os comerciantes poderão oferecer para os seus clientes que efetuarem pagamentos à vista descontos.

O governo destaca que o pacote de medidas microeconômicas irá auxiliar para que haja uma redução dos custos das empresas. Além disso, deverá ainda aliviar um pouco as dívidas oriundas de pessoas jurídicas e físicas e promover a redução da burocracia que envolve o comércio exterior.

O ministro da Fazenda afirma que esse pacote se trata de um complemento das medidas macroeconômicas que envolvem o teto para o aumento dos gastos públicos bem como da reforma da Previdência.

No caso de serem aprovadas, o governo estima que haverá a redução de custos para o consumidor (crédito).

Por Denisson Soares


Negociação aprovada deve movimentar cerca de US$ 26 bilhões.

A UE (União Europeia) autorizou a compra da rede social LinkedIn – focada no mercado profissional – pela Microsoft, uma das empresas mais poderosas e influentes de todo o planeta, como informa a agência “Reuters”. Essa transação movimenta US$ 26 bilhões, a iniciativa mais ousada da empresa fundada por Bill Gates.

A agência de notícias ainda informa que o LikendIn gera US$ 3 bilhões por ano. A página é conhecida por trazer perfis de profissionais de diversas áreas de atuação, em meio a manutenção de rede de contatos, bem como, busca por oportunidades no mercado de trabalho.

O LinkedIn tem hoje mais de 433 milhões de usuários cadastrados na plataforma, sendo que 2 milhões deles pagam por assinatura, segundo o portal “The Verge”. O “Wall Street Journal”, um dos veículos mais influentes do mundo, cita que a Microsoft pretende autorizar que os concorrentes da rede social tenham acesso a recursos que facilitam acessar o pacote Office – bem como Outlook, Word, PowerPoint e Excel.

Um concorrente do LinkedIn que promete sacudir o mercado é o Egomnia, que ainda não foi lançado oficialmente no Brasil, mas o usuário pode acessar a plataforma para testar as funcionalidades. A rede social foi criada por Matthew Achilli, citado muitas vezes pela imprensa especializada como o “Mark Zuckerberg italiano”.

Oportunidades de empregos

Os setores de RH (Recursos Humanos) das empresas também divulgam oportunidades na página, além de buscarem perfis para preenchimentos de vagas. Esses departamentos costumam pagar por assinatura, o que gera receita.

No caso dos profissionais, existe a opção de contas básicas-gratuitas, que permitem envio de candidatura para algumas oportunidades – mas com recursos limitados, ao contrário da conta paga (premium) que dá acesso a vagas exclusivas e facilita contato com recrutadores.

A analista de marketing Alessandra Silva, 33, conta que conseguiu boas oportunidades de trabalho por meio da plataforma. “Eu participei de duas entrevistas para vagas bem interessantes, passei nos processos e optei por uma das oportunidades. Mesmo com conta gratuita, o RH dessas empresas entrou em contato comigo, as pessoas gostaram do meu perfil”, afirma. E para quem deseja ser notado pelas empresas, Alessandra dá um conselho: “mantenha o perfil atualizado e completo”.

Além disso, ela também destaca a importância em consultar sempre a plataforma e ter muita cautela quanto ao tipo de assunto postado na timeline. “Conheço pessoas que já perderam oportunidades por postarem, justamente, sobre assuntos polêmicos, os quais a empresa considerou ser uma ideia que não condiz com a política e propósito deles”, destaca.

Por Letícia Veloso


Negociação com a locadora de carros chega a R$ 337 milhões.

A Localiza anunciou a compra das operações da Hertz Brasil no início desta semana. Essa aquisição tem o valor estimado de R$ 337 milhões, em que está incluso o patrimônio líquido e dívida da companhia. Porém, essa transação financeira não se trata de uma participação societária de nenhuma das companhias.

Aquisição também terá parceria estratégica

Nesse caso, foi realizada uma aliança estratégica com a The Hertz Corporation, em que ocorrerá a combinação das duas marcas: “Localiza Hertz”. Isso incluirá também o uso da marca Localiza em aeroportos com maior fluxo do público brasileiro, como nos Estados Unidos e alguns países da Europa.

Dessa forma, os clientes da Localiza que viajarem para o exterior (com exceção dos países da América do Sul) serão atendidos pela Hertz. Os clientes desta que vierem até o Brasil serão atendidos pela Localiza.

Essa parceria entre as marcas terá um prazo de 20 anos. Caso seja favorável para ambas as partes poderá renovada por mais 20 anos.

