Há pouco mais de 1 mês as previsões indicavam o câmbio à vista em R$ 3,50, mas nova estimativa aponta o valor de R$ 3,95

O mercado financeiro brasileiro está em uma fase de ser quase que impossível prever o que pode vir pela frente. Apenas no ano de 2015 a alta quase bateu nos 50% e junto com isso temos as projeções em relação a moeda americana que andam crescendo de forma descomunal segundo informações divulgadas recentemente pelo Relatório de Mercado Focus. E como bem se sabe as expectativas deixaram de ser esperançosas há muito tempo. Ainda para 2015 não haverá nada de novo: a cotação atual considerando o câmbio à vista continua com as projeções puxadas para baixo.

E como diz o velho ditado “notícia ruim quando é pouca é milagre”  tem mais coisa pela frente. De acordo com o documento revisado e atualizado pelo Banco Central nesta última segunda, 28, as notícias são desanimadoras: a média das estimativas levantadas até então mudaram novamente. O avanço agora passou de R$ 3,86 para R$ 3,95. É interessante observarmos que há pouco mais de um mês as pesquisas apontavam R$ 3,50.

Voltando aos dados da pesquisa feita pela Focus temos outra informação relevante: no decorrer do ano a cotação média também sofreu diversas alterações. Para relembrar passou de R$ 3,98 para R$ 3,39 e há apenas quatro semanas marcava R$ 3,23.

Um ponto crucial levantado pela Focus é o fato de que para 2016 a mediana para o câmbio (em relação ao final do período) ficou estabilizada (ao menos por enquanto) na faixa dos R$ 4,00.

Curiosamente e meio que para comprovar a gravidade da situação já faziam quatro edições nas quais a Focus apontava uma taxa que não ultrapassa os R$ 3,60.

Em 2016 as alterações sobre a cotação média se devem principalmente a um ajuste que, neste caso, saiu dos R$ 3,91 para os R$ 3,96. E isso considerando que a cotação há quatro semanas estava em R$ 3,56.

E para quem acha que isso já acabou, tem muito mais. Os analistas do mercado que mantinham as esperanças que a redução da Selic aconteceria em abril de 2016 já esticaram esse “prazo” para junho do mesmo ano. Espera-se que nesse período a taxa caia de 14,25% para 13,25%.

Por Denisson Soares

Câmbio


Queda econômica deverá ser de 2,8% neste ano e de 1% em 2016, segundo previsões.

Novamente a economia brasileira é o centro das atenções. Claro, até porque isso afeta a todos nós. Mas vamos aos dados que interessam: em 2015 a nossa economia deverá registrar uma queda em torno dos 2,8%. A mesma expectativa de queda para o ano de 2016 é um pouco menor sendo de 1%. Essas informações foram levantadas e divulgadas recentemente pelo Boletim Focus, uma publicação semanal do Banco Central. Para quem desconhece a importância desse documento basta dizer que ele considera ou tem como base para sua elaboração as projeções de instituições financeiras que, por sinal, são as principais indicadoras de como deve se comportar a economia.

– Estimativa de déficit, balanço comercial e investimento estrangeiro:

Esses três pontos do triângulo são importantes para qualquer economia, por isso, não vamos deixá-los de fora. Com relação à estimativa de déficit, o que considera as vendas, compras e transações correntes no Brasil com o resto do planeta o documento aponta um pequena queda sendo que era de  US$ 71 bilhões e agora é de US$ 70 bilhões em 2015.

Para a balança comercial é esperado um superávit de US$ 11 bilhões versus os US$ 10 bilhões que tinham sido previstos há apenas uma semana.

Por fim, a expectativa é de que o investimento estrangeiro no Brasil chegue a US$ 65 bilhões.

E como estamos falando de quedas aqui e ali, o Produto Interno Bruto (PIB) também está na lista. Agora em 2015 foi a 11° queda seguida. Já a retração para o próximo ano foi ajustada novamente. E não uma ou duas vezes, mas pela oitava vez seguida.

A economia vai encolher, ao menos é isso que as projeções avisam para todos. Porém, junto como ela vem algo bem mais alarmante (se bem que não dá para definir qual é pior) que é a certeza de que a inflação será cada vez maior.

