Para onde vão as bolsas?



  

A economia mundial fragilizada não é sinônimo de desistência para os investidores das Bolsas de Valores. Nestas últimas semanas as bolsas de valores registraram performances positivas, demonstrando que o otimismo prevalece no comportamento dos que investem na Bolsa.

Com uma previsão da manutenção de juros baixos e liquidez bastante expressiva, eles dirigem suas decisões de investimento num paradoxo entre a iminência de acontecimentos negativos na economia e os dados que vem sendo registrados nas organizações.

Aqui no Brasil não poderia ser diferente, logo após a queda da intenção de voto da atual Presidente e candidata à presidência, Dilma Roussef, de 37% para 34%, a Ibovespa passou de 45000 pontos para 52000, isso significa que a Bolsa recuperou o patamar anterior, o comportamento dela segue uma curva que oscila entre altos e baixos, sem uma tendência definida.

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No mesmo ritmo encontra-se a Petrobrás, que respondeu positivamente à queda da aversão ao risco, à queda da aprovação do Governo Dilma e também se comportou de forma positiva perante a melhora do mercado. 

Atualmente, aqui no Brasil, nada é definido nem demonstra muita certeza, com as eleições se aproximando e com a falta de confiança dos mercados para investir, devido ao Governo Dilma Roussef. Os investidores tem tido dificuldade em decidir investir em território brasileiro, tanto familias quanto empresas não se sentem à vontade para investir o seu capital em bens ou aumento de produção.

Esta incerteza causa indefinição que é o que aparece visivelmente nos gráficos de comportamento das Bolsas brasileiras. Além da oscilação nos investimentos e nas Bolsas, o brasileiro ainda enfrenta um problema inquietante, a variação nos preços nos bens de consumo, reflexo imediato na cesta de bens das familias.

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Quando há um universo muito grande de incertezas, a mudança nos preços é muito grande, quando há certa estabilidade essa variação diminui, refletindo a mudança de humor dos investidores. Essas alterações nos preços são medidas pela volatilidade que indica tanto a frequência quanto a intensidade das oscilações na cotação de um ativo financeiro em um determinado período de tempo, ela mede o risco de um determinado ativo.

A volatilidade aumenta quando há um aumento na incerteza porque obviamente quando há mais indefinições há maiores riscos de investimentos. Acontece o contrario quando as incertezas diminuem, ou seja, quando há menos indefinições a volatilidade diminui.

Hoje em dia a volatilidade vem diminuindo, mesmo com as variações na economia mundial, isto acontece considerando o otimismo dos Estados Unidos e no Brasil devido a queda das apostas (poucas apostas, poucas incertezas, diminuição da volatilidade).

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O novo normal da Bolsa ainda é uma incógnita visto o cenário de incertezas e de mudanças instantâneas que vem sendo registradas no mercado de ações.

Por Melina Menezes



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