A transação ainda está em fase de aprovação

O valor final dessa transação ainda não foi fechado, pois depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Até que isso aconteça, as companhias trabalharão de maneira autônoma e independente. Após o fechamento da operação as dívidas da Hertz serão liquidadas.

Com isso, a rede brasileira receberá uma frota de aproximadamente 9.200 automóveis da empresa americana. Dentre eles, 3.700 estão voltados para a gestão de frotas. Além disso, ambas terão trocas de novas tecnologias, visando o melhor atendimento de seus clientes.

Localiza e Hertz: quem são

A Localiza é atualmente a maior rede de aluguel de carros da América do Sul, operando em 7 países e com um total de 564 agências. Sua frota total é de 136.000 carros.

Já a Hertz Global é detentora das marcas de aluguel de veículos Hertz, Thrifty e Dollar. A empresa de origem americana possui franquias em países da América do Norte, América Latina, Europa, Oriente Médio, Ásia, Austrália e Nova Zelândia. É, portanto, uma das maiores redes do mundo no segmento.

Assim, a mudança tornará a Localiza uma rede mais influente e presente em outros países, facilitando a locomoção de brasileiros nesses locais. A empresa conta com diversas tecnologias digitais que visam a facilidade durante o processo de aluguel de seus veículos.

Camilla Silva


Compra custou ao Itaú cerca de R$ 710 milhões e envolve apenas os negócios de Varejo do Citibank.

No último sábado, dia 08 de outubro, foi anunciado (pelo site do Itaú) a venda dos negócios de varejo do Citibank que está instalado no Brasil. O comprador foi o banco Itaú Unibanco Holding S.A., que pagou pelas operações do Citi o equivalente a R$ 710 milhões de reais.

Como todos sabem, o Citibank é uma agência bancária que atua globalmente, atuando por meio de mais de 3.000 filiais distribuídas em 36 países no mundo todo. Só os Estados Unidos possui cerca de 26% das agências. No total são 983 filiais norte-americanas que atuam nas grandes metrópoles. No Brasil, a operação varejista do Citibank possui 71 agências que possuem aproximadamente 315 mil clientes correntistas, que fazem a movimentação de R$ 35 bilhões entre ativos e depósitos (valor baseado na movimentação até dezembro de 2015), mais os rendimentos de cartões de crédito, cujo valor é de 1,1 milhão e o valor referente à carteira de crédito, que é de R$ 6 bilhões.

Após a aquisição das operações de varejo do Citibank, cuja negociação durou aproximadamente dez meses, o Itaú contará com R$ 1.404 trilhão somente em ativos. Pois acaba de adquirir cartões de crédito, empréstimos, gestão de recursos, depósitos, agências, seguros para corretagem, além claro, das inúmeras participações de sociedade que o Citibank mantinha, como com a Tecnologia Bancária S.A – TECBAN (que possui uma representação de 5,64% do total de capital de sócios) e com a Companhia Brasileira de Securitização (cuja participação representa 3,60% do capital social).

Além das operações de varejo do Brasil, o Citigroup também se manifestou sobre planos de venda de suas operações na Colômbia, Argentina e Venezuela. Ao concluir a operação de venda para o banco Itaú, não existirá mais ligação com o grupo Citibank.

Existem algumas condições a serem cumpridas antes da conclusão da negociação. Dentre essas condições incluem-se aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central do Brasil.

Porém, o mais importante é que os clientes do Citibank poderão contar sempre com suporte, eficiência e atendimento digital, de forma que os serviços digitais ocupam um valor de 95% das operações. Além de todos os serviços, também serão oferecidos atendimento nas agências (que são mais de quatro mil) e em postos para atendimento (que contam com 44 mil caixas eletrônicos) distribuídos em todo Brasil.

Sirlene Montes


Compra da Monsanto foi aceita após Bayer oferecer US$ 128 por ação da Monsanto.

A Bayer anunciou nesta semana a compra da multinacional norte-americana Monsanto, que atua no ramo de agricultura e biotecnologia. O acordo do negócio divulgado pela Bayer envolve o montante de US$ 66 bilhões pela aquisição, que possibilitará à empresa alemã reforçar sua posição no ramo do agronegócio.

A compra da Monsanto pela Bayer estava sendo esperada já há algum tempo pelo mercado mundial, uma vez que a companhia alemã já havia feito diversas propostas pela compra da multinacional com sede nos Estados Unidos. A primeira oferta feita pela Bayer pela Monsanto foi em 9 de maio, quando ofereceu o valor de US$ 122 por ação, que acabou sendo recusada pela Monsanto. Desta vez, o valor oferecido de US$ 128 por ação da Monsanto foi aceita, e corresponde a um incremento de 44% no valor de fechamento das ações da companhia no dia 9 de maio.