Com o oitavo ajuste que citamos os números do IPCA que sobem em 2015 vão continuar subindo em 2016 indo de 5,70% para 5,87%.

Por Denisson Soares

Economia brasileira


Principal fator que influenciou a alta do PIB da Alemanha foram as exportações. Expectativas indicam um crescimento de 1,8% no PIB do País em 2015.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha teve um crescimento de 0,4% no segundo trimestre deste ano. O País teve uma aceleração discreta, alimentada principalmente pelas suas exportações. No primeiro trimestre, o resultado do PIB do País foi de 0,3%. Os dados foram confirmados pela agência Destatis, especializada em estatística.

O que mais motivou o crescimento do PIB na Alemanha foi o comércio exterior, ou em outras palavras, a diferença entre o valor das exportações e das importações.

Quando comparado com o segundo trimestre do ano passado, o PIB alemão cresceu um pouco mais: aumento de 1,6%.

O Governo da Alemanha prevê um crescimento de 1,8%, levemente maior do que o obtido no ano passado, de 1,6%. Mesmo com a piora das expectativas para a zona do Euro, o País conseguiu ter bom crescimento trimestral e após baixar drasticamente suas previsões durante o ano passado, o País retomou a sua confiança e tem novamente boas previsões de crescimento. O prognóstico dos especialistas no final do ano de 2014 era de que a economia Alemã fecharia 2015 em torno de 1,4%. Agora, com o crescimento expressivo no resultado do primeiro para o segundo trimestre, os especialistas já se sentem mais confiantes para fazer previsões levemente melhoradas.

Mesmo com o crescimento de 0,4%, o resultado não agrada a todos os especialistas. Alguns consideram o resultado da Alemanha e de países como França e Itália frustrantes. A média do PIB dos países que utilizam o Euro cresceu somente 0,3% na mudança do primeiro para o segundo trimestre. Resultado que promete medidas mais drásticas para a retomada do crescimento expressivo. Podemos esperar mais cortes nas economias desses países, em nome do tão desejado crescimento.

O resultado obtido pela Alemanha não é nenhum feito histórico, mas é capaz de deixar a nós, brasileiros, com inveja. Enquanto nossa economia está em maus lençóis e o crescimento do PIB cada dia se afasta mais de nossa realidade, ver um País com um crescimento, mesmo que discreto, como o da Alemanha, e com boas previsões para fechar o ano, só aumenta a sensação que a crise está realmente se agravando.

Por Patrícia Generoso

Bandeira da Alemanha


A recessão técnica acontece quando o PIB sofre recuo em 2 trimestres consecutivos, o que pode se confirmar no dia 28 de agosto, quando o IBGE revelar o resultado oficial do PIB do Brasil do 2º trimestre deste ano.

Dados oficiais do Banco Central mostram que a economia brasileira está se encaminhando para um cenário de recessão técnica. Essa é uma consequência direta da retração que foi registrada no primeiro trimestre de 2015. Vale destacar que esse é um resultado dos números oficiais do Banco Central e que foram divulgados na última quarta-feira, 19 de agosto. Caso não saiba, o cenário de recessão técnica está caracterizado quando o Produto Interno Bruto sofre recuo em dois trimestres consecutivos.

O chamado cenário de recessão técnica passou a ser considerado após o resultado negativo no segundo trimestre de 2015. Com isso, o Índice de Atividade Econômica, o IBC-Br, mostrou que o PIB no segundo trimestre de 2015 registrou baixa de 1,89%.

Além disso, é importante destacar que o resultado negativo não é algo exclusivo do segundo trimestre de 2015. Nos três primeiros meses de 2015, janeiro a março, houve uma retração de 0,88% no PIB brasileiro, segundo o valor revisado. Porém, segundo o IBGE, essa retração foi de 0,20%. Sendo assim, os dois cenários apresentados são de baixa, logo, aliado ao segundo trimestre que também foi negativo pode-se considerar que a economia brasileira entrou em recessão técnica.

