Bolsa de SP tem a maior queda desde janeiro de 1995

  

  

A Bolsa de Valores de São Paulo registrou a maior queda desde janeiro do ano de 1995. Na sexta-feira, ela fechou 0,84% em alta, acumulando 47.638 pontos. Mas no mês de janeiro obteve 7,51% em queda. Ela teve o terceiro mês e a quinta semana seguida de quedas constantes, fato que prejudicou o cenário global ao risco e fazendo com que investidores desconfiem ainda mais do Brasil.

Essa foi considerada a maior queda desde 1995, ano que houve a perda de 10,77% segundo a consultoria Economatica. Em toda a semana, a baixa foi de 0,31%, acumulando em janeiro o índice de 7,51%. Segundo estatísticas, a queda da acumulação de janeiro de 2014 foi metade da desvalorização registrada em 2013, de 15,5%.


Na sexta-feira, a valorização foi feita por ações da Vale, BM&FBovespa e de diversos bancos, logo após passar a primeira parte negativa do pregão, pela Bolsa de Valores.

Uma das ações da Petrobras acabou tendo seu fechamento estável, cotada a R$ 14,70. Já as principais bolsas da Europa tiveram seu fechamento devido às dificuldades que países emergentes estão enfrentando e ao temor de uma nova deflação nas bolsas europeias.

“Podemos ver um rali de curto prazo, mas o cenário mais provável é que o índice busque a mínima do ano passado, de 44.100 pontos. Tem muitos estrangeiros tirando dinheiro do Brasil”, disse Hugo Rosa, estrategista da emrpesa Citi Corretora.

  

Segundo analistas, os preços estão pressionados, e consideram que a bolsa deverá em breve sofrer um repique. A tendência para o futuro ainda é a queda dos valores. Em Paris, o CAC 40 teve uma regressão de 0,34%, o DAX de Frankfurt teve queda de 0,71%, o FTSE-Mib teve uma pequena alta de 0,03% em Milão, em Madri o IBEX 35 registrou 0,44% e o FTCE-100 de Londres perdeu 0,43%.

Com a saída do Brasil da lista, o dólar será ainda mais valorizado. Segundo Hugo Rosa, essa situação foi gerada pelo baixo crescimento da economia do Brasil, certa desconfiança com a política econômica do país e a pressão monetária do Banco Central.

Por Danilo Gonçalves

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