A Bayer deve levantar US$ 19 bilhões em emissões de títulos de dívidas conversíveis e angariar cerca de US$ 57 bilhões através de empréstimos em diversos bancos para pagar pela transação de compra da Monsanto. Juntas, as duas companhias tiveram receita de US$ 23 bilhões no ano passado. Os investimentos de ambas somam 2,5 bilhões de euros anuais em pesquisa e desenvolvimento nas áreas em que atuam.

A aquisição permitirá que a Bayer incremente seu portfólio, já que o principal negócio da alemã está na área de produtos voltados à saúde. Com a Monsanto, a companhia aumentará sua presença no mercado do agronegócio e biotecnologia, direcionando esforços, pesquisas e produtos, inclusive para o desenvolvimento de soluções sustentáveis para cultivo e plantações em todo o mundo.

Sobre as Empresas:

A Bayer é uma empresa alemã fundada em 1863, por Friedrich Bayer, e atua principalmente na área farmacêutica e da saúde. De acordo com dados divulgados pela companhia em 2013, o grupo emprega mais de 113 mil pessoas e possui um volume de negócios superior a 40 bilhões de euros.

Já a companhia Monsanto foi fundada em 1901 e está sediada nos Estados Unidos desde sua fundação. A empresa é líder mundial na produção de pesticida e agrotóxico, além de ser uma das principais companhias a produzir sementes geneticamente modificadas em todo o mundo. Sua intensa atuação na área de agricultura e biotecnologia é alvo de protestos periódicos de ativistas ambientais, principalmente por conta da produção de sementes transgênicas.

Por Luana Neves


Empresa possui uma dívida de R$ 65 bilhões e pode vender sua divisão de telefonia celular.

A companhia de telefonia Oi confirmou formalmente seu pedido de recuperação judicial, no valor de 65 bilhões de reais. Um dos maiores no Brasil, a empresa garante que continuará mantendo os seus serviços normalmente. Para os aficionados em finanças, a pergunta que não quer calar é: o que acontece com as ações da Oi em sua condição de recuperação judicial?

Ao que tudo indica, é que o procedimento se dê da seguinte maneira: primeiro, faz-se um levantamento das reais condições da empresa comparando com o que foi mostrado em seu pedido e, só depois disso, é que o mercado será comunicado. Quanto à bolsa de valores, o status das ações da Oi é de suspensão, o tempo dependerá do juiz à frente do caso e da duração daquelas averiguações.

Em seu plano de recuperação judicial, a Oi confirma a possibilidade de vender sua divisão de telefonia celular. Se reestruturada, a empresa se dedicará na divisão fixa, com ênfase na banda larga. Com dívidas que chegam a 65 bilhões de reais, a Oi investirá em operações de telefonia móvel e venda de participações em operadoras africanas e asiáticas, bem como operações de datacenter.

Quando o prazo de suspensão estipulado pelo juiz se encerrar, as ações da Oi voltam à negociação normalmente, todavia, não mais poderão fazer parte do Ibovespa, o principal indicador da Bolsa do Brasil.

O decreto de falência por parte da Oi é o seu último plano, caso o trâmite de recuperação falhe. O pedido de recuperação judicial objetiva fazer com que a empresa consiga superar as crises por que vem passado e sanar suas dívidas, de modo que retorne com credibilidade às suas atividades habituais. Mas, caso a falência venha à tona, os ativos da Oi serão leiloados para que se paguem seus funcionários, seus impostos, credores e acionistas; necessariamente nessa ordem.

Os pequenos credores receberão rapidamente após a homologação do plano de recuperação judicial; no caso dos fornecedores que têm até 150 mil reais a receber, o prazo será também rápido. Com relação aos funcionários e seus créditos trabalhistas, serão cinco parcelas mensais com carência de seis meses.

Para a Anatel, a Oi deve mais de 10 bilhões de reais; sua proposta é converter o valor em investimentos e melhorias nos serviços.

Flávia Figueirêdo


Saiba aqui o que levou as ações da Petrobrás a subirem de valor neste ano de 2016.

Em janeiro deste ano, a Petrobrás (PETR4) chegou a atingir as cotações ais baixas dos últimos 13 anos, com suas ações chegando a cair dos R$ 5,00. Porém, a empresa vem em franca recuperação no ano de 2016 e os valores dos papeis da PETR4 já triplicaram em relação aos baixos valores do começo do ano.

