Cresce número de ações para correção do FGTS



  

O número de ações para corrigir os valores do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) aumenta no Brasil. O jornal online, Estado de São Paulo, indica que as quantias do Fundo não seguem correções semelhantes aos movimentos da inflação, fato que causa críticas por parte dos economistas.

De 1999 até o começo de 2014, os rendimentos do FGTS atingiram aumento de 99,71%, ao ponto que o INPC indica que a inflação cresceu em 159%. Ao levar na conta um trabalhador que tenha saldo de dez mil reais no Fundo e a correção de três por cento ao ano, adicionada à taxa referencial, a quantia na conta do Fundo se encontra na casa de quase vinte mil reais.

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Por outro lado, ao analisar a mesma renda com os valores corrigidos pelo INPC, que contabiliza os movimentos da inflação, o montante deveria ser quarenta mil reais, ou seja, o dobro.

O poder público tem o costume de corrigir o FGTS no dia 10 de cada mês. O Instituto FGTS Fácil, instituição que não está ligada ao poder público e trabalha de forma exclusiva às organizações trabalhistas, indica que apenas no começo do ano de 2014 o sistema de contabilização do Fundo fez com que acontecesse rombo no orçamento de quase sete bilhões de reais, que deveria seguir aos bolsos dos trabalhadores.

O jornal Estado de São Paulo indica que a queda com maior valor acentuado nos últimos anos aconteceu por conta das políticas promovidas no governo Dilma, visto que em alguns meses a taxa ficou na casa zero e não trouxe correção, ao ponto que a inflação cresceu durante períodos semelhantes.

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De forma prática, trabalhadores que trabalham de carteira assinada possuem depósitos de 8% referentes ao salário mensal, que deve seguir ao Fundo. Por causa da renda que se encontra perdida conforme dados do FGTS Fácil, existem milhares de ações na justiça de trabalhadores que reclamam por causa da renda perdida.

Por Renato Plantier

Foto: divulgação



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