Importância das agências de avaliação de risco




As agências de avaliação de risco são importantes para o Brasil, pois anunciam aos credores internacionais o quanto o país é mau pagador.

Como consequência de adiamentos para anunciar o pacote fiscal que visa reequilibrar a economia brasileira, o país acabou sendo rebaixado por duas agências de classificação de risco. Mas você sabe por que as avaliações das agências são tão importantes para o Brasil?

Trocando em miúdos, é como se a agência anunciasse aos possíveis credores internacionais que o Brasil é um possível mau pagador, que sua situação financeira está complicada e que investimentos no país são arriscados. E nada pior para o Brasil do que ficar com fama de mau pagador logo em uma época de crise, onde a ajuda internacional poderia ser uma solução para diminuir o sufoco, não é mesmo?

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No mundo existem três importantes agências de avaliação de risco: A Standard & Poor’s, a Moody’s e Fitch, que juntas dominam quase 90% do mercado especulativo. O Brasil já foi rebaixado por duas delas (S&P e Moody’s), o que pode complicar a situação financeira do país.

Isso se explica porque há investidores que só podem colocar dinheiro em países com etiqueta de grau de investimento, e se o país acaba de perder a sua em duas importantes agências, o número de investidores diminui consideravelmente. E o Brasil tem que pagar mais caro para conseguir crédito no exterior, sujeitando-se a juros mais altos dos investidores. E quem pagaria a conta?

Acertou se pensou nós. Isso mesmo! O resultado do rebaixamento é a queda de investimento no país, e juros bem mais altos dos possíveis credores e quem paga essa conta somos nós cidadãos, com alta de impostos, juros e corte de gastos.

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Outro aspecto negativo do rebaixamento do país é que como consequência suas grandes empresas também são rebaixadas, tendo a mesma dificuldade do país para conseguir investidores.

O governo está tentando a passos lentos retomar as rédeas da economia do Brasil. Talvez, se as medidas fiscais anunciadas semanas atrás, fossem anunciadas no começo do ano, onde percebeu-se a crise, o país já estaria a caminho de solucionar seus problemas econômicos e possivelmente não teríamos esse rebaixamento da nota de crédito.

Os esforços agora são para evitar um segundo rebaixamento, o que complicaria ainda mais a situação brasileira. Para tentar evitar o fato, o governo tenta apertar ainda mais os gastos e ressuscitar a CPMF, como forma de arrecadação para o pagamento da dívida e para convencer as agências de que algo está sendo feito, que o lado fiscal do país não está estacionado.

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Por Patrícia Generoso

Avaliação de risco



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