Na última segunda-feira, 5 de setembro, as ações da Petrobrás fecharam em R$ 13,83, o maior valor desde maio de 2015. Os números, porém, ainda ficam muito aquém do pico de maio de 2008, quando a empresa registrou o recorde nos valores de seus papeis, com as ações custando R$ 50,56.

De acordo com uma análise de Thiago Salomão, no InfoMoney, existem alguns motivos para essa forte retomada da petroleira no mercado nos último oito meses. Um deles foi o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Desde sua reeleição no final de 2014, o governo de Dilma ficou marcado por intervenções na Petrobrás e pelo congelamento dos preços da gasolina no país, com a finalidade de se conter a inflação. Desde as eleições, podia-se observar a cada notícia negativa em relação ao governo do PT, o mercado reagia positivamente e as ações da PETR4 subiam.

Mas, para o analista, o principal motivo não foi nem a conjuntura política do Brasil, mas sim a recuperação dos preços do petróleo no mercado mundial. O barril de petróleo, que chegou a custar US$ 27,88 em janeiro, hoje está custando por volta de US$ 45. Houve também uma mudança na gestão da empresa, estimulando a venda de ativos.

A expectativa é que o preço do petróleo continue crescendo, atingindo a marca de US$ 75 em 2019. Em julho e em agosto, o Santander, o Itaú BBA e o Bradesco BBI elevaram a recomendação para as ações da estatal. O UBS também elevou as recomendações e, comparando a Petrobrás a Fênix, que renasce das cinzas, prevê uma máxima de R$ 18,20 para as ações da PETR4.

Os números do primeiro balanço da empresa sob a tutela de Michel Temer agradaram ao mercado. No balanço do 2º trimestre de 2016, a Petrobrás registrou um lucro líquido de R$ 370 milhões, frente a um déficit de R$ 1,24 bilhão no 1º trimestre.

Renato Senna Maia


Saiba aqui quais são as previsões realizadas pela Empiricus em seu novo documentário sobre o Brasil.

A empresa de consultoria e análises financeiras Empiricus, desde as últimas eleições presidenciais de 2014, vem dando o que falar. Com teses econômicas e políticas bem polêmicas, a empresa já foi processada pela campanha eleitoral do PT e pelo governo de Dilma Rousseff.

A organização é formada por estudiosos e economistas que fazem análises da situação política e econômica atual e que publicam e divulgam teses em que muitas vezes vão contra a maioria das análises de economistas conhecidos e da grande mídia.

Em 2014, a Empiricus divulgou um estudo chamado “Fim do Brasil”, em que dizia que se a candidata Dilma Rousseff se reelegesse, o Brasil iria entrar em uma recessão sem precedentes e que o título da pesquisa realmente poderia se tornar realidade para todos os brasileiros. Daí a empresa teve um processo aberto pela campanha eleitoral do PT em que, segundo o partido político, a empresa estava apoiando o candidato adversário Aécio Neves e recebendo para divulgar esses relatos que, segundo o Partido dos Trabalhadores, eram mentirosos. A Empiricus nega qualquer vínculo com a campanha de Aécio Neves, relatando que a divulgação do projeto “Fim do Brasil” foi feito com base em estudos econômicos profundos e como forma de alerta para sociedade brasileira, que segundo a empresa, estava correndo perigo caso Dilma Rousseff realmente se reelegesse.

Hoje os diretores da empresa, ao mesmo tempo em que vangloriam ter acertado a análise, lamentam que o Brasil tenha chegado a essa recessão atual. Na época em que o estudo “Fim do Brasil” foi divulgado, muitos pontos da situação político-econômica em que os brasileiros sabem hoje pela grande mídia, já tinham sido alertados pelos consultores da organização. Os principais pontos que os estudiosos afirmam ter acertado a previsão são desemprego em alta, contas públicas em déficit (que na época das eleições presidenciais o governo afirmava não existir), pedaladas fiscais, inflação na casa de dois dígitos, corrupção enraizada e recessão econômica. No fim das contas, a Empiricus afirma que a gestão petista cometeu o que se chama de estelionato eleitoral, ou seja, segundo eles o governo maquiou as contas públicas e os dados públicos da economia do país para afirmar que o país não estava passando por nenhuma crise.