Um detalhe importante é que o resultado oficial do PIB brasileiro é de exclusiva responsabilidade do IBGE, sendo o IBC-Br apenas um indicador de prévia. Dessa forma, o resultado oficial do segundo trimestre do PIB do Brasil ainda será divulgado em 28 de agosto pelo IBGE.

Se confirmado, o cenário de recessão técnica será o primeiro desde o início do ano de 2009. Nesta ocasião, o PIB brasileiro registrou recuo de 4,1% nos três últimos meses de 2008 e, logo em seguida, registrou recuo de 2,2% nos primeiros três meses de 2009. O resultado em 2009 foi uma das consequências da forte crise internacional que se espalhou pelas economias de todo o mundo.

O PIB é nada menos que a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. A grande aplicação deste índice é justamente avaliar a evolução de determinada economia.

Por Bruno Henrique

Recessão técnica


Rentabilidade da poupança é menor que a inflação pelo 7º mês seguido, o que faz dela o pior investimento deste ano.

A poupança conseguiu pelo sétimo mês seguido render menos que a inflação e, com isso, amarga a marca do pior investimento neste ano de 2015.

A poupança sempre foi uma forma considerada pela população simples e segura para guardar o dinheiro e com isso garantir o futuro através dos juros e sem ter que pagar o Imposto de Renda, mas atualmente ela apresenta um rendimento de 6% ao ano mais a TR (Taxa Referencial), enquanto que a inflação em 12 meses tem acumulado uma alta que chegou a 8,89% somente no mês de junho e com isso temos uma população que a cada dia tem o seu poder de compra diminuindo significantemente.

Esses dados foram levantados pela consultoria Economatica e ela ressalta que esse tipo de cálculo de rendimento negativo é muito preocupante e não pode ser resolvido em um piscar de olhos, realizando simplesmente a subtração das porcentagens para chegar ao tão esperado resultado final.

A poupança, infelizmente, é considerada o pior investimento neste ano, pois o seu rendimento mensal, menos a inflação do período, é negativo desde o último mês de dezembro.

Em junho de 2015 ela teve uma perda de 0,11% e, com isso, manteve-se bem distante dos outros tipos de investimentos, onde podemos destacar que o Ouro chegou a ficar em 10,43%, o Dólar Ptax Venda na marca de 10,02%, o Ibovespa em -0,02%, o CDI em -0,23% e a Poupança somente registrou -2,26%.

A Poupança é um dos piores investimentos atualmente, ela conseguiu este ano uma diferença negativa quando se trata de depósitos e saques, pois realizada a retirada de R$ 6,261 bilhões a mais do que foi depositado no último mês de junho.

Quais os motivos levaram a toda essa retirada do dinheiro da poupança?

Podemos classificar que a população fez tudo isso diante dos seguintes fatos:

  • Aumento do desemprego;
  • Alta do endividamento;
  • Taxas de juros mais altas, direcionando para outros investimentos.

Agora devemos investir em outros meios como o CDB, os Fundos de Renda Fixa, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), a Previdência Privada e o Tesouro Direto para garantir um futuro bem mais tranquilo.

Por Fernanda de Godoi

Poupança


Inflação teve recuo de 0,53% em julho, porém no acumulado de 2015 a alta registrada é de 6,98%.

O mês de julho foi bastante positivo quando o assunto é a inflação. Vale destacar que o sétimo mês de 2015 conseguiu registrar um recuo de 0,53% na inflação. No entanto, o acumulado de 2015 ainda é bastante preocupante e se mantém acima do teto previsto pelo governo. Dessa forma, foi registrado que o acumulado de 2015 já registra alta de 6,98%. O resultado é ainda pior quando consideramos a inflação dos últimos dozes meses, pois dessa forma o acúmulo é de 9,61%. Os dados aqui destacados fazem parte do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal, o IPC-S.

Além disso, é importante ressaltar que o acúmulo de 9,61% também se encontra acima do que os próprios economistas do mercado financeiro já previam para a inflação oficial de 2015: 9,23%.

Como muitos já sabem, o aumento do índice da inflação pesa bastante no bolso do consumidor brasileiro, pois a cada aumento o consumidor terá menos poder aquisitivo.

