Recuperação Judicial da PDG Realty



  

Dívida da empresa chega a R$ 7,8 bilhões.

A PDG Realty, segunda maior empresa do setor imobiliário do Brasil, deu início ao seu pedido de recuperação judicial na Justiça do Estado de São Paulo. O pedido foi formalizado nesta quinta-feira, 23 de fevereiro. Segundo a assessoria do Tribunal de Justiça de São Paulo, o pedido já se encontra no gabinete do juiz responsável, cabendo a ele decidir se irá deferir ou não.

Para aqueles que não sabem, a recuperação judicial é nada mais que uma medida legal através da qual uma empresa pode evitar a sua falência. Tal pedido é viável juntamente a justiça quando a empresa em questão não possui condições de quitar suas dívidas. Segundo destacou o Jornal Valor Econômico, a recuperação da PDG deve abranger uma dívida de R$ 7,8 bilhões.

Veja também:  Como Comprar Ações de Empresas Estrangeiras com Bitcoin

Segundo consta no pedido oficial feito pela empresa juntamente ao Tribunal de Justiça de São Paulo, essa decisão de recuperação judicial foi tomada justamente pelo fato da reestruturação de dívidas acordado com os bancos não ter gerado os resultados esperados pela empresa. Tal acordo tinha entre os seus principais termos a prorrogação de pagamentos de juros bem como um novo financiamento com o objetivo de quitar despesas no âmbito geral e administrativo.

Em nota oficial, o Grupo PDG destaca que a situação econômica do país foi um fator importante para esse período negativo da empresa, haja vista os setores de construção e imobiliário terem sofrido bastante. Com isso, a PDG enfrentou grandes problemas na gestão e continuidade de seus negócios no setor imobiliário. A queda nas vendas em todo o país, o alto número de distratos de unidades vendidas, a paralização de obras em andamentos, além do aumento de dívidas relacionadas ao IPTU, condominiais e fornecedores de produtos e serviços foram alguns dos fatores que impulsionaram o estado de falência.

Veja também:  Fusão dos sites Bom Negócio.com e OLX




O pedido de recuperação funciona da seguinte forma: o mesmo deve ser feito diretamente no Tribunal de Justiça. Após fazer o pedido formalmente ao juiz, a empresa em questão deve apresentar processo para o juiz responsável pelo caso. Após a análise do processo, caso toda documentação esteja completa, o magistrado dará um despacho favorável à autorização da recuperação judicial.

A partir daí a empresa terá 60 dias para desenvolver o plano de recuperação. Depois de apresentado o plano, a autoridade irá divulgar tal plano para os credores, sendo que esses devem aprovar ou não o plano em até 180 dias. Uma vez aprovado, a empresa iniciará sua recuperação, do contrário, é decretada a falência da empresa.

Veja também:  Tesouro Direto bate Recorde de Operações em 2016

Por Bruno Henrique



Quer deixar um comentário?

Seu e-mail não será publicado. Campos obrigatórios estão marcados *