Nesse mês de agosto a empresa divulgou um novo documentário em que afirma que o país agora está tomando um novo rumo. Eles dizem não apoiar o novo presidente Michel Temer por ele fazer parte da “mesma turma” do último governo. Contudo, afirmam que algumas medidas tomadas por Temer podem dar uma nova guinada no país e na nossa economia. A Empiricus diz que a inflação já está mais dentro do controle da meta, que a indústria já dá seus primeiros sinais de recuperação, que o nosso câmbio está atrativo para investimentos e que o ambiente externo para 2017 está bem favorável para dar um fim na recessão. Muitos economistas ainda não conseguem fazer essas projeções, o que mais uma vez a empresa de consultoria polemiza. Agora é esperar para ver se o país realmente consegue caminhar para uma nova perspectiva.

Por Carolina Costa


Confira aqui algumas maneiras de minerar Bitcoin na internet.

Atualmente minerar Bitcoins com o PC doméstico se tornou de fato uma tarefa infrutífera. Isso porque com o tempo foram aparecendo computadores criados especificamente para este fim. Chamados de ASICSs, eles contam com processadores potentes com foco exclusivo no Bitcoin Miner. Sendo assim, os usuários comuns ficaram meio que sem saída e com o caminho cheio de obstáculos. Devido a presença desses equipamentos a mineração de bitcoins praticamente se tornou meio que exclusiva para aqueles que possuem mais condições para gastar com as novas tecnologias.

Ainda assim vale dizer que dá para minerar bitcoins com o equipamento doméstico. A questão é a presença maciça dos ASICs, que estão em operação e que tornam bem pequena a chance de se encontrar um único bitcoin, mesmo passando um ano com aplicativo de mineração rodando. Então a relação custo x retorno não justifica muito essa opção.

Deixando essa parte de lado, vamos ver algumas formas (algumas até mais baratas e práticas) de como minerar bitcoins:

– ASICs

Caso a pessoa tenha condições de comprar um ASIC a coisa vai além: É preciso escolher a melhor máquina que der para adquirir. Existem no mercado uma variedade de modelos como diferenciações em termos de configurações. As mais caras e potentes trazem um bom resultado na mineração, mas consomem muita energia elétrica. Uma ASIC mais em conta pode consumir menos e em contrapartida trazer uma quantidade menor de bitcoins.

– Nuvem

Uma das maneiras alternativas para a mineração de bitcoins é por meio da nuvem. Uma boa alternativa para quem não possui meios para adquirir uma ASIC de ponta.

Os serviços podem ser assinados pelo usuário pela internet. O usuário paga uma mensalidade que fica em torno dos R$ 50 e o serviço, por sua vez, envia diariamente bitcoins.

A vantagem aqui é que o usuário terá a certeza de que bitcoins serão gerados diariamente a custo baixo. Porém, vale lembrar que o tempo do investimento e do retorno pode variar.

– Pools

Os chamados Pools são basicamente grupos de investidores que trabalham em rede. Eles juntam as forças e claro, o hardware para minerar. A principal vantagem aqui é que de acordo com o tamanho do grupo e do tipo de equipamento que o mesmo usa, o retorno pode ser bem interessante.

Para participar dos Pools é até fácil. Uma grande maioria deles organizam-se pela internet e envolvem pessoas de todo o mundo permitindo uma escolha melhor dos grupos, principalmente em relação ao tamanho dos mesmos.

Por Denisson Soares


Mês registrou novo aumento e o acumulado no ano chega a 4,96%.

Passando de 0,35%, em junho, para 0,52%, em julho, a inflação oficial do Brasil fez o acumulado do ano subir para 4,96%. Um valor até baixo, se comparado com o mesmo período de 2015, que foi de 6,83%.

A inflação é medida pelo IPCA, que significa Índice de Preços ao Consumidor Amplo, e o IBGE foi o responsável pelas informações fornecidas no dia de hoje, 10/08.

Se baseando nessas informações, temos os 8 (oito) produtos que tiveram aumentou no seu valor e outros 8 (oito) que ficaram mais baratos. Como sempre, o feijão foi o vilão dessa história. Nas 3 (três) primeiras posições, respectivamente está o feijão preto (41,59%), o feijão carioca (32,42%) e o feijão mulatinho (18,89%).

O leite longa vida ficou em quarto lugar com aumento de 17,58% e em seguida outro tipo de feijão, o fradinho, teve um acréscimo de 14,72%. Os 3 (três) últimos produtos dessa lista estão abaixo dos 10%, sendo o leite condensado, com alta de 9,87%, o fubá de milho, com 7,11% e a manteiga, com 5,72%.

Entre os produtos que tiveram os seus preços reduzidos, encontramos a cebola. Com uma queda de 28,37%, ela é a campeã nas quedas e está na frente da batata inglesa, que teve uma redução de preço em 20%. Logo abaixo vem a cenoura, com queda de 13,4%.

