Muitos investidores aplicam seu capital em ações sem sequer saberem o que elas significam



  

Pode ser óbvio para alguns, nem tanto para outros… Contudo, muitos investidores aplicam seu capital em ações sem sequer saberem o que elas significam.

Para aqueles indivíduos já consolidados financeiramente, sem problemas – podem deixar a tarefa da análise de mercado na mão das corretoras. No entanto, se você deseja realmente colocar a “mão na massa” e iniciar as suas operações, não deixe conceitos como este para trás. 

Uma ação é a menor fração do Capital Social de uma empresa, ou seja, uma partilha do Capital Social em partes iguais. Em outras palavras, quem investe em ações torna-se um sócio da Sociedade Anônima, cujos poderes podem variar de acordo com o tipo da ação adquirida (ordinária ou preferencial) e também pela quantidade de ações. 

As ações ordinárias – ON – proporcionam participação no resultado econômico da empresa, permitem o direito a voto, mas não concedem prioridade quanto ao recebimento de dividendos. 

As ações preferenciais – PN – ao contrário das ON, priorizam o recebimento de dividendos e também de reembolso (em caso de falência, dissolução, etc.). 

As empresas podem emitir ambos os papéis na Bolsa de Valores, assim como as ações PN podem ter variações do tipo “PNA” e “PNB”. Como exemplo, podemos citar as ações da Petrobrás – PETR3 (ON) e PETR4 (PN). 





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As ações também podem ser classificadas quanto a sua liquidez:

  • Primeira linha (blue chips): alto volume negociado, muitos compradores e vendedores;
  • Segunda linha: papéis menos negociados, geralmente são de empresas menores, e em que geralmente há uma maior especulação (é comum de se observar variações acima de 5% ao dia – para baixo ou para cima). 

Existem duas possibilidades básicas de se obter lucro com ações: a primeira é recebendo dividendos (geralmente ocorrem de forma semestral ou anual); e a segunda é realizando a tradicional compra e venda (especulação), que no curtíssimo prazo pode ser chamada de operação de day-trade

Se o seu objetivo é o longo prazo, procure ações que tradicionalmente oferecem bons dividendos, e que sejam de empresas com uma boa saúde financeira. De nada valerá investir em uma empresa com excelentes dividendos, e com suas ações em queda-livre – você ganhará de um lado e perderá do outro, podendo esse jogo acabar no zero-a-zero ou no prejuízo.

Para investimentos de longo prazo é recomendado o uso da Análise Fundamentalista, cuja essência está em obter informações contábeis sobre a empresa, sua situação de mercado, patrimônio, valor, dentre outras métricas.

Do outro lado, estão os investidores que tem objetivos orientados no curto prazo (comumente chamados de especuladores). Essa prática exige um acompanhamento praticamente diário do mercado (ambiente externo e interno da Economia), além de necessitar do apoio da Análise Técnica e Gráfica.

Se você não possui experiência no mercado de ações, estude sobre médias móveis e exponenciais, osciladores, rastreadores de tendência (farejadores), dentre outros indicadores que poderão lhe auxiliar no momento da compra e venda de papéis. 

Como diria aquele velho ditado: “nunca coloque os ovos na mesma cesta”. Equilibre-se entre a Análise Fundamentalista e a Análise Técnica / Gráfica. Uma excelente estratégia, principalmente para iniciantes, é repartir o capital entre a calmaria (longo prazo) e a agressividade (curto prazo). Dificilmente você visualizará perdas agindo dessa maneira.



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