Compra custou ao Itaú cerca de R$ 710 milhões e envolve apenas os negócios de Varejo do Citibank.

No último sábado, dia 08 de outubro, foi anunciado (pelo site do Itaú) a venda dos negócios de varejo do Citibank que está instalado no Brasil. O comprador foi o banco Itaú Unibanco Holding S.A., que pagou pelas operações do Citi o equivalente a R$ 710 milhões de reais.

Como todos sabem, o Citibank é uma agência bancária que atua globalmente, atuando por meio de mais de 3.000 filiais distribuídas em 36 países no mundo todo. Só os Estados Unidos possui cerca de 26% das agências. No total são 983 filiais norte-americanas que atuam nas grandes metrópoles. No Brasil, a operação varejista do Citibank possui 71 agências que possuem aproximadamente 315 mil clientes correntistas, que fazem a movimentação de R$ 35 bilhões entre ativos e depósitos (valor baseado na movimentação até dezembro de 2015), mais os rendimentos de cartões de crédito, cujo valor é de 1,1 milhão e o valor referente à carteira de crédito, que é de R$ 6 bilhões.

Após a aquisição das operações de varejo do Citibank, cuja negociação durou aproximadamente dez meses, o Itaú contará com R$ 1.404 trilhão somente em ativos. Pois acaba de adquirir cartões de crédito, empréstimos, gestão de recursos, depósitos, agências, seguros para corretagem, além claro, das inúmeras participações de sociedade que o Citibank mantinha, como com a Tecnologia Bancária S.A – TECBAN (que possui uma representação de 5,64% do total de capital de sócios) e com a Companhia Brasileira de Securitização (cuja participação representa 3,60% do capital social).

Além das operações de varejo do Brasil, o Citigroup também se manifestou sobre planos de venda de suas operações na Colômbia, Argentina e Venezuela. Ao concluir a operação de venda para o banco Itaú, não existirá mais ligação com o grupo Citibank.

Existem algumas condições a serem cumpridas antes da conclusão da negociação. Dentre essas condições incluem-se aprovações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e do Banco Central do Brasil.

Porém, o mais importante é que os clientes do Citibank poderão contar sempre com suporte, eficiência e atendimento digital, de forma que os serviços digitais ocupam um valor de 95% das operações. Além de todos os serviços, também serão oferecidos atendimento nas agências (que são mais de quatro mil) e em postos para atendimento (que contam com 44 mil caixas eletrônicos) distribuídos em todo Brasil.

Sirlene Montes


De acordo com os bancos, o PIB brasileiro deverá ser ainda menor e em 2016 haverá recessão.

O impacto na economia brasileira deverá ser maior do que o previsto. De acordo com as estimativas de consultorias e bancos, o PIB nacional está piorando ainda mais nas últimas semanas. Há um grande risco de que em 2016 o país também esteja mergulhado em uma recessão econômica. Sendo assim, a recuperação da economia brasileira está longe de se acontecer.   

Tais estimativas negativas contrariam a projeção inicial da equipe econômica. O governo esperava que, com o ajuste na política monetária e fiscal, a economia se recuperasse no fim deste ano ou no início de 2016. No entanto, não é isso que os analistas estão projetando. A deterioração econômica esperada para o próximo ano está acompanhada de um cenário ainda mais adverso para 2015. Os bancos privados, Bradesco e Itaú, nos últimos dias, projetaram um tom de piora nas expectativas para este biênio.   

O Itaú modificou sua projeção de recessão para este ano, saltando de -1,7% para -2,2%, índice bastante preocupante. Já para 2016, o banco privado passou a ter uma estimativa de contração de 0,2%, ante previsão anterior de crescimento em 0,3%. Um relatório da instituição informou que "uma recuperação moderada ao longo de 2016 não deve ser suficiente para compensar a queda já ocorrida na atividade no crescimento médio do próximo ano".  

 Já o Bradesco indica que a economia brasileira deverá apresentar um índice de -1,8% em 2015 e, para o próximo ano, o Produto Interno Bruto deverá ficar estagnado. Segundo o economista-chefe do Bradesco, Octavio de Barros, "o ano de 2016 herdará um carrego estatístico muito negativo que virá de 2015".  

O banco Santander também fez sua projeção. De acordo com as estimativas do banco, o PIB deverá sofrer uma contração de 1,5% neste ano, e se manterá estagnado em 2016, ante uma previsão de crescimento em 0,5%.   

O principal motivo para piorar as previsões, está relacionado à maioria dos setores que não tem apresentado sinais de recuperação. A desaceleração neste ano também está afetando o mercado de trabalho, onde milhares de vagas de trabalho estão sendo reduzidas nos grandes centros. Isso dificulta a saída do país da recessão.   

A turbulência política também colabora negativamente para o quadro econômico. A presidente Dilma Rousseff tem tido grandes dificuldades para conseguir negociar medidas de ajuste com o Congresso. Além disso, há os efeitos da Operação Lava Jato e as "pedaladas fiscais" no TCU. Sendo assim, o governo terá de encontrar meios eficientes e conseguir aprová-los para que o Brasil possa voltar a respirar ainda em 2016.

Por William Nascimento

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