Da quarta posição até a oitava, 5 (cinco) produtos ficaram com a inflação abaixo dos 6%. As hortaliças caíram 5,65%, as frutas -3,28%, o óleo de soja -2,06%, as carnes -0,69% e os pescados com -0,63%.

Já o leite em pó vem na 9ª (nona) posição com alta de 5,26%, em seguida vem o arroz com alta de 4,68%, o bolo com 3,97%, os ovos aumentaram 3,87% e o alho subiu 3,54% no preço. Chocolate em barra e bombom tiveram aumento de 3,48% e o açúcar subiu 3,38%.

Ficando abaixo dos 3%, temos o cafezinho (2,52% de aumento), o queijo (2,34%), o café da manhã (2,32%), chocolate e achocolatado em pó (1,92%), Açúcar cristal (1,69%), margarina (1,44%), refrigerante (1,29%), pão francês (1,18%), macarrão (1,05%) e a farinha de trigo (1%).

Frango inteiro, café moído, iogurte, farinha de mandioca, carnes industrializadas, lanche fora e biscoito fazem parte da lista que sofreram aumento de preço, mas todos esses ficaram abaixo de 1%.

Por: Fernando Dias


Banco teve um aumento no número de ativos no mês de março e se tornou a segunda instituição financeira mais importante do país.

A Caixa Econômica Federal passou a ocupar o segundo lugar no ranking dos maiores bancos brasileiros em ativos. Anteriormente, esse posto era ocupado pelo Itaú Unibanco, agora em terceiro lugar, enquanto o Banco do Brasil permanece na liderança. Essa análise engloba transações feitas com dinheiro, depósitos do Banco Central, empréstimos, títulos públicos e privados, entre outros. O Banco Central utilizou como critério o levantamento de dados de 1.500 instituições financeiras de diversos segmentos.

Com isso, a Caixa obteve um aumento de 3% de ativos no mês de março deste ano em relação a dezembro de 2015, fechando o período com R$ 1, 24 trilhão. Já o Banco do Brasil alcançou o valor de R$1, 44 trilhão em ativos. O Bradesco também subiu no ranking, chegando a R$ 925 bilhões de ativos, ocupando o lugar que antes pertencia ao BNDES, agora em quarto lugar com R$ 923 bilhões.

No primeiro trimestre deste ano, a carteira de crédito da Caixa também subiu para 9,2%, segundo seu site oficial, o que representa a soma de R$ 684 bilhões em empréstimos no mês de março. Nesse caso, podem ser incluídos os investimentos em habitação e infraestrutura do país. Essa mudança é decorrente da política de concessão de créditos por parte de bancos públicos. A medida foi disponibilizada a partir do governo do ex presidente Lula e continuada pela presidente afastada Dilma Rousseff.

REDUÇÃO DE LUCRO MESMO COM JUROS MAIS ALTOS

Devido à alta da inadimplência no país, o sistema financeiro teve uma queda de 21% em seu lucro, sendo este o saldo atual de R$18,6 bilhões. Nesse valor não está incluída a correção da inflação superior a 9%, o que teria como consequência uma retração ainda maior, ou seja, de aproximadamente 30%.

Da mesma forma que ocorreu no ano passado, uma a cada quatro instituições financeiras teve prejuízo no primeiro trimestre deste ano, correspondendo a uma perda de 24,5% (em 2015 esse valor era de 23%).

No ranking de maiores lucros dos bancos privados no país, o Itaú registrou o valor de R$ 5. 535 bilhões, ficando em primeiro lugar, seguido do Bradesco R$ 4.113 bilhões e Santander com R$ 1.660 bilhões.

Camilla Cássia.


The Wall Street Journal anuncia que Yahoo poderá vencer seus negócios para a Alibaba.

Uma das empresas mais tradicionais e pioneiras no ramo de produção de conteúdo para internet, a gigante Yahoo, está cogitando vender os seus negócios. A notícia da venda do Yahoo foi divulgada por um dos mais importantes jornais do mundo, o jornal americano The Wall Street Journal.

Segundo a notícia, a CEO Marissa Mayer, responsável por administrar os interesses do Yahoo, cogita vender as ações da empresa para um grupo de acionistas chinês, o Alibaba, que segundo fontes, estaria disposto a desembolsar a quantia de 30 bilhões de dólares para ser dono dos direitos da empresa.

Somente a cogitação de venda do Yahoo foi benéfico a empresa, que teve suas ações valorizadas na bolsa de valores, houve um aumento de 7%, na última terça-feira, dia 1º de dezembro.