Mesmo com a alta taxa acumulada nos últimos doze meses e em 2015, saiba que de junho para julho houve algumas baixas nas taxas relacionadas às classes de despesa. Ao todo nada menos que oito categorias conseguiram registrar baixa em sua taxa. O grande destaque ficou por conta da categoria de alimentação, haja vista o recuo de 0,95% para 0,79%. O grande impulso nesta categoria se deu através da alimentação fora, pois a mesma passou de 0,60% para 0,42%.

Outros destaques quanto ao recuo nas taxas de variação foram: categoria de transportes; vestuário; educação, leitura e recreação; comunicação; e despesas em geral.

Porém, também tivemos o aumento da taxa de variação em algumas categorias. A tarifa de eletricidade residencial, por exemplo, registrou aumento de 2,54% para 3,62%, um dos maiores para o período considerado. O grupo de habitação também registrou aumento, passando de 0,95% para 1,03%. Artigos de higiene e cuidado pessoal registraram aumento de 0,28% para 0,37%.

Por Bruno Henrique

IPC-S


Previsões indicam que o superávit primário do setor público pode fechar o ano de 2015 em 0,15% do valor do PIB.

Com a falta da adoção de novas medidas na área de despesas do país, a previsão do governo de Dilma Rousseff é que o superávit primário do setor público possa fechar o ano bem próximo de zero.

O superávit é o indicador que mede o valor das receitas menos as despesas do governo. A equipe presidencial vem investigando dados para ver se mantém ou se diminui a meta fiscal para o ano de 2015 e segundo o anunciado na última segunda-feira, dia 20, o superávit pode fechar o ano de 2015 em 0,15% do valor do PIB, bem abaixo da meta estabelecida para o ano, que era de 1,1%.

Para evitar esse cenário, a presidente decidiu adotar nos próximos dias algumas medidas de aumento da receita e mais cortes na despesa.

Na última segunda, Dilma Rousseff se reuniu com os ministros da fazenda (Joaquim Levy), da casa civil (Aloízio Mercadante) e do planejamento (Nelson Barbosa) para tratar sobre a meta fiscal do país. A presidente decidiu deixar a meta fixada para este ano, seguindo o que vem sido defendido pelo ministro Joaquim Levi. Já a ala política responsável pelo ministério do planejamento quer fazer a presidente reduzir a meta, para uma meta "realista e crível". Assessores da presidência, no entanto, afirmam que Dilma deseja manter a posição de não mexer na meta fiscal para este ano e deixar uma possível decisão sobre o assunto para setembro, onde trataria também sobre o pagamento da dívida do Brasil.

Dentro do Palácio do Planalto, no entanto, a crença é de que mais cedo ou mais tarde a presidente terá que reduzir a meta, pois o cenário fiscal do país mostra que o cumprimento das metas fixadas atualmente ficou quase impossível. A dúvida é em quanto a meta teria que ser reduzida, para que possa ser alcançada. Os responsáveis pelo planejamento acreditam que a redução para 0,6% do PIB já deixaria a meta mais alcançável no atual cenário econômico.

Para aumentar o superávit o máximo possível a equipe econômica prepara medidas em conjunto que renderiam até R$ 50 bilhões para os cofres públicos, ainda no decorrer deste ano. Dentre as medidas, há um corte adicional de despesas, que está atualmente em estudo pelo governo. O corte ainda não foi definido, pois há uma divisão na equipe de Dilma sobre o assunto. O valor aproximado do corte seria de R$ 20 bilhões. Algumas medidas, como a tributação sobre a repatriação de dinheiro de brasileiros que estão no exterior não agradaram a todos da equipe e não é mais garantida no pacote de medidas.

Há a necessidade da equipe econômica do Governo Federal chegar a um acordo o mais rápido possível, pois a cada dia de discordância a economia do país afunda ainda mais em incertezas. Se as medidas necessárias para a manutenção econômica não forem anunciadas e postas em prática o quanto antes o cenário econômico do país pode se complicar ainda mais.

Por Patrícia Generoso

Superávit





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