Pfizer cancela acordo de compra da Allergan



  

Mudança nas Regras para Troca de Domicílio de Empresas e faz com que Pfizer desista do negócio.

Atualmente, o ramo farmacêutico apresenta índices de crescimento em todo o mundo, afinal, à medida que a população cresce, aumenta-se a possibilidade de aparecerem distúrbios e doenças que são tratados com drogas medicinais.

Durante alguns meses, boatos e notícias se espalharam sobre o fato de a Pfizer, famosa farmacêutica norte-americana conhecida pela fabricação do viagra, ter comprado a Allergan. A Allergan também possui grande destaque no cenário mundial de medicamentos, haja vista ser a fabricante do Botox, medicamento utilizado para tratamentos medicinais e estéticos.

De acordo com informações, o negócio giraria em torno de US$ 160 bilhões. A união entre essas duas megaempresas originaria a maior farmacêutica do planeta, segundo famosos economistas e jornais especializados no ramo.

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Porém, no dia 06 de abril de 2016, terça-feira, a Pfizer desistiu do negócio e cancelou as negociações com a Allergan. Segundo nota expedida pela própria Pfizer, os acordos foram cancelados devido ao fato de mudanças tributárias adversas.





De certa forma, a não ocorrência da união foi um passo importante na gestão presidencial de Barack Obama. Não era de interesse do atual governo essa união, pois assim a Pfizer poderia evitar uma carga tributária significativa para os Estados Unidos da América. Como o contrato não foi finalizado, a farmacêutica norte-americana teve que custear um valor de US$ 150 milhões à Allergan.

A Pfizer pretendia trocar seu domicílio dos Estados Unidos para a Irlanda, haja vista o país europeu exigir uma menor carga de impostos das empresas estrangeiras que se instalam em seu território. Contudo, o tesouro dos Estados Unidos mudou algumas regras, para evitar a “inversão” de impostos.

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Essa ação beneficiou a imagem da gestão do Presidente Barack Obama, que dias antes havia discursado para o Congresso com a finalidade de que normas fossem criadas para evitar essa “fuga” de empresas norte-americanas para o exterior com a finalidade de diminuir cargas tributárias pagas aos cofres norte-americanos.

Constata-se que o negócio poderia trazer à tona a criação da maior farmacêutica do mundo, no entanto, esse casamento poderia fazer nascer um grande impedimento à concorrência, o que consequentemente traria aumentos de preços em alguns produtos fabricados por essas empresas.

Raquel Alice Moreira



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