De acordo com a notícia, seriam vendidos serviços muito populares e considerados tradicionais do Yahoo, como o serviço de e-mail, os sites voltados a notícias e coberturas de notícias esportivas e de entretenimento, sendo que esses conteúdos se tornam muito atrativos a empresas gigantes de telecomunicação e conglomerados, como por exemplo, o Softbank Group Corp.

Por enquanto, a notícia não foi confirmada pela CEO Marissa Mayer, que não se pronunciou sobre o assunto, mais a notícia é concreta, pois os boatos de venda de ativos da empresa não são de hoje. Segundo informações secundárias, as reuniões dos conselhos administrativos do Yahoo já estão reunidos para decidir o futuro da empresa, sendo que essas reuniões da cúpula administrativa se estenderão até a próxima sexta-feira, dia 04 de dezembro.

O fato é que a internet se tornou muito dinâmica, milhares de empresas no mundo inteiro surgem divulgando conteúdos de qualidade, e esse bombardeio de novas empresas concorrentes, ainda poderá derrubar outras empresas consideradas gigantes da internet, que se não se precaverem e se adequarem à nova realidade, poderão ter seus negócios caídos por terra.

Por Rodrigo da Silva Monteiro


Cursos de curta duração visam ensinar os alunas a investir em ações e como controlar suas finanças pessoais.

A BM&FBovespa está oferecendo cursos gratuitos para aqueles que desejam atualizar seu conhecimento ou conhecer os métodos e meios de se fazer investimentos em ações no mercado nacional. A Bolsa também está oferecendo cursos gratuitos para aqueles que desejam ter uma melhor educação financeira nas suas contas de casa. Fator que deve ser considerado de extrema importância, afinal de contas, o endividamento do brasileiro atingiu níveis recordes recentemente, após a nova Matriz Econômica da presidente Dilma, em 2011.

As inscrições vão até o dia 16 de novembro para aqueles que tiverem interesse no curso denominado "Mulheres em Ação", que possui módulo de Educação Financeira voltada para as mulheres. Embora aparentemente não exista diferença real muito grande com o outro módulo, o "Master", que visa obter informações para conter e administrar os gastos pessoais e buscar novos pequenos investimentos. O último possui inscrições abertas até o dia 26 de novembro.

A carga horária dos cursos não é extensa, quatro e seis horas, respectivamente. O que mostra que o objetivo realmente é readequar os gastos dos participantes em tempos de crise, em uma extensão curta mas intensa. Os dois módulos e cursos são presenciais, assim como o curso sobre investimentos em ações. Este possui 5 horas de duração e mostra acontecimentos como: venda e compra de ações e a negociação dos contratos legais do processo.

Para aqueles que não puderem fazer o cursos presencial, a BM&FBovespa oferece uma espécie de "compacto", com os dois temas interligados, de forma virtual, que pode ser acessado aqui.

Para aqueles que tiverem interesse, as inscrições estão abertas na área educacional do site da Bolsa, que pode ser acessado aqui. Quem preferir pode ligar diretamente para a Central de Atendimento e receber novas informações, esclarecer suas dúvidas, etc. O site também oferece outras opções de curso, o qual os interessados ou curiosos podem conferir aqui.

Gabriel Mazzo Cândido


Negociação entre Oi e LetterOne podem garantir fusão entre Oi e TIM.

Foi confirmada a negociação de investimentos entre a Empresa de Telecomunicações Oi e o fundo russo LetterOne, o objetivo desse acordo é viabilizar a união da Oi com a Empresa TIM.

Estima-se que cerca de 4 milhões de reais serão investidos mensalmente pela LetterOne, durante 7 meses, para que a fusão seja realizada.

A união dessas duas gigantes das telecomunicações, se for confirmada, trará grandes vantagens para o consumidor, pois viabilizará o aperfeiçoamento dos serviços e o desenvolvimento das telecomunicações do país, tornando os serviços mais eficazes e com infra-estrutura mais completa e aprimorada.

Embora  as especulações sobre as negociações sejam grandes, o mercado continua cético quanto a fusão realmente se concretizar, pois existem inúmeras normas que ambas as empresas devem cumprir, como questões regulatórias que os orgãos responsáveis pela telecomunicação no Brasil exigem e também soluções para problemas financeiros, pois muito se especula publicamente sobre um endividamento por parte da Oi.

Quando questionado sobre a possível fusão da Tim com a Oi, o próprio presidente da TIM Rodrigo Abreu comentou: "Para  qualquer movimento de consolidação você tem algumas condições regulatórias e legais do ponto de vista do ambiente de regras para que isso aconteça", como informou o site da Reuters.

