Crise Econômica no Brasil – Previsões para 2015 e 2016



  

Economista da BNP Paribas fala sobre as perspectivas econômicas para o Brasil neste final de 2015 e início de 2016.

Os problemas enfrentados pela economia brasileira não são apenas um assunto interno. Olhos internacionais também estão atentos ao que anda ocorrendo por aqui. Recentemente mais uma instituição financeira resolveu se manifestar sobre o assunto. Estamos falando do BNP Paribas, banco francês que por meio de seu economista-chefe aqui na América Latina afirmou que o país deverá apontar uma recessão na faixa de 3,0% ainda em 2015 e na casa dos 2% no ano de 2016. As estimativas foram passadas pelo economista Marcelo Carvalho através de uma teleconferência realizada com jornalistas, onde o tema central eram as perspectivas macroeconômicas do BNP.

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Carvalho ainda fez questão de enumerar certos pontos que dão uma gravidade maior a situação. De acordo com ele, temos uma visão de cenário externo complicada quando consideramos a alta dos juros nos Estados Unidos e a desaceleração da economia chinesa. Em segundo lugar, o economista coloca a questão de estarmos pagando por erros cometidos relacionados à política econômica que vieram acontecendo nos últimos anos. Por fim, ainda temos as investigações da Operação Lava-Jato. Esses fatos causam certamente incertezas.

– A Mudança Necessária:

Segundo o economista do BNP, para existir uma mudança nesse cenário é preciso que seja reestabelecida a confiança entre os empresários e os consumidores. Caso isso não seja feito, muito provavelmente a tão sonhada recuperação de forma sustentável do país não acontecerá de maneira eficiente.

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– A Inflação:





Carvalho também falou a respeito da inflação, já que uma coisa está intimamente ligada a outra. Segundo ele, o IPCA deverá chegar a taxa de 9,5% ainda em 2015. Porém, em 2016 poderá haver uma desaceleração para até 6,5%. O interessante disso tudo, conforme o economista, é o fato de que mesmo com os esforços que vem sendo feitos pelo ministro da Fazenda, a situação parece não apresentar nenhum tipo de mudança justamente pelo pessimismo que ainda está prevalecendo.

Em outras palavras, para se mudar e voltar a crescer é preciso que exista uma mudança de atitude aliada com uma retomada de confiança.

Por Denisson Soares



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