Heineken anuncia acordo de Compra da Brasil Kirin Holding



  

Negociação deve envolver cerca de 664 milhões de euros. Objetivo da Heineken é se tornar a segunda maior fabricante de cervejas do Brasil.

A gigante holandesa Heineken divulgou nessa segunda-feira (13) um acordo feito com a empresa japonesa Kirin Holdings Company que vai permitir a compra da fabricante de refrigerantes e cervejas o mais breve possível.

O maior intuito da Heineken é se tornar a segunda maior fabricante de cervejas do Brasil e pretende expandir seus negócios em 2017 por aqui.

Segundo fontes oficiais, o valor da negociação gira em torno de 664 milhões de euros, mas a transação ainda precisa da aprovação de alguns órgãos fiscalizadores e a previsão é que tudo seja acertado até o meio do ano.

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As marcas da bebida do grupo Brasil Kirin incluem a famosa marca Schin, Baden Baden e Eisenbahn, que também são conhecidas por um público mais seleto. O grupo japonês, perante comunicado oficial, informou que devido à crise econômica e os altos riscos para investimentos, além da acirrada concorrência da indústria da cerveja, tornavam o Brasil inviável para investimentos, do ponto de vista econômico. A Heineken espera que esse novo investimento aumente muito as vendas de seus produtos no Brasil, inclusive da cerveja, que já é bastante apreciada pelo seu paladar por muitos brasileiros, além de fortalecer ainda mais o nome e as marcas do grupo.





A Brasil Kirin fez um investimento total de 3 bilhões de dólares em 2011, na compra da marca Schincariol, que na época era considera a segunda maior fabricantes de cerveja do Brasil, tendo o seu nome mudado, posteriormente, para Kirin Brasil. O grupo japonês terminou o ano de 2015 amargando perdas na casa de 1 bilhão de dólares e se viu obrigado a se desfazer de uma das suas fábricas no estado do Rio de Janeiro para um poderoso grupo alemão do mesmo ramo. Em setembro do ano passado, começava as negociações com prováveis sócios investidores para tentar aumentar todas as operações na quase falida Schin e a Heineken se ofereceu para comprar o império e o martelo foi batido.

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O Brasil é considerado o terceiro país em comércio de cerveja do mundo e só perde para China e Estados Unidos.

Rodrigo Souza de Jesus



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