Ainda é um pouco cedo para saber se essas negociações irão continuar e se realmente a fusão irá ser concretizada, porém, o que sabemos é que essa possível fusão traria mais benefícios para os consumidores, que muitas vezes reclamam e com razão dos serviços prestados pelas empresas. A inião da Oi e da TIM traria um desenvolvimento em grande escala para as telecomunicações do Brasil, fomentaria mais investimentos na área e deixaria os consumidores dos serviços mais satisfeitos.

Prisca Fontes.


Evento do Serasa Consumidor promete renegociar as dívidas atrasadas dos consumidores brasileiros.

Manter as contas em dias não está nada fácil com o Brasil em crise econômica. Porém, quem está com as dívidas atrasadas tem uma opção para que o seu nome saia do vermelho, é o Super Feirão Limpa Nome que será realizado pelo Serasa Consumidor no modo online em todo o país e também em São Paulo e no Rio de Janeiro, presencialmente.

Na capital carioca, o evento acontecerá entre os dias 03 e 07 de novembro. Em São Paulo, o feirão ocorrerá entre os dias 24 e 28 do mesmo mês. O horário em ambos será das 08 horas até às 18 horas. No modo online, pessoas de qualquer cidade poderão renegociar as dívidas na internet entre os dias 03 e 14 de novembro.

Foram quatro edições realizadas do feirão do Serasa Consumidor e os descontos das dívidas chegaram a ficar em até 95%. Atualmente, segundo dados do órgão, são mais de 57 milhões de pessoas que contam com dívidas atrasadas no Brasil.

Como fazer?

Um consumidor qualquer que apresente uma dívida poderá fazer parte do Super Feirão Limpa Nome. As pessoas de São Paulo e Rio de Janeiro que vão ao evento presencialmente deverão levar ao evento o CPF ou um documento que conte com alguma foto da pessoa para que saibam em qual pé está a dívida. Para aqueles que têm uma noção de como estão, podem se dirigir diretamente ao estande da empresa credora.

Para fazer a renegociação via internet, os consumidores deverão acessar o site do Serasa Consumidor (serasaconsumidor.com.br/superfeirao) e fazer o cadastro como está sendo requerido na página. Depois deste passo, você vai para a página do feirão, no qual estarão listadas as empresas que fazem parte deste evento.

Você poderá fazer o contato diretamente com a empresa quando clicar no nome da mesma. Vai ser apresentada a dívida que consta em aberto e todos os meios de comunicação que possam ser utilizados para a renegociação.


Confira aqui algumas dicas de como aplicar o dinheiro para garantir retorno financeiro.

Com o cenário de crise vivenciado no país, o brasileiro procura altenativas de investimento com garantia de lucratividade. Apesar disso, é preciso pensar e pesquisar opções de aplicações que rendam dinheiro momentaneamente como é o caso da renda fixa.

De acordo com o economista-chefe da TOV Corretora, Pedro Paulo Silveira, o cenário está bastante positivo para aplicações em renda e muito incerto para o mercado de ações. Outra alternativa de aplicação, não recomendável por especialistas, é a poupança. Isso porque, essa opção no momento tá gerando lucro de 0,5% ao mês mais TR. A poupança, ainda, só é melhor do que o rendimento gerado pelo dinheiro parado na conta-corrente. 

Outro investimento financeiro comum entre os brasileiros é no dólar, mas mesmo com a alta da moeda, esse tipo de aplicação não é recomendada pelos especialistas financeiros. Porém, há exceção, isso para quem tem investimentos no exterior ou tem viagem planejada pra fora do país este ano. De acordo com o consultor financeiro André Massaro, é arriscado investir em moeda estrangeira, mesmo investidores experientes costumam se "dar mal".

O melhor investimento, neste período de baixa financeira do Brasil, é aplicar no Tesouro Nacional. Pois essa aplicação vai ter a vantagem de acompanhar a alta dos juros e, ainda, não sofre com a marcação do mercado que altera o preço do papel diariamente. Segundo o diretor de operações da FN Capital, uma taxa de juros alta, torna a renda fixa muito atraente, principalmente os títulos do Tesouro que pagam uma remuneração atrelada à taxa Selic. Além de investir em títulos do Tesouro Nacional, é sugerido ainda acompanhar toda a movimentação referente aos juros gerados pela aplicação e comparar em relação a outras aplicações disponíveis. 

De acordo com levantamentos de empresas especialistas em investimentos financeiros, a procura de novos investidores em poupança reduziu muito em relação ao ano de 2014.

Stephanie Rodrigues do